FICHA DE JOGO:
Vitória Sport Clube 0-2 Futebol Clube do Porto.
4ª Jornada - Campeonato Nacional de Juniores - Série A.
Data: 19/09/09.
Hora: 17:00.
Local: Campo Nº3 – Complexo Desportivo Pimenta Machado.
VITÓRIA SPORT CLUBE: 1 – Cláudio; 2 – Amorim; 3 - Josué; 4 - Paulo; 5 - Vieira; 6 – Filipe (Capitão); 7 – Rafael; 8 – Dani; 9 – Djaló (17 – António, 88'); 10 - Tiago (18 – Zé Pedro, 40') e 11 – Xavier (16 – Tó-Mané, 75').
Suplentes não utilizados: 12 - Julien; 13 – Jerónimo; 14 – Moreira e 15 – André Mendes.
Treinador: Luiz Felipe.
FUTEBOL CLUBE DO PORTO: 1 - Maia; 2 – Bosingwa; 3 - Ramon; 4 - Abdoulaye; 5 - David; 6 – Ricardo Dias (Capitão); 7 – Rui Caetano; 8 – Edú; 9 – Filipe Barros "Pipo" (16 - Coulibaly Yero, 79'); 10 – João Amorim (18 - Engin Bekdemir, 29') e 11 – Claro (17 - Alex, 85').
Suplentes não utilizados: 12 - Rafa; 13 - Rodirley Duarte; 14 – Hugo e 15 – Jaroslav.
Treinador: Patrick Greveraars.
Árbitro: Daniel Cardoso (A.F. Vila Real).
Árbitros Auxiliares: Adriano Martins e Paulo Guerra (A.F. Vila Real).
Disciplina: Cartão amarelo a Bosingwa, aos 34'; Maia, aos 72'; Rafael aos 73’ e Filipe Barros "Pipo" aos 78'.
Resultado ao intervalo: 0-1.
Resultado final: 0-2.
Marcadores: Bosingwa (30'); Abdoulaye (67').
Melhores em campo: Dani (Vitória S.C.); Abdoulaye (F.C. Porto).
CRÓNICA:
A 4.ª jornada trouxe mais um jogo com grau de dificuldade elevada para o Vitória. Após a derrota com o rival minhoto, a equipa de Guimarães defrontava o Futebol Clube do Porto, 1º classificado da temporada transacta na zona Norte. Em caso de vitória os minhotos igualavam o F.C. Porto na classificação.
O F.C. Porto após ter goleado o Salgueiros, queria-me manter-se no topo da classificação.
Esquemas tácticos idênticos:
O Vitória, a alinhar em 4x2x3x1, registou algumas alterações relativamente à equipa que se apresentou no Estádio 1º de Maio. Desde logo, Cláudio após cumprir castigo, regressou à titularidade, por troca com Julien, infeliz no jogo com os “arsenalistas”. Amorim ingressou no 11 para a posição de defesa lateral direito, com Vieira a derivar para o lado contrário e Xavier a posicionar-se no lado esquerdo do meio-campo.
O F.C. Porto, apesar de ter goleado a equipa de Paranhos na jornada anterior também efectuou algumas alterações. No meio-campo Edú entrou para o lugar de Sérgio Oliveira, ao passo que Alex ficou no banco de suplentes em detrimento de André Claro.
Um golo e pouco mais:
A primeira parte arrancou praticamente com dois lances de perigo para cada uma das equipas. Primeiro é Xavier, aos 2 minutos a rematar forte, com a bola a sair a centímetros do poste da baliza à guarda de Maia.
Três minutos volvidos é a vez de Claro, que também não faz melhor e erra o alvo.
No entanto, a vivacidade inicial não encontrou sequência e o encontro rapidamente se converteu num jogo lento, repartido a meio campo, aqui e ali “pincelado” com algumas arrancadas de Caetano e Rafael, dois dos elementos mais tecnicistas em campo.
F.C. Porto chega à vantagem:
É a passagem da meia hora que surge o ponto mais alto da primeira parte. Cruzamento a partir do lado direito, com a bola a “pingar” na grande área, onde surge Filipe Barros solto de marcação a rematar para defesa incompleta de Cláudio. A bola acaba por sobrar para Bosingwa que, com a baliza à sua mercê só tem que empurrar para o fundo da baliza de um desamparado Cláudio. Estava assim inaugurado o marcador.
Apesar do golo, o jogo continuou numa toada lenta, com o Vitória a dispor, no final da primeira parte de ocasião soberana para igualar a partida. Xavier, Zé Pedro e Djaló protagonizam a jogada, com este último a concluir o lance com um remate a permitir defesa apertada de Maia.
O F.C. Porto saía assim para o intervalo, em vantagem, numa primeira parte em que as equipas se equivaleram sobre o terreno de jogo.
Vitória a atacar, Porto a marcar:
A 2ª parte trouxe um jogo mais intenso, mas nem sempre bem jogado. O Vitória determinado a reverter o rumo dos acontecimentos, rematou nos primeiros minutos por duas ocasiões com perigo.
Nesta altura, as equipas já haviam efectuado duas substituições, com os esquemas tácticos a manterem-se inalteráveis.
Os “dragões” assumiam uma postura mais expectante, jogando no erro do adversário. Nesta fase, a defensiva portista, particularmente Abdoulaye começava a distinguir-se pela sua extrema eficácia, principalmente no jogo aéreo quebrando sistematicamente as hipóteses de golo do Vitória que só em remates de longe conseguia ameaçar as redes de Maia.
Aos 56 minutos é a vez de Xavier tentar o remate de longe, Maia faz uma defesa incompleta, mas a defensiva portista consegue aliviar.
O caso do jogo:
Numa altura em que o Vitória assumia o comando do jogo, eis que surge o caso da partida. Decorriam 67 minutos de jogo, quando Amorim alegadamente derruba Caetano na grande área. Parece, no entanto, não ter havido qualquer contacto entre os dois jogadores. O “juiz” da partida, Marco Cardoso, de Vila Real, entende haver razão para a marcação de grande penalidade. Chamado a converter, Abdoulaye não vacila e dilata a vantagem para o F.C. Porto.
[O Treinador do Vitória, Luiz Felipe, protesta de forma veemente no banco, dizendo não haver motivo para a marcação de grande penalidade. Os ânimos exaltam-se nas bancadas]
O Vitória continuou a “correr atrás do prejuízo”, mas o F.C. Porto mantinha a coesão defensiva. Só de longe a equipa de Guimarães tinha oportunidade de visar a baliza de Maia. O lance mais perigoso seria protagonizado por Amorim, que remata pouco depois do grande círculo permitindo a Maia fazer a defesa da tarde.
A equipa da casa não “baixou os braços” até final, porém já nada poderia fazer para alterar o rumo dos acontecimentos. O jogo terminaria assim com uma vitória do F.C. Porto, que assume agora o comando da tabela classificativa a par da surpreendente Académica.
ANÁLISE INDIVIDUAL (Vitória Futebol Clube):
Cláudio: Regressou a titularidade num jogo em esteve bem apesar dos dois golos sofridos, que dificilmente poderia travar. É titular indiscutível nesta equipa do Vitória.
Amorim: Titular nesta partida, não comprometeu estando quase sempre seguro defensivamente. Subiu sempre que pode no auxílio ao ataque.
Josué: Alguma desatenção no lance do primeiro golo, permitiu a Filipe Barros rematar à vontade, com a Bosingwa a facturar na recarga. Não está isento de culpas no lance. Esteve porém, seguro durante praticamente todo o jogo.
Paulo: O primeiro golo é gerado por uma desatenção defensiva colectiva com as maiores responsabilidades a recaírem na defensiva vimaranense. Viu-se em dificuldades já na parte final perante a estampa física de Yero.
Vieira: Encostado à lateral esquerda neste jogo conseguiu cobrir bem o seu flanco. Caetano não lhe permitiu subir muitas vezes no terreno do jogo.
Filipe: O capitão esteve encarregue das transições ofensivas que se tornaram tarefa árdua num jogo muito repartido a meio campo. Não faltou a sua raça habitual e entrega ao jogo.
Dani: Num jogo em que seria difícil atribuir um destaque individual, Dani foi o elemento do Vitória que mais sobressaiu pelo elevado número de recuperações de bola e entrega ao jogo. Uma das unidades mais constantes ao longo de toda a partida.
Tiago: Saiu cedo do desafio não tendo tempo para explanar o seu futebol. Não foi um jogo à sua medida mas tentou encaixar-se no estilo de jogo, lutando e correndo. Não conseguiu estar tão em foco no capítulo do passe, uma das suas maiores “armas”.
Rafael: Conseguiu agitar o jogo com algumas intervenções de qualidade pelos flancos. Continua ainda assim muito intermitente e à procura da sua melhor forma.
Xavier: Avançou para o lado esquerdo do meio campo, onde parece render mais. Deu algum trabalho a Bosingwa. Tentou estar sempre em jogo, não se escondendo da bola. Exibição regular.
Zé Pedro: Chamado ao jogo ainda na primeira parte, o esquerdino deu mais vivacidade ao jogo do Vitória ainda que de forma inconsequente em alguns dos lances. Cumpriu.
Tó-Mané: Quase não se fez notar no tempo em que esteve campo.
António: Entrou para o lugar de um já desgastado Djaló. Sem tempo para se mostrar.
ANÁLISE INDIVIDUAL (Futebol Clube do Porto):
Maia: Em tarde de pouco trabalho, fez a defesa do encontro a remate de Amorim. Exibição positiva do guardião azul e branco.
Bosingwa: Acaba por ter influência no resultado ao fazer o primeiro golo da sua equipa. Melhor no capítulo defensivo, dando consistência ao seu flanco direito. Esteve menos activo do que o actual em termos ofensivos.
Abdoulaye: Num encontro com poucos lances de perigo, o central portista foi protagonista impondo a sua autoridade, particularmente no jogo aéreo, ganhando praticamente todos os lances. Ainda teve tempo para fazer o “gosto ao pé” ao converter uma grande penalidade muito contestada pelos minhotos.
Ramon: Partilhou o eixo da defesa com Abdoulaye, onde também não deixou os seus créditos por mãos alheias. A cumprir a 2ª época na equipa júnior, parece estar a evoluir a cada jogo.
David Bruno: Teve a missão de suster as investidas de Rafael e fê-lo com eficácia. Parece ser um elemento com excelente acerto defensivo, mas não é um desequilibrador.
Ricardo Dias: O pivot defensivo dos “dragões” foi mais o primeiro “tampão” às investidas do Vitória do que um primeiro construtor de jogo. Mostrou capacidade para se adaptar às reais necessidades da equipa neste jogo.
Edú: Chamado à titularidade neste desafio, fez um jogo sobretudo pragmático procurando o passe pela certa. Ainda a precisar de algum ritmo de jogo.
André Claro: O jogo foi mais musculado e concentrado a meio campo, pelo que os alas não dispuseram de espaço suficiente para brilhar. Ainda se encontra à procura da melhor forma.
Rui Caetano: Conseguiu “rasgar” a defensiva minhota em algumas ocasiões, sobretudo quando o Vitória estava balanceado no ataque. O jogo não favoreceu claramente a técnica e o repentismo que o caracterizam.
João Amorim: Pouco tempo em campo, ainda assim com passes acertados, na tentativa de variar o jogo portista.
Engin Bekdemir: Entrado na primeira parte, esteve discreto durante todo o encontro. A falta de ritmo também pesou, de alguma forma, para uma exibição menos conseguida.
Filipe Barros "Pipo": Muito esforçado na frente de ataque medindo forças com os centrais minhotos que quase sempre levaram a melhor. Ainda pouco entrosado com a equipa e à procura de melhor ritmo.
Coulibaly Yero: Rendeu Filipe Barros e ainda teve tempo para dois remates. A sua estampa física foi muito útil para segurar os defesas centrais do Vitória. A sua estatura foi preciosa também no auxílio defensivo. A prometer uma boa época.
DECLARAÇÕES:
Luiz Felipe (Treinador do Vitória Sport Clube):
Uma derrota do Vitória, numa arbitragem muito contestada por si…
“Hoje lutámos contra muitas diferenças. Esta equipa como venho referindo é muito jovem, no entanto, julgo que eles estiveram muitíssimo bem, fizeram um jogo muito bom. Acabámos por sofrer um golo de bola parada quando nada o fazia prever e finalizámos a primeira parte com uma situação flagrante em que poderíamos ter marcado.
Entrámos na segunda parte a dominar o jogo em que tivemos duas ou três oportunidades. O Porto em mais uma dualidade do Sr. Árbitro acaba por marcar de grande penalidade. Foram muitas as diferenças.
Queria apesar de tudo dar os parabéns aos meus jogadores que nunca perderam a cabeça, lutaram até ao fim e temos que nos agarrar a esse talento.”
Terminou agora um ciclo complicado do Vitória, com jogos bastante difíceis…
“Ainda não terminou. Deslocamo-nos na próxima jornada ao terreno do Leixões, que será um jogo com grande carga emotiva.
Temos alguns jogadores lesionados que condicionam as nossas opções. Quando tivermos todos à disposição poderemos fazer melhor mas contra estas diferenças não conseguimos fazer isso.”
Patrick Greveraars (Treinador do Futebol Clube do Porto):
Mister, uma vitória por 2-0, que comentário é que lhe merece este jogo?
“Penso que na primeira parte nós controlámos o jogo.
Na segunda parte tivemos mais dificuldades através das bolas paradas e segundas bolas. O nosso guarda-redes fez algumas boas defesas. Perdemos algumas vezes a bola a meio campo. Com 1-0 corríamos o risco de sofrer o empate. O ambiente aqui é sempre muito forte o que não é bom para a minha equipa.
O resultado agrada-me mas ainda podemos fazer muito melhor."
O Treinador do Vitória contestou muito a arbitragem, principalmente o lance que deu origem ao segundo golo do Porto. Qual é a sua análise?
“A arbitragem não é o meu trabalho. Eu só quero falar da minha equipa. Um dia há arbitragens boas, outras menos boas. Mas as equipas é que decidem o resultado dentro de campo.”
Texto: Hugo Pascoal.
Imagem: http://vitoriasc.pt
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Comentários
Nao vai haver reportagem do
Nao vai haver reportagem do Académica - Braga ?
Um jogo tao importante com duas equipas com aspiraçoes de ir à 2ª fase?
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