Iniciados A: FC Porto 2-1 AD Sanjoanense

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Seg., 14.09.2009

FICHA DE JOGO:

Futebol Clube do Porto 2-1 Associação Desportiva Sanjoanense.

1ª Jornada do Campeonato Nacional de Iniciados- Série B.

Data: 13 de Setembro de 2009.
Local: Campo Principal do Centro de Treino e Formação Desportiva PortoGaia.

FUTEBOL CLUBE DO PORTO: José Carlos; Hélder, Rui André, Marcelo Magalhães e Luís Rafael; Tomás Podstawski (Vítor Andrade aos 48’), Rochinha (Graça aos 35’) e Diogo Belinha (Capitão); Nuno Santos, João Caminata (Raúl Babibiky aos 35’) e Ivo Rodrigues (Pedro Santos aos 56’).
Suplentes não utilizados: Paulo Jorge, Francisco Ramos e João Santos.
Treinador: João Brandão.

ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA SANJOANENSE: Francisco Pangaio; João Bastos, Hugo Costa, Daniel Santos e André Pinho; Bruno Cardoso (Capitão), Jorge Neves, Jorge Pacheco (Miguel Almeida aos 58’), Nuno Pinto e Leonardo Rocha; Rúben Ferreira (Hugo Feiteira aos 66’).
Suplentes não utilizados: Fábio Ribeiro, David Pinho, Tiago Fontes, Bruno Cassoni e Costinha.
Treinador: Vasco Costa.

Acção Disciplinar: Amarelos para Bruno Cardoso aos 35’; Leonardo Rocha aos 47’; Jorge Neves aos 70’; Vermelhos para João Bastos aos 70+5’ e Jorge Neves após o apito final.

Resultado ao intervalo: 0-1.

Marcadores: 0-1 por Tomás Podstawski (pb) aos 21’; 1-1 por Raúl Babibiky aos 42’; 2-1 por Luís Rafael aos 70+5’.

Melhores em campo: Luís Rafael (F.C.Porto) e Leonardo Rocha (A.D.Sanjoanense).



CRÓNICA:

A ansiedade nos minutos finais traiu a Sanjoanense numa partida em que podia perfeitamente ter conquistado um ponto. O Futebol Clube do Porto chegou à vitória mesmo em cima do apito final, graças a um golo do seu melhor elemento: Luís Rafael. Mas foi pouco para uma equipa com aspirações, se bem que o facto de estarmos em início de temporada poder servir de atenuante.

Com muita troca de bola, o Futebol Clube do Porto começou aguerrido e dominador. No miolo, Rochinha ia realizando incursões agressivas, sobretudo pelo flanco direito. Quer ele quer Belinha e Tomas Podtawski tiveram como primeira preocupação o jogo pelas alas, com duas respostas diferentes: enquanto que Nuno Santos ganhava superioridade no flanco esquerdo, João Caminata sentia mais dificuldades no flanco contrário.

Aos 9 minutos deu-se o primeiro sinal de perigo com Nuno Santos, na esquerda, a cruzar para a área e Rui André, de pé esquerdo, a rematar ao lado. Por aquele flanco nasceu nova jogada de perigo à passagem do minuto 14, com Luís Rafael a cruzar com perigo e Ivo Rodrigues, na área, a emendar fraco, à figura de Francisco Pangaio. A Sanjoanense começou timidamente a subir no terreno, ganhando alguma supremacia na marcação de lances de bola parada. Aos 19’ o primeiro aviso com Ruben Ferreira, na área, a cabecear com perigo após canto apontado por Nuno Pinto.

E após o aviso, os de São João da Madeira marcaram mesmo. Novo canto de Nuno Pinto e Tomás Podtawski, num pontapé de rosca, a introduzir a bola na sua própria baliza. Um balde de água fria para os locais, num resultado perfeitamente injusto para o que vinha acontecendo. Os dragões reagiram de pronto e aos 23’ um canto apontado por João Caminata encontrou Rui André na área, que cabeceou ao lado. Logo de seguida, após novo canto, Marcelo Magalhães teve tudo para marcar mas Francisco Pangaio realizou uma grande defesa!

Num jogo de sentido único, o inconformado Luís Rafael desenhou nova boa jogada no flanco esquerdo com novamente Ivo Rodrigues, em boa posição, a desperdiçar. Até ao intervalo destaque para um bom cruzamento de Jorge Neves bem neutralizado por José Carlos.

A segunda parte trouxe algumas alterações. João Brandão lançou em campo Graça e Raul Babibiky e as alterações revelaram-se frutíferas. Enquanto que o primeiro ofereceu maior criatividade ao miolo, o segundo deu uma maior acutilância ao flanco direito. Os dragões intensificaram a sua pressão mas foi a Sanjoanense quem esteve próxima de dilatar a vantagem: Rui André e José Carlos não se entenderam e o guardião teve de travar com a mão um passe do central. Em posição frontal Jorge Neves atirou contra a barreira e o lance perdeu-se.

Ao minuto 42’ o F.C.Porto chegou ao empate: grande jogada de Graça que se desembaraçou de vários adversários no centro do terreno e serviu Luís Rafael no flanco esquerdo. O cruzamento, rasteiro, encontrou Raul Babibiky ao segundo poste que só teve de encostar. Estava refeita a igualdade e o mesmo Raul Babibiky podia ter feito novo golo aos 45’, mas o seu cruzamento – remate saiu ligeiramente por cima da barra. Acusando um pouco a ansiedade de querer chegar à vitória, foi mais com o coração do que com a cabeça que o jogo se passou a desenrolar. Aos 52’, num chapéu de fora da área, Diogo Belinha tentou um golo queria seria monumental caso a bola não tivesse saído por cima da barra. Nuno Santos, bem menos em jogo nesta segunda parte, assistiu Graça aos 56’ mas o remate saiu ligeiramente ao lado da baliza de Francisco Pangaio.

Aproximava-se o final da partida e, em face de um menor fulgor portista, adivinhava-se o empate. Ao minuto 70’, numa jogada individual, Hugo Feiteira esteve perto de marcar valendo a atenção de José Carlos a sair da baliza. Mesmo em cima do apito final, quando poucos acreditavam, os dragões chegaram mesmo a vitória: Graça e Raul Babibiky construíram uma jogada que isolou Luís Rafael no flanco esquerdo. O remate, colocadíssimo, não deu hipóteses de defesa a Francisco Pangaio.

O golo enervou os responsáveis sanjoanenses, com dois jogadores a serem expulsos por protestos. Em causa a duração dos descontos – quatro minutos – com o golo a ser apontado no quinto minuto extra. Em face das várias vezes que o jogo esteve parado a decisão do árbitro é legítima. Arbitragem regular de José Carlos Silva, de Braga.



ANÁLISE INDIVIDUAL (Futebol Clube do Porto):

José Carlos – Não teve culpas no golo sofrido. Mostrou muita segurança a sair da baliza. Falhou na comunicação com Rui André no lance do livre indirecto.

Hélder – Muita segurança defensiva. Um jogo tranquilo, racional, controlando todos os sobressaltos que apareceram. Em bom plano.

Rui André – Alguma insegurança na segunda metade. No lance do livre indirecto faltou comunicação com o guarda-redes. Mas em muitos períodos do jogo esteve em bom plano, com intervenções seguras e precisas.

Marcelo Magalhães – Na primeira metade aliviou algumas bolas de forma escusada quando podia ter saído a jogar. Foi tranquilizando ao longo da partida, acabando em bom plano.

Luís Rafael – Excelente exibição. Deu uma grande vivacidade ao flanco esquerdo, com subidas frequentes. Cruzou e rematou de forma constante. Marcou um golo de belo efeito e deu os três pontos à sua equipa. O melhor jogador em campo.

Tomás Podstawski – Fica na história da partida por ter sido o autor do auto–golo. Tentou jogar de forma simples mas nem sempre as coisas lhe correram bem. Mas não comprometeu.

Rochinha – Começou muito bem, com acelerações no centro do terreno. Perdeu fulgor e dinâmica, facto que motivou a sua substituição ao intervalo.

Diogo Belinha – Mais em foco na segunda parte, quando chamado a cumprir funções do lado direito do ataque. Sem ser um ala puro jogou muito bem entre-linhas, fazendo fluir o jogo da sua equipa.

João Caminata – Capacidade técnica muito evoluída, mas sem resultados na prática. Estava a jogar um futebol bonito e, a espaços, a desequilibrar mas a falta de objectividade penalizou-o.

Nuno Santos – Uma primeira parte de grande nível, com raides constantes por ambos os flancos. Foi decisivo no momento menos bom da sua equipa e passou despercebido quando a equipa esteve melhor. Nota global positiva.

Ivo Rodrigues – Dos mais discretos da sua equipa. Na primeira parte apareceu em boa posição de finalização mas decaiu de produção, passando um pouco ao lado do jogo.

Graça – Decisivo. Desenhou o primeiro golo com uma movimentação fantástica. No segundo conduziu a bola até Luís Rafael. Um dos melhores em campo.

Raul Babibiky – Com a sua entrada os dragões ganharam mais agressividade na banda direita. Velocidade a rodos e desgaste da defensiva contrária foram fundamentais na conquista da vitória.

Vítor Andrade – Assumiu-se como pivô defensivo e o seu jogo simples beneficiou a equipa. Ordenou as contas do meio-campo.

Pedro Santos – Entrou nos últimos minutos para se fixar na frente de ataque e registou movimentos conseguidos.



ANÁLISE INDIVIDUAL (Associação Desportiva Sanoanense):

Francisco Pangaio – Que grande defesa ao minuto 25 a remate de Marcelo Magalhães. O guarda–redes da Sanjoanense esteve em óptimo nível, não comprometendo em nenhum aspecto do jogo.

João – Na primeira parte sentiu grandes dificuldades para travar Nuno Santos e o avançado portista superiorizou-se por diversas vezes. Subiu de rendimento na segunda parte, altura em que ajudou várias vezes a zona central de forma crucial. Foi expulso após o golo.

Hugo Costa – Exibição de bom nível, anulando com maior ou menor dificuldades as intenções dos portistas. Sólido quer pelo ar quer pelo chão.

Daniel – Muito atento, poucas vezes os avançados conseguiram passar por ele. Esteve particularmente bem no capítulo da antecipação.

André Pinho – Dos melhores da turma sanjoanense. Se tomarmos em linha de conta o trabalho que teve, a resposta que deu é altamente positiva, apesar de algumas falhas naturais.

Bruno Cardoso – Correu quilómetros, mostrou uma disponibilidade física impressionante. A táctica da equipa não impunha grande estratégia ofensiva, cumprindo as indicações ao nível defensivo.

Jorge Neves – Tentou sempre sair a jogar através do passe curto e conseguiu. Pena foi que a acutilância ofensiva não tivesse sido maior. Mas esteve bem.

Jorge Pacheco – Bloqueou o flanco direito e esteve muito atento às marcações, se bem que os seus adversários directos tivessem estado muito bem.

Nuno Pinto – Pelo flanco esquerdo teve algumas acelerações importantes, esticando o jogo por diversas vezes.

Leonardo Rocha – Sempre em jogo foi o melhor jogador da sua equipa. Desmarcações constantes, uma luta titânica com Luís Rafael e uma enorme capacidade de luta. Não merecia ter perdido.

Ruben – Causou algum alvoroço no seio da defesa portista, fruto da sua entrega. Exibição positiva.

Miguel – Refrescou o miolo e ofereceu consistência durante o período em que esteve em campo.

Hugo – Pouco tempo em campo impede avaliação precisa.



TextoImagem: Gil Nunes.

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