Entrevista
Entrevista com João Alves (Parte 2)
Sempre com grande à vontade em responder a todas as questões, o Mister João Alves não teve problemas em responder a temas relacionados com a época passada e com as criticas de que tem sido alvo, antes pelo contrário. O "Luvas Pretas" agradeceu ainda a oportunidade de pela primeira vez poder de alguma forma responder às inúmeras perguntas e dúvidas levantadas pelos adeptos.
ADT: A chamada de alguns dos jogadores da equipa de juniores ao plantel principal teve influência na gestão da equipa?
JA: Um dos aspectos em que foi muito importante foi pelo facto de que os jogadores ao treinarem com os seniores estão altamente motivados pelos treinos do futebol sénior, independentemente do jogo ser no dia a seguir ou passados dois dias. Portanto em termos físicos a minha preocupação era defender os jogadores, fazer com que os jogadores chegassem aos jogos dos juniores o melhor possível.
Portanto houve uma grande sobrecarga em termos de trabalho sobre uma série de jogadores dos juniores. Digamos que eram utilizados muitas vezes para preencher, para ajudar ao treino. Por exemplo, o treinador queria fazer um treino conjunto e precisava de oito jogadores, e lá iam oito jogadores dos juniores independentemente do jogo dos juniores ser no dia a seguir! Portanto houve aí alguma falha de comunicação nesse sentido, e também alguma falta de atenção do treinador dos seniores para com o treinador dos juniores. E isso mexeu muito com a estatura física dos jogadores, que chegavam aos jogos super cansados.
ADT: Muito se questionou junto dos adeptos as alterações tácticas efectuadas pelo Mister João Alves durante a época passada. Pode-nos falar um pouco sobre essas alterações e qual o esquema táctico que mais aprecia?
JA: Não há nenhuma dúvida sobre o esquema táctico. Eu penso que os jogadores, principalmente nos juniores, têm de ser formados para a alta competição, não podem ser meninos de coro como se calhar alguns pensam que os meninos devem ser tratados. O futebol profissional é uma profissão muito dura e os jogadores têm de sair daqui preparados! Quando entram nos juniores estão já num patamar elevado, estão na câmara de saída para o futebol sénior, para o futebol profissional, e para serem profissionais têm de estar preparados, desde a própria cultura do que é ser profissional até a uma série de situações que eles têm de saber dominar.
Um jogador que começa a ser criado no Benfica, no Sporting ou no Porto, nos três principais clubes, a jogar só num esquema que é o 4-3-3, muda de clube e vai para o futebol profissional...Por exemplo, no Sporting, no futebol de formação joga-se no 4-3-3 e no futebol profissional joga-se em 4-4-2 em losango. Um jogador tem de estar preparado para poder jogar em qualquer esquema de jogo. Penso que devia dar esta explicação antes de responder directamente à sua pergunta.
O sistema de jogo que deve existir num clube como o Benfica é o sistema de jogo que tire melhor rendimento das características dos jogadores que tem e que quer passar a ter. A ver se me explico: em que posições têm tido mais saída os jogadores do Sporting? Em extremos, essencialmente, e isto porque a escola do Sporting é uma escola de 4-3-3, portanto os jogadores das alas são normalmente aqueles que têm mais qualidade, são os que têm sido vendidos. As próprias características do jogador português, levam-nos para um esquema de 4-3-3, com um futebol apoiado, um futebol de criatividade, e isso tem a ver com as raízes do futebol português e do jogador português.
Agora, os jogadores também terão de dominar outros esquemas tácticos, como o 4-4-2. Passar de um 4-3-3 para 4-4-2 com alas é uma coisa, ,mas quando o esquema táctico de uma equipa é o 4-3-3, e depois passa para um 4-4-2 em losango já não pode ser e porquê? Porque as características dos jogadores de um 4-4-2 losango não são características do 4-3-3. Passamos neste caso a criar uma situação alternativa de jogo como é o caso do 3-4-1-2. O 3-4-1-2 proporcionou-nos que nós tivéssemos tido jogos com resultados fora do que é hábito. Goleadas fora, goleadas em casa, 10-0, 9-0, 8-0, coisas do género. E isto aconteceu porque quando se criou também este sistema de jogo criou-se um objectivo de quê? Criar uma situação, um sistema de risco para quando a equipa está em situações de desvantagem por exemplo. Estava a preparar o futuro, a segunda fase, para a equipa ser capaz de responder, de poder jogar de homem a homem cá atrás, três para três atrás. Porque foi habituada a criar esse hábito, e os jogadores sabem o que estão a fazer dentro do campo no caso de passarmos para uma situação de alto risco, que foi isso que utilizamos por vezes, um futebol de alto risco.
O futebol do Benfica não é um futebol de três defesas, o futebol do Benfica é de quatro defesas e é também o futebol que eu defendo e que continuo a defender. Só que a minha função como técnico, como qualquer técnico, é de ir preparando os jogadores para outro patamar. Concretamente é isto, os jogadores do Benfica e que têm que ser do Benfica têm de estar preparados para jogar em qualquer esquema de jogo, agora, tem de haver uma base de partida, e neste momento nós no futebol de formação já chegámos a uma conclusão. Primeiro de tudo, saber qual é o modelo de jogo que nós queremos, e isto tudo está relacionado com os jogadores. Se nós tivermos jogadores altos e loiros, fisicamente fortes, teremos de jogar num 4-4-2, com um futebol mais directo, menos apoiado, que não tem nada a ver com o futebol português e com o jogador português. O futebol está delineado para o esquema táctico de 4-3-3, deixando amplitude também ao treinador para depois fazer variantes de passar para o 4-4-2 em caso de necessidade. É também uma questão de hábito nos atletas, porque vamos admitir que o Benfica joga em 4-3-3 na formação, mas existe uma época em que tem uma grande quantidade de jogadores da frente de grande qualidade, por exemplo tem três avançados muito bons, como é que resolvemos o problema? Logicamente que os jogadores têm de se saber adaptar a um novo esquema táctico, logicamente que um vai ter de andar a rodar com os outros dois, mas o esquema táctico é delineado em função dos melhores jogadores que tem.
Por exemplo, nós temos aí um miúdo, o Nélson [Oliveira], de quem se espera muito. Vamos admitir que chega aí um jogador de valor igual ao dele e a escola do Benfica está mecanizada para o 4-3-3, como é que fazemos? Vai haver um, que é um grande jogador, que vai ter de ficar de fora, ou vão ter de rodar, jogar meia parte cada um. Esta é uma das situações em que o treinador tem de saber adaptar e mudar o esquema de jogo para poderem jogar os dois jogadores.
Portanto eu penso que é esta flexibilidade, esta maleabilidade que os jogadores têm de ter. No que respeita ainda ao meu sistema predilecto, posso afirmar que esta época é o 4-3-3 ou 4-2-3-1, é a mesma coisa jogar 2+1 ou 1+2 é exactamente a mesma coisa. Depois, este ano, os jogadores já fizeram um jogo ou outro em que jogam só com três defesas. Têm que ser preparados para jogar em 4-4-2 e jogarem também em 3-5-2, ou então em 3-4-3, dependendo das características dos jogadores. Agora o sistema de partida é o 4-3-3.
ADT: Falou-se muito ao longo da época que faltava alguma comunicação e apoio da equipa técnica, e mais propriamente do Mister para com os jogadores. O que nos pode dizer sobre isso?
JA: A ver se eu me consigo explicar: apoio do treinador é quando a época termina e os jogadores, a maior parte deles, são abandonados. Um treinador mostra que é amigo dos jogadores nos momentos certos, e posso dizer-lhe que fui fundamental na colocação de uma série de jogadores que saíram do Benfica. Isso é que é ser amigo de um jogador!
Volto a repetir, nós não estamos aqui para criar meninos de coro, meninos de café com leite. Nós estamos aqui para criar homens preparados para a vida, e se um treinador não sorrir tanto ou sorrir menos, isso não pode ser caso para poderem criar esta situação.
Todos nós, parece-me a mim também, até porque eu não gosto muito de...o vosso jornal eu vejo, mas logicamente que há sites e sites e há coisas que merecem mais credibilidade e outras menos. Um site que é visitado por 50 a 100 pessoas, onde às vezes a ideia que dá é que... estou-me a referir a um de que não interessa dizer aqui o nome, mas que vi uma vez e jurei para nunca mais, onde realmente as pessoas se agridem umas às outras! Deixa no ar até que são pessoas com um conhecimento profundo das coisas e que é de estranhar como é que pode acontecer uma coisa destas no Benfica.
Muitas vezes os resultados dos grandes clubes sofrem destas pequenas coisas, e se calhar esta é uma das pequenas coisas que promove às vezes guerras internas que não são nada desejáveis. Aliás, ainda bem que vocês estão-me a dar a oportunidade de falar disto, porque eu penso que estas situações deveriam sofrer intervenção e as pessoas deveriam ter mais atenção com aquilo que se passa. Eu não quero aprofundar mais, quero deixar só no ar isto: volto a repetir, as grandes coisas, as grandes conquistas são feitas através de pequenos pormenores, e este se calhar é um deles que me parece que dentro do Benfica não devia de existir.
ADT: Durante o final da época que passou e já no início desta, têm havido alguns adeptos que parece que culpabilizam o Mister João Alves de uma série de coisas negativas que se passam no Benfica. Porque acha que isso acontece? Qual a razão deste enfoque negativo sobre a sua pessoa?
JA: Deve haver meia dúzia de pessoas, mas como tudo na vida uns têm mais credibilidade que outros.... Normalmente as coisas falam por nós próprios e sabe o que é que pode falar por mim? E eu posso dizer isto, eu tenho um trajecto no futebol e tenho um trajecto como treinador, e como treinador devo dizer que me orgulho muito da carreira que tenho tido como treinador! Tenho tido títulos, tenho tido conquistas, lancei no futebol profissional muitos jogadores, Paulo Bento, Calado, Abel Xavier, Pedro Barbosa, sei lá! Nem tenho conta!
Foi sempre uma das minhas características descobrir talentos em divisões secundárias, terceiras divisões, lançar miúdos que vinham dos juniores, portanto quem quiser ter esse trabalho vá aos sites e veja lá o meu percurso tanto como jogador como treinador. Para as pessoas que realmente vivem obcecadas comigo, se calhar, uma boa maneira de me passarem a conhecer melhor é informarem-se sobre as coisas. Sobre o meu trabalho, logicamente. Até aqui posso dizer que tem sido um bom trabalho, não vou dizer, volto a repetir, a tal questão da vitória, mas nós estamos sempre dependentes de pequenos pormenores para ganhar. De tal forma que o Benfica este ano está a fazer uma carreira dentro daquilo que tem de ser, e o treinador continuo a ser eu!
Mesmo com as dificuldades que temos, que vocês também sabem que temos, com um plantel curtíssimo, com muitas lesões, com alguns jogadores que ainda não foram inscritos, temos uma equipa mesmo à justa e temos levado alguns juvenis para o banco, e temos sabido ultrapassar as dificuldades, porque na minha vida como técnico uma das coisas que eu aprendi foi a saber desviarmo-nos das dificuldades quando elas aparecem.
Agora se estão a referir-se a blogues e sites, eu desconfio muito desses blogues porque qualquer um pode ir para lá comentar e dizer o que lhe apetece sem ter que dar a cara. Eu gosto muito de pessoas frontais e com coragem, agora tudo o que seja cobardia, pessoas que façam as coisas escondidas por detrás de nomes falsos, isso não me mostra nenhuma credibilidade, mostra-me sim cobardia das pessoas. Para além de que me mostra que há interesses escondidos por detrás disso. Eu com toda a sinceridade tenho feito um bom trabalho à margem de tudo isso, gosto de ver e de andar informado sobre aquilo que se passa. Agora, tudo aquilo que não tem credibilidade passa-me completamente ao lado e nem sequer quero saber.
ADT: Para além das mudanças tácticas fala-se também das substituições ao intervalo. Tem alguma opinião acerca disso?
JA: Tenho, e normalmente ganho com essas substituições! Altero sempre o jogo para ganhar, e felizmente até hoje tem corrido bem. Temos o caso do jogo com o Porto em que fui muito criticado por meter um juvenil (NDR: Lassana Camará). O que eu posso dizer é muito simples, se eu estou a ver uma coisa que está mal, que a equipa não funciona, por ser uma coisa que está instituída, as substituições devem ser feitas ao intervalo. Mas para mim não está. Já fiz muitas substituições ao longo da minha vida como treinador, já meti um jogador e já o tirei passado um quarto de hora, já fiz duas ou três vezes isso, sabe porquê? Porque meti jogadores que entravam amuados e que não renderam e saíram, como é óbvio.
As pessoas têm de ser sérias umas com as outras, e logicamente que treinar seniores é uma coisa e treinar juniores é outra. Uma das funções do treinador dos juniores é preparar homens para a guerra, passe a expressão. Logicamente que se os jogadores querem jogar hoje em dia têm de ser agressivos, têm que ser humildes, têm que ser ambiciosos, têm de querer ganhar de qualquer maneira, têm que ter um bom fair-play, o fair-play de querer ganhar. Portanto é isto que deve ser ensinado aos jogadores: que vão entrar numa fase da vida deles, quando passam de juniores para seniores, e que no Benfica 98% ou 99% dos jogadores saem do Benfica, mas continuam a carreira noutros lados como profissionais. E vão ter condições que não têm aqui, onde têm todas as condições. Vão ter de estar preparados para a luta, para a guerra, para jogar com homens, quer dizer para apanhar colegas de equipa que tenham outra malandrice, outra ratice, adversários, treinadores, tudo isso. Não é formar, volto a repetir, meninos de coro, temos de formar homens, homens preparados para as dificuldades. Mas o esquema do Benfica do ano passado era o 4-2-3-1, não havia mais nenhum, havia depois variantes.
ADT: A equipa de Juniores de qualquer clube é composta por jogadores de primeiro e segundo ano. No entanto, no último defeso, falou-se muito de que tinha sido o Mister João Alves a dispensar quase na sua totalidade a equipa campeã de Juvenis.
JA: (interrompendo) ai fui também eu que fiz isso (risos)!?
ADT: Nós tivemos oportunidade de falar com alguns dos seus jogadores e com algumas pessoas do Benfica que nos disseram que não concordavam. Inclusive contaram-nos que o Diogo Figueiras iria ser dispensado do Benfica e que foi o Mister que o segurou. O que nos pode adiantar sobre isto?
JA: Nós trabalhámos em conjunto quando terminou a época, eu dei a minha opinião sobre alguns jogadores, e depois houve opiniões da parte das pessoas que coordenam o futebol. Portanto há outras pessoas, ainda há o treinador dos Juvenis (NDR: João Couto)...Há aqui uma série de pessoas que estão ligadas a este processo.
ADT: Só para clarificar, quem é que coordena todo esse processo?
JA: É o Jaime Graça.
ADT: Continuando...
JA: Há um coordenador, que é o Jaime Graça, depois há o treinador dos Juvenis que é o que conhece melhor os jogadores dos juvenis do que eu, e depois sou eu que sou o treinador de juniores, e que ia continuar como continuei, que vi alguns jogos dos juvenis, que fui tomando conhecimento.
Por exemplo, o Diogo Figueiras foi a um torneio (NDR: Torneio Dallas Cup) comigo aos Estados Unidos, não o conhecia, e gostei bastante dele, agora, devido ao facto de ter jogado pouco durante a época passada e de ter tido uma lesão na parte final da época, digamos que era um jogador...não vou confirmar nem desmentir porque acho que estas são coisas de foro interno e que devem ser guardadas entre nós, agora logicamente que para o Figueiras foi importante ter ido à América para o ter conhecido melhor e para o poder ver a jogar em vários jogos, para ter um conhecimento melhor sobre ele. São as tais situações que é bom que aconteçam.
Agora, houve reuniões entre as várias partes que têm a ver com isto. Volto a repetir, há o mister dos juvenis que dá uma opinião, como eu dei dos juniores que passaram a seniores. Não quer dizer que a minha opinião prevaleça, se estiverem várias pessoas incluídas no processo é a forma de o Benfica trabalhar, não quero nem vou dizer se está bem ou se está mal, se é assim que o Benfica trabalha tudo bem, há que respeitar. Há várias pessoas que vão opinar sobre determinadas questões, falam em conjunto e chegam a uma conclusão, e depois as decisões são tomadas.
ADT: À imagem do que aconteceu a época passada, o Benfica entrou nesta época com várias vitórias consecutivas. Quais são as grandes ambições do clube para esta época? É dar continuidade ao trabalho de formação do ano passado ou apostar mais forte na conquista do título?
JA: É um pouco dentro daquilo que aconteceu o ano passado. Logicamente que este ano...o que é que a gente não conseguiu o ano passado? Não conseguimos ganhar o campeonato! Vamos tentar ser campeões, como é lógico. Temos um plantel neste momento que está um pouco fragilizado, são poucos jogadores. Na verdade, parece que não mas um campeonato de uma época para os juniores é uma época altamente desgastante.
Estamos a falar de um Benfica que entra em muitos torneios, como entrou o ano passado, e como já entrou este ano, e vai entrar noutros, e acho que deve entrar! São muitos torneios, são muitos jogos particulares, o Benfica é muito procurado e é normal! São muitos jogos de campeonato, são trinta jogos de campeonato, são muitos jogos de selecção...estes jogadores fazem por ano muitos, mas mesmo muitos jogos, e estamos a falar de um plantel que tem neste momento dezasseis jogadores de campo e dois guarda-redes, portanto é um plantel que está mesmo no limite.
Quer dizer, se há um jogador que está lesionado já, tem que entrar um juvenil. Agora, temos de esperar até Janeiro para inscrever mais jogadores, mas esta é uma realidade. As nossas funções como treinadores é termos de gerir isto até a entrada de novos elementos. Já está para chegar um miúdo, um Hondurenho (NDR: Cristian Martínez), como vocês sabem, que só pode jogar em Janeiro como qualquer que venha agora. Portanto, até lá, nós temos que trabalhar com estes miúdos, que - volto a repetir - em relação à equipa do ano passado, formam uma equipa menos adulta, fisicamente menos forte. Mas perspectivo jogadores com muito mais possibilidades de chegarem mais longe do que os do ano passado, são miúdos muito mais talentosos.
Entrevista realizada no dia 24 de Setembro de 2008, na Sala de Imprensa do Caixa Futebol Campus, no Seixal.
Texto: Ricardo Nascimento.
Imagem: Academia de Talentos.
Dia 06.10.2008, às 20:03, bennie disse...
.
Dia 07.10.2008, às 10:39, juve disse...
Realmente é uma pena o Benfica só ter 18 jogadores, mas já vem uma referencia das Honduras.
Gostaria de saber, se alguém souber responder, quantos jogadores foram vistos na época passada pela chamada prospecção para possíveis reforços do Benfica e que tenham sido chamados para lá treinar.
Pelo que sei, há um jogador que esteve com os juniores do Benfica e foi emprestado ao Boavista.
Saudações
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