Entrevista
Entrevista com Diogo Matos (Parte 2)
Nesta segunda parte, a nossa conversa com o Professor Diogo Matos, responsável do projecto Escolas Academia Sporting, afastou-se um pouco das EAS propriamente ditas para abranger temas gerais da formação de jogadores. Com frontalidade e objectividade, o nosso interlocutor deu-nos a sua opinião sobre vários temas ligados ao crescimento de um jovem futebolista, bem como ao crescimento do futebol nos países em expansão.
O Sporting como "exportador de futebol"
Academia de Talentos: Já falámos da expansão das Escolas Academia Sporting um pouco por todo o país, bem como dos planos para chegar às ilhas. Mas outros países lusófonos serão também, eventualmente, um alvo deste projecto a médio e longo prazo?
Diogo Matos: Eu não falaria de países lusófonos ou não, nem de países ricos. Eu focar-me-ia ao contrário. Falaria de países "importadores" de futebol. Estamos a falar de países que são emergentes à escala mundial e do futebol, como por exemplo os Estados Unidos a Índia, a China...África não é bem importadora. África é mais importadora de condições para crescerem. Mas países como o Luxemburgo...países que querem crescer a nível do futebol, a nível de know-how, que têm condições e que querem "importar" futebol. Falo destes e falo dos lusófonos, também, sabendo que para uns será um modelo e para outros será outro, porque normalmente, nos países lusófonos, não há capacidade de investimento. Portanto, há-de ser um modelo ligeiramente diferente. Uma das coisas que dizia há pouco é que este projecto tem de ser, no mínimo, auto-suficiente. E, cá, é, porque as pessoas têm condições para pagarem a inscrição e a mensalidade. Nos países lusófonos, na maior parte das vezes, isso não vai acontecer. Portanto, o modelo para um país desse género terá de ser um modelo mais assente e muito mais direccionado para a vertente desportiva a cem por cento. Tem que haver um parceiro, ou alguém que faça um investimento ambicioso na realidade! As ideias vêm, mas os financiamentos têm que vir de algum lado!
ADT: O Luxemburgo é uma questão interessante, porque é um país que, economicamente, está bem, mas onde não há futebol profissional...
DM: É um "importador" de futebol. Nós somos "exportadores". A Argentina e o Brasil são mais "exportadores" ainda. É este mercado que nos interessa. Ir para o Brasil interessa-nos? Interessa-nos! E porquê? Porque é um filão de jogadores bastante interessante. Mas se formos lá, existem pessoas que queiram fazer uma escola? Não! Quantos "milhares de milhões" de escolas de futebol existem no Brasil...!? E ainda há futebol de rua, também! Portanto, necessariamente, o modelo não é um modelo...a sua génese pode ser parecida, mas o modelo em si terá que ser um modelo ligeiramente alterado e adequado ao ambiente sócio-económico.
ADT: Será possível o Sporting abrir uma EAS na Índia ou na China nos próximos dois anos? Visto que, neste momento, o Sporting se está a globalizar, e até se fala de abrir uma Academia na África do Sul...
DM: A Sporting SAD - porque, no futebol, isto é uma SAD - é uma empresa. E qualquer empresa, no mercado de hoje em dia, se quiser ser competitiva, tem que olhar para a globalização. Mas só podem olhar à globalização pessoas que têm algo para tornar global. E nós temos. Temos o know-how na formação para tornar global. Essa é a nossa grande bandeira. Como é que nos identificamos? Dizemos sete ou oito nomes de jogadores, que não preciso de dizer quem são, e as pessoas pensam: "isto já não é uma coincidência! Há aqui algo que aumenta a qualidade dos jogadores..." Porque se não houver a qualidade inata num jogador, não há milagres! (risos). Havendo a qualidade inata, nós aumentamos os meios de essa qualidade ser potenciada. As variáveis do mundo desportivo e do futebol são imensas! Nós tentamos é reduzir um pouco as variáveis, e fazer com que as coisas aconteçam mais vezes.
ADT: Dissemos anteriormente que os países lusófonos não têm, muitas vezes, condições. Mas será correcto dizer que, nos últimos dez anos, a Europa tem "acordado" para os filões de jogadores existentes em África e na América do Sul?
DM: Sem dúvida. Os jogadores, e as pessoas, africanas têm umas condições físicas, comprovadas cientificamente!
ADT: Mas o jogador africano de há quinze anos já não é o mesmo de hoje em dia...
DM: Começou a haver investimento de vários países e clubes naqueles países. E mesmo o despertar desses países para uma realidade desportiva, o que permite que já se consigam ver jogadores com condições, não só inatas, mas também já de aprendizagem a nível técnico-táctico. E essa pode ser a mais valia! É também objectivo, nesta relação que vamos tendo com os países africanos, conseguir fazer uma formação àqueles talentos natos que existem, e eles começarem mais cedo a ter uma formação e um acompanhamento a nível físico e táctico, que se calhar os ajuda a desenvolverem-se mais cedo ainda.
ADT: Tem-se falado, particularmente, acerca da possibilidade de a Academia Sporting criar uma nova academia na África do Sul. Pode-nos falar um pouco desse assunto, ou ele já fica fora do âmbito das EAS?
DM: É um pouco fora do âmbito, mas como eu também estou nesse projecto, posso dizer que é uma realidade. Estamos em conversações, nada está finalizado, mas há várias conversações.
ADT: Talvez antes do Mundial 2010?
DM: Para avançar, faz todo o sentido que seja.
A ‘marca' Sporting
ADT: Como compara este projecto ao das Escolas Geração Benfica? Qual o "perigo" que estas representam para as EAS?
DM: Eu, felizmente, olho para a frente e não vejo ninguém. E é um pouco nessa lógica que nós continuamos. Prefiro analisar o meu caminho do que analisar o caminho dos outros players. Sinto que o projecto Escolas Academia Sporting está no bom caminho, mas sinto que tem muito para crescer. Mas todos os anos temos vindo a melhorar, e é essa a minha preocupação máxima.
ADT: Qual pensa ser a força actual da ‘marca' Sporting?
DM: A nível do projecto Academia Sporting, reside sobretudo na formação. Nós temos vários adeptos de outros clubes que vão para as Escolas Academia Sporting porque reconhecem que nós, a nível de formação, estamos bem, temos um projecto, acreditamos nele, e aplicamo-lo.
ADT: A verdade é que a formação, e nomes como Cristiano Ronaldo e Ricardo Quaresma, são a "bandeira" do Sporting no exterior...
DM: Não há dúvidas nenhumas de que, se chegarmos à China com uma bandeira do Sporting, ninguém conhece. Mas se chegarmos com a bandeira do Sporting e com a do Cristiano Ronaldo, do Nani, do Quaresma, do Hugo Viana, do Simão, do Figo, etc...vão reconhecer. Esta é que é a nossa bandeira de entrada! E é uma bandeira real, porque é verdade. Eles foram todos formados aqui. Nós não somos globais como o Manchester United, não vamos vender bandeiras na China! Vamos vender formação, o que nós sabemos fazer, o know-how. Isto é que é o nosso core business!
A vertente de prospecção das EAS
ADT: O objectivo desta escola também passa por encontrar novos talentos para o Sporting?
DM: Claramente. Não há passo que se dê sem ter essa "luz ao fundo do túnel". Essa é a essência. Como dizia há pouco, se a matéria-prima não tem qualidade, não se consegue ter um produto final bom. Não há milagres. Se um jogador não tiver a qualidade e o talento, por mais transformações que sofra na sua etapa evolutiva, nunca será um "fora-de-série". Mas se for um "fora-de-série" e nós conseguirmos mantê-lo no bom caminho e potenciar as suas capacidades, poderá ser um bom jogador.
ADT: O prof. José Paisana revelou-nos que o objectivo deste projecto é, daqui a dez anos, conseguirem pôr de um a três jogadores na equipa principal vindos deste projecto. Isso será realista?
DM: Ele não deve ter dito bem isso! (risos) O que deve ter dito é que era muito bom, e realista, que daqui a cinco ou seis anos tivéssemos na equipa principal um jogador vindo das Escolas Academia Sporting. Se já temos vinte e três agora, se calhar desses vinte e três, há um que consegue chegar lá. É realista! E seria apenas a confirmação de que este projecto é muito válido para aquilo que é a competição do nosso clube.
A "ameaça" estrangeira
ADT: Qual acha ser o ponto actual da formação em Portugal, e o que acha que é preciso melhorar para o futuro?
DM: Lembro-me, agora, de várias situações que podiam vir à baila, mas vou falar de uma "ameaça" que pode haver para a formação, que tem a ver com a globalização, e com a hipótese de haver uma abertura de mercados para as equipas jovens e de formação. Isso pode ser, de facto, uma ameaça para os jovens jogadores portugueses, porque para o Brasil, a Argentina, a África, para todos estes locais, a melhor porta de entrada na Europa é um país como Portugal. Especialmente para as nossas ex-colónias - o Brasil, então, por todas as razões e mais algumas, pela língua, também! O nosso é um campeonato que já é reconhecido, e quem singra aqui já pode singrar noutros clube e campeonatos, como o espanhol, o italiano ou o inglês. E todos os clubes, hoje em dia, olham para Portugal como um mercado.
Se o jogador da formação começar desde cedo a ser formado ao ritmo do futebol europeu, com a qualidade que os jogadores brasileiros naturalmente têm, pode chegar aos 17 ou 18 anos com condições de entrar numa equipa. E se, realmente, forem abertas as fronteiras como se tem falado, e como está em discussão, vamos a ver. Vocês conhecem, se calhar, melhor que eu, pelo trabalho que fazem, o que são as equipas jovens. Têm muitos estrangeiros. E isto é uma ameaça que existe para o jovem jogador português. É uma coisa que me preocupa, sobre a qual não tenho uma opinião cem por cento formada, porque estou à espera de maiores desenvolvimentos, daqui a mais um ou dois anos, para ver o impacto que tem. Porque se calhar vai haver muitos jovens portugueses desinteressados em apostar numa carreira futebolística em Portugal, porque chegam àquela idade e começam a ver jogadores de outros lados do Mundo, com outras qualidades. Porque cá recrutamos numa base de três milhões de pessoas; no Brasil são na base dos trinta milhões! É diferente! É desigual. Se atirarmos uma rede ao mar e apanharmos trinta milhões de peixes, temos mais probabilidades de termos peixes bons do que se apanharmos três milhões de peixes. Nos trinta milhões, vai haver muito mais peixes bons do que nos três milhões, é normal! É a lei dos grandes números!
ADT: Agora, com a revogação da regra que limitava a três o número de jogadores estrangeiros nas equipas de formação, a situação ainda se agrava...
DM: Foi aberta essa regra, se calhar vão abrir ou fechar outras, mas há esta apreensão geral. Se virmos uma equipa como o Arsenal, eles têm um jogador inglês. O Chelsea tem poucos jogadores ingleses. Agora, está-se a alargar para as Selecções, e começa-se a generalizar isto, as pessoas começam a dizer: "então, mas isto é a minha Selecção!? A Selecção devia reflectir o melhor que há no país!" E tem um treinador estrangeiro, portanto já não é o melhor treinador que há no país; tem jogadores que não nasceram cá, já não são o melhor que há no país...Estes ventos de mudança deixam-me apreensivo. Não tenho uma opinião, mas a ameaça pode-se reflectir.
ADT: Isso até deixa algumas pessoas das Federações preocupadas, porque o leque de escolhas diminui à medida que o número de estrangeiros aumenta...
DM: Não, porque os outros ganham, e os outros fazem isto também! Em Espanha, por exemplo, há imensos jogadores, como o Marcos Senna, por exemplo. E, se calhar, outros fazem. É normal! Mas estes valores são uma ameaça. Não sei se terá resultados positivos ou negativos, não estou em condições para o dizer. Mas é uma ameaça ao procedimento normal!
ADT: Diz-se por vezes que quase todas as Selecções mundiais têm um jogador brasileiro...
DM: Está a ver!? Mais valia o Brasil entrar com três selecções em cada competição! (risos) Mas não falando do Brasil em especial, temos também jogadores africanos na selecção alemã, temos um jogador argentino (ndr: Mauro Camoranesi) na selecção italiana...há jogadores em todas as selecções, todas hoje em dia fazem isso. Mas isso é reflexo da globalização. Daqui a uns anos, vamos sentar-nos, falar, e dizer a parte positiva que teve, e a negativa que poderá ter tido também.
ADT: Também poderá ser apenas um ciclo...
DM: Para já, é uma ameaça! Poderá ter resultados positivos ou negativos, mas é uma ameaça! Ser uma ameaça quer dizer que vai mudar alguma coisa naquilo que se faz hoje em dia.
ADT: Os objectivos do Sporting não passarão por ganhar campeonatos de Iniciados ou Juvenis, mas sim por meter um jogador na equipa sénior...Mas esta "estrangeirização" poderá ser prejudicial para o Sporting, no sentido em que os jovens portugueses começam a ver que existe menor espaço de manobra. Essa poderá ser uma ameaça para a ‘marca' Sporting?
DM: Já estamos a ir mais à frente, a traçar muitos cenários hipotéticos! É uma ameaça, mas os bons jogadores jovens também querem vir para cá. Também há um reconhecimento internacional, e os bons jogadores jovens querem vir para cá. Tem partes positivas e partes negativas
Passado e futuro das EAS
ADT: Em termos financeiros, quais as principais dificuldades de gerir uma escola como esta?
DM: As principais dificuldades de gerir uma escola destas passam pelos esforços que as empresas têm de fazer na angariação de jovens, no relacionamento que tem de se ter com os familiares desses jovens - porque parece que é uma questão secundária, mas não é, tem que se criar um conhecimento, um trato e uma relação de confiança que é muito importante - e no terceiro aspecto, que é apenas seguir as nossas instruções.
ADT: Este projecto tem, neste momento, dois anos de implementação, mas pode-se dizer que o Sporting pensa nisto muito a longo prazo, porque quando fomos a uma dessas escolas o dirigente falou-nos num arrendamento de campo de 15 ou 17 anos...
DM: Como podem imaginar, a SAD, sendo uma empresa e estando a sua direcção sujeita a mandatos, não se vai responsabilizar por contratos com uma durabilidade desse tamanho. Mas a ideia que existe é que, se correr tudo dentro dos parâmetros do contrato, a parceria continue. É óbvio que nós olhamos para este projecto como um projecto a longo prazo, sem dúvida nenhuma. Nós temos objectivos, a nível nacional, que queremos atingir até 2013. Até aí, está definido.
ADT: Faça-nos um balanço do último ano de actividade das Escolas.
DM: Posso até resumir dos dois anos! No primeiro ano foram quatro escolas, e funcionaram muito bem. Acabámos o ano com 1200 alunos, com as escolas todas na lógica do âmbito-piloto. Todas perto da nossa zona de acção, para melhor controlarmos, e para testarmos se realmente a nossa ideia era uma ideia válida. Correu tudo muito bem, e no ano a seguir acrescentámos mais dez, já dispersas a nível nacional. Houve algumas dificuldades de controlo, alguns problemas que fomos resolvendo durante o ano. Ficou solidificado. Terceiro ano: crescimento da equipa interna aqui do Sporting. O grupo de trabalho só dedicado às Escolas Academia Sporting tem crescido muito, a análise de projectos é mais cuidada, e temos mais seis parceiros. Temos vinte neste momento, catorze verificados e seis que começaram a trabalhar agora, há cerca de um mês. O processo de selecção das escolas evolui de forma contínua, e a qualquer altura do ano podemos fechar um novo acordo e abrir uma nova escola.
ADT: Com a expansão territorial, e possivelmente internacional, das EAS, o grupo de trabalho obviamente também cresceu. Quantas pessoas já envolve este projecto?
DM: Directamente, sendo que há outras áreas da SAD que também colaboram, são seis pessoas.
ADT: Qual a percentagem de controlo que a SAD tem sobre a gestão das Escolas, por oposição aos parceiros?
DM: Não consigo dizer percentagens. A escola é um negócio autónomo da empresa que o gere. O que nós fazemos é dar recomendações, dentro daquilo que é o nosso core, o nosso lado técnico, de tudo o que tem a ver com futebol e com a imagem que passa para o outro lado. Damos indicações daquele que achamos ser o melhor caminho de negócio. Normalmente, são acatadas, porque todos queremos o mesmo, ter qualidade e durabilidade.
ADT: Portanto, a gestão das Escolas é, quase inteiramente, da responsabilidade da entidade autónoma...
DM: Exactamente, da entidade autónoma ou parceira, que é como nós definimos as entidades autónomas, dizemos que elas são entidades parceiras.
ADT: Já fizemos o balanço dos dois anos de actividade das Escolas. Faça, agora, uma antevisão dos próximos dois anos de actividade das EAS. O que está em carteira, e quais os principais objectivos?
DM: Os objectivos passam muito por garantir a qualidade que temos, e aumentá-la. A certificação é um projecto bastante ambicioso, que começou agora e que é para continuar. A expansão para as ilhas é outro objectivo. A continuação da implementação na zona interior do país também está a ser considerada. E, por fim, a internacionalização. É o que nós temos em linha de seguimento.
ADT: A título de curiosidade, quantos técnicos receberam a certificação das EAS?
DM: Nesta primeira acção, creio que foram certificados cerca de cinquenta técnicos.
ADT: Muitos desses já passaram pelas camadas de Escolas e Infantis do Sporting, correcto?
DM: Muitos são finalistas de curso. Terminaram o seu curso em formação no futebol, estagiaram cá no Sporting, e foram reaproveitados, tendo-lhes sido dada uma hipótese de continuarem com ligação ao Sporting. Mas, mais uma vez, todos esses técnicos vão ser trabalhadores da entidade parceira. Sob nossa supervisão, porque a área técnica tem toda supervisão do Sporting; mas quem paga os ordenados é a entidade parceira.
ADT: Como é colmatada a disparidade de idades dos alunos da Escola (dos 4 aos 15 anos)?
DM: Como em todos os grupos de idade. Há treinos adequados, cada grupo de idade tem um treino adequado, e são separados em turmas em função da sua idade. Os técnicos não são especializados só num escalão, mas tentamos que cada técnico acompanhe sempre a mesma turma.
ADT: Para terminar, que sonhos há para este projecto, no futuro? O que vos motiva, todos os dias, a manter este empenho?
DM: Para mim, os dois objectivos que me seduzem mais neste projecto são, claramente, o aumento da massa adepta - levar o Sporting a muitos pontos do país, para as pessoas sentirem que o Sporting "está presente", não só com a imagem, mas com a qualidade do trabalho que nós temos e que queremos implementar em todas as escolas, o que consequentemente faz aumentar o número de sócios e massa adepta - e a parte do recrutamento, que é obviamente bastante importante. Conseguirmos escolher jogadores para as equipas de competição, e conseguirmos levar jogadores a prosseguir uma carreira profissional. Estes são os dois objectivos que mais me seduzem neste projecto.
Entrevista realizada no dia 1 de Outubro de 2008, na Academia Sporting/Puma em Alcochete.
Texto: Pedro Benoliel.
Imagem: Academia de Talentos.
Tem que estar logado para poder comentar.
Caso ainda não tenha uma conta registe-se!