ADCEO 0 - 3 Sporting Clube de Portugal
Torneio de Escolas MoscaKnights 2008
SPORTING CLUBE de PORTUGAL: 1 - António Dias; 2 - Luís André; 3 - André Moutinho (Cap.); 4 - Tomás Jorge; 6 - Rafael Santos; 7 - André Sena; 11 - Gonçalo Tavares.
Suplentes: 8 - Hugo Ribeiro; 9 - João Borralho; 10 - Ricardo Vieira: 12 - Bernardo Pica.
Treinador: José Gonçalves.
Delegado: António Nabais.
ADCEO: 12 - Alex; 3 - Tiago Fernandes; 4 - Tiago Santos (Cap.); 6 - Jonas; 8 - João Pombinho; 9 - Carlos; 10 - Cláudio.
Suplentes: 2 - Serginho; 5 - Ruben; 7 - Diogo Carvalho; 11 - Diogo Faria; 13 - Diogo Lopes; 14 - Ricardo; 15 - Bruno.
Treinador: Paulo Lopes.
Delegado: Henrique Fernandes.
Marcadores: Tomás Jorge (7'), João Borralho (13') e André Moutinho (15')
Árbitro: Manuel Santos
Melhor em Campo: André Sena (Sporting)
Crónica:
A equipa de Escolas do Sporting Clube de Portugal teve, este Sábado, uma excelente prestação no torneio MoscaKnights 2008. A formação leonina mostrou que tem garra - passe a expressão - e organização no terreno de jogo.
No jogo frente à ADCEO, e sob um calor abrasador, os leões começaram tímidos, como que a estudar o adversário. No entanto, ao cabo de poucos minutos, já os miúdos de Alvalade tinham a ADCEO mais que estudada, e as oportunidades de perigo começaram a surgir. Nesta fase, destacou-se Tomás Jorge, que por duas vezes alvejou a baliza de Alex, mas atirando primeiro por cima e depois ao lado.
No entanto, nem eram tanto os golos que interessavam aos leõezinhos. A equipa sportinguista apostou no controlo a meio-campo, muito bem organizado pelo excelente pé esquerdo de André Sena e pelo rigor posicional de Rafael Santos. Lá à frente, Tomás Jorge surgia em toda a parte, e cá atrás André Moutinho arriscava frequentes saídas para o ataque, apostando na sua velocidade e precisão de passe.
Assim, a pouco e pouco, os leões foram rompendo o muro da ADCEO, que pouco mais fazia do que defender e sair timidamente para o ataque através de iniciativas inconsequentes de Cláudio, que jogava praticamente sozinho.
Era, portanto, uma questão de tempo até o Sporting conseguir o golo. E este - o primeiro de três - acabou por surgir ao minuto 7, quando Tomás Jorge, verdadeira "pulga atómica", se livra da marcação adversária e remata à queima-roupa, sem chances para Alex. Estava feito o 1-0, num excelente lance.
Este golo veio galvanizar ainda mais os leões, que saíam agora mais rápidos para o ataque. Rafael Santos, em particular, destacava-se por ser um verdadeiro "papa-léguas", auxiliando tanto a atacar como a defender.
E foi precisamente dos pés do número 6 que saiu o lance do segundo golo. Após iniciativa atacante do médio, a bola sobra para João Borralho que, descaído para a direita da grande área, encosta para o 2 a 0. Com sete minutos para jogar, o resultado estava praticamente decidido.
Só nesta fase se viu alguma coisa da ADCEO, através de duas bolas centradas por Ricardo, na direita do ataque. Numa delas, António Dias saiu mal e quase comprometia - valeu a atenção da defesa. No entanto, a vitória sportinguista nunca esteve em causa, e o terceiro golo - uma fantástica jogada individual de Moutinho - foi apenas a cereja no topo do bolo. Uma bela exibição dos leões, e uma vitória mais que merecida.

Análise individual:
António Dias - Espectador durante ¾ do jogo. Quando foi chamado a intervir, quase comprometia, a cruzamento de Ricardo.
Luís André - Uma boa investida individual. Ofereceu o golo a Tomás Jorge, que desperdiçou atirando ao lado. Arriscou a meia-distância.
André Moutinho - Central aventuroso, mostrou propensão para subir no terreno. Coroou a boa exibição com um espectacular golo.
Tomás Jorge - Até cansou vê-lo correr. Aparecia em todos as zonas do campo, e sempre mostrando enorme compostura, fosse a fuzilar na cara de Alex, fosse a roubar bolas na defesa. Baixote, mas muito técnico, foi uma verdadeira "carraça" para a defesa da ADCEO.
Rafael Santos - O "patrão" do meio campo. Sentido posicional impecável, boa capacidade de passe e enorme maturidade.
André Sena - Quando esteve em campo, todo o jogo ofensivo do Sporting lhe passou pelos pés. Exacerbadamente técnico, pautou o jogo atacante, não se furtando a iniciativas individuais.
Gonçalo Tavares - Teve na velocidade a sua principal arma.
Hugo Ribeiro - Importante na contenção de jogo no sector defensivo.
João Borralho - Rápido, embora franzino, mostrou fogachos de bom futebol. Marcou um golo pleno de oportunidade.
Ricardo Vieira - Não teve grande influência, mas deu para ver que é um jogador bastante técnico.
Texto: Pedro Bonito.
21.06.2008 21:16h | Ocultar ou Mostrar Comentários |
Escolas
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