Entrevista com Wilson Eduardo

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Dom, 24.01.2010

WILSON EDUARDO cresceu para o futebol no Futebol Clube do Porto, onde tudo lhe corria bem. Porém, ainda jovem, aos 13 anos, a sua vida obrigou-o a mudar-se para a capital onde viria a jogar no Sporting CP. No clube leonino, WILSON EDUARDO ora jogava a extremo, ora a ponta de lança, mas os golos eram a sua marca dominante. No seu primeiro ano de sénior, Wilson foi emprestado ao Real SC, mas ao cabo de meia temporada em Massamá, a Liga Vitalis chamou pelo jogador natural de Massarelos. Portimão foi o destino e com melhor estreia não poderia sonhar. Marcou o terceiro golo no confronto ante a Oliveirense, um golo onde mostrou a sua velocidade, levando a bola de uma área à outra em velocidade, nuns estonteantes nove segundos! Numa entrevista onde se mostrou humilde, mas sempre ambicioso, WILSON EDUARDO dá mostras de saber o que pretende para a sua carreira.




O DESPERTAR DO GOSTO PARA O FUTEBOL

Como surgiu o teu gosto pelo futebol?

De inicio foi ao acompanhar o meu tio, que jogava no clube da terra, e eu gostava muito de o ver jogar. E também por jogar na escola, jogava muitas vezes com os meus amigos.

Quando eras mais novo gostavas de fazer golos?

Comecei por jogar a médio centro no Desportivo de Vilar. Depois no primeiro ano do Futebol Clube do Porto passei para avançado e os outros três acabei por jogar a médio centro.

Que papel teve a tua família na tua carreira enquanto jogador?

De inicio só o meu tio me apoiava, porque já me tinha visto jogar e dizia que eu tinha alguma qualidade. Os meus pais depois de me verem jogar, gostaram, e decidiram apoiar-me na minha decisão mas sem nunca esquecer a escola.

Como correram esses anos no Desportivo de Vilar?

Estive lá apenas uma época, acabando por ser um bom ano. Depois surgiu o FC Porto e acabei por sair.

Aos nove anos mudaste para o FC Porto, quem entrou em contacto contigo?

Do FC Porto ninguém entrou em contacto comigo. Entraram em contacto com o filho do Presidente do Desportivo de Vilar que era conhecido. Disse que tinha alguns jogadores de qualidade e fomos aos treinos de captação do FC Porto.

Lembras-te de algum jogador que tenha ido a esses treinos de captação contigo?

Não, nem por isso (risos).

Daquele treino, ficaram mais jogadores no plantel do FC Porto?

Lembro-me que ficou mais um jogador que tinha ido comigo do Desportivo de Vilar, mas era dois anos mais velho que eu.

Falaram do interesse do FC Porto logo a seguir ao treino?

Falaram comigo depois de um dos treinos. Disseram que gostaram do meu desempenho e que queriam contar comigo. Como é óbvio aceitei logo a proposta de ir para o FC Porto.

O acordo foi fácil?

Sim, foi bastante fácil.

Wilson Eduardo - Portimonense Sporting Clube

O (CURTO) SUCESSO NO FC PORTO

Como foi a tua adaptação ao FC Porto?

Foi boa, até porque eu era um jogador que gostava de muito jogar futebol e marcava muitos golos. O FC Porto é um clube grande, e principalmente na altura das Escolinhas eu fazia uso da minha velocidade e consegui marcar muitos golos. Acho que consegui adaptar-me muito bem.

Recordas-te de quantos golos marcaste nessa tua primeira época?

Nesse primeiro ano marquei 98 golos, não sei bem em quantos jogos, mas foram muitos jogos.

Enquanto jogavas no FC Porto continuaste a morar em Pedras Rubras?

Sim, morava. Fazia a viagem todos os dias até à Constituição, que era onde nós treinávamos.

Quem foi o teu primeiro treinador no FC Porto?

O Mister Álvaro Silva.

Que recordações tens dele?

Pouca coisa, porque já passou algum tempo. Mas lembro-me que era um treinador que gostava de mim e que gostava de trabalhar com toda a equipa. É essa a recordação mais especial que tenho dele.

Nessa tua primeira equipa no FC Porto, lembraste de algum jogador?

Recordo-me de alguns. Do JOSUÉ que agora está emprestado ao Penafiel, e também outros que estão pelo Porto a jogar, não me lembro de nenhum clube conhecido mas ainda me recordo de alguns.

Que posição ocupavas no FC Porto?

No primeiro ano jogava a avançado, depois passei para médio centro.

Há algum jogo que te recordes particularmente no tempo que vestiste de azul e branco?

Recordo de alguns jogos em que gostei do que fiz. Principalmente nos Infantis, quando jogavamos com o Boavista.

Eras aposta regular ao longo desses quatro anos?

Durante os primeiros três anos fui sempre aposta regular. No último ano, devido a lesões que tive, comecei a alternar entre o banco e a equipa titular.

Achas que no tempo que estiveste no FC Porto correspondeste às expectativas?

Sim, creio que sim, dei sempre o meu melhor.

Aos 13 anos, a tua vida pessoal deu uma enorme volta. O que nos podes contar desse período?

Foram momentos difíceis. Com a separação dos meus pais, a minha mãe decidiu ir para Lisboa. Na altura foi difícil, porque eu queria ficar no Porto. Mas apenas o meu pai aceitava a minha decisão, porém a minha mãe queria que eu fosse com ela para Lisboa e acabei por ir para lá. Resumidamente é disso que me recordo.

Chegaste a despedir-te das pessoas do FC Porto?

Não cheguei a despedir-me de ninguém, pessoalmente. Telefonei a algumas pessoas, a pessoas de quem eu gostava mais.

Mas deixaste lá bons amigos?

Dou-me bem com algumas pessoas de lá, com quem vou falando sempre que posso.

Ao jogares no Sporting podias acabar por encontrar os teus ex-colegas…

Sim, a jogar pelo Sporting encontrei vários jogadores que jogaram comigo nessa altura. Mas também encontrei alguns na selecção.

Como foram processadas as coisas entre o FC Porto e o Sporting CP?

No inicio sei que foi muito difícil, só comecei a jogar em Dezembro porque os clubes não chegaram a acordo. Depois, não sei dizer como foi o acordo entre eles, porque não estive a par disso, o Sporting é que esteve a tratar de tudo. Mais tarde ligaram-me a dizer que estava tudo resolvido e que podia começar a jogar.

A tua mãe foi uma peça importante para te convencer a vires para Lisboa?

Foi sim. Era o desejo dela eu ir para Lisboa. Não me queria deixar sozinho no Porto, e ela também queria acompanhar a minha carreira de perto. Se não fosse por ela não teria vindo para Lisboa e para o Sporting.

É verdade que tu na altura de ir para o Sporting disseste à tua mãe que ias para o Benfica?

Isso era tudo uma brincadeira que eu dizia aos meus pais. Eles queriam que eu fosse para o Sporting, mas como o meu desejo era ficar no Porto acabava por lhes dizer que queria ir para o Benfica para os aborrecer. Mas não passou de uma mera brincadeira.

O teu irmão João Mário passou por uma situação similar à tua?

Também passou pelo mesmo que eu. Porém o processo dele foi mais fácil, porque ele ainda era pequeno, ia passar para os Infantis, e o FC Porto liberou-o mais facilmente.

Que balanço fazes desses quatro anos no FC Porto?

Penso que foram quatro anos bastante positivos, onde aprendi muita coisa com os treinadores que tive naquela casa.

Que títulos conquistaste no FC Porto?

Conquistei três títulos distritais.

Sofreste uma lesão no último ano no FC Porto?

Sim, sofri. Foi uma fractura do perónio na fase final do campeonato de iniciados. Parei durante seis meses. Depois ainda me voltei a lesionar outra vez no Sporting, nos juvenis (NDR: Durante as últimas jornadas da Primeira Fase).

Como foi a recuperação dessa lesão que tiveste nos Iniciados do FC Porto?

Parei durante seis meses. A recuperação foi bastante dolorosa, na altura eu estava bastante concentrado no futebol e foi muito mau ter que parar aquele tempo todo. Mas depois de recuperar, já a jogar no Sporting, penso que voltei bem. O meu regresso foi bem conseguido muito devido ao facto de a recuperação ter sido feito da maneira correcta pelo Departamento Médico do FC Porto.

Wilson Eduardo - Sporting Clube de Portugal

A AFIRMAÇÃO NA ACADEMIA DE ALCOCHETE

Qual foi a tua primeira impressão da nova realidade que encontraste no Sporting?

Foi viver outra experiência, tive logo uma boa primeira impressão.

Que diferenças encontraste entre o FC Porto e o Sporting CP? Nessa altura o Sporting já tinha a Academia de Alcochete…

Sim, o Sporting CP já tinha a Academia e na altura em que eu saí o FC Porto tinha-se mudado para o Olival. No Olival não cheguei a treinar, treinei apenas na Constituição. Penso que, na altura, as diferenças foram muitas, porque as condições que o Sporting CP tinha em comparação com as do FC Porto eram muito melhores. Mas com o aparecimento do Centro de Estágios do Olival, o FC Porto conseguiu adquirir outra imagem.

Lembraste de quem integrava essa tua primeira equipa no Sporting CP?

Lembro-me de vários jogadores… Costumo estar com eles algumas vezes, agora neste ano estive com eles no Real Sport Clube, são os casos do ANDRÉ MARTINS, o Pedro Mendes, o Diogo Rosado, o Diogo Amado, etc.

Quando foste para o Sporting CP integraste logo a primeira equipa desse escalão?

Sim, fui logo para a equipa dos Iniciados A e estive sempre por lá, apesar de fazer alguns jogos pelos mais novos, acabei sempre por estar na equipa Sub-15.

Eras sempre opção nessa equipa?

Na primeira fase, como só comecei a competir em Dezembro nem sempre era aposta. Mas depois, na fase final, comecei a ser sempre utilizado, nos últimos três ou quatro jogos.

Lembraste quem foi o teu primeiro treinador no Sporting CP?

Foi o Mister Luís Gonçalves.

Recordaste de alguma coisa em particular que tenhas aprendido com ele e que agora neste período da carreira dás muito valor?

Foi um mister que tinha uma maneira diferente de trabalhar, aprendi coisas diferentes com ele e ajudou-me a ser um jogador mais completo do que eu era.

Há algum treinador que te tenha marcado mais no teu percurso na Academia de Alcochete?

Gostei bastante de trabalhar com o Mister Luís Dias nos Juvenis.

Lembraste de alguma pessoa que te tenha ajudado mais na integração no clube e também na cidade?

Em termos de colegas tive alguns que me ajudaram imenso. Muitos deles eram novos na Academia, mas que já conheciam alguma coisa da cidade e sempre me ajudaram. A nível de dirigentes posso falar do Senhor Aurélio Pereira e do Mister Jean-Paul que também me ajudaram bastante. Mas também todos os treinadores que quando me iam conhecendo me iam ajudando para se certificarem que eu estava bem.

Foste quatro vezes campeão em cinco anos… Achas que carregas contigo esse hábito de conquistar títulos?

Infelizmente, no primeiro ano não conquistamos o título nacional Sub-15. Mas nos quatro anos seguintes conseguimos ganhar sempre e foi bastante bom para mim, porque dá-nos outra imagem em termos de clube. Além de que para outros treinadores que nos recebem é sempre bom para eles terem jogadores que já foram campeões.

Lembraste da tua primeira chamada a um treino nos seniores?

Sim, lembro-me perfeitamente. Foi no meu primeiro ano de Juniores. Tinha acabado um treino pelos Juniores e o treinador José Lima disse-me que no dia a seguir iria treinar com a equipa principal do Sporting.

Como é que te sentiste ao receber essa notícia?

Senti que os responsáveis do clube estavam a observar o meu trabalho e que decidiram dar-me uma oportunidade para demonstrar o meu valor, tentando dar seguimento ao que vinha fazendo na formação.

Nesse treino foi mais alguém contigo da equipa dos Juniores?

Foram bastantes jogadores. O DIOGO VIANA, que agora está no FC Porto, o André Martins, o ANDRÉ SANTOS, o Diogo Rosado, entre outros.

Como é que foste acolhido no seio do plantel?

Fui bem acolhido. Era um grupo muito jovem, mas que também tinha jogadores mais experientes. Receberam-nos bem, o que foi importante para nos deixar à vontade em campo, libertando-nos daquele stress que se apodera de nós ao princípio quando estamos a ser integrados numa equipa nova.

Houve algum jogador que te tenha acolhido melhor?

Sim, houve… Foi o Tiago. Pôs-me logo à vontade, começou logo a brincar comigo no balneário e deu-me mais confiança para me ajudar a integrar.

Na habitual “peladinha” jogaste contra ele?

Sim, que me recorde sim. Mas infelizmente não lhe marquei nenhum golo (risos).

Lembraste da tua primeira convocatória para os Seniores?

Estava no estágio da Selecção, no final de um dos treinos o Mister Paulo Bento ligou-me a dizer que estava convocado para a equipa principal.

Chegaste a jogar pela equipa principal?

Não, apenas fui convocado.

Em Dezembro de 2009, foste chamado a treinar com o plantel principal do Sporting. Com que impressão ficaste do Mister Carvalhal?

Achei que ele era um treinador que tinha outra cultura em relação ao Mister Paulo Bento. Dava mais liberdade aos jogadores que vêm da formação, porque o sistema é melhor, pelo menos para mim que sou um extremo é melhor pois consigo integrar-me mais facilmente. Na formação estávamos habituados a jogar naquele sistema e penso que é melhor para nós. Enquanto treinador, não o conheço muito bem, apenas tive aquele contacto nos treinos no Sporting CP.

Achas que conseguiste impressionar o mister nesse treino?

Creio que sim. Estive bem e consegui demonstrar algum do meu valor.

Wilson Eduardo - Sporting Clube de Portugal

A geração de 1990 do Sporting não foi campeã em Iniciados A em 04/05 mas foram campeões nacionais 2 anos depois em 06/07, qual foi a principal mudança, até porque os campeão nacionais de Iniciados (FC Porto) 2 anos depois nem chegaram à fase final de Juvenis.

Penso que foi, acima de tudo, a união do nosso grupo. Nesse ano 2006/2007, éramos um grupo muito unido. Penso que foi esse o principal factor em relação ao que aconteceu dois anos antes.

De todas as derrotas na formação qual foi aquela que te custou mais? A derrota por 2-0 com o SL Benfica na Academia em Dezembro de 2006?

Foi uma derrota que ninguém gosta de sofrer, contra a equipa rival ainda para mais no nosso reduto. Mas de qualquer das formas, a derrota que mais mexeu com a moral da equipa foi nos Iniciados contra o FC Porto, no Olival. Foi uma derrota injusta, pois dominamos completamente o jogo. Ainda para mais foi uma derrota que nos deixou fora da luta pelo título.

É verdade que quando soubeste que ias ser suplente (NDR: Vinha de uma paragem devido a lesão) na 1ª jornada (que seria contra o Benfica) da fase final de juvenis em 06/07 disseste aos teus amigos que quando entrasses em campo seria o "Regresso do Rei"?

Era uma brincadeira que eu tinha. Eu gostava muito de brincar com os meus colegas e na altura como tinha estado parado cerca de dois meses, da operação que tive ao joelho, achava que iria ser suplente e na brincadeira dizia que se entrasse ia marcar o golo da vitória. Acabei por jogar de inicio e não pude fazer o que disse (risos).

Qual foi a vossa reacção quando souberam que o Diogo Viana ia deixar o grupo durante o Verão de 2008?

Foi triste, porque era um jogador que estava connosco há muito tempo. Um jogador de quem nós gostávamos pelas suas qualidades e penso que foi triste para o grupo, mas conseguimos superar. Acima de tudo desejamos-lhe a melhor sorte do mundo.

Ainda manténs contacto com ele?

De vez em quando. Sempre que se pode, falamos pela Internet ou quando vamos a estágios da selecção.

Se pudesses escolher só um jogador da equipa de Juniores do Benfica do ano passado e também um da equipa do FC Porto quem seriam esses 2?

No Benfica podia escolher vários jogadores, mas aquele que mais se destacava era o Ishmael Yartey, que agora está no Beira-Mar. Acho que era um jogador bastante bom e que tinha muitas qualidades. Do FC Porto, posso dizer o DIOGO VIANA que era um jogador de quem já conhecíamos as qualidades e penso que na altura ele era mesmo a grande referência do FC Porto.

Que recordações tens do Sr. Manuel Ferrão que faleceu recentemente?

Eu não falava muito com ele, mas sempre que ele me falava dava-me muitos conselhos. Alertava-nos para as dificuldades que íamos encontrar no futuro e às vezes contava-nos algumas histórias que ele passou com alguns jogadores da formação para que pudessemos saber dos erros que outros já tinham cometido.

Como descreves o que se passou no "jogo da pedrada" (última jornada de juniores 08/09)?

Eu não sei bem como começou todo aquele alvoroço porque na altura eu estava de costas, após um lance de ataque nosso. No momento em que vi muita gente dentro de campo, fomos todos para o balneário e só depois no balneário é que nos apercebemos que eram os adeptos do Benfica que estavam a entrar na Academia.

Nessa altura sentiste medo?

Na altura, o meu maior medo foi mais por causa dos meus familiares que estavam na bancada. Tive receio mais em relação que algo lhes pudesse acontecer a eles do que em relação a mim próprio.

A quem ligaste imediatamente a seguir à vitória por 3-0 em Guimarães na qual tu marcaste dois golos que selaram o titulo nacional de Juvenis 06/07?

Liguei à minha mãe, estava muito alegre. Foi um jogo muito complicado, mas conseguimos a vitória e o título nacional que foi o tetra-campeonato Sub-17 para o Sporting.

Crês que a tua formação atingiu aquilo que se esperava, tanto para ti como para o Sporting?

Penso que sim. Aprendi muito nos meus anos de formação e penso que foi bastante positivo, tanto para mim como para o Sporting.

O professor José Lima está agora nos seniores e é responsável pela componente ofensiva no treino do Sporting. Ao longo do tempo que estiveste com ele, ajudou-te a maturar as tuas capacidades nessa área específica?

Sim, o Mister Lima foi um treinador que nos ajudou muito em termos de ataque, até porque quando ele era jogador era um elemento de ataque e dava-nos alguns conselhos para não cometermos erros que ele tivesse cometido enquanto jogador.

Fala-se que tens algumas semelhanças com o avançado titular do Sporting, o Liedson… Encaras essas comparações como algo positivo, que te motiva e que te faz trabalhar para seres ainda melhor?

Claro que sim. Ser comparado com o Liedson é muito bom. Toda a gente sabe o jogador que o Liedson é, muito trabalhador em prol do colectivo, um goleador. E penso que ser comparado com ele é excelente, é um objectivo que quero alcançar, com muito trabalho é certo, mas espero um dia ser como ele, e representar o Sporting.

Achas que tens um estilo de jogo parecido com o do Liedson?

Penso que sim, a nossa forma de jogar não é muito diferente. É um estilo semelhante, mas apesar disso sei que tenho muito que aprender ainda para um dia chegar ao nível dele.

Que opinião tens do CARLOS SALEIRO, um jogador que como tu foi formado no Sporting, passou por alguns clubes e agora está integrado a 100% na equipa principal. O que pensas dele enquanto jogador?

Os anos em que esteve emprestado não segui com muita atenção o seu desenvolvimento, mas agora que está no Sporting nota-se que aproveitou bem as oportunidades que teve. E é isso que acho que os jogadores jovens devem fazer, quando têm uma oportunidade devem aproveita-la e penso que o Saleiro a aproveitou bem e está a fazer os golos que toda a gente vê.

Achas que podes seguir os seus passos?

Acredito que sim. Sei que é uma das possibilidades, apesar de não podermos prever o futuro. Mas é para isso que eu trabalho, para um dia regressar ao Sporting e vingar de leão ao peito.

O André Santos, começou no Fátima depois a meio do empréstimo passou para o Leiria e agora está na Liga Sagres. Vês-te a ter o mesmo percurso?

Até ao momento tenho o mesmo percurso que ele, agora se vamos chegar à Liga Sagres só o futuro o dirá mas até ao momento tenho o mesmo trajecto que ele e sei que um dos meus objectivos é competir na Liga Sagres.

Falando do novo reforço do Sporting, Florente Sinama-Pongolle, que opinião tens  dele?

Não o conheço enquanto jogador, prefiro não opinar.

Nos últimos dias, Carlos Carvalhal disse que «o Sporting não pode ser suportado pelos meninos da Academia». Achas que isto dá menos margem de manobra para jovens como tu se afirmarem no clube?

Sim, dá menos margem de manobra. Torna-se tudo mais complicado mas com o nosso trabalho podemos ter algumas oportunidades. Agora só o treinador é que poderá dizer se temos as capacidades e as qualidades para representar o Sporting.

Wilson Eduardo - Selecção Nacional

A CURTA AVENTURA NO REAL MASSAMÁ

Que balanço fazes dos seis meses passados no Real Sport Clube?

Foi um bom período da minha até agora curta carreira. O grupo de trabalho acolheu-me muito bem, foi um grupo onde gostei de trabalhar e acho que foi um plantel que tinha os objectivos bem definidos. E acabamos por fazer uma primeira parte de campeonato bastante interessante.

Quantos golos marcaste no teu tempo no Real Massamá?

Em jogos oficiais foram dois golos.

O jogador que te substitui no Real SC foi o André Cacito. O que nos podes dizer acerca dele?

Sei algumas coisas sobre ele, porque já cheguei a trabalhar com ele nos Juvenis quando ele jogava no escalão acima do meu. É um jogador muito forte de cabeça com um bom jogo aéreo, trabalhador, fisicamente forte e é um jogador que aproveita todas as oportunidades que tem. É um bom goleador.

É verdade que o Sá Pinto entrava no balneário do RSC e dava-vos muita garra?

Que me recorde, só entrou uma vez. Era bom saber que o Ricardo Sá Pinto estava com a gente porque assim sabíamos que os responsáveis do Sporting estavam sempre presentes, que nos acompanhavam de perto e acho que isso era bom, porque nos dava outra motivação para os jogos.

No plantel do Real estava um ex-júnior do RSC chamado David Rosa que apesar de ser o seu 1º ano de sénior mostrou bons pormenores e muito à vontade em campo. O que nos podes dizer dele?

É um jogador muito empenhado, um excelente profissional que gosta de fazer sempre mais. Gosta muito de trabalhar e penso que isso é essencial para um jogador que goste de aprender com os mais velhos.

Wilson Eduardo - Real Sport Clube

A OPORTUNIDADE NA LIGA VITALIS

Como se processou esta mudança do Real para o Portimonense? Foi o Mister Carlos Carvalhal ou o Ricardo Sá Pinto que te aconselharam a mudar?

Foi uma mudança muito rápida, que sucedeu no fim de semana passado. Ligaram para mim no sábado (dia 26 de Dezembro) a dizer que havia a possibilidade de eu representar o Portimonense, possibilidade essa que eu vi com bons olhos. De inicio ligou-me o meu empresário a perguntar se estaria interessado e depois ligou-me o Ricardo Sá Pinto a apoiar-me a dizer que era uma boa mudança porque ia competir num campeonato mais exigente e que isso poderia dar-me mais visibilidade em termos futuros.

Havia outras possibilidades, outros clubes da Vitalis ou Sagres e quais foram?

Havia outros clubes também da Liga Vitalis, não lhe sei dizer quais porque na altura não foram mencionados os nomes mas sei que havia outros clubes que estavam em estudo mas penso que o Portimonense foi uma boa escolha.

Descreve a tua exibição no jogo da Taça entre o Portimonense e o Real Sport Clube?

Recordo-me bastante bem. Acho que fiz um bom jogo, estive bem, consegui fazer um golo e foi um jogo onde a equipa trabalhou muito e demonstramos que não vínhamos aqui para cumprir calendário.

Que impressões tens já do Mister Litos?

É um treinador exigente com quem gosto muito de trabalhar e que exige muito de nós, mas é um treinador que nos incentiva muito para que consigamos fazer o que ele pretende. Em termos de treino ainda não lhe sei dizer porque também estou a trabalhar com ele há pouco tempo.

Este plantel tem alguns jogadores formados no Sporting como o Bruno Filipe e o Vasco Matos, e formados no Porto como o Jorge Monteiro, João Pedro e Ivanildo. Tiveste oportunidade de trocar estórias com estes jogadores?

Sim, recordo-me bem do Jorge Monteiro e do Ivanildo. Do Sporting, eu não sabia que o Vasco Matos tinha sido formado no Sporting, é uma novidade para mim. Ele e o Bruno Filipe foram pessoas que me ajudaram muito nesta fase inicial porque já me conheciam, e também conheciam o clube.

Falaste com algum jogador teu conhecido acerca do que podia ser a tua aventura no Sul do país. Nomeadamente com o Diogo Amado, ele deu-te boas referências sobre o Algarve?

Sim, também falei com o Diogo Amado mas também com o Pedro Mendes e com o André Martins, que são colegas com quem me dou muito bem, são mesmo muito amigos e foram mais esses três com quem falei, porque na altura nada estava certo e trocávamos impressões para saber se podia ser positivo para mim.

Como está a decorrer o teu processo de integração no plantel?

Está a ser bom, o grupo recebeu-me bem. É um grupo bastante bom, que ajudou-me muito logo desde o início porque isto é uma nova aventura para mim, estar aqui sozinho é uma nova experiência. É um grupo que me ajudou principalmente a manter-me desinibido nos treinos.

Achas que aqui podes jogar com mais regularidade e atingir a dimensão que se espera de ti?

Venho para cá para jogar, com muito trabalho claro. Mas venho cá para jogar e se eu conseguir jogar e ajudar o Portimonense sei que isso no futuro pode-me trazer boas oportunidades.

Quais são as ambições do clube?

Passa essencialmente pela manutenção, sem descurar claro os lugares cimeiros, neste momento estamos em 3º lugar. Os nossos objectivos passam mais pela manutenção mas claro que podemos sonhar com a subida de divisão.

Mas pelo que viste do plantel desde que aqui chegaste, achas que podem ambicionar a subida à Liga Sagres?

Sim, penso que sim. É um plantel muito bom, com jogadores de grande nível e acho que é um plantel que pode lutar até final por um lugar de subida de divisão.

E as tuas ambições pessoais?

Agora passa por ajudar o Portimonense com golos. Para no final sair beneficiado tanto eu como o clube.

O William Owusu também se transferiu para um patamar superior e está agora no Gil Vicente, o que nos podes dizer desse jogador?

É um jogador muito bom, que protege muito bem a bola e isso nas divisões inferiores era muito importante, visto serem divisões de muita luta, de um jogo mais fisico. Era o nosso melhor marcador na altura em que saiu, com seis golos marcados.

Wilson Eduardo - Sporting Clube de Portugal

O ORGULHO DE REPRESENTAR A SUA PÁTRIA

Jogaste pelos Sub-15 quando eras Sub-14? Pelos Sub-17 quando eras Sub-16? Foste campeão nacional (Sub-15 e Sub-17) nesses anos?

Não, joguei sempre pela minha categoria. Nos Sub-15 ainda era pela selecção distrital de Lisboa onde tivemos o Torneio Lopes da Silva e nos Sub-16 nunca representei a categoria acima. Apenas conquistei alguns torneios em que fomos participando, em títulos oficiais não conquistamos nada.

Houve algum torneio que te tenha marcado mais?

Lembro-me de um torneio no ano passado em La Manga, que me correu muito bem. Fui o melhor marcador e também o melhor jogador do torneio.

Sentes que a Selecção de Sub-17 em 06/07 podia e devia ter chegado ao mundial da Coreia?

Sim, acho que sim. Tínhamos uma selecção que podia lá chegar mas depois na fase de apuramento, na última fase do torneio de elite, não conseguimos a qualificação. Foi um momento que me deixou bastante triste, até porque eu estava no hospital, tinha acabado de ser operado, não pude ajudar o grupo, só o fiz no primeiro jogo. Foi um torneio que me deixou muito triste porque tínhamos qualidade para passar mas que infelizmente não conseguimos.

O que sentias ao ouvir a “Portuguesa” quando és tu que estás em campo e és tu que tens que defender as nossas cores?

Sentia que era uma grande responsabilidade defender as cores da selecção nacional, mas essencialmente era algo que eu gostava muito. E ouvir o hino era e é um momento único.

O que te recordas da tua primeira chamada à selecção nacional?

Foi nos Sub-16, contra a Irlanda. Entrei ao intervalo, recordo-me bastante bem desse jogo por ter sido o meu primeiro jogo e por ter marcado praticamente logo a seguir a ter entrado. Foi um momento do qual gostei muito e que até hoje me recordo bastante bem.

Achas que esse momento irá ficar marcado para sempre na tua carreira?

Sim, esse momento vai sempre ficar marcado, porque foi o meu primeiro jogo pela selecção nacional, logo com um golo. Foi um momento muito bonito.

Esperas ser chamado à selecção Sub-21 num futuro próximo?

É para isso que eu trabalho arduamente. Mas a decisão deixo-a sempre para os responsáveis da selecção. Mas claro que trabalho para poder atingir esse objectivo pessoal, porque eles têm lá jogadores da minha idade e é para mim um objectivo difícil, mas não é de todo impossível.

Que impressão tens do avançado da selecção de Sub-21, Yazalde?

É um jogador muito rápido, que tem um estilo de jogo muito semelhante ao meu. Gosta de ter a bola com espaço devido à sua rapidez.

PESSOAL, CRENÇAS E IDEIAS

Dos títulos nacionais qual gostaste mais?

Foi o de Juvenis A, em 2006/2007.

Qual é o jogo favorito? A jornada final em Guimarães em 2007 (NDR: Marcou 2 dos 3 golos) ou a jornada final de juniores em 2008?

Foi a jornada final em 2007, em Guimarães. Porque era um jogo onde muita gente não acreditava na nossa equipa, e penso que foi uma resposta muito boa da nossa equipa. Demonstramos que tínhamos muita qualidade.

Consideras-te um extremo ou um ponta de lança? Gostas mais de jogar em que ala?

Eu estou habituado a jogar tanto a extremo com a ponta de lança, por isso dizer qual é a posição que mais gosto é difícil. Mas se tiver que escolher, gosto de jogar mais a ponta de lança, mas não desgosto de jogar a extremo.

Qual foi o melhor jogador com quem já jogaste na tua equipa e quais foram os defesas mais difíceis de bater?

Gostei bastante de trabalhar com os meus colegas que agora estão no Real Massamá. Quanto a defesas mais complicados, posso dizer que os defesas do Benfica, tanto o MIGUEL VITOR e o João Pereira foram os dois defesas mais difíceis em termos nacionais.

Que jogadores no plano internacional mais admiras e qual foi o jogador que admiravas quando eras jovem?

A nível internacional neste momento é o Didier Drogba. Quando era miúdo gostava muito do Tjierry Henry.

És parecido com o Henry, concordas com essas comparações?

Algumas pessoas dizem que temos algumas semelhanças.

Descreve a importância da tua mãe na tua carreira.

Ela tem muita importância porque foi uma pessoa que me ajudou bastante, apesar das dificuldades que tínhamos ajudou-me bastante naquilo que eu queria. E acho que foi uma peça importante para o meu sucesso em termos futebolísticos.

Qual é o sistema de jogo que pensas que mais te favorece?

Gosto bastante do 4-4-2, onde jogo com um ponta de lança mais fixo, é um sistema que me favorece muito até porque eu gosto de andar solto pela frente. É o sistema que se adequa mais às minhas capacidades.

Que outros jovens avançados portugueses admiras particularmente?

Gosto bastante do RUI FONTE e também gosto do UKRA, que actualmente está a atravessar um bom momento. São estes dois jogadores que mais admiro de momento.

Se pudesses escolher um número de camisola para usar qual seria?

Escolheria o número 9, porque é um número do qual eu gosto bastante.

Tens 2 irmãos mais novos e o mais novinho jogava no Odivelas. Fala um pouco sobre ele e porque deixou ele de jogar?

Ele não deixou de jogar futebol, joga agora num clube de Odivelas, apesar de ser futsal. Eu nunca o vi jogar porque os jogos dele coincidiam quase sempre com os meus. No ano passado jogava ao sábado e este ano ao domingo, como jogador não o posso avaliar, mas se é meu irmão, só pode ser bom (risos).

O que nos podes dizer acerca do teu irmão João Mário, tanto como jogador como pessoa e quais são as qualidades psicológicas que o destacam de outras jovens promessas?

Penso que é um jogador com muita qualidade para a idade que tem. Não digo isto por ser meu irmão, pois esta é também a opinião de muitas outras pessoas. A grande diferença em relação aos demais é a maturidade que ele já tem. É um jogador muito calmo que consegue resolver bem os problemas até porque não entra muito em stress.

Dás muitos conselhos ao teu irmão João Mário?

Alguns. Já lhe passei algumas coisas de modo a evitar alguns problemas que eu já enfrentei. Dou-lhe alguns conselhos a nível futuro para ele poder vir a ser um melhor jogador.

Há pessoas que quando falam de ti e do João Mário, além de destacar as qualidades futebolísticas, realçam também o vosso empenho e humildade. Como reagem a este tipo de comentários?

É sempre bom receber elogios. No mundo do futebol ser humilde é muito bom, porque dá-nos uma imagem muito boa para as pessoas de fora e é algo que gostamos muito de ouvir.

Já jogaste futebol (na brincadeira ou num treino) contra o JOMI (João Mário Eduardo) e quem é que ganhou esses duelos fraternais?

Já tive alguns jogos com ele. O último foi agora quando fui treinar à equipa sénior do Sporting, ele também lá estava a treinar e tivemos alguns confrontos. Nesse tal jogo no treino foi ele que ganhou o duelo (risos).

Na formação, lembraste de algum campeonato que tenha sido mais fácil/menos difícil de ganhar?

Nenhum dos campeonatos foi fácil de ganhar. Foram todos muito complicados, por isso não posso dizer qual foi o mais fácil, porque para mim não houve nenhum que fosse particularmente fácil.

A história do futebol demonstra que muitos avançados apesar de marcarem muitos golos nas camadas jovens, acabam por ter dificuldades na passagem para os seniores. É um factor que te faz querer trabalhar ainda mais?

Claro que sim. Há vários jogadores que eu via na formação que marcavam muitos golos e depois nos Seniores não conseguiam fazer a mesma coisa, até porque a passagem de Júnior para Sénior é muito complicada. É muito difícil mudar assim de escalão, mas é algo que me faz trabalhar ainda mais para conseguir manter o nível de golos que venho marcando durante a formação.

Que pensas do Pedro Eugénio que é um jogador algarvio e que foi teu colega de equipa no Sporting e mais tarde foi teu opositor quando jogava pelo Benfica?

Na altura do Sporting gostava muito dele, lembro-me que eu dizia mesmo que ele era o melhor lateral direito da nossa idade, algum tempo depois deixou de ser aposta no Benfica. Essa ausência foi bastante negativa, porque ele é um jogador que tem imensa qualidade.

Dos jogos que tiveste contra ele foi muito difícil vencer os duelos individuais?

Era, até porque ele é um jogador que apesar de não ser muito alto nem ser muito forte fisicamente, era um jogador muito “chato”. Não dava nenhum lance por perdido e dava-nos muitas dificuldades jogar contra ele, até porque ele é um dos típicos laterais modernos que gosta muito de subir e era muito complicado para mim jogar contra ele.

O que achas do Amido Baldé, avançado dos juniores do Sporting?

É um avançado muito forte fisicamente e com boa técnica que impõe muito respeito nas defensivas contrárias.

Que opinião tens do Tiago Cintra do Leixões?

O Tiago Cintra não o conheço muito bem, joguei contra ele algumas vezes. É um jogador bastante forte fisicamente, e que tem um bom remate.

E sobre o Ângelo Oliveira?

Lembro-me do ÂNGELO OLIVEIRA na altura em que eu estava no FC Porto, e era um jogador muito bom. Na altura marcava muitos golos e foi recentemente o melhor marcador do Campeonato Nacional de Juniores.

No Benfica, a grande referência no ataque é o Nélson Oliveira, aprecias as suas qualidades?

O NÉLSON OLIVEIRA é um jogador muito bom, muito bom mesmo. Também é forte fisicamente, bom a finalizar, tem um bom remate com ambos os pés. É um jogador muito técnico, um nível acima para a idade que tem, com uma capacidade invulgar na idade dele.

Quando o Nélson Oliveira joga pela equipa principal não se consegue mostrar, como falamos há pouco acontece muitas vezes um jogador ser bom nas camadas jovens e depois desaparecer na equipa Sénior…

Não é bem o caso, porque o Nélson ainda é Júnior este ano. É complicado porque só mesmo com a experiencia que vamos tendo é que podemos fazer a diferença. De inicio é sempre complicado jogar contra jogadores mais velhos, que já têm muita maturidade, defesas que já têm alguma matreirice e é assim que nós temos que aprender. Mas também com ajuda de alguns colegas nossos mais velhos. Não se pode dizer que seja um caso igual aos outros porque é um jogador que ainda é Júnior.

E sobre o Diogo Ribeiro da Académica de Coimbra?

É um jogador do qual gosto muito. É um avançado muito “chato” para os defesas, recordo-me muito bem dele na altura do Sporting. Era um avançado que muitos defesas não gostavam porque não dá nenhum lance por perdido. É um jogador que à mínima oportunidade que tenha não a desperdiça e faz o golo.

Qual destes 4 é o melhor jovem jogador do mundo: Aguero, Pato, Jovetic ou Benzema?

Desses quatro, o que mais gosto é o Aguero.

Qual é o teu clube de sonho no estrangeiro?

Real Madrid.

Em Maio de 2009, falou-se do interesse do Liverpool e do Chelsea na tua contratação. Alguma vez se passou algo mais que isso, ou seja mera especulação?

Penso que foi mesmo isso, apenas mera especulação. Apesar de ver essas coisas nos jornais, nunca houve nada concreto. Nunca me disseram nada sobre isso no Sporting CP, nem o meu empresário me falou do assunto.

Como é que um jogador da tua idade encara essas notícias?

É muito bom saber que clubes grandes a nível europeu estão de olho em nós. Dá-nos outra confiança, outro motivo para trabalhar ainda mais.

Algum desses dois clubes é um clube que tenhas desejo de representar?

Sim, até porque os dois pontas de lança de quem mais gosto de momento são desses dois clubes. O Fernando Torres e o Didier Drogba.

Quem é o teu empresário?

Pini Zahavi.



Entrevista realizada no dia 6 de Janeiro de 2010 no Estádio Municipal de Portimão.
Texto: Fábio Lima.
Imagens: Academia de Talentos.

 

Wilson Eduardo - Portimonense Sporting Clube

Comentários

bom jogador

bom jogador

Gostei da entrevista. Apenas

Gostei da entrevista.

Apenas dizer ao Wilson que espero que ele se afirme na equipa principal do SCP e que não se esqueça que já está num dos Grande Clubes Europeus.

Que nunca se esqueça que foi este clube que lhe permitiu uma carreira futebolistica.

erros de português básicos

erros de português básicos num "jornalista"? isso é muito muito mau...

"Lembraste da tua primeira convocatória para os Seniores?"
lembraste? é lembras-te.

"Recordaste de quantos golos marcaste nessa tua primeira época?"
recordaste? é recordas-te.

Isto é tudo benfiquistas

Isto é tudo benfiquistas aziados por ser uma entrevista a um Sportinguista?
Pois fiquem sabendo que quem fez a entrevista é benfiquista...
Não encontram nada de relativo e agora vão para erros que todos podem dar, enfim...
Ao ponto que isto chegou.

não é bem assim, meu caro,

não é bem assim, meu caro, para quem ganha a vida a escrever (ou pretende ganhar) são erros graves que não deviam ser feitos! só descredibiliza! (palavra grande e complicada para quem dá erros destes, que deve ser o seu caso...)

 

  abraços de um jornalista sportinguista.

Riso! Quem tu és sei eu,

Riso!

Quem tu és sei eu, invejoso gordo xD

pois devia ter sido isso. e

pois devia ter sido isso. e isso ja aconteceu no sporting....um jogador q andou fo*** com a mae de um colega de equipa..ahahahah

QUEM??

QUEM??

é uma boa historia de

é uma boa historia de putos... gira para contar aos netos quando forem velhos

Claro k é 1 entrevista

Claro k é 1 entrevista fraka! Deviam ter perguntado quando foi a 1a vez do gajo ou se ja comeu a irmã de algum kolega de equipa. Que acham?

Força WILSON!

pior*

pior*

entrevista do ior q eu ja vi

entrevista do ior q eu ja vi

Ele é muito bom, mas o

Ele é muito bom, mas o irmao é MUITO melhor

Não entendo o porquê das

Não entendo o porquê das críticas a esta entrevista. As perguntas são coerentes, bem estruturadas e dispostas cronologicamente. Não sei que mais quererão saber. O tamanho de boxers que ele usa?

porque nao?

porque nao?

Tantas perguntas

Tantas perguntas estúpidas.. tiveram a oportunidade de entrevistar o rapaz e fazer lhe perguntas decentes, mas não.. muito má entrevista

concordo.. há muitas

concordo.. há muitas perguntas que nao interessam a ninguem.. o que se pode espremer desta entrevista é manifestamente pouco.

desejo te boa sorte nesta

desejo te boa sorte nesta transição para o futebol sénior.. até agora esta a correr tudo bem, espero que continue e te tornes num grande jogador, pois por tudo o que fizeste até agora, tu mereces

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