"A bola saltou da rua para as escolinhas"
A bola saltou da rua para as escolinhas
Mudança. O futebol de rua, jogado no seu estado puro, sem regras rígidas e ao sabor de uma brincadeira de criança, está, cada vez mais, afastado da realidade das nossas cidades, levando a que as escolas de futebol sejam agora os novos casulos de desenvolvimento da modalidade
Aumento da insegurança afasta crianças da rua
O futebol de rua jogado nos pátios, nos jardins e nos rinques de bairro, está, praticamente, em extinção, assumindo actualmente as escolas de futebol o papel dinamizador deste desporto, proporcionando aos jovens praticantes locais mais seguros e apropriados, com acompanhamento técnico e táctico. Em contraponto, a matreirice e a espontaneidade individual das vivências de rua, que contribuíram para a evolução dos grandes futebolistas da actualidade (como é o caso de Cristiano, que aprendeu a jogar nas ruas da Madeira), correm o risco de desaparecerem, escrevendo--se assim uma nova página da modalidade.
As consequências desta transição ainda não podem ser, em rigor, analisadas, até porque o fenómeno da "explosão" das escolas de futebol tem sensivelmente uma década, mas parece ser unânime que trará aspectos positivos e negativos.
Na opinião de Rui Mateus, presidente da Associação Portuguesa de Escolas de Futebol [APEF], organismo criado há dez anos para promover e desenvolver o sector, já com cem associados, o aparecimento deste tipo de instituições teve como base dois pontos: "A paixão pela modalidade, que atrai cada vez mais praticantes, e as questões da insegurança na nossa sociedade."
Jogadores talhados nas escolas
O presidente da APEF considerou que os novos talentos do futebol português sairão, inevitavelmente, do trabalho desenvolvido nas escolas de futebol, quer das privadas quer das geridas pelos clubes nacionais.
"Todos os jogadores que estão a aparecer nesta geração, desde há cinco anos, iniciaram a sua actividade nas escolinhas. Na rua já poucos jogam. É seguro dizer que os craques de amanhã serão o produto visível desta nova vaga da formação do futebol."
Considerando que as vantagens "do acompanhamento técnico e pedagógico" que as escolas de futebol proporcionam aos jovens "são uma mais-valia", Rui Mateus reconheceu, no entanto, que as enriquecedoras experiências retiradas no futebol de rua são insubstituíveis.
"Acho que estamos a perder aquela 'ratice' e esperteza da rua, em que desenvolvíamos sozinhos as capacidades coordenativas e motoras, nos jogos com amigos, de três ou quatro horas, que nos davam experiências únicas. Tentamos colmatar esses aspectos com trabalho técnico, mas nem sempre é possível atingir certos patamares", considerou o líder da APEF.
Dos relvados à formação
Curiosamente, muitas das escolas de futebol espalhadas pelo País foram fundadas por conhecidas figuras do futebol português. Jogadores e técnicos de renome, como Carlos Xavier, Rui Águas, Neno, Carlos Queiroz ou Quinito, entre muitos outros, todos eles pertencentes a gerações onde o jogo de rua era uma realidade, abordam agora a modalidade em novos moldes.
Para Rui Mateus, presidente da APEF, a notoriedade que esses ex-jogadores e técnicos atingiram durante as suas carreiras acaba por credibilizar a actividade, servindo de referência e veículos transmissores de conhecimentos para os futuros futebolistas.
"São pessoas com um grande gosto pelo ensino da modalidade e que têm muito a transmitir às crianças. Acompanhados por professores de educação física, conseguem passar experiências e conteúdos técnico-pedagógicos fundamentais para criarmos as próximas gerações de jogadores", concluiu.
Texto: http://dn.sapo.pt
Cédric junta-se a Pedro Mendes
Cédric Soares juntou-se ontem a Pedro Mendes nos trabalhos da equipa principal, alargando para dois os juniores chamados por Paulo Bento. Face às várias ausência, o técnico recorreu a mais um elemento dos escalões jovens. Cédric tem 17 anos, joga como lateral-direito, mas também pode desempenhar funções no meio-campo, marcando, regularmente, presença nas selecções nacionais do seu escalão. Atendendo à indisponibilidade, garantida, de Abel, Caneira e Tonel para o embate com o Guimarães, e ainda a dúvida em torno de Pedro Silva, Paulo Bento acautelou-se com a chamada de dois defesas juniores, sendo que Pedro Mendes (central) já esteve no banco de suplentes ante o Barcelona.
Só há 16 para o Guimarães
Ainda a digerir a derrota com o Barcelona, o Sporting iniciou ontem a preparação para o jogo com o Guimarães, no próximo domingo. O regresso ao trabalho evidenciou as dificuldades que Paulo Bento terá para escolher 18 jogadores com vista ao confronto da décima jornada da Liga Sagres.
Com efeito, face às lesões de Abel, Rochemback e Tonel (baixas garantidas no próximo jogo), as dúvidas em torno das recuperações de Pedro Silva e Izmailov, os castigos de Caneira e Derlei e a indisponibilidade de Stoijkovic e Vukcevic (por motivos distintos), Paulo Bento arrisca-se a dispor de apenas 16 jogadores para o embate com os minhotos, sendo que três deles são guarda-redes. O cenário é preocupante, mas poderá ser atenuado com as recuperações de Pedro Silva e Izmailov, ainda que, mesmo assim, o técnico leonino estará obrigado a chamar um júnior para perfazer 18 jogadores no jogo com o Guimarães.
Ontem, Pedro Mendes e Cédric Soares já se treinaram juntamente com o plantel, numa sessão de treino onde, para além dos lesionados, Paulo Bento não contou ainda com Polga, Derlei e Liedson, um trio que se ficou pelo ginásio, cumprindo um trabalho específico de recuperação.Num plantel composto por 25 jogadores, o técnico viu-se privado de nove elementos (incluindo Vukcevic, ainda afastado), naquele que foi o primeiro treino com vista ao jogo com o Guimarães.
Texto: www.ojogo.pt
28.11.2008 12:44h | Ocultar ou Mostrar Comentários |
Noticias
Dia 28.11.2008, às 16:26, conde da bola disse...
FEZ-SE LUZ
Finalmente alguem escreveu aquilo que já é obvio há mto tempo mas q alguns teimam em ñ entender e continuam á procura dos tais talentos nos bairros mais degradados.Já aqui escrevi e continuo na minha . Talentos pode haver em todo o lado . Qdo nascemos todos somos potenciais Einesteins como todos somos potenciais Cristianos ou Ruis costas ou Ronaldinhos.Tudo depende depois das nossas vivências do meio em q nos desenvolvemos daquilo a q somos submetidos das situações com q deparamos ao longo da vida.
Ora assim sendo, essas vivencias podem mto bem ser preparadas , desenvolvidas , aprefeiçoadas e até mto mais potencializadas do que outrora.
Eu aprendi na rua e nos joguinhos q fazia com outros mas agora vejo os miudos das escolas com 5 ,6,7 ,8,9,10,11,12 anos trabalhar situações que eu e os outros da rua nunca passamos.Nem sempre faziamos grandes jogos. Por vezes jogavamos com outros mto mais fracos e com os maiores só iamos á baliza. Os jogos eram fracos e tocavamos pouco na bola pois era só pontapé para a frente. Quem tinha jeito tinha e esses lá iam evoluindo se tivessem oportunidades .Nem todos puderam ter tal oportunidade .
Hoje todos são bem vistos , todos têm oportunidade, os clubes vão a todo o lado procurar putos ,quase todos os pais , quase todos , assim que podem levam os filhos á escola de fut mais próxima que é logo ali pois há escolas em qualquer canto.
Se o miúdo é de bom toque aparece logo um olheiro , parecem abutres.
Os treinadores são professores têm obrigação de lhes criar as mais variadas situações que simulam o que se passava na rua ou até melhor.
Os melhores acabam por jogar com os melhores logo desenvolvem-se mais uns com os outros . Criam-se torneios , bons jogos etc.
É só deixá-los desenvolver e saber ajudar .
Mas atenção nem todos têm jeito para ensinar ou por em prática o que aprenderam na faculdade . Isso é q é perigoso e negativo. Por vezes as escolas escolhem os misters ñ por competencia mas por amizade ou porque querem pagar pouco. O q é bom custa $.
Vamos dar tempo ao tempo e veremos
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