Jovens Promessas: Rui Caetano.

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Sáb, 12.09.2009

Rui Caetano (Futebol Clube do Porto)

Numa época em que muito se especula sobre a extinção dos verdadeiros números dez, sobre a falta de maestros que controlem as operações a meio-campo e desenhem as mais belas jogadas de golo, surge, em oposição, a consolidação das capacidades físicas como o método mais eficaz.

Não se pense porém, que essas capacidades físicas se conjugam apenas com atributos defensivos ou correrias desenfreadas. Executar a altas rotações tornou-se no mais valioso trunfo dos futebolistas modernos. Necessariamente, verificou-se uma metamorfose naquele que é o ADN tipo de um jogador de topo. Agora é a técnica que se ajusta à velocidade.

Esta linha de pensamento vale, sobretudo, para os desequilibradores. Jogadores capazes de segurar, arrancar, romper e por fim, marcar ou assistir. Em suma, os talentosos que se encarregam de lutar para que o golo seja um hábito.

Quem não tem cão, caça com chita

As valências das capacidades físicas não se esgotam na velocidade de execução. Ser alto e forte é também motivo de valorização no momento da escolha dos melhores. No entanto, é a técnica aliada à velocidade de execução que perfaz os melhores jogadores. Continuam a ser os saudosos números dez, mas em figurinos de onzes, setes, oitos, ou mesmo noves. Ou seja, a polivalência é, hoje em dia, fundamental.

Rui Caetano é um jogador perfeitamente adaptado às exigências do futebol moderno. Com apenas dezoito anos (onze a jogar futebol), o pupilo de Patrick Greveraars é a unidade mais móvel do sector ofensivo do Sub-19 portistas.

Depois de algumas interrogações quanto à sua posição, Caetano interiorizou perfeitamente o tradicional 4-3-3 dos dragões. Apesar de habituado a actuar mais solto na frente, cedo fez jus ao potencial natural que detém. Com uma capacidade de aceleração acima da média e um excelente controlo de bola, este portista de coração pode ser o grande dinamizador do ataque do F.C. Porto versão 2009/2010.

A caminhada até ao F.C. Porto

A preparar-se para iniciar a sua sexta temporada ao serviço dos portistas, Rui Caetano parte com o estatuto reforçado. As saídas de Diogo Viana e de Jorge Chula abriram-lhe as portas do onze inicial, uma situação que já vinha sendo ensaiada ao longo da época passada, em que somou minutos atrás de minutos e revelou a intensidade pretendida.

Mas, a história que o guiou até ao clube do seu coração começa na União Sport Clube de Paredes, clube local que o acolheu aos sete anos e assim lhe proporcionou os primeiros chutos na bola. O trabalho desenvolvido ao longo de cinco épocas facultou-lhe o voo tão desejado.

Na história, fica o jogo da final do Campeonato Distrital de Infantis, num encontro que opôs, precisamente, o U.S.C. Paredes ao Futebol Clube do Porto. Os títulos começariam a surgir logo aí, em jeito de revelação de um jogador que os portistas não hesitaram em recrutar no ano seguinte.

A sua época de estreia não podia ter sido mais feliz. O jogador alternou entre a segunda equipa de Iniciados (a competir na Primeira Divisão Distrital) e a principal equipa do escalão. Resultado: dois títulos - Campeão Distrital e Campeão Nacional.

Melhor era difícil, e o ainda avançado-centro cedo conquistou os responsáveis azuis-e-brancos. Contudo, a carreira de Rui Caetano sofreu um arrefecimento ao serviço dos Sub-17, na primeira vez em que se deparou com alguma intermitência na sua utilização.

Estatuto de internacional

Nesta fase, a presença assídua junto dos eleitos da Selecção Nacional foi a lufada de ar fresco que o jogador precisava. Ao todo, são 22 as internacionalizações pela equipa das Quinas (17 pelos Sub-17). Mesmo num período de maior irregularidade, Rui Caetano continuou a convencer e a chegada às mãos de Patrick Greveraars não poderia ter ocorrido em melhor altura.

O treinador holandês encaixou que nem uma luva nas pretensões dos responsáveis do F.C. Porto, em fazer explorar o potencial técnico dos seus desequilibradores. Desde esse momento, Rui Caetano passou a figurar no leque de candidatos a jóias da coroa.

A temporada passada foi de adaptação àquela que será a sua derradeira posição. Somou muitos minutos na sua primeira experiência nos Sub-19, revelando-se decisivo em algumas partidas. Apesar de “sacrificado” para uma das alas (tanto joga na esquerda como na direita), Rui Caetano mantém a apetência para os golos. Mesmo sentindo-se mais confortável a actuar como falso ponta-de-lança (um pouco ao estilo de João Vieira Pinto), o jogador apresenta-se para esta época como um dos extremos de estimação de Greveraars.

Após as saídas por empréstimo, dos já citados Diogo Viana (VVV – Venlo) e Jorge Chula (Tourizense), os recém-promovidos Flávio e Telmo Castanheira (Campeões Nacionais Sub-17) e o extremo Alex afiguram-se como os seus principais concorrentes por um lugar no onze. A polivalência, a qualidade e a experiência são factores que pendem a favor do pequeno velocista.

Época de explosão

Apesar de ainda não se ter estreado nas convocatórias dos Sub-19 nacionais, Rui Caetano começou a época em cheio. Depois de ter participado no empate sofrido frente ao C.D. Feirense, o promissor extremo resolveu atacar a sério na 2ª jornada: dois golos apontados na visita ao sempre complicado campo do F.C. Penafiel (vitória por 6-0).

A velocidade, a técnica, a capacidade de executar rápido e bem são, sem dúvida, o seu grande cartão-de-visita. A dupla explosiva que formou com Filipe Barros (autor de três golos nessa partida) promete causar muitos estragos, com o F.C. Porto a melhorar substancialmente a sua capacidade de improvisação.

Essa é, certamente, uma característica que vai marcar a época deste novo dragão. No centro, ora o impressionante Yero (1.95m - 89kg), jovem de 17 anos recém-contratado ao Istres da II Divisão Frances, ora o já conhecido Alexander Jakubov, prometem ser uma bela fonte de rendimento no que toca a assistências. Filipe Barros, ou "Pipo", como também é conhecido, compromete-se a ser um aliado na busca pelos espaços. Algo que poderá trazer à memória a capacidade de finalização de Rui Caetano.

Um plantel com soluções, portanto. É assim que o vê Rui Caetano. A união em torno deste novo grupo é de salutar e a nova temporada parece ter todos os condimentos necessários para a conquista do tão ambicionado título nacional.

Prestes a terminar o contrato de formação que o liga aos dragões até ao final da temporada, Rui Caetano promete ser um dos actores principais do Campeonato Nacional de Juniores.

Fã confesso de Lisandro Lopez, o futuro gestor (entrou este ano na Universidade para o curso de Economia) não esquece o papel que terá que desempenhar nas alas. A manter os índices de produtividade actuais, os golos não tardarão a figurar no seu leque de atributos.

Nome: Rui Miguel Teixeira Caetano
Data de nascimento: 20/04/1991
Altura: 1,65m
Peso: 57kg
Posição: Extremo-esquerdo / Extremo-direito/ Avançado
Clube: Futebol Clube do Porto

Texto: Nuno Rocha.
Imagens: DR

Rui Caetano - Futebol Clube do Porto

 

Rui Caetano - Futebol Clube do Porto

Comentários

falta lhe mais experiencia a

falta lhe mais experiencia a um nivel mais elevado

joga muito

joga muito

este menino vai dar muito k

este menino vai dar muito k falar...

felicidades

jogas muito miudo* gr. rioave

jogas muito miudo*
gr. rioave

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