Entrevista
Entrevista com João Alves (Parte 1)
Foi com muita simpatia e disponibilidade que o Mister João Alves recebeu a Academia de Talentos no Caixa Futebol Campus. Abordado sobre a excelente prestação da sua equipa na época transacta, o mister da equipa de juniores do Benfica não teve problemas em responder às múltiplas questões colocadas, e em dissipar algumas dúvidas levantadas pelos adeptos mais efusivos, durante o último defeso e durante toda a época. Aqui fica a primeira parte de três partes de uma entrevista agradável com um senhor do futebol português e encarnado.
Academia de Talentos: Falando do seu regresso ao Benfica, o Mister João Alves pegou num grupo de jogadores que há três anos que trabalhava com o Mister Bruno Lage. Como foi dar continuidade a esse trabalho?
João Alves: Cada treinador tem as suas características, as suas ideias, embora o objectivo seja o mesmo. Na verdade, os jogadores, quando estão no Benfica, começam a ser preparados para poderem subir a seniores. Esse é o objectivo número um da formação de qualquer clube e no Sport Lisboa e Benfica não é diferente. E nesse aspecto houve jogadores que conseguiram, no final da época passada, ficar ligados ao Benfica, como é o caso por exemplo do André Carvalhas e do Miguel Rosa, emprestados, e do Miguel Vítor, que faz parte do actual plantel. Portanto digamos que, no que a essa parte diz respeito, penso que vamos ter de aguardar pelo futuro, porque estas coisas são sempre muito difíceis de falar, só devem ser faladas quando se concretizam. Mas neste aspecto eu acho que não foi mau o trabalho que foi feito, no que diz respeito à valorização dos activos, desses jovens da formação.
Durante a época o Benfica deu prioridade ao surgimento e à valorização dos jogadores e digamos que passou para segundo plano a questão dos resultados. Tanto assim foi que houve três jogadores, sem colocar em causa o valor dos outros, que seriam pedras chaves na equipa de juniores (caso do Miguel Vítor, do Romeu Ribeiro e do Ruben Lima) que o clube optou por colocar na segunda Liga, num campeonato mais competitivo. E penso que terá sido bom para todos eles. O Ruben Lima continua a jogar na liga de Honra, é um jovem ainda, mas segundo opiniões de treinadores amigos e de pessoas ligadas ao futebol, há-de ser uma agradável surpresa e pode a qualquer momento surgir.
No que respeita ao futebol em si, aquilo que toda a gente quer é ganhar. Penso que os resultados foram animadores. Não foi o plano, porque o plano teria sido sermos campeões, mas volto a repetir, essa perspectiva passou para segundo plano e nunca foi algo que foi encarado como uma obsessão, porque senão esses jogadores de que falei nunca teriam de cá saído. Acho que o clube fez as apostas que entendeu serem as mais correctas e agora cá estamos preparados para outra época.
No que diz respeito à época passada, entrámos em vários torneios internacionais que dão estofo aos jogadores, conseguimos ganhar dois e acabámos por ter um jogo no campeonato que foi marcante para a época, que foi o jogo em casa com o Sporting, que decidiu o campeonato. Infelizmente temos as imagens desse encontro, como temos as imagens de todos os jogos com o Sporting, e não deixa de ser curioso que em quatro jogos com o Sporting tivemos quatro jogadores expulsos, portanto acabámos sempre as partidas com menos de onze jogadores. No que respeita ao jogo no Seixal com o Sporting na fase final, o empate teria dado o título ao Benfica, portanto ficámos lá perto! Na altura até pareceu um mau resultado, em casa, mas na verdade lembro-me perfeitamente do que aconteceu no lance capital do jogo. Não adianta falar muito sobre isso, mas não deixa de ser importante pensar bem nesse lance, porque o futebol também está dependente do factor sorte e de determinadas coisas que podem influenciar o resultado. E, infelizmente, foi a equipa da arbitragem que decidiu esse jogo.
ADT: O Benfica iniciou a época passada com dez vitórias em outros tantos jogos, mas depois, com a chegada das contratações, falou-se muito na instabilidade que se criou no plantel. Concorda que a chegada desses jogadores influenciou de alguma forma o rendimento da equipa?
J.A.: Isso não é verdade. Penso que há um equívoco nesse aspecto. O que posso dizer é que a equipa fez algo que realmente é muito bonito em qualquer clube, que é ter dez jogos e conseguir dez vitórias. A partir desse momento, sei perfeitamente o que é que aconteceu, a equipa técnica dos seniores do Benfica resolveu dispensar uma série de jogadores, penso eu que com a intenção de deixar em aberto lugares para o Sr. Camacho contratar jogadores para a primeira equipa.
A partir desse momento começaram portanto os problemas a nível da equipa, problemas a nível físico, porque são sempre problemas quando os jogadores vão constantemente aos seniores e depois nunca são utilizados. Na verdade a equipa de juniores ressentiu-se disso mesmo. Lembro-me perfeitamente que há um jogo com o Sporting (derrota em Alcochete) para o qual fomos com um banco composto quase todo com jogadores dos juvenis.
Mas isso foi até à altura das inscrições, e foi uma constante a equipa baixar de rendimento. Foi muito afectada, tanto a nível físico como a nível psicológico, porque quer nós queiramos quer não, a ida de jogadores aos seniores mexe positivamente com aqueles que vão e mexe negativamente com aqueles que não vão. Portanto foi isso que aconteceu. Na realidade não foi pela entrada de alguns jogadores na segunda fase, quando abriram as inscrições, que as coisas não correram tão bem. Aliás, a meu ver, o Benfica fez uma excelente época nos juniores.
ADT: Para além da aposta que já referiu, na valorização dos jogadores da casa e nos seus activos, e do jogo que apontou como fundamental para o desfecho da atribuição do título nacional, o que acha que faltou mais ao Benfica para ser campeão nacional?
J.A.: Sabe porque é que eu digo que foi fundamental? Porque este campeonato está feito de uma maneira que está muito dependente dos duelo directos. Não é um campeonato onde a regularidade é decisiva, como o campeonato nacional da I Liga, é um campeonato em que há três equipas que, normalmente, são superiores às outras. Um pequeno pormenor, um jogo que não corra bem num desses encontros, diminui bastante as possibilidades de êxito, quando queremos realmente focalizar as coisas no título em si. Volto a repetir, eu acho que as pessoas têm de ser muito claras e muito objectivas nos seus discursos. Quando há uma aposta para ganhar tem de se fazer tudo para ganhar, quando há uma aposta para se formar é aí que uma pessoa tem de se centrar, é na formação. Há jogadores que podem melhorar se jogarem na segunda liga, e apesar de isso prejudicar uma equipa de juniores, se é essa a politica da casa, então tudo bem! Temos de aceitar e não estar nada arrependidos daquilo que fizemos o ano passado.
ADT: No final desta época vários foram os adeptos e também alguns jogadores que apontaram a falta de união dentro do grupo dos juniores como um dos factores importantes na perda do título. O que nos pode dizer sobre isto?
J.A.: Uns dos problemas que surgem em clubes da grandeza do Benfica, onde há blogs dedicados ao clube, há sites, há comunicação social, etc são este tipo de situações. Mas eu não acho que tenha havido falta de união, estou totalmente em desacordo! É evidente que se eu disser assim: "seria muito melhor se a base dos juniores do Benfica fosse uma base portuguesa e depois houvesse poucos estrangeiros, que também têm direito a fazer do futebol a sua profissão", aí eu digo que sim. Este ano é exactamente o contrário do ano passado, e logicamente que eu estarei de acordo com esta política do Benfica e dos outros clubes grandes, até para bem do futebol nacional eu acho que é fundamental.
Agora eu, como técnico, se tenho aqui muitos jogadores estrangeiros, tenho que os receber com carinho, tenho de os tratar como trato os portugueses e não tratá-los de outra maneira. Porque a política do clube foi essa, foi contratar jogadores do futebol africano, do futebol brasileiro, houve realmente uma escolha baseada em jogadores estrangeiros.
Em relação ao porquê, penso que não serei eu a pessoa correcta para responder a essa questão. Eu sou profissional de futebol, sou treinador e tenho de trabalhar com os jogadores que tenho à minha disposição. Agora como ex-internacional português, como treinador português, como homem do futebol português, obviamente que a minha política, a minha ideia, a minha simpatia vai para que realmente haja uma aposta no jogador português. Aliás, nós temos aqui, muitas vezes, reuniões de trabalho a nível global, a nível geral, de treinadores e das equipas técnicas, de toda a estrutura que envolve o futebol, e já fiz essas considerações o ano passado. Este ano, desde que começou o campeonato, a base da equipa é feita de jogadores portugueses. Aliás, o onze tem sido sempre feito de jogadores portugueses.
ADT: Mas acha que a chegada desses jogadores influenciou o resto da equipa?
J.A.: Não, não influenciou nada! Houve jogadores que estiveram cá que eram belíssimos jogadores! Nós não poderemos estar agora a querer arranjar aqui um bode expiatório, porque, volto a repetir, o Benfica fez uma excelente época! O Benfica só não colocou a cereja no topo do bolo que seria a conquista do titulo nacional devido ao jogo com o Sporting no Seixal, que foi marcante para a atribuição do primeiro lugar.
Agora, eu também penso é que no Benfica as pessoas têm de estar cá sempre para ganhar, mas não deixando também de ver que há outras equipas, concretamente o Sporting, uma equipa que teve avanço sobre o Benfica de há uns anos para esta parte no que respeita à formação. Portanto, o Benfica começou este trabalho mais tarde que o Sporting e do que o Porto. Mas se analisarmos bem a época passada, na formação do Benfica, tivemos dois segundos lugares (Juniores e Iniciados) e um primeiro lugar (Juvenis), naquelas categorias que jogam a nível nacional.
Penso que, numa análise global, o Benfica, a nível de formação, teve uma boa temporada. Agora, mais importante que tudo é - e nesse capítulo é que penso que o Benfica está a tentar caminhar para um nível superior - a questão do aproveitamento dos jogadores da formação, onde o Sporting é o clube cuja política tem incidido realmente sobre o "fabrico" de jogadores que têm colocado no mercado internacional, que todos conhecemos e que são jogadores que estão por essa Europa fora a jogar. O Porto também já teve épocas que assim foi, e o Benfica está neste momento a chegar lá. É nesse aspecto que o Benfica tem de melhorar a sua capacidade de recrutamento, temos que tentar todos melhorar a nossa qualidade de trabalho, temos que tentar todos mudar a nossa mentalidade para que isso possa ser uma realidade no mais breve espaço de tempo possível. Só assim se justifica o investimento que o clube faz na área da formação.
ADT: Julga que a estabilidade é o elemento fundamental para atingir essa paridade com a capacidade do Sporting de "fabricar" jogadores de futebol?
J.A.: Acho que é óbvio que passa essencialmente por aí. O Benfica está altamente pressionado. O Benfica, volto a repetir, é o maior clube de Portugal, é um clube muito mais aberto, mais popular. Isso tem as suas vantagens e também terá uma outra desvantagem, porque se eu fosse contratado para treinar a equipa de seniores do Benfica, seria humanamente aceitável que primeiro estariam os resultados e a obrigação de ganhar, e por isso haveria um menor espaço de manobra para os jogadores da formação. É essa mentalização, de que os jovens têm de ter espaço na equipa principal, que tem de começar a passar de dentro para fora, para o público, para os adeptos. É importante que assim seja.
ADT: Ultimamente, com os jogadores que têm saído da formação do futebol nacional, como é o caso do Ronaldo, do Nani, do Manuel Fernandes, entre outros, os adeptos comuns do futebol têm estado mais atentos à formação dos seus clubes e por vezes vêem essa formação como vêem o futebol sénior. Hoje em dia, ao contrário do que se passava há dez anos, um treinador de formação dos chamados três grandes tem milhares de olhos a observarem o seu trabalho e a pressão acaba por ser muito maior. É complicado ser treinador da equipa de juniores do Benfica?
J.A.: Sinceramente, até agora, não tenho sentido pressão nenhuma no meu trabalho. Sei perfeitamente que, no Benfica, se empatarmos um jogo é um mau resultado e essa é uma grande questão. Agora, eu já sou treinador há 24 anos e já tenho muitos anos disto, sempre a nível do futebol sénior com excepção do ano passado, e essa mudança também foi importante para mim a nível de ver uma realidade diferente daquela a que eu estava habituado.
Muitas vezes, aquilo que eu sinto com toda a sinceridade, é que por exemplo haverá muito mais pressão por parte dos familiares dos jogadores, os pais, muitas vezes com uma vontade que têm também, que é humana, que os jogadores venham a ser grandes craques. Essa é talvez das maiores pressões que existe no futebol de formação. Os familiares querem por vezes a todo o custo que os filhos venham a ser grandes jogadores, porque está em causa o futuro deles.
Imagine um jogador que não joga no Benfica e é um jogador de segundo ano. Logicamente que vai ser um jogador que vai ter poucas possibilidades de chegar ao plantel principal do Benfica. Nestes casos, se as pessoas não são informadas, vão pensar que o treinador está a prejudicar o jogador.
É complicado o pai dissociar-se disto e ter o discernimento de poder pensar, sem colocar em causa o familiar. É muito complicado, e portanto muitas vezes há pais que prejudicam a carreira dos filhos pela pressão que exercem sobre eles, provocando situações de conflito com os treinadores e até com os próprios jogadores. Logicamente que estou a falar na generalidade, porque também há casos em que existem pais que sabem ser equilibrados, sabem muitas vezes aconselhar o filho no sentido de o apoiar. Porque estamos a falar da natureza dos jovens, que pensam que têm sempre razão, que querem sempre jogar e que são sempre melhor que os colegas. Este pensamento é muito próprio dos jogadores com pensamento egoísta. Na formação de um jogador, embora um treinador tenha muito a ver, os pais ou os familiares também têm um papel fundamental, na simbiose de formação do carácter dos atletas.
ADT: É essencial, para o Benfica conseguir dar seguimento à aposta feita na formação, que os jogadores que sejam dotados de maiores capacidades terem a oportunidade de durante a época efectuarem alguns treinos com a equipa sénior?
J.A.: O futebol júnior está muito dependente do espaço que há dentro do futebol sénior. Numa época como a do Benfica, a nível de futebol sénior, há muitas vezes, durante o ano, em que a maior parte do plantel não está aqui para trabalhar, estão nas selecções. Portanto, esse espaço está sempre condicionado. Agora, tem de haver é uma ligação entre o futebol júnior e o futebol sénior, no sentido de os principais responsáveis estarem sempre atentos a quem é que pode realmente poder vir, num futuro muito próximo, a ser aposta no futebol sénior do Benfica. Portanto esse é um papel da equipa técnica do plantel principal. Se tiverem tempo como é lógico, porque têm uma responsabilidade enorme em cima dos ombros! Agora, havendo esse espaço, esse tempo para terem essa preocupação e esse visionamento dos jogadores dos juniores, obviamente que é normal que isso aconteça.
ADT: E tem havido esse acompanhamento por parte da nova equipa técnica do Benfica?
J.A.: Eu, sinceramente, gosto sempre de me colocar no lugar dos outros. Acho que esta equipa técnica tem uma grande responsabilidade em cima deles, e todos nós devemos ajudar para que as coisas funcionem no Benfica a nível do futebol sénior, porque eu penso que é o barómetro de tudo isto. Não pode haver aqui dois Benficas, tem de ser apenas um Benfica de todos nós, que gostamos do clube e que queremos levar isto para a frente, que trabalhamos profissionalmente. Ainda há pouco tempo tive o prazer de conhecer o Mister Quique Flores, e logicamente que trocámos impressões no sentido de futuramente fazermos treinos entre os juniores e os seniores, o que será motivante para os jogadores dos juniores. Este é o relacionamento normal que deve haver entre o treinador dos seniores e o treinador dos juniores.
Entrevista realizada no dia 24 de Setembro de 2008, na Sala de Imprensa do Caixa Futebol Campus, no Seixal.
Texto: Ricardo Nascimento.
Imagem: Academia de Talentos.
Dia 29.09.2008, às 10:13, lagarto disse...
Bom de facto reduzir um campeonato a um simples lance é no minimo estranho, para nao dizer que é claramente sacudir a agua do capote. O mister devia era explicar aos adeptos do SLB o pq de uma descida de produção que foi notoria a todos que acompanharam o longo campeonato.
De facto o SLB seria mais forte se nao tivesse emprestado os 3 jogadores ao Aves , mas foi a politica seguida e têm de aguentar as consequencias.
Estou de acordo em relação ao modelo competitivo da prova, decidir um titulo em naquela ultima fase pode ser no minimo injusto para um ano de trabalho, a rever a meu ver.
Continuação de bom trabalho.
Dia 30.09.2008, às 10:40, juve disse...
Realmente ... "Porque a política do clube foi essa, foi contratar jogadores do futebol africano, do futebol brasileiro, houve realmente uma escolha baseada em jogadores estrangeiros"
Feita por quem?. por olheiros do Benfica, por empresários que "metem cunha", por outros interesses?
Indiquem jogadores que tenham sido observados durante a época passada por olheiros e que tenham sido chamados para ir treinar ao Benfica...alguns deles foram mesmo contactados.
Saudações
Dia 02.10.2008, às 05:04, Fonz disse...
Ainda não li a totalidade da entrevista, mas queixar-se das arbitragens nos jogos contra o Sporting é a mesma coisa que o Jesualdo Ferreira vir dizer que o Bruno Alves é um jogador que não faz faltas...
Dia 02.10.2008, às 07:56, roma disse...
esta e muitas outras verdades estão por contar, só eu e os treinadores que estiveram comigo poderam testemunhar as aberrações e imoralidades que se passam dentros daquelas paredes, por curiosidade, só mesmo por curiosidade no Sporting hoje estão lá Bruno Maruta, João Paulo Costa e José Paisana, foram grandes enquanto elementos da estrutura tecnica e grandes enquanto Homens, estive ligado ao Benfica durante 17 anos, 7 como jogador e 10 como delegado tecnico, conheci como delegado TODOS os escalões de formação, desde as escolinhas até á extinta equipa B, e nos ultimos 3 anos estava como responçavel pela estrutura de delegados em todos os escalões.
Infelismente o nosso Benfica é um clube muito complicado, fico doido quando ouço os responçaveis dizer que querem profissionalizar a estrutura directiva, eu gastei do meu bolso 5.000€ em 2 cursos, fiz ( e tenho ) um projecto para toda a formação, apresentei a quem de direito, e " tirando algumas ideias por mim propostas " o projecto está na gaveta ( mas na minha gaveta ).
Dia 02.10.2008, às 10:23, roma disse...
O meu nome é Paulo Fonseca e sou o anterior delegado da equipa de Júniores do Benfica, estive 2 anos com o Rui Vitória e um ano com o Bruno Lage, foram 2 treinadores que me deram excelentes indicações e prazer em fazer parte das suas equipas, qualquer um deles se tivesse continuado o seu projecto mais tarde ou mais cedo seriamos campeões de júniores, o que para aquela casa por muito que digam o contrario é importante, só assim se formam verdadeiros campeões, só assim os atletas ~irão ter a precepção do que é ser campeão num clube realmente diferente, eu não me vou alongar mais neste comentário, a menos que apareça realmente alguem com quem possa debater algumas ideias, agora deixo no ar o seguinte, é lamentavel a forma como o sr joão alves chega ao Benfica, eu ainda tenho bem presente 2 coisas; os comentérios dele quando o seu filho ( era treinador do Oeiras ) empatou com o Benfica em Oeiras, os comentários deles nos jogos que presenciou em Odivelas, e a forma como foi contactado para vir para o Benfica quando a ultima fase do apuramento do campeão estava em pleno e ainda podiamos ser campeões.
Se ele estiver interesado eu recordo-o
Assina
Paulo Fonseca
Dia 02.10.2008, às 12:08, Eagle disse...
Como o Paulo deve saber melhor do que eu, houve comportamentos/ atitudes mesmo nesta época que foram no mínimo lamentáveis. O grande problema do Sr. João Alves é que acha que os outros têm memória curta e gosta de atirar areia para os olhos do Benfiquistas. As negociatas, as faltas de respeito, as faltas de profissionalismo, já para não falar da incompetência a nível técnico, são a imagem de marca que o Luvas Pretas está a deixar enquanto treinador dos júniores. É uma pena que a generalidade dos Benfiquistas não saiba de metade.
Parabéns ao André Figueiredo e ao Ricardo Nascimento por terem tido a iniciativa de tentar colocar o dedo na ferida e fazer perguntas "menos ortodoxas" ao treinador João Alves. Lamento apenas que o entrevistado se tenha esquivado a responder ao essencial e tenha aproveitado qualquer deixa para "sacudir a água do capote".
Dia 04.10.2008, às 18:58, juve disse...
Meus caros talvez seja altura de expôr os casos que conhecem, pois se calhar so´assim se conhecerá o que se passa nas escolas de formação e das ligações promíscuas que aí abundam, com reflexos negativos para os jovens jogadores e clubes.
Dia 14.10.2008, às 18:11, lenon disse...
quero apenas deixar um pequeno comentario que resume tudo o que se passa no benfica: Quando a competência é um factor ausente é inevitável os maus resultados.
No benfica tem que existir uma desinfestação!!!
Espero que o benfica continue sempre assim... porque detesto o benfica!!!!:-)
Só passarei a respeitar o benfica quando realmente for uma verdadeira instituição desportiva... já que até agora tem sido um CARNAVAL permanente!!!
Desejo má sorte ao benfica!!!! são os meus votos sinceros
Dia 20.10.2008, às 01:38, cma disse...
Boa noite.
Vou comentar o comentario do sr. Paulo Fonseca.
Como parece que a memoria dele não deve estar muito boa, em primeiro lugar a equipa de Oeiras venceu os dois jogos ao Benfica, na época em que o senhor se refere.
Depois em relação, como voçe diz que o projecto do senhor rui Vitoria iria dar frutos. Os frutos que deu, estavam um bocado podres.
No jogo em Odivelas eu tive vergonha do que assisti, ao ver 3 jogadores serem expulsos, por nitida falta de educação e respeito, primeiro para com a camisola que vestiam, e depois para com todos os intervenientes, com a passividade da equipa tecnica, e de si, já que era o delegado.
Em segundo lugar, o trabalho era tão bom, que nem sequer foram à 2ª fase.
Boa Noite
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