Iniciados A: FC Porto 8-0 SC Freamunde

Share this
Seg., 28.09.2009

FICHA DE JOGO: 

Futebol Clube do Porto 8-0 Sport Clube Freamunde.

3ª Jornada do Campeonato Nacional de Iniciados – Série B.

Data: 27 de Setembro de 2009.
Local: Campo Principal do Centro de Treino e Formação Desportiva PortoGaia, em Vila Nova de Gaia.
Árbitro: Carlos Reis (A.F.Porto) auxiliado por Bruno Charrasqueira e Nuno Sousa.

FUTEBOL CLUBE DO PORTO: Paulo Jorge; João Oliveira, André Ribeiro, Marcelo Magalhães e Luís Rafael; Vítor Andrade (Tomás Podstawski aos 35’), João Graça (João Santos aos 55’) e Diogo Belinha (Diogo Rochinha aos 48’); Nuno Santos (Francisco Costa aos 35’), Raul Babibiky (João Caminata aos 35’) e Ivo Rodrigues.
Suplentes não utilizados: Xavier e Rui André.
Treinador: João Brandão.

SPORT CLUBE FREAMUNDE: Jorge; Edrice, Nélson, Vítor e Hugo; Pedro Viana (Vítor Hugo aos 35’), José Carlos (Bruno aos 61’), Tiago (Ricardo aos 33’), Paulo e Pedro Sousa (Leandro aos 61’); Costa (José Francisco aos 35’).
Suplentes não utilizados: João e Diogo.
Treinador: Alberto.

Acção Disciplinar: Jorge aos 2’; Nélson aos 43’.

Resultado ao intervalo: 3-0.
Resultado ao intervalo: 8-0.

Marcadores: 1-0 por Raul Babibiky aos 15’; 2-0 por Ivo Rodrigues aos 26’; Nuno Santos aos 28’; 4-0 por João Caminata aos 40’; 5-0 por João Graça aos 55’; 6-0 por Francisco Costa aos 62’; 7-0 por André Ribeiro aos 66’; 8-0 por Ivo Rodrigues aos 68’.

Melhores em campo: João Graça (Futebol Clube do Porto) e Pedro Sousa (S.C.Freamunde).



CRÓNICA:

Mais um jogo sem qualquer história. A superioridade dos dragões foi de tal forma evidente que o vencedor se antecipou logo nos primeiros minutos. Sem querer estar a fazer nova análise ao actual modelo competitivo, o que é certo é que o jogo foi o real espelho de um confronto “David vs Golias”.

E mais uma vez a crónica da partida resume-se à catadupa de golos marcada pelos dragões. E até podiam ter inaugurado o marcador ao 3º minuto de jogo: no miolo, Diogo Belinha efectuou um bom passe para João Graça e o criativo aproveitou a lentidão do guardião do Freamunde para o contornar, sendo derrubado. Na conversão da grande penalidade João Graça permitiu a defesa de Jorge.

O F.C.Porto pareceu ter ficado ligeiramente afectado com esta falha, sem no entanto nunca perder a natural supremacia da partida. Mas ao minuto 14 uma falha de Marcelo Magalhães permitiu o isolamento de Costa, com o avançado a rematar muito fraco sem qualquer tipo de problema para o guardião Paulo Jorge.

O primeiro golo da partida surgiu logo de seguida. Bons desenhos pelo centro do terreno – um tipo de jogada que os dragões parecem estar a tornarem-se especialistas – e diagonal muito rápida de Raul Babibiky que a saída de Jorge desviou sem qualquer hipótese de defesa. A dinâmica pelo centro do terreno, com muito passe curto, ia lentamente permitindo a subida dos laterais e Luís Rafael, aos 18’, rematou por duas vezes à baliza com Diogo Belinha, na recarga, a esbarrar contra a defensiva contrária. Depois de João Graça ameaçar, aos 26’ apareceu o segundo golo da partida: no flanco direito Raul Babibiky arrancou um bom cruzamento, com João Graça a aparecer na pequena área. O guarda-redes defendeu mas Ivo Rodrigues, na recarga, não perdoou.

Logo de seguida desenho semelhante, com desta vez o cruzamento de Raul Babibiky a encontrar Nuno Santos. Na passada, o talentoso extremo não facilitou. Até ao intervalo, com o jogo sentenciado, registo para o único remate digno de registo do Freamunde, Pedro Sousa, o melhor jogador dos visitantes, atirou forte na sequência de um livre directo mas Paulo Jorge respondeu com muita segurança.

A segunda metade começou praticamente com o quarto golo dos dragões. Grande penalidade muito discutível sobre Ivo Rodrigues e João Caminata, na conversão, a não dar hipóteses de defesa a Jorge. Neste período era Francisco Costa a grande referência da equipa, mostrando-se muito forte nos lances de 1x1. Mas foi João Graça, à passagem do minuto 46, quem esteve muito próximo do golo na sequência de uma excelente penetração pelo centro do terreno. Também em destaque Ivo Rodrigues, com muita mobilidade no centro de ataque, que ia constantemente abrindo espaços para os seus colegas. Mas foi João Graça, aos 55’, quem faria o gosto ao pé, no seguimento de uma jogada individual concluída com um remate de pé esquerdo de fora da área.

Nos últimos dez minutos da partida, aproveitando a falta de frescura física dos contrários, os dragões marcariam por três vezes: primeiro foi Francisco Costa, aos 62’, com um remate seco e colocado após boa jogada individual; depois André Ribeiro, aos 66’,aproveitando a atrapalhação contrária num pontapé de canto; por último Ivo Rodrigues a finalizar de cabeça, aos 68’, um boa incursão de Luís Rafael no flanco esquerdo.

Num jogo de “carne para canhão”, como infelizmente tem vindo a ser habitual, a arbitragem do trio comandado por Carlos Reis foi regular.



ANÁLISE INDIVIDUAL (Futebol Clube do Porto):

Paulo Jorge – Não teve grande trabalho. De registar apenas uma boa defesa no final da primeira parte quando deteve de forma segura um remate de Pedro Sousa.

João Oliveira – Exibição regular em que, apesar de não ter sido colocado à prova, esteve muito eficaz sempre que subiu no terreno.

André Ribeiro - Sem grande trabalho, teve oportunidade para subir no terreno, algo que fez com qualidade assinalável. Marcou um golo na sequência de um pontapé de canto.

Marcelo Magalhães – Uma falha ao minuto 14 que não deu em nada. De resto, realizou exibição tranquila, sem sobressaltos de maior.

Luís Rafael – Teve no seu alcance o melhor jogador do Freamunde (Pedro Sousa) e no princípio do jogo teve de se controlar. Com o avolumar do resultado aventurou-se no terreno com a eficácia habitual.

Vítor Andrade – Durante o tempo em que jogou promoveu a circulação de bola, sobretudo ao nível do passe curto. As boas jogadas realizadas pelo centro do terreno contaram com a sua assinatura.

João Graça – O melhor jogador em campo. Imprimiu uma grande intensidade ao meio–campo, sendo sempre o principal pólo de desequilíbrio fruto da sua apurada técnica e velocidade. Esteve em vários golos ao desenhar jogadas de belo efeito.

Diogo Belinha – Sem deslumbrar, esteve eficaz na forma simples como fez fluir o jogo para o ataque. Nada a apontar.

Raul Babibiky – O flanco direito foi seu. Tem uma velocidade que desequilibra constantemente e na primeira parte foi o “abre-latas” que a equipa precisou. Resolveu o primeiro problema da equipa.

Nuno Santos – Se a atacar esteve ao seu nível habitual, criando e rompendo, ao nível defensivo efectuou recuperações preciosas. Exibição muito conseguida.

Ivo Rodrigues – Subiu de produção ao longo do jogo. Foi um avançado dinâmico e criativo, que jogou eficazmente na ocupação de espaços.

Tomás Podstawski – Como pivô defensivo, imprimiu força e dinâmica na posição “6", arranjando espaço para subir no terreno.

Francisco Costa – Muito forte no 1x1, fez várias assistências de mérito e ainda teve oportunidade para fazer o gosto ao pé.

João Caminata – Deambulou para o centro do terreno, mostrando novos atributos. Parece pisar novos espaços e a evoluir ao nível do seu jogo, já ele de muita qualidade.

Diogo Rochinha – Simples e prático, mas com muita eficiência. Foi responsável por jogadas de qualidade no centro do terreno.

João Santos – Bons pormenores técnicos durante o tempo em que esteve em campo.



Texto: Gil Nunes.

Comentários

Submeter um novo comentário

CAPTCHA
Esta questão serve para identificar se é humano e para evitar envios automatizados spam.
4 + 10 =
Solucione esta simples equação e introduza o resultado. Ex. para 1+3 introduza 4.

Iniciar sessão