Juvenis A: CD Candal 0-2 FC Porto

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Dom, 27.09.2009

Clube Desportivo do Candal 0-2 Futebol Clube do Porto.

FICHA DE JOGO:

Data
: 26 de Setembro de 2009 – 11:00.
Local: Estádio Rei Ramiro – Vila Nova de Gaia.

CLUBE DESPORTIVO DO CANDAL: Vicente; Ivo, Ricardo Gil (Capitão), Hugo e Tiago Miguel; Sérgio Neves, Diogo (Bernardo, 65’) e Miguel Pinto (Tiago Silva, 56’); Torres, Ruben e Pedro Ferreira (Braima, Int.).
Suplentes Não Utilizados: João e Bruno Coelho.
Treinador: Adriano Pinto

FUTEBOL CLUBE DO PORTO: Igor; Ruben, Tiago Ferreira, André Teixeira e Gil; Paulo Jorge (João Novais, 60’), Alves e To-Zé; Catarino, Alex (Capitão) (Ricardo Gray, 49’) e Lupeta (Fábio Martins, 65’).
Suplentes Não Utilizados: Zé Carlos, Tiago Bragança, Agostinho e Júlio.
Treinador: Pedro Emanuel.

Resultado ao Intervalo: 0-2.
Resultado Final: 0-2.

Marcadores: Tó-Zé (15’) e Alex (18’).

Sanções Disciplinares: Amarelo – Ruben (70’); Vermelho – Bernardo (69’).

Melhor em Campo: Ruben (CD Candal) e Tó-Zé (FC Porto).



CRÓNICA:

Depois de uma vitória esmagadora frente ao União de Lamas (12-0), o FC Porto chegava ao terreno do Candal com a moral em alta, defrontando uma equipa com um início de campeonato bastante positivo, mostrando-se muito forte nos jogos no seu reduto.

Os dragões surgiram no seu habitual 4-3-3, tendo Igor na baliza, seguindo-se Ruben no lado direito da defesa, com Gil no lado oposto. Na zona central do sector mais recuado estavam Tiago Ferreira e André Teixeira, ficando Paulo Jorge à frente destes, como médio mais defensivo. Alves era o interior esquerdo, ladeado por Tó-Zé, estando o ataque entregue a Catarino, na direita, Alex, na esquerda e Lupeta na zona central.

Táctica semelhante apresentou a equipa orientada por Adriano Pinto. Na baliza destaque para o ex-FC Porto Vicente. A dupla de centrais era formada por Ricardo Gil e Hugo, sendo Ivo o defesa direito e Tiago Miguel o defesa esquerdo. No triângulo do meio-campo Sérgio Neves era o vértice mais recuado, tendo à sua frente Diogo pela direita e Miguel Pinto no lado contrário. Ruben era o ponta de lança, com Pedro Ferreira a evoluir pelo lado direito e Torres pela esquerda.

O FC Porto começou melhor, com maior posse de bola e jogando mais sobre o meio-campo candalense, mas a primeira situação de perigo chegaria apenas aos 13 minutos. Alex, até aqui o melhor dos dragões, ganha espaço na esquerda e cruza para Lupeta que, ao segundo poste, cabeceia para a entrada da pequena área à espera de um desvio de um companheiro, surgindo apenas o corte da defesa candalense.

O golo portista chegaria apenas 2 minutos depois. Paulo Jorge arrisca o remate de longe, com Vicente a defender bem, surgindo Lupeta a fazer a recarga para nova intervenção de Vicente, desta feita com o pé. A bola iria sobrar para a entrada da área onde aparece Tó-Zé a desferir um pontapé imparável, que entra “na gaveta” da baliza de Vicente, que se limitou a seguir com os olhos a trajectória do “míssil” do nº10 dos dragões.

Galvanizado pelo golo, o FC Porto ampliaria a vantagem pouco depois. Catarino cruza sobre a direita para Alex que, à segunda, consegue bater Vicente.

Com dois golos de rajada e com o controlo absoluto da partida, os dragões pareciam ter a vitória quase assegurada, pese embora o tempo que ainda havia para jogar, com o Candal a não dar mostras de conseguir reagir à desvantagem. O encontro entraria numa fase de maior acalmia, com o FC Porto a gerir com relativa tranquilidade a posse de bola. À passagem da meia hora de jogo, Vicente volta a mostrar atributos, desta vez defendendo para canto um forte remate de Alves, que se liberta de um defesa candalense com um pormenor fantástico, vendo Vicente negar-lhe o que seria um excelente golo.

Vicente continuava a ser o mais solicitado dos candalenses, negando o terceiro golo aos portistas aos 34 minutos, desta feita defendendo com segurança um remate cruzado de Catarino. Já sobre a hora, iria surgir a melhor oportunidade para a formação da casa. Tiago Miguel cruza para o cabeceamento, como mandam as regras, de Ruben, com a bola a passar a escassos centímetros do poste direito de Igor. O Candal ficava assim muito perto do golo que poderia trazer outra motivação para a segunda metade, num encontro que os portistas iam ganhando com toda a justiça.

Precisando correr atrás do prejuízo, os locais surgiram mais afoitos após o intervalo, passando mais tempo no seu meio-campo ofensivo. Ainda assim, era o FC Porto quem continuava a criar as melhores ocasiões, com Lupeta, logo aos 2 minutos desta etapa complementar, a falhar uma emenda à boca da baliza, após cruzamento da esquerda de Catarino.

A formação orientada por Pedro Emanuel ia fazendo passar os minutos através de uma preciosa circulação de bola, impondo o ritmo de jogo e, especialmente, mantendo Igor livre de qualquer sobressalto. Aos 52 minutos, na marcação de um canto, Alves atira directamente à trave da baliza de Vicente, com Lupeta, pouco depois, a rematar em excelente posição mas bastante ao lado.

O Candal ia apostando nas investidas ora de Torres, ora de Ruben, para incomodar a baliza portista, mas a sólida dupla de centrais dos dragões não permitia grandes veleidades aos dois elementos mais atrevidos dos visitados. Do outro lado, Tó-Zé continuava a “abrir o livro”. Mesclando passes magistrais com pormenores de classe, o médio portista ia se revelando como o melhor em campo, título reforçado após brilhante jogada individual, quando estavam decorridos 58’ minutos. Numa jogada de insistência, o médio recupera a bola em plena área candalense e deixa dois adversários pregados ao relvado com um drible fenomenal, rematando de seguida, com a bola a embater com estrondo no poste direito dos locais.

Passado o perigo, a turma da casa continuava em busca do golo que relançasse a partida, valendo nesta altura ao FC Porto um corte providencial de André Teixeira, já muito perto da linha de baliza, após uma falha do guardião Igor, que arriscou em demasia a jogar com os pés fora da sua área.

Mas a tarefa do Candal iria tornar-se ainda mais difícil a partir dos 69 minutos, com Bernardo a receber ordem de expulsão por pontapear um adversário. Até final da partida, destaque ainda para mais um grande passe de Tó-Zé, desta feita a isolar Fábio Martins, que ultrapassa Vicente mas adianta demasiado a bola, perdendo ângulo de remate e tentando servir algum colega no centro da área, com a defensiva candalense a cortar.

O resultado iria manter-se até ao último apito do árbitro da partida, com uma vitória sem contestação do FC Porto, perante um Candal que apenas a espaços conseguiu incomodar o sector mais recuado dos visitantes. Tó-Zé, com pés de veludo e uma enorme entrega ao jogo, foi o elemento em maior destaque, com Alex, especialmente na primeira parte, e Alves a exibirem-se igualmente a um nível bastante elevado. No Candal, de sublinhar a grande disponibilidade de Torres e Ruben, sempre muito combativos, dando bastante trabalho ao quarteto defensivo dos dragões. Vicente, com um punhado de boas intervenções, foi outro dos jogadores em foco nos gaienses.



ANÁLISE INDIVIDUAL (Clube Desportivo do Candal):

Vicente: Foi um garante de segurança para a sua equipa, com várias intervenções de qualidade que evitaram um maior desequilíbrio no marcador.

Ivo: Sentiu grandes dificuldades perante Alex, não conseguindo, na maioria das vezes, travar as investidas do capitão do FC Porto. Na segunda parte, foi Catarino a obrigá-lo a esforço redobrado.

Ricardo Gil: Defesa seguro e com boa presença, foi conseguindo dificultar a tarefa dos avançados contrários, realizando uma partida bastante positiva.

Hugo: Tal como o colega de sector, não comprometeu, lidando bem com a presença de Lupeta no seu raio de acção.

Tiago Miguel: Fez Catarino passar um mau bocado na primeira parte, já que foram raras as ocasiões em que o extremo portista o conseguiu ultrapassar. Nas poucas vezes em que teve oportunidade, procurou chegar-se mais à frente no apoio ao ataque.

Sérgio Neves: Bem em termos posicionais, foi muito mais solicitado a nível defensivo, participando pouco nas iniciativas atacantes da sua equipa.

Miguel Pinto: Desgastou-se bastante com a movimentação dos médios do FC Porto, mas foi uma preciosa ajuda aos colegas mais recuados.

Diogo: Trabalhou muito mas teve tarefa complicada ao ter que acompanhar a grande dinâmica dos interiores portistas.

Torres: Muito batalhador, foi dos que mais trabalho deu à defesa dos dragões, numa exibição esforçada e com saldo positivo.

Pedro Ferreira: Não esteve muito em jogo, com o Candal a escolher poucas vezes o seu flanco para se lançar ao ataque, acabando por sair ao intervalo.

Ruben: Missão inglória do ponta de lança candalense, tendo que lutar sozinho contra a forte dupla de centrais do FC Porto. Ainda assim, deu que fazer, tendo sido o denominador comum das jogadas de maior perigo dos candalenses.

Braima: Entrou para o lugar de Pedro Ferreira, tentando dar maior frescura à ala direita, mas acabou por passar um pouco ao lado do jogo.

Tiago Silva: Trouxe maior presença física ao meio-campo do Candal, surgindo bem no apoio ao ataque.

Bernardo: Apenas quatro minutos em campo, sendo expulso aos 69’ após pontapear um adversário.



ANÁLISE INDIVIDUAL (Futebol Clube do Porto):

Igor: Não teve muito trabalho, acabando por complicar num lance em que saiu a jogar com os pés fora da área, perdendo a bola para Torres, valendo-lhe então o corte de André Teixeira quando a bola se dirigia para a sua baliza.

Ruben: Não arriscou muito no apoio ao ataque, mas mostrou grande segurança do ponto de vista defensivo.

André Teixeira: Boa prestação do central portista, que juntamente com Tiago Ferreira formou uma dupla praticamente intransponível. Grande serenidade com a bola nos pés e timing certo para atacar a bola.

Tiago Ferreira: Esteve implacável no jogo aéreo e certinho nos restantes lances, numa exibição sem mácula do nº4 dos dragões.

Gil: Muito ofensivo e sempre em alta rotação, foi outra das exibições bastante agradáveis dos portistas.

Paulo Jorge: Foi fundamental na circulação de bola dos dragões, iniciando quase todos os lances ofensivos da sua equipa. Apareceu bem no apoio ao ataque, com alguns remates perigosos.

Alves: Pormenores de inequívoca categoria e irrepreensível a nível táctico, num jogo em que fez quase sempre tudo bem.

To-Zé: Autor do primeiro golo (e que golo!), alimentou o ataque dos portistas com passes a rasgar, mostrando excelente visão de jogo. Juntou a isso vários pormenores de qualidade, sendo o maior destaque da partida.

Ricardo Catarino: Tímido sobre a direita, melhorou bastante quando passou para o lado contrário, aparecendo a bom nível na segunda parte.

Lupeta: Trabalhou muito mas mostrou-se pouco eficiente na finalização.

Alex: Foi o primeiro portista a mostrar-se, com vários apontamentos de qualidade, tendo feito a cabeça em água a Ivo na primeira parte. Daria lugar a Ricardo Grey pouco depois do intervalo.

Ricardo Grey: Entrou com vontade de mostrar serviço mas as coisas não lhe saíram da melhor forma. Ainda assim, destaque para a grande velocidade que demonstra.

João Novais: Jogando como pivô, procurou fazer fluir o jogo da sua equipa, embora os passes longos nem sempre tenham saído como desejaria.

Fábio Martins: Atravessa um bom momento de forma, com a sua entrada a provocar uma mexida no jogo, mas não teve tempo para muito mais.



Texto e Imagem: Guto Roxo.

Comentários

como é que o lupeta anda

como é que o lupeta anda aqui nos juvenis A isto é uma loucura... joguei contra ele nos iniciados onde ganhei 2a0 e marquei ele , e o homem já é junior 2 º ano sem duvida....
por amor de deus tenham vergonha na cara ...

nao fales do que nao sabes...

nao fales do que nao sabes...

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