Entrevista
Entrevista com David Simão
É uma das referências da formação do Benfica e da equipa de juniores para a próxima época. Sobre o campo que o viu nascer para o futebol, David Simão falou-nos do desaire da época transacta, do primeiro contacto com o ídolo Rui Costa e dos desejos para o próximo ano. Ser campeão nacional e estar presente no campeonato da Europa são os dois grandes desejos para a época 2008/2009.
Academia de Talentos: Como analisas a época que agora terminou?
D.S.: Foi uma época diferente do que eu estava habituado, não foi má porque tirámos coisas boas e fizemos coisas boas, mas nos momentos decisivos à semelhança da época anterior voltámos a falhar, não sei bem porquê. Penso que tínhamos uma equipa superior à do Sporting a nível individual, mas não conseguimos chegar ao título e portanto, dou os parabéns ao Sporting.
ADT: Achas que faltou algum espírito de equipa?
D.S.: Sim, talvez o grupo tenha ficado um bocado partido com a entrada de muitos estrangeiros a meio da época, porque não foi uma entrada progressiva mas sim de um momento para o outro, onde apareceram seis estrangeiros a jogar todos de uma vez, uma coisa que não é muito normal e penso que isso se reflectiu nos resultados.
ADT: Falou-se muito que o Benfica foi prejudicado nos jogos contra o Sporting na fase final. Concordas?
D.S.: Quem lá esteve a ver e quem falou disso não quis falar só para arranjar confusão, por isso deixo as opiniões para os que estiveram presentes.
ADT: Achas que esta foi uma época positiva para ti a nível individual?
D.S.: Foi positiva porque até aqui tinha jogado sempre e regularmente, e nesta época isso não aconteceu e quando assim é também se pode tirar coisas positivas da pouca utilização. A nível desportivo gostaria que fosse de outra maneira mas não foi possível, agora que venha a nova época.
ADT: Esta época foste muitas vezes substituído e por vez ficaste até de fora, porque achas que isso aconteceu?
D.S.: Acho que aconteceu porque o mister assim o entendeu, naquela altura e naquele jogo achou que eu não seria o mais indicado para jogar e eu só tenho de respeitar a sua decisão.
ADT: A equipa de juniores deste ano tinha muitas opções para o meio campo e tu vinhas dos juvenis, e à imagem de outras épocas, muitos dos jogadores que subiam ficavam esquecidos no banco de suplentes. Estavas à espera de jogar tantos minutos?
D.S.: Todos os anos espero sempre jogar porque acredito no meu valor e no meu trabalho sempre para poder jogar o máximo tempo possível. Este ano, neste escalão, tendo em conta que são duas faixas etárias foi um bom ano, mas acredito que podia ter sido ainda melhor.
ADT: Qual foi para ti o jogo mais conseguido da tua equipa?
D.S.: Penso que foi o jogo com o Oeiras na 2ª volta e com o Sporting em Novembro.
ADT: A nível individual qual foi a tua melhor exibição?
D.S.: O jogo com o Oeiras foi o mais positivo.
ADT: Tu vais ser uma das referências dos juniores para a próxima época. Quais são as expectativas para a época que se avizinha?
D.S.: São sempre o mais elevado possível, quando se joga no Benfica, o título nacional é sempre o primeiro objectivo. A nível individual quero primeiro conquistar o meu lugar e jogar com maior regularidade.
ADT: Como é que começaste a jogar futebol?
D.S.: Comecei aqui no Abóboda e foram momentos que eu guardo com bastante saudade e carinho, mas felizmente apareceu o interesse de outros clubes e eu pude dar o salto para o clube do meu coração. Foi aqui com o meu pai a treinador, muito perto da minha casa, e eu vinha aos treinos todos e quando não vinha aos treinos chorava e gritava com a minha mãe porque ela não me deixava treinar à chuva, felizmente que agora ela já deixa (risos).
ADT: Começaste logo a jogar no meio campo?
D.S.: Quando jogava aqui eu tinha 6 anos e jogávamos em 2-3-1 e eu jogava basicamente onde era preciso, à frente, no meio campo, na defesa.
ADT: Jogaste quanto tempo aqui no Abóboda?
D.S.: Joguei dois anos, dos 6 aos 7 e dos 7 aos 8. Aos 9 fui para o Benfica e fui logo para as Escola A (sub-11), na equipa do Miguel Rosa e do Tengarrinha, lembro-me que na altura jogávamos em 3-3 e eu jogava a defesa esquerdo.
ADT: E em infantis continuaste a jogar na defesa?
D.S.: Em infantil B passei para o meio campo.
ADT: Como se deu a tua transferência para o Benfica?
D.S.: Foi uma situação engraçada, na altura o Sporting ligou para a minha casa e fui eu que atendi o telefone e eles perguntaram-me se eu conhecia o Sporting e eu disse que não e desliguei. Depois como o meu irmão mais velho jogava no Benfica e eu costumava ir ver os treinos dele e pegava na minha bola e ia lá para baixo brincar. Um dia eles viram-me a jogar, analisaram-me no Abóboda e pediram-me para lá ir treinar. Fui lá treinar e fiquei.
ADT: Qual foi o escalão onde sentiste maiores dificuldades?
D.S.: Foi quando eu era juvenil B e joguei pelos juvenis A durante a época 05/06. Na altura eu era um jogador completamente diferente, era um jogador que em relação aos juvenis A tinha um desequilíbrio acentuado. Senti algumas dificuldades quando passei a jogar na equipa A sendo eu 1 ano mais novo mas com o apoio do Bruno Lage e mesmo não jogando tanto, evolui bastante. De juvenis para juniores não senti tantas dificuldades até porque eu joguei os dez primeiros jogos e conseguimos dez vitórias, depois começaram a entrar os estrangeiros e começámos a perder pontos, agora cada um tira as conclusões que quiser.
ADT: Falaste ainda agora em desequilíbrio como jogador. A que te referias?
D.S.: Era um jogador desequilibrado em todos os aspectos, tive de melhorar muita coisa. O que o mister Bruno Lage fez foi o seguinte, metia-me todos os treinos a jogar contra o Romeu Ribeiro e dizia a ele para fazer o que quisesse de mim, e depois dizia que sempre que eu caía iria ficar mais duro.
ADT: Qual foi o treinador que mais te marcou?
D.S.: Foram vários. O mister José Paisana que foi o primeiro e que gostei muito de trabalhar com ele. O mister João Costa em iniciados, o mister Bruno Lage e de alguma maneira o mister João Couto.
ADT: Qual foi o jogo que mais te marcou?
D.S.: Talvez o jogo de juvenil A em que empatámos 1-1 em casa com o Sporting.
ADT: E o golo mais bonito?
D.S.: O golo contra a Dinamarca em que o Alfredo bateu a bola e ela subiu muito e eu comecei a correr para o bico da área e rematei para o ângulo mais distante.
ADT: Que títulos já conquistaste pelo Benfica?
D.S.: Poucos e nenhum a nível nacional, esta será a minha ultima oportunidade. Ganhei três a nível distrital. Duas vezes pelas escolas A e uma pelos infantis B.
ADT: O Benfica mudou muitas vezes de esquema táctico durante esta época. Qual é o esquema em que mais gostas de jogar?
D.S.: Dependia muito do adversário e de vários factores, o que eu mais gostava era o 3-5-2 por haver muita gente a meio campo e assim me dar mais liberdade. O 4-4-2 do início de época estava dar resultado, penso que a equipa jogava bonito, era eficaz e estava bem. No entanto, não se podia jogar nesse esquema contra o Sporting, por causa de eles terem três médios e um ficava solto, neste caso o André Martins que fez dois belos jogos contra nós na fase final.
ADT: Qual é a tua posição natural?
D.S.: Médio interior esquerdo.
ADT: Este ano jogaste muitas vezes a médio defensivo. O que achaste?
D.S.: Eu penso que não é uma má posição para mim, porque é o jogador que faz a ligação defesa - ataque e é o jogador que está sempre de frente para o jogo. Serviu para ganhar alguma polivalência.
ADT: Algumas pessoas comparam-te com o Miguel Veloso e com o Andrea Pirlo. Achas que tens algumas parecenças com eles?
D.S.: Identifico-me um pouco com eles os dois, não tanto como recuperador de bolas, que não é o meu ponte forte, mas como organizador de jogo a partir de uma posição mais recuada e a vantagem de poder lançar bolas para o ataque. Tenho esses dois jogadores como referência, mas tal como eu nem um nem outro andam a correr como um Petit ou um Gattuso. Nos treinos costumam-me dizer que falta um Gattuso ao meu lado para eu poder jogar à vontade.

ADT: Quais é que são no teu entender os teus pontos fortes?
D.S.: As bolas paradas, os passes longos, o posicionamento e a leitura de jogo.
ADT: Quantos golos marcaste esta época?
D.S.: Não sei ao certo, mas penso que foram cinco.
ADT: Qual foi o máximo número de golos que já marcaste numa época?
D.S.: Julgo que foram uns 25 em juvenil A. Sempre fui dos melhores marcadores da equipa e até tenho lá em casa algumas taças que nós damos aos melhores no jantar de fim de época.
ADT: Saíram notícias no jornal que diziam que irias assinar contrato profissional com o Benfica. Já assinaste?
D.S.: Ainda não, mas espero sinceramente que isso aconteça, vamos a ver.
ADT: Tem-se falado muito que o Pini Zahavi é o teu empresário. Confirmas?
D.S.: Sim, é verdade.
ADT: Qual foi o adversário que te criou mais dificuldades no que diz respeito a fugires à sua marcação?
D.S.: Há muitos jogadores bons em Portugal, mas posso mencionar o Diogo Amado que é um excelente jogador e o Romeu Ribeiro que a nível de marcação é bastante bom. Embora eu nunca tenha sido um jogador de muita marcação, posso dizer que é difícil jogar contra estes dois.
ADT: Na tua formação tiveste algum jogador como referência?
D.S.: Sempre tive como referência, tanto como pessoa e como jogador o Rui Costa, porque gostava bastante da maneira dele jogar. Tanto ele como o Figo sempre foram duas pessoas muito humildes e são modelos a seguir. Sempre tive o Rui como foco até pela posição que ocupava.
ADT: Como foi a primeira vez que falaste com o Rui Costa?
D.S.: Foi muito bom. Só o conheci agora quando estive nos seniores e até tive uma situação engraçada que foi quando íamos para o jogo com a Naval. Eu não sabia os lugares que ocupavam no autocarro e penso que foi o Nuno Assis que disse para eu me sentar ali, e quando o Rui Costa entrou virou-se para mim e disse-me "depois não queres que te digam que te portas mal, então sentas-te no meu lugar?" Eu não sabia e ele disse para eu sair dali (risos). Foi uma grande sensação estar ali ao pé dele e poder falar com ele, é uma pessoa acessível e humana. É o meu ídolo.
ADT: Como foi a tua primeira chamada aos seniores?
D.S.: Eu não estava nada à espera. Estávamos a treinar no sintético pequeno do Estádio da Luz e salvo erro o Jaime Graça entrou e foi falar com o nosso treinador. Já tinha acontecido no jogo contra o Setúbal quando o Ruben Lima foi chamado, e nós deduzimos que alguém ia ser chamado. No fim do treino o mister reuniu o grupo e disse ao Ruben e a mim que estavam convocados para o jogo dos seniores. Fiquei muito contente e liguei logo para o meu pai e para a minha mãe que sempre me apoiaram e eles ficaram muito orgulhosos.
ADT: Como foi estar no balneário dos seniores? Sentiste-te apoiado?
D.S.: Sim, sempre, eles têm um grupo impecável e super divertido, penso que os maus resultados não se devem ao balneário, porque esse é muito unido.
ADT: O que sentiste ao vestir a camisola pela equipa principal?
D.S.: Fiquei a olhar para ela porque aquela era a minha camisola, não foi comprada nem oferecida, era mesmo a minha camisola.
ADT: Sentiste muitas diferenças quando regressaste aos juniores?
D.S.: Senti-me mais solto e mais dinâmico, mas sabia que por lá ter estado que não tinha mais privilégios mas sim mais obrigações, porque se baixasse o meu rendimento as pessoas podiam colocar em causa que por ter ido aos seniores já me julgava uma vedeta, e não era isso que eu queria que acontecesse e que pensassem de mim. Por isso, tentei sempre dar o meu melhor e mostrar que a minha equipa era aquela mas que sentia um orgulho enorme em representar os seniores e quando lá ia também ia em representação dos juniores.
ADT: Qual foi a pessoa que mais te marcou nos seniores?
D.S.: O Nuno Assis sempre foi uma pessoa espectacular, mas os outros todos sempre me receberam bem e não tenho razão de queixa de ninguém.

ADT: Qual foi o teu jogo de estreia pela selecção?
D.S.: Foi no jogo contra a Itália em sub16.
ADT: Antes disso já tinhas representado a selecção de Lisboa, certo?
D.S.: Sim, na altura com o Rui Fonte, o Wilson Eduardo, o Andre Soares, o Diogo Amado, o Diogo Viana, entre outros, e ganhámos o Torneio Inter-Associações Lopes da Silva à selecção do Algarve em penalties na final.
ADT: Como foi a tua primeira experiência a ouvir o hino de portugal e a vestir a camisola da selecção?
D.S.: Foram apenas cinco minutos mas é claro que estar ali a equipar e a ouvir o hino é especial. Mas todas as outras também são especiais porque é sempre uma grande emoção e responsabilidade representar a selecção, às vezes podemos não dar tanta importância por sermos presença assídua mas é sempre um orgulho enorme e temos de fazer tudo ao nosso alcance para honrar o nosso país.
ADT: O Paulo Sousa foi alvo de muitas críticas por parte dos adeptos por causa dos resultados nos sub16. O que nos podes dizer sobre ele?
D.S.: É uma pessoa muito culta, uma pessoa que percebe muito de futebol, não só pela experiência que tem como jogador mas também consegue ver de outra maneira o futebol. Penso que ele tem um futuro risonho e uma carreira longa como treinador porque ainda é muito jovem. Desejo-lhe toda a sorte do mundo e que tenha o maior sucesso porque foi um treinador que me marcou.
ADT: Que escalões já representaste na selecção?
D.S.: Sub16, sub17 e sub18.
ADT: Quais são os teus objectivos a curto e longo prazo?
D.S.: É ser chamado com regularidade como tem sido até agora, a nível desportivo espero que não se repita o fracasso de sub17 em que não fomos ao campeonato da Europa. No futuro o sonho de qualquer jogador passa por representar a selecção A.
ADT: Como analisas a tua geração?
D.S.: Acho que é uma geração forte, que precisa de tempo e paciência para poder progredir, porque se repararem, são poucos os estágios que há e é difícil encontrarem-se 11 jogadores e começarem a jogar, porque cada treinador tem o seu modelo e as suas ideias, e isso tudo junto vai dar uma equipa. Julgo que seja preciso mais tempo de preparação. Mas acho que temos jogadores de elite e de grande qualidade e que podem dar que falar num futuro próximo.
ADT: O apoio da família é sempre importante na carreira de um jogador e tu tens a sorte de ter um irmão (Bruno Simão) que também enveredou pelo futebol. Ele tem sido importante na tua progressão enquanto jogador?
D.S.: Sim, ele tem sido importante porque ele também passou pelo Benfica e é um bom jogador que tem sido um exemplo de positivo e de negativo. Negativo porque ele poderia estar bem melhor do que o que está neste momento porque ele tem muita qualidade. Positivo porque não desiste e acredita nele próprio e eu também acredito nele. Eu gostava de um dia jogar na mesma equipa que ele. Penso que com mais um bocadinho de cabeça e sorte ele podia estar um bocado melhor do que onde está agora (UT Arad na Roménia).
ADT: Qual é a posição dele?
D.S.: Defesa esquerdo.
ADT: O apoio dos teus pais também tem sido importante?
D.S.: Não foi importante mas sim essencial, sem eles não era possível de modo algum o pouco que eu já tenho até agora. Sempre que me aparecem dificuldades, como este ano de não poder jogar tanto, penso neles e nos conselhos que eles me dão, são eles que me dão força e me dizem para não desistir e para continuar a ir em frente. Espero um dia compensá-los pela forma como me têm ajudado e apoiado. Seja qual for a situação, eles dão-me na cabeça quanto têm de dar e apoiam-me quando têm de me apoiar.
ADT: No início referiste que o teu pai foi treinador no Abóboda, isso foi fundamental para seres jogador?
D.S.: Não foi pelo meu pai que comecei a jogar, até porque ele era daqui e esteva ligado ao clube e apenas dava aqui uma ajudinha, não foi por isso mas sim porque tinha que ser.
ADT: O Benfica neste último defeso dispensou alguns jogadores. Queres nos dar uma opinião sobre o Artur Lourenço, o André Campos ou o Fábio Pereira?
D.S.: Já falei com o mister Jaime Graça de forma muita aberta e disse-lhe que não percebia o porquê da dispensa do Artur Lourenço, porque acho que é um jogador com imenso valor, é certo que é baixo e não tem uma grande estrutura fisica mas tem muita qualidade. Quem acompanha os treinos sabia que ele era um dos que estava em melhor forma. Espero que ele tenha toda a sorte do mundo porque é um rapaz que a mim me diz muito. Não consigo perceber as suas dispensas mas são coisas que não me competem a mim decidir, só estou a dar a minha opinião. Penso que estes três jogadores bem acompanhados podiam ter algum futuro no Benfica.
ADT: E sobre o regresso do Pedro Eugénio e do Vítor Pacheco?
D.S.: São dois bons jogadores, o Pedro Eugénio sei que sim que está confirmado e penso que é um excelente jogador mas precisa de alguém que tenha paciência com ele e que não desista à primeira coisa má que ele faça. Quanto ao Vítor, é um bom jogador, já foi internacional e se se confirmar o seu regresso, irá ser bem recebido pelo grupo.
ADT: Já pensaste no que queres fazer depois do futebol?
D.S.: Ainda não, agora foco-me no futebol a 100%.
ADT: Qual é o campeonato que mais te fascina?
D.S.: O Inglês.
ADT: Qual é a tua equipa sonho?
D.S.: O Manchester United.
ADT: Qual é o treinador com quem gostavas de trabalhar?
D.S.: José Mourinho.
ADT: Que palavras deixarias aos jovens que começam agora a jogar futebol?
D.S.: Para não desistirem logo à primeira dificuldade, para não desanimarem por pensarem que ainda estão num clube pequeno em Portugal e que devem ter em mente que mesmo aí podem vir a ser profissionais. Que não devem desistir se esse for realmente o sonho deles e para serem sempre o mais correctos possível. Há tempo para tudo e não é sacrifício nenhum treinar, porque é a parte do dia que nós jogadores mais gostamos, uma vez que estamos com os amigos e em contacto com a bola.
ADT: Qual é o teu grande objectivo e desejo para a próxima época?
D.S.: O grande objectivo passa por jogar regularmente, ser campeão nacional, representar a selecção e ir ao campeonato da Europa. Espero sinceramente que este ano seja bom porque é dos mais importantes das camadas jovens. Todos nós ouvimos falar na imprensa desportiva sobre os jogadores do Sporting porque foram campeões e penso que se esqueceram um pouco dos jogadores do Benfica, mais a imprensa que o clube. Ser campeão dá outra dimensão aos jogadores, uma dimensão que o segundo e o terceiro classificado não têm.
ADT: A nível individual o que esperas fazer na próxima época?
D.S.: Tem de ser este o ano da minha afirmação, tenho de fazer um campeonato forte, ao mais alto nível, dos melhores que possa fazer. É o ano mais importante.
BI do Jogador:
Nome: David Martins Simão.
Data de Nascimento: 15/05/1990.
Peso: 75Kg
Altura: 1,80cm
Posição: Médio Interior Esquerdo
Clube: Benfica
Entrevista realizada no dia 8 de Julho de 2008 no Campo do Grupo Instrução Musical Desportiva Abóboda.
Texto: Ricardo Nascimento.
Imagens: Academia de Talentos.
Dia 26.07.2008, às 08:25, Mad*Max disse...
David, tens ke trabalhar, progredir, não deixes o sonho fugir!
Boa sorte...
Também estás em www.pluribus-unum.com uma gentileza d'AdT.
Saudações desportivas
SLB 4EVER
Dia 28.07.2008, às 01:48, regio disse...
Não levem a mal mas esse vosso fórum qualquer dia é um clone do ADT. :D
Dia 31.07.2008, às 10:14, ricardofaria90 disse...
Pelo que ele deu a perceber várias vezes nesta entrevista, o balneário ficou dividido a determinada altura da época, com chegada dos estrangeiros. Como ele, ficaram mais alguns que foram afastados do 11 inicial mais vezes em detrimento dos estrangeiros.
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