Juniores: FC Porto 6-1 SC Salgueiros

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Dom, 13.09.2009

FICHA DE JOGO:

Futebol Clube do Porto 6-1 Sport Comércio e Salgueiros.

3ª Jornada do Campeonato Nacional de Juniores – Zona Norte.

Data: 12 de Setembro de 2009.
Local : Campo Principal do Centro de Treino e Formação Desportiva PortoGaia.

Árbitro: Pedro Estrela auxiliado por Rui Marques e Fernando Brandão.

FUTEBOL CLUBE DO PORTO: Tiago Maia; Pedro Bosingwa, Ramón, Abdoulaye e David Bruno (Hugo Sousa aos 75’); Ricardo Dias, Sérgio Oliveira e João Amorim; Rui Caetano (André Claro aos 57’), Alex e Filipe Barros (Coulibaly Yero aos 60’).
Suplentes não utilizados: Rafa, Ricardo Ferreira, Engin Bekdemir e Eduardo.
Treinador: Patrick Greveraars.

SPORT COMÉRCIO E SALGUEIROS: Pedro Coelho; Joel Monteiro, Nuno Pinheiro, Filipe Costa e Pedro Castro (Celso Gomes aos 22’); Pedro Azevedo, Nuno Pereira (Diogo Gonçalves aos 59’), Paulo Teixeira , João Santos (João Longa aos 22’) e Stephane Alves; Edivaldo Valentim.
Suplentes não utilizados: Jorge Velho, André Toste, Fábio Sousa e Nuno Branco.
Treinador: Leão.

Acção Disciplinar: Amarelos para Pedro Azevedo aos 24’; Alex aos 38’; Ramón aos 41’; Ricardo Dias aos 76’.

Resultado ao intervalo: 4-0.

Marcadores: 1-0 por Alex aos 3’; 2-0 por Rui Caetano aos 16’; 3-0 por Rui Caetano aos 30’; 4-0 por Abdoulaye(gp) aos 35’; 4-1 por Edivaldo Valentim aos 51’; 5-1 por Coulibaly Yero aos 66’; 6-1 por João Amorim aos 90’.

Melhores em campo: Rui Caetano (F.C.Porto) e Filipe Costa (SC Salgueiros).



CRÓNICA:

Vitória justa do Futebol Clube do Porto, em jogo com pouca história. Exercendo um domínio em todos os sectores do campo, os dragões não deram hipóteses ao seu adversário, com os seus campeões de Sub-17 em particular evidência. Nesta fase já não se fala de integração dos antigos juvenis mas sim no facto de estarem eles a construir o esqueleto da equipa.

Quem já é Sub-19 e se tem afirmado como a grande figura da equipa é Rui Caetano. O camisola 7 esteve mais uma vez irrepreensível e os desequilíbrios por si causados motivaram os colegas rumo à vitória. E a vitória começou a construir-se bem cedo: aos 3 minutos, num centro–remate do lado esquerdo do ataque, Alex colocou a bola no fundo das redes de Pedro Coelho. O F.C.Porto continuou a controlar e aos 5’ Rui Caetano, numa boa jogada individual, efectuou um cruzamento bem medido sem concretização na área. A todo o gás, os dragões procuravam novo golo e logo de seguida Sérgio Oliveira, num remate de longe, esteve perto de dilatar a vantagem à passagem do minuto 8. O mesmo jogador, quatro minutos depois, rematou à barra após assistência de Alex.

Adivinhava-se o segundo golo e aos 16’ aconteceu mesmo. Alex encontrou Rui Caetano na área e o “melhor em campo” rematou de primeira, sem hipóteses de defesa para Pedro Coelho. O Salgueiros estava praticamente remetido à sua linha defensiva e aos 17’, num remate em arco, David Bruno esteve perto de fazer o gosto ao pé. Depois um período de maior tranquilidade, os dragões chegaram ao terceiro golo à passagem do minuto 30. Desta vez foi Filipe Barros quem combinou com Rui Caetano, com o último a bisar na partida finalizando o lance com um pequeno toque. O golo galvanizou os visitados, que voltaram a marcar ao minuto 35 na sequência de uma grande penalidade: Ricardo Dias rematou à barra e Filipe Barros foi derrubado sem margem para dúvidas. Na conversão, tal como tinha acontecido frente ao Feirense, Abdoulaye não falhou. Até ao final da primeira parte destaque para um remate perigoso de Filipe Barros por cima da barra e para uma cabeçada de Ricardo Dias, após um canto, salva em cima da linha de golo.

Na segunda parte o panorama pouco mudou. O domínio do F.C.Porto continuou muito intenso, com apenas alguns fogachos de Edivaldo a darem vida à “alma salgueirista”. Aos 46’ João Amorim rematou com perigo de fora da área e logo de seguida foi Rui Caetano, após um bom trabalho, quem desenhou um cruzamento mortífero não concluído pelos colegas. Mas aos 51’ quem quis dar nas vistas foi Abdoulaye: o senegalês distraiu-se e perdeu a bola de forma infantil para João Longa, que assistiu Edivaldo. O avançado contornou Tiago Maia e encostou para a baliza deserta, fazendo o tento de honra da sua equipa.

Num jogo mais morno, os pontos de interesse voltaram a aparecer com a entrada de Coulibaly Yero. E o avançado marcou pouco depois de ter entrado: combinação com Alex e aceleração muito brusca sobre a defesa, finalizando a jogada com um desvio subtil. Sem Rui Caetano em campo e com André Claro em “dia não”, os dragões foram perdendo algum gás. O jogo tornou-se um pouco monótono e apenas aos 80’ houve algum alvoroço, com Celso Gomes a rematar de fora da área à figura de Tiago Maia. Antes do apito final Pedro Bosingwa realizou uma arrancada demolidora e, após uma combinação com Coulibaly Yero, rematou ao lado da baliza de Pedro Coelho. Mas o jogo terminou como começou, com um golo. André Claro, no flanco direito, assistiu João Amorim no segundo poste, com o camisola dez a não perdoar. Arbitragem regular de Pedro Estrela, do Porto.



ANÁLISE INDIVIDUAL (Futebol Clube do Porto):

Tiago Maia – Esteve seguro sempre que foi chamado a intervir. Numa exibição sem reparos, não teve culpas no golo sofrido.

Pedro Bosingwa – Atento na marcação, foi muito rápido na transição ofensiva, com acelerações muito agressivas pelo flanco direito.

Ramón – Exibição regular, controlando os ímpetos do ataque salgueirista. Na segunda parte, chamado ao miolo apresentou o seu rendimento habitual com passe longo preciso e transições atempadas.

Abdoulaye – Um pouco à sua imagem, esteve seguro e intransponível em grande parte do tempo mas teve um dos seus habituais lapsos. O Salgueiros marcou. Em jogos de maior responsabilidade o senegalês tem que rever os seus aspectos de concentração total.

David Bruno – Cumpriu as indicações pedidas. Sem ser um elemento de conquista de linha, optou e bem pela conquista de lances de 2x1 com êxito. Defensivamente esteve irrepreensível.

Ricardo Dias – Como pivô defensivo soube criar o primeiro ritmo da sua equipa, com diversos tipos de passe. Está a começar a jogar a toda a largura do terreno, mostrando evolução. Combinou muito bem com Sérgio Oliveira.

Sérgio Oliveira – Muito forte nas transições, sobretudo as ofensivas. O seu rendimento decaiu ligeiramente na segunda metade, mas nada que belisque uma exibição positiva. Esteve perto do golo.

João Amorim – Esteve particularmente feliz nas combinações rápidas, que lhe valeram a conquista de muito espaço. Não teve receio em pegar no jogo em zonas mais baixas do terreno. Altruísta, fez o jogo da equipa fluir.

Alex – Em ambos os flancos, mostrou muita vivacidade e confiança no frente-a-frente com os seus adversários. Pelo meio está um jogador mais crescido, com mais sucesso nas trocas posicionais com os colegas. Excelente jogo coroado com um golo.

Rui Caetano – Mistura técnica e velocidade, e faz a cabeça em água aos adversários. Garante à equipa uma dinâmica ofensiva constante, com muita versatilidade. E está a apurar a sua veia goleadora. O melhor em campo.

Filipe Barros – Avançado constantemente em jogo. Com as suas movimentações abriu espaço para os colegas e mostrou muita inteligência na circulação de bola. Está em grande forma!

André Claro – Discreto, faltou-lhe explosão para desequilibrar no flanco. Parece estar a readquirir rotinas, o que é normal. Deu o sexto golo a marcar a João Amorim.

Coulibaly Yero – Tem uma estampa física que impressiona e isso foi visível no lance do golo: aceleração brusca e remate pronto. À parte deste aspecto teve boas combinações com os colegas de equipa.

Hugo Sousa – Chamado à lateral esquerda não comprometeu, inviabilizando os lances que lhe surgiram.



ANÁLISE INDIVIDUAL (Sport Comércio e Salgueiros):

Pedro Coelho – Sem culpas nos golos sofridos, mostrou pormenores interessantes.

Joel Monteiro – Deu-se mal com a velocidade de Rui Caetano. Quando teve espaço para respirar esteve muito bem ao nível do passe.

Nuno Pinheiro – Fez o que pôde para contrariar a dinâmica ofensiva dos portistas. Abnegação e dedicação foram os seus principais atributos.

Filipe Costa – Excelente jogador. Foi sempre o mais esclarecido da linha defensiva, mostrando capacidade na altura do desarme pelo chão e no jogo aéreo. Com boa capacidade técnica, não teve medo de sair a jogar. Um caso a rever.

Pedro Castro – Foi uma das principais vítimas de Rui Caetano. Esteve discreto durante o período em que esteve em campo.

Nuno Pereira – Combateu com as armas que tinha, ordenando o miolo por diversas vezes. Saiu esgotado.

Paulo Teixeira – Provocou o “susto da tarde” com um desmaio já perto do fim. Regressou ao relvado e causou calafrio. Há coisas mais importantes que o futebol, onde dentro do campo mostrou muita velocidade e capacidade de desarme.

João Santos – Não estava a conseguir ser o elo de ligação com o ataque e, como tal, foi substituído.

Pedro Azevedo – Chamado à lateral esquerda, cumpriu os propósitos defensivos apesar de algumas dificuldades naturais. Surpreendeu na parte final com boas incursões.

Stephane Alves – No flanco direito mostrou vontade e dedicação, aproveitando sempre o espaço para realizar desmarcações.

Celso Gomes – Refrescou o miolo e deu-lhe uma maior acutilância. Jogou bem no passe curto.

João Longa – Aproveitou o lapso de Abdoulaye e ofereceu o golo a Edivaldo. O Salgueiros subiu de rendimento consigo em campo.

Diogo Gonçalves – Com muita velocidade, deu um novo ritmo ao jogo, obrigando também o F.C. Porto, a espaços, a recuar.



Texto e Imagem: Gil Nunes.

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