Entrevista com Pedro Celestino

Share this
Sex, 01.06.2007


-Chegaste ao Sporting vindo do Amora Futebol Clube. Conta um pouco como se processou a tua entrada em Alcochete?

Eu era Juvenil no Amora, mas já fazia parte do plantel sénior do Amora porque estava integrado desde a pré-época e durante essa fase em que o treinador que era o Rui Dias fomos fazer um jogo treino à Academia contra o "Sporting B". Eu fui, eu joguei nesse jogo, entrei na 2ª parte. Eles viram, gostaram, perceberam que eu com aquela idade já estava nos seniores e foram falar comigo e com o Amora para poder ir fazer testes à Academia. Fui lá, passei lá uma semana em Alcochete e assinei logo pelo Sporting e passado essa semana já estava lá a fazer a pré-época com a equipa de Juvenis A.

-Como é que foste recebido pelo plantel?

Receberam-me muito bem, havia alguns jogadores que eu já conhecia, e o resto, a malta do Sporting tem a tradição de receber muito bem os novos.

-Neste momento já és um jogador com maior experiência do que tinhas naquela altura. Em retrospectiva, qual achas que foi a maior dificuldade que tiveste naquela altura da tua inserção no Sporting?

Foi a adaptação, foi um enorme passo jogar no Amora e depois jogar num clube grande, é algo que nos faz pensar: "que grande salto que eu dei", mas fiquei feliz pois fui para um sitio onde existem todas as condições para se aprender a ser jogador e para além disso, aprender a ser um homem. Eles lá insistem muito nisso e eu sabia que para poder ser alguém, todos os dias teria que trabalhar no máximo. Diria que o que facilita e ajudou mais foi o facto de os treinadores, os dirigentes e jogadores falarem muito contigo e te acolherem bem. Eu não tive grandes problemas no sentido em que não era residente da Academia e portanto ficava perto da minha família, mas penso que para os miúdos que vêm de longe as coisas são mais difíceis, mas eles lá na Academia tornam-se a nossa família. Haviam colegas que passavam mal à noite, pois sentiam muitas saudades uns dos outros, mas era aí que o grupo era importante também fora do relvado porque se ajudavam e apoiavam uns aos outros, especialmente os mais novos.

-Como foi ires para um clube não só de dimensão superior ao Amora, mas também teres que lidar com um plantel de qualidade onde a competitivade é maior para conseguires conquistar o teu espaço?

Quando se chega àquele nível, os jogadores já têm muita qualidade e não nos podemos agarrar a falsidades de que já somos jogadores feitos, temos que trabalhar todos os dias e ter os pés bem assentes na terra porque nem todos vão poder chegar lá acima e temos todos que ter isso em mente. Com uma pontinha de sorte, com uma oportunidade talvez seja possível lá chegar, mas para a maioria será muito difícil e é por isso mesmo que têm que ter os pés bem assentes na terra e pensar que a vida não é só futebol e eles lá ajudam-te muito nisso, ajudam-te muito na escola porque a gente não sabe o dia de amanhã e por essa razão a gente tem que se dedicar também aos estudos.

-O Lança (Marco Lança) referiu que isto é como um "sistema de pirâmide", começam muitos, depois ocorre uma triagem cada vez mais exigente até que só conseguem sobreviver os melhores ou mais ambiciosos. Pensas que é uma boa metáfora?

Sem dúvida, porque o Sporting é uma equipa de topo e todos nós temos que lutar para conquistar algo, todos trabalhamos para o mesmo, mas pelas mais variadas razões, nem todos podem lá chegar.

-Qual foi a sensação quando descobriste que vinhas para o Sporting?

Foi um sentimento muito especial, porque sempre soube que o Sporting era a maior escola de Portugal e qualquer jogador ambiciona jogar nos melhores. Quando soube que finalmente ia para o Sporting, fiquei muito feliz porque acima de tudo era um prémio, era um sinal de reconhecimento para com todo o trabalho que tinha vindo a desenvolver e que as pessoas que sabiam o que faziam tinham decidido apostar em mim. Foi um sonho que se realizou.

-Tu foste campeão 3 vezes em 3 anos pelo Sporting. Campeão de Juvenis A em 03/04 e Bi-Campeão de Juniores nos 2 anos seguintes. Houve um dos 3 que te tenha dado um gosto especial?

Todos eles foram muito especiais, mas o 1º é sempre diferente, eu vinha de uma equipa que estava sempre a lutar por não descer de divisão e depois vou para o Sporting onde se luta para ser campeão, é sempre uma realidade diferente e os níveis de exigência são diferentes. O 1º ano foi o que mais me marcou, por perceber que estava agora inserido num clube com uma cultura e ambição diferente.

-Tu todos os anos que estiveste no Sporting foste sempre campeão, portanto subitamente viste-te inserido num clube com uma maior dinâmica de vitória que tu gradualmente foste assimilando, mas depois quando fizeste a transição para sénior foste jogar para clubes com ambições menores. Sentiste dificuldade nessa mudança?

Não, porque eu já sabia qual era a realidade do futebol sénior, até porque já tinha jogado com os seniores no Amora 3 anos antes, eu sabia para onde vinha e conhecia bem as dificuldades. Apesar de nos 3 anos anteriores ter sido sempre campeão, sabia que me preparava para começar uma nova etapa na minha carreira, estava plenamente consciente disso.

-Nesses 3 títulos nacionais que conquistaste pelo Sporting, fala um pouco sobre eles.

O 1º teve aquele gosto especial de que falei pois não estava habituado, o Sporting já não era campeão de Juvenis já desde 1999 e nós chegámos lá e conquistámos o titulo, não queria dizer que foi fácil ou um "passeio", mas foi com alguma vantagem (5 vitórias na fase final), mas o 2º titulo também foi muito bonito, foi quando a equipa reconquistou o campeonato de juniores com o Paulo Bento ao fim de 9 anos sem conseguir ser campeão nesse escalão. Com o Paulo Bento foi essa outra vitória, a gente sabia que tínhamos uma "Super equipa" em 04/05 com jogadores como o Miguel Veloso, Nani, João Moutinho. Com o Benfica (última jornada) lembro-me que faltavam 10 minutos para acabar o jogo e estava empatado, a gente queria ganhar, sabendo que um empate servia ao Benfica, mas a gente deu a volta ao jogo e venceu 4 a 1, acho que o que fez a diferença foi o acreditar, a união da equipa.

-E com o Luís Martins nos Juniores?

Com o Luís Martins eu acho que dos 3 campeonatos conquistados esse foi o mais fácil, teoricamente o mais fácil, porque acabámos por ser campeões com 5 ou 6 pontos de vantagem (14 de 18 pontos na fase final) sobre o segundo classificado, e na 1ª fase ficámos 18 pontos à frente do Benfica, por isso foi um ano... não digo de "passeio", mas foi um ano mais facilitado.

-Quando chegou a altura de passar para o futebol sénior, porque escolheste o Olivais e Moscavide?

Escolhi o Olivais porque era uma equipa que tinha subido à 2ª liga e também porque já conhecia o treinador porque foi ele quem me lançou no Amora, o Rui Dias. Para além disso, é uma equipa que está aqui em Lisboa e como eu moro aqui perto senti que havia ali condições para eu poder continuar a desenvolver e evoluir o meu futebol. Não me consegui impor tanto quanto gostaria, mas no inicio é sempre complicado porque um jovem jogador quer é jogar e nem sempre é fácil conquistar o nosso espaço, mas gradualmente fui demonstrando o meu valor. Mesmo assim, consegui jogar 20 jogos, mas tive o azar de sofrer uma lesão que me prejudicou bastante. Em termos de resultados, não terá sido tão positivo como teria desejado, mas foi uma época proveitosa que me ajudou a crescer como pessoa e como jogador. É um clube complicado porque tinha acabado de chegar de uma liga inferior, mas ajudou-me muito. Eu já conhecia alguma coisa do Olivais, e os jogadores mais velhos ajudaram-me imenso, a mim e aos meus colegas ex-Sporting.

-Até porque tu chegaste lá e as condições são completamente diferentes daquilo a que estavas habituado em Alcochete... Pensas que essas condições menos "luxuosas" também terão sido importantes porque te obrigaram a funcionar num ambiente mais difícil e que requeria ainda maior dose de humildade?

Sim, tudo isso é importante, porque nós chegamos à Academia e temos tudo o que precisamos, temos 5 a 6 campos para treinar, enquanto no Olivais temos 1 campo e no balneário faz frio (risos), mas como eu já tinha estado no Amora eu já sabia como era trabalhar num clube desta dimensão, e isto ensina aos jovens que acima de tudo devem dar valor a aquilo que têm.

-O Rui Dias foi o teu treinador no Amora e de certa forma foi ele o responsável por teres ido parar ao Sporting porque apostou em ti numa altura em que tinhas 15 anos e mais tarde foi ele que te abriu as portas para o futebol profissional no Olivais e Moscavide. Sendo ele o treinador mais jovem das ligas profissionais, o que é que pensas dele, a forma como ele te marcou e o que pensas que o torna especial?

O que o torna especial é a sua vontade de querer vencer, é um treinador jovem, mas com muita ambição e eu espero e sei que ele eventualmente vai vencer porque tem muita qualidade e muito talento para dar.

-Porque é que escolheste o Estoril para prosseguir a tua carreira?

Eu tinha clubes interessados, tais como o Portimonense, o Fátima e o Penafiel, mas eu escolhi o Estoril porque o Sporting achou que era um bom clube para poder continuar a minha evolução e eu concordei, até porque estamos a falar de um clube com algum histórico e fica situado em Lisboa o que não só facilita a minha vida porque estou perto de casa, mas também porque assim estou mais perto do Sporting e posso ser observado com maior regularidade.

-Esta época está a correr-te de forma mais favorável, é simplesmente porque não tens tido lesões, ou isso também se deve ao facto de já vires com uma maior experiência do Olivais e Moscavide?

Penso que essencialmente deve-se ao facto de esta época ainda não ter tido uma lesão e de devido a isso e ao meu trabalho estou a conseguir jogar com regularidade. Também se deve ao facto de a experiência que ganhei na época anterior deu-me uma maior confiança em mim próprio, até porque agora já conheço melhor a realidade da 2ª liga do que o ano passado.

-A crítica considera-te a revelação da Liga Vitalis. Como lidas com isso?

Fico extremamente feliz porque é sinal que todo o meu empenho na minha profissão está a ser reconhecido, mas penso que as minhas exibições mais positivas também se devem ao facto de a equipa estar a jogar bem e a fazer um bom campeonato e isso ajuda os jogadores a revelarem-se mais. Quando estes elogios começam a aparecer, isso por vezes pode distrair um jovem e nem todos conseguem lidar bem com as críticas positivas e quando começam a ser mais mediáticos... mas eu tenho os pés bem assentes na terra, até porque os jogadores que querem chegar ao mais alto nível têm que estar dispostos e preparados para lidar com essas pressões e críticas e eu trabalho todos os dias para poder ser ainda mais reconhecido e mais elogiado.

-Por que razão vieste agora para o Estrela? Não seria melhor terminar a época no Estoril?

Eu acho que é a equipa certa para mim neste momento. Sei que as pessoas no Estoril gostavam que pudesse ficar até ao final da época, mas o Estrela é um clube que apesar de lutar para não descer, já é um clube com uma projecção maior e penso que me oferece tudo para poder continuar a minha evolução. A transição será complicada, mas eu acredito nesta opção que tomei, sei que vai ser uma nova experiência, mas acredito que vou ter sucesso nesta nova fase da minha carreira.

-No Sporting na formação vocês jogam principalmente num 4-3-3 com o um triângulo ofensivo no meio campo, com um médio de contenção e 2 médios interiores, mas tu nestas duas últimas épocas jogaste em sistemas diferentes.

A minha posição natural é a de médio de transição. Eu nos Juvenis A com o Luís Martins jogava como médio interior direito, mas na época seguinte com o Paulo Bento eu joguei mais como médio defensivo, mas no último ano de júnior (Luís Martins) regressei à minha posição de médio interior direito. No Olivais e Moscavide a gente jogava em 4-3-3 mas com duplo pivot defensivo e eu nesse sistema jogava como médio defensivo, mas o meu colega de sector tinha maiores responsabilidades de recuperação de bolas enquanto eu ficava encarregue de organizar o jogo a partir dessa posição. No Estoril a equipa joga em 4-4-2 losango e eu nesse sistema jogava como médio interior direito.

-Isso em teoria até poderá facilitar a tua inserção no Sporting?

Sim, porque a táctica do Estoril é a mesma que o Sporting tem vindo a utilizar, o 4-4-2 losango.

-Como te defines a ti próprio como jogador?

Eu diria que o meu aspecto mais forte é a longa distância, os meus remates. Gosto de apostar nos remates de longe e até agora tem dado frutos e penso que é o meu traço mais marcante como jogador.

-Em que aspectos pensas que evoluíste mais desde que saíste do Sporting?

Tacticamente cresci bastante, fui forçado a evoluir nesse aspecto. Em termos de competitividade também, porque estou a jogar contra jogadores que fisicamente são mais fortes que aqueles que defrontava nos juniores e isso obriga-nos a crescer e a suportar mais.

-Sentes que em termos de responsabilidades defensivas estás melhor? Os teus colegas dizem que o Sporting é uma equipa de topo e os adversários é que têm que defender porque vocês jogavam em ataque continuado o que permitia um certo conforto e sossego aos jogadores no capítulo defensivo porque não eram tão pressionados, mas que agora que jogam em equipas mais fracas e com outras ambições, as despesas defensivas são maiores e sentem maior pressão nesse aspecto pois estão constantemente a ser testados na transição ataque-defesa?

Sim, em termos defensivos sinto que tenho evoluído muito mais, porque no Sporting os jogadores de características ofensivas não estão habituados a ter que se preocupar muito com esse aspecto, enquanto no Estoril muitas vezes temos que fazer jogo de contenção, tens que defender mais, obviamente que isso também depende do nosso adversário, o Mister Tulipa tenta jogar o jogo pelo jogo, mas defensivamente é um mundo diferente daquilo a que estava habituado no Sporting.

-Acreditas que vais chegar ao Sporting?

É para atingir esse objectivo que eu trabalho todos os dias, trabalho com muito afinco para poder lá chegar.

-Qual é a tua opinião sobre a politica de aposta em jovens jogadores que o Sporting tem mantido ao longo dos anos?

É muito boa, o Sporting a nível da Europa é dos clubes que mais aposta em formação, isso acho que é de louvar.

-Pedro, de que forma é tratada a componente física? Recebes instruções específicas do Sporting relativamente a que cuidados deves ter com o teu corpo a nível de ginásio ou alimentação, ou o Estoril é o único que te orienta nesse sentido?

Eu sigo o plano que o Estoril me dá, mas como lá estive na Academia, sei quais são os parâmetros de treino em termos de cuidados físicos. Faço o que o Estoril me diz, mas também um pouco daquilo que fazia no Sporting.

-És contactado pela SAD e pelos observadores?

Sim, eles acompanham regularmente os jogadores que estão emprestados e enviam sempre alguém da prospecção para falar com a gente e para saberem como nos estão a correr as coisas, se a experiência está a ser boa.

-Como surgiu a hipótese de ires para o Estrela da Amadora? Foi o Estrela que te contactou ou foi o Sporting que avançou com essa possibilidade?

Foi o Estrela que veio ter comigo e me perguntou quais eram as possibilidades de eu rumar ao Estrela, e eu vi essa possibilidade com bons olhos e decidi aceitar este novo desafio.

-Apesar de já seres um jogador profissional, não deve ser fácil conciliar as exigências do futebol de alta competição com aquilo que seria uma vida normal para um jovem de 20 anos?

É complicado porque pessoas da nossa idade querem sair à noite para se poderem divertir, mas isso é algo que não se ajusta à vida de um profissional de futebol que sabe que tem que descansar para poder render nos treinos e nos jogos. Os meus amigos vão sair e eu sei que não posso e que devo ficar em casa. Todos se querem divertir, mas temos que aceitar as nossas responsabilidades. É uma profissão que eu escolhi, e tenho que cumprir pois já sabia o que me esperava e que sacrifícios teria que fazer. O Sporting apoia-me, mas não me diz o que fazer nesse aspecto, mas eu tenho perfeita noção de como me devo comportar e o que devo fazer.

-Fala um pouco sobre as amizades que fizeste em 3 anos de Alcochete?

Fiz lá grandes amizades, uns já não estão no Sporting, mas não me esqueço deles. Todos os anos em que fomos campeões nós tínhamos um grupo muito forte e quanto mais fortes esses laços, maior é a coesão na equipa devido à confiança que depositamos uns nos outros. E um grupo que é forte tem sempre outra disponibilidade para ultrapassar os maus momentos.

-Na direcção, não falando tanto dos treinadores, quem é que mais te ajudava?

O Jean Paul. O Jean Paul fala muito com os jogadores, Mário Lino, Aurélio Pereira, acho que todos ajudam um bocadinho, mas esses 3 que referi são os que estão mais próximos de nós, são aqueles que estão mais presentes, que vão aos nossos jogos.

-Como lidavas com a concorrência no Sporting?

Apesar de todos quererem a mesma coisa, e apesar de haver muita concorrência, penso que isso é bastante positivo porque são os outros que nos obrigam a ser mais fortes para poder conquistar um lugar na equipa, e depois é uma questão de oportunidade e de sorte, mas sempre houve amizade no seio do nosso grupo e era isso que nos fazia mais fortes que os adversários, essa união, o facto dos colegas puxarem uns pelos outros.

-Desde que começaste a aparecer nos jornais e e que começa a gerar-se algum mediatismo em teu redor, sentes que começam a aparecer mais "amigos" que só vêm ter contigo porque estás por cima?

Nesta altura estou a atravessar um bom momento, um momento positivo, mas sem espaço para deslumbramentos. Ninguém se tentou aproveitar deste "sucesso", mas penso que essas situações de aproveitamento são más, mas eu penso pela minha cabeça, sei o que eu faço e certamente eu sei quem são os meus verdadeiros amigos.

-Qual seria o conselho que poderias dar aos miúdos que estão na Academia a lutar por um lugar ao sol?

O que eu lhes posso dizer, é que nem todos podem lá chegar e que devem agarrar-se aos estudos porque muitos deles vão precisar desse suporte. Que continuem a trabalhar todos os dias no máximo por esse sonho que têm de ser futebolistas, mas mentalizem-se para o facto de que a maioria não vai conseguir lá chegar. Eu neste momento não estou a estudar, mas já terminei o 12º ano de escolaridade e queria entrar para a universidade, pois penso que com um bocadinho de esforço é possível conciliar as duas vertentes e para o ano quero ver se consigo continuar a estudar, até porque gosto muito da minha área, que é Engenharia Electrónica.

-Nome completo:
Pedro Celestino Silva Soares.

-Idade:
21 anos (02/01/1987).

-Altura e peso:
1,77 e 73 Kgs.

-Pé dominante:
Direito.

-Posição no terreno:
Médio centro.

-Jogador favorito:
Steven Gerrard



Texto: Carlos Martins.
Imagem: Carlos Martins.

Comentários

Submeter um novo comentário

CAPTCHA
Esta questão serve para identificar se é humano e para evitar envios automatizados spam.
2 + 0 =
Solucione esta simples equação e introduza o resultado. Ex. para 1+3 introduza 4.

Iniciar sessão