Juvenis A: FC Porto 12-0 CF União Lamas

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Dom, 20.09.2009

Futebol Clube do Porto 12-0 Clube de Futebol União de Lamas.

FICHA DE JOGO:

4ª Jornada do Campeonato Nacional de Juvenis – Série B.

Data: 20 de Setembro de 2009.
Local: Campo Principal do Centro de Treino e Formação Desportiva PortoGaia, em Vila Nova de Gaia.

Árbitro: Jorge Oliveira (A.F.Braga).

FUTEBOL CLUBE DO PORTO: Igor Rocha; Rúben Teixeira, Agostinho Carvalho, Tiago Ferreira e Tiago Bragança; Paulo Jorge (Ricardo Alves aos 57’), João Novais e Tozé (Joaquim Lupeta aos 40’); Ricardo Grey, Alex (Capitão) e Fábio Martins (Júlio Santos aos 57’).
Suplentes não utilizados: José Carlos, André Teixeira, Gil Santos e Ricardo Figueiredo.
Treinador: Pedro Emanuel.

CLUBE DE FUTEBOL UNIÃO DE LAMAS: Ricardo; Lucas, Bastos, Machado e Redol; Rúben (Capitão), Paulo (Cardoso aos 40’), Dani (Neninho aos 59’) e Diogo (Salvador aos 40’); Edu.
Suplentes não utilizados: Pedro, Jorge, Ricardo Pinto e Rodolfo.
Treinador: Stephane.

Acção Disciplinar: Amarelos para Tozé aos 32’; Ricardo aos 32’; Joaquim Lupeta aos 50’.

Resultado ao intervalo: 5-0.
Resultado final: 12-0.

Marcadores: 1-0 por Ricardo Grey no 1º minuto; 2-0 por Ricardo Grey aos 22’; 3-0 por Tozé (gp) aos 32’; 4-0 por Alex aos 34’; 5-0 por Tozé aos 35’; 6-0 por Fábio Martins aos 45’; 7-0 por Joaquim Lupeta aos 64’; 8-0 por Júlio Santos aos 66’; 9-0 por Joaquim Lupeta aos 68’; 10-0 por Ricardo Grey aos 70’; 11-0 por Joaquim Lupeta aos 75’; 12-0 por Joaquim Lupeta aos 77’;

Melhores em campo: Alex (F.C.Porto) e Ricardo (C.F.União de Lamas).



CRÓNICA:

Um jogo sem história, que reflecte bem a urgência de se mudarem as estruturas dos campeonatos nacionais jovens. Louve-se o facto das decisões federativas começarem a ser tomadas, caso contrário o desnível hoje visto seria repetido. Para o F.C.Porto mais valia ter sido feito um treino; para o União de Lamas seria mais aconselhável realizar um jogo com um adversário do seu nível. Nesta manhã de sol ninguém ficou a ganhar. Não fosse o guarda-redes Ricardo e o resultado teria adquirido contornos históricos.

A história do jogo resume-se aos golos marcados pelo F.C.Porto. E tudo começou no primeiro minuto: boa jogada de Alex no flanco esquerdo, cruzamento ao segundo poste e Ricardo Grey, na passada, a colocar a bola no ângulo superior esquerdo da baliza de Ricardo. O F.C.Porto atacava de todas as formas e aos 7’, numa boa jogada individual, Tiago Bragança obrigou Ricardo a uma boa intervenção. O guarda-redes lamacense esteve soberbo no minuto seguinte, quando voou de forma espectacular para evitar o golo de Fábio Martins, após assistência de Ricardo Grey. O jogador sueco mostrou excelentes atributos e aos 12’, após um trabalho de rotação, obrigou Ricardo a nova bela intervenção. Grey voltou a marcar ao minuto 22’, naquele que foi o golo mais bonito da partida: arrancando do flanco direito ultrapassou três adversários, chutando de pé esquerdo sem hipóteses de defesa para Ricardo.

Num jogo marcado por várias perdidas de Fábio Martins, o terceiro golo chegou ao minuto 32’. Pelo flanco esquerdo, Tozé ultrapassou dois adversários sendo derrubado, na área, por Redol. Grande penalidade indiscutível e o mesmo jogador, na conversão, a não dar hipóteses a Ricardo. Os dois jogadores envolveram numa “troca de mimos” e, de forma imatura, acabaram amarelados.

O quarto golo surgiu logo de seguida, da autoria de um jogador que já justificava. Alex trabalhou bem no flanco esquerdo, flectiu para o meio e, de pé direito, rematou colocado com a bola ainda a sofrer um desvio na defesa do União de Lamas. O quinto golo surgiu no minuto seguinte. Mais do que o tento de Tozé, na recarga, a jogada ficou marcada pela magnífica intervenção de Ricardo a remate de Fábio Martins. Nesta primeira parte o União de Lamas fez apenas um remate à baliza, por intermédio de Fortunato aos 29’.

Na segunda metade nada mudou. Para abrir nova grande defesa de Ricardo a remate de Grey, em mais uma bela diagonal, movimento que parece vir a tornar-se imagem de marca deste jogador. Aos 45’ chegou o sexto golo, marcou Fábio Martins de cabeça, após livre marcado por João Novais.

Com Joaquim Lupeta já em campo, as oportunidades sucediam-se em todos os minutos. Alex, João Novais e Joaquim Lupeta falharam oportunidades para dilatar o marcador, mas o sétimo golo apareceria à passagem do minuto 64: assistência de João Novais para Joaquim Lupeta na área, com o avançado a fuzilar autenticamente o guardião Ricardo.

O F.C.Porto acelerou e realizou uma ponta final de muito bom nível. Júlio Santos, um dos principais responsáveis por esta atitude positiva, marcou aos 66’, rematando na passado após assistência de Ricardo Alves. Pouco depois, aos 68’, o mesmo Júlio Santos surgiu isolado na direita e, de forma altruísta, serviu Joaquim Lupeta que só teve mesmo de encostar para carimbar o nono golo da partida.

10-0 por Ricardo Grey, na sequência de um remate de fora da área muito consentido por Ricardo. Lance perfeitamente desculpável em face da exibição do guarda–redes visitante. O 11º golo surgiu aos 75’, com Joaquim Lupeta, no flanco direito, a rematar cruzado. O mesmo jogador fecharia a partida aos 77’, respondendo a uma assistência de Ruben Teixeira.

Como notas interessantes da partida destaque para os óptimos pormenores demonstrados por Ricardo Grey, por quem se nutre uma grande curiosidade, e para a excelente exibição de Ricardo. De resto, foi mesmo um festival de golos para todos os gostos.



ANÁLISE INDIVIDUAL (Futebol Clube do Porto):

Igor Rocha – Um mero espectador durante toda a partida.

Ruben Teixeira – Raramente cometeu erros. Jogou com muita inteligência, com boa temporização de subidas nos terrenos. Participou activamente nos golos.

Tiago Ferreira – Sem trabalho defensivo, limitou-se a fazer circular a bola. Esteve bem.

Agostinho Carvalho – Mais em jogo que o seu parceiro de sector, mostrou muitos requisitos ao nível do jogo aéreo, muito embora o trabalho fosse praticamente nulo.

Tiago Bragança – Dadas as características do jogo pôde subir no terreno as vezes que quis. Tentou o golo nalguns remates mas não foi feliz.

Paulo Jorge – Não se limitou a ocupar a posição de pivô defensivo. Subiu no terreno e acrescentou superioridade na dinâmica ofensiva. Um jogo em que pôde testar a forma como ataca.

João Novais – Esteve muito lesto em jogadas pelo chão, e o seu passe longo também esteve muito afinado. Apesar de ser um jogo fácil, mostrou uma evolução considerável.

Tozé – Velocidade e criatividade foram ingredientes que usou como quis na primeira metade. Nota negativa para o conflito com o guarda-redes Ricardo na altura da grande penalidade, que lhe valeu um cartão amarelo perfeitamente escusado.

Ricardo Grey – Jogador de muita qualidade: joga bem com ambos os pés, é rápido e finaliza muito bem. Apesar de precisar de jogos de maior responsabilidade para se conhecerem os seus limites, a primeira amostra é óptima.

Alex – Encarou todos os minutos da partida com um enorme profissionalismo. Esteve em vários golos e nunca deixou de acelerar. Foi um verdadeiro capitão.

Fábio Martins – Tem sido a grande referência da equipa mas hoje foi excessivamente perdulário. É claro que, dadas as suas movimentações na frente de ataque, a sua exibição foi claramente positiva.

Júlio Santos – Excelente entrada na partida. Impôs um ritmo forte, jogou em tabelas muito rápidas, assistiu e conseguiu marcar.

Ricardo Alves – Com espaço, conseguiu explanar o seu futebol. Sem grandes dificuldades, esteve à vontade no meio–campo.

Joaquim Lupeta – Marcou quatro golos e falhou outros tantos. Não vai dispor de tantas oportunidades em jogos de maior responsabilidades mas, seja como for, a quem marca quatro golos nada pode ser apontado.



Texto: Gil Nunes.

Comentários

Meu caro, Gil Nunes não

Meu caro, Gil Nunes não deve julgar uma equipa desta forma, mas apenas pela incompetência do seu treinador pois tem miúdos que valem muito mais do que isto.

Atentamente:Pereira

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