ADR Pasteleira 0 - 8 Futebol Clube do Porto
Campeonato Distrital de Juniores "D" I Divisão - 1ª Fase - 8ª Jornada.
Escalão: Infantis A.
Local: Parque de jogos do Folgosa da Maia FC
Data: 1 de Novembro de 2008.
ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA E RECREATIVA DA PASTELEIRA: João Pedro (GR), Iban Antruejo, Diogo Castro, Rui Baldaia (Nuno 51), João Carlos (João Tentugal 24), Afonso, Tomas, Rafa (cap.), Hélder Cruz, Rui Bento (Pelé 24) (Nico 51) e Gross (Óscar 24).
Suplentes não utilizados: Miro, Hugo Soares.
Equipa técnica: José Borges (Treinador), Augusto Patronilho (Treinador Adjunto) e Ana Martins (Delegado).
FUTEBOL CLUBE DO PORTO: João Costa (GR), Rui Silva, Joel Pereira, João Cunha (Rui Sobral 51), Fábio Samuel, Luís Peixoto, Sérgio Ribeiro (cap.), Rui Moreira, Tiago Garcia (João Bernardo 51), Emanuel Silva e Ruben Macedo.
Suplentes não utilizados: Nenhum.
Equipa técnica: Pepijn Linders (Treinador), Nuno Batista (Treinador Adjunto); Luís Paulo (Delegado) e Enf. Sebastião Bastos (Massagista).
Resultado ao intervalo: 0-4.
Marcadores: Sérgio Ribeiro (19) 1-0, Ruben Macedo (22) 2-0, Luís Peixoto (26) 3-0, Sérgio Ribeiro (30) 4-0, João Cunha (38) 5-0, Tiago Garcia (42) 6-0, Tiago Garcia (49) 7-0 e Emanuel Silva (57) 8-0.
Melhores em campo: Rafa (ADR Pasteleira) e Sérgio Ribeiro (FC Porto).
Crónica:
Jogo referente à oitava jornada do Campeonato Distrital de Infantis - I Divisão - Série 1, disputada Sábado passado, com a Associação Desportiva e Recreativa da Pasteleira a receber o Futebol Clube do Porto em casa emprestada, no Parque de Jogos do Folgosa da Maia FC.
À entrada para este jogo a equipa do ADR Pasteleira estava em décimo primeiro lugar na tabela classificativa, somando quatro pontos em sete jogos com cinco derrotas, um empate e uma vitória, conquistada na última jornada frente ao Arcozelo.
Já a equipa do FC Porto entrou para esta jornada líder da classificação, num desempenho até aqui extraordinário da equipa «azul e branca», conseguindo vinte e um pontos em sete jogos, com sete vitórias, e com um registo de golos fenomenal, com 60 golos marcados e nenhum sofrido, pondo a equipa dos «dragões» à frente dos adversários mais directos, Varzim (19 pontos), Leixões (19 pontos) e Boavista (18 pontos).
Jogo interessante, desde logo pela rivalidade subjacente aos dois emblemas, já que esta equipa do ADR Pasteleira é um Boavista B, ou seja, é a equipa satélite onde os atletas de primeiro ano da equipa do Boavista FC rodam, competindo assim na primeira divisão, ligado a isso é sempre curioso ver como é que esta equipa, toda ela de primeiro ano, reagiria perante um adversário mais forte fisicamente e com jogadores mais velhos.
Ambas as equipas começaram o jogo em 4x3x3, sistema comum neste tipo de emblemas, com o treinador José Borges do ADR Pasteleira a apostar de início em João Pedro na baliza, Iban Antruejo, no lado direito da defesa, Diogo Castro e Rui Baldaia como defesas centrais, João Carlos no lado esquerdo da defesa, Afonso a médio defensivo, Rafa e Rui Bento como interiores, e na frente de ataque, o trio, Tomás, Gross e Hélder Cruz. Com dificuldades no confronto físico, a equipa do ADR Pasteleira tentou sempre circular a bola, nem sempre de forma rápida mas com o objectivo de criar espaços para ataques oportunos.
O FC Porto apareceu igual a si mesmo, com o seu sistema muito bem definido mas com capacidade móvel no sector dianteiro, em trocas de bola sucessivas e com um futebol de alto nível, nunca recorrendo ao jogo directo e com todos os jogadores com uma capacidade técnica e táctica muito acima da média. O treinador holandês Pepijn Linders apostou em João Costa na baliza, Rui Silva no lado direito da defesa, Fábio Manuel no corredor oposto do sector defensivo, Joel Pereira e João Cunha como defesas centrais, Luís Peixoto a pivot defensivo, Rui Moreira e Emanuel Silva como médios interiores, o capitão Sérgio Ribeiro na faixa direita do ataque, Ruben Macedo como extremo esquerdo e Tiago Garcia como ponta-de-lança.
Nos primeiros minutos de jogo os «dragões» foram impondo o seu futebol, obrigando a equipa do ADR Pasteleira a correr bastante para ganhar a posse do esférico, facto que iria perdurar por todo o encontro.
Até aos primeiros dez minutos não foram muitas as oportunidades para qualquer um dos lados, com as duas equipas a apostarem na segurança da circulação e passe curto, com combinações rápidas. Aos onze minutos Sérgio Ribeiro testa as capacidades de João Pedro com um remate forte à figura do guardião do Pasteleira e pouco depois Tiago Garcia falha uma boa oportunidade de golo após boa jogada de Emanuel Silva.
Aos dezasseis é de novo o extremo Sérgio Ribeiro a criar perigo, cabeceando um pouco ao lado na resposta a um bom cruzamento de Fábio Samuel. De seguida é Rui Moreira a encher o pé, rematando forte fora da grande área, mas com a bola a sair ligeiramente ao lado.
Nesta fase eram raras as oportunidades para o ADR Pasteleira, com a equipa de branco a não conseguir dar seguimento aos lances de contra-ataque, perdendo, na grande maioria das vezes, a bola na entrada do meio campo dos portistas.
Aos dezanove minutos os «azuis e brancos» chegam ao primeiro golo, após uma transição rápida a bola chega a Sérgio Ribeiro, do lado direito do ataque portista, com o extremo a fazer um cruzamento/remate forte com a bola a enrolar, traindo o guarda-redes João Pedro e dando assim vantagem aos «dragões».
Ainda a equipa do ADR Pasteleira não tinha recuperado do golo sofrido quando o FC Porto chegou ao 2-0, jogada simples, com Emanuel Silva a cruzar para as costas da defesa do ADR Pasteleira com Ruben Macedo a aparecer muito oportuno no espaço vazio e a encostar para o segundo golo de vantagem.
A perder por 2-0, José Borges faz três alterações, lançando na partida Pelé, João Tentugal e Óscar, tentando dar outra vida à equipa, mas pouco se alterou, a equipa da ADR Pasteleira continuou com um futebol pouco interligado e inconsequente.
A dominar e a gerir todos os aspectos do jogo, os «dragões» fizeram naturalmente o 3-0 e 4-0 ainda antes do final da primeira parte, primeiro num remate de fora da área, muito bem executado por Luís Peixoto à passagem do minuto vinte e seis e depois por Sérgio Ribeiro, num bom remate do capitão portista que levou a sua equipa a vencer por 4-0 para o intervalo.
Entre estes dois últimos jogos ainda houve tempo para Tiago Garcia enviar uma bola à barra, que por pouco não entrou. Com os quatro golos de vantagem e o futebol praticado os «dragões» decidiram o jogo no primeiro tempo, de forma totalmente justa.
O segundo tempo começou da mesma forma que terminou o primeiro, com os «azuis e brancos» a dominar e a criar várias oportunidades de golo, aos dois minutos foi Sérgio Ribeiro que esteve perto do hat-trick, mas não conseguiu receber um bom cruzamento que o deixaria isolado.
Pouco depois o mesmo Sérgio Ribeiro, cruza para a entrada ao segundo poste de Ruben Macedo, mas o extremo não consegue finalizar. Aos trinta e três minutos Rui Moreira remata por cima e na jogada seguinte Sérgio Ribeiro tem um grande trabalho individual mas remata à figura.
Com as oportunidades a aparecerem constantemente, já se esperava novo golos dos «dragões» e ele chegou aos trinta e oito minutos, cruzamento de Rui Silva para cabeceamento de Tiago Garcia que vai à figura de João Pedro, o guarda-redes defende para à frente e João Cunha aparece a encostar, fazendo o 5-0.
Sem os visitados a conseguirem dar resposta ao caudal ofensivo dos portistas, estes chegaram pouco depois ao 6-0, grande trabalho de Rui Moreira a romper pela faixa esquerda cruzando depois atrasado para Tiago Garcia fuzilar a baliza de João Pedro.
Depois do sexto golo dos «azuis e brancos» a ritmo de jogo baixou, o FC Porto foi mantendo a posse, circulando a bola por todos os sectores e chegando à baliza do ADR Pasteleira com relativa facilidade, nesta fase apareceram algumas oportunidades, destaque para um livre ganho após uma falta grosseira sobre Tiago Garcia, que é muito bem cobrado por Sérgio Ribeiro, com a bola a embater no poste com defesa de João Pedro, sobrando para Tiago Garcia que encosta para o 7-0.
Aos quarenta e oito minutos os «dragões» protagonizam uma das melhores jogadas da partida, com Ruben Macedo a penetrar pela esquerda, cruzar atrasado para Tiago Garcia, que simula deixando passar a bola para Emanuel Silva, com o número 10 a rematar de trivela.
Com o jogo a caminhar para o final, ambas as equipas fizeram mudanças, o ADR Pasteleira trocou Pelé que tinha entrado no primeiro tempo por Nico e fez entrar Nuno para o lugar de Rui Baldaia. Já o FC Porto lançou os únicos dois homens que trouxe para o banco, tirando Tiago Garcia para meter João Bernardo e trocando João Cunha por Rui Sobral.
Depois das mudanças o ADR Pasteleira teve uma das suas únicas oportunidades em todo o desafio, mas o ataque acabou por não levar grande perigo à baliza de João Costa.
Nesta fase, com o jogo totalmente decidido os «dragões» deram show de bola com uma qualidade na posse e circulação de top, superior a muitas equipas do escalão máximo do nosso futebol.
Tal como na primeira parte o FC Porto conseguiu marcar na recta final, desta vez por Emanuel Silva que após um bom trabalho de Sérgio Ribeiro que rasga pela direita e remata ao poste, ganha a bola do lado direito do ataque e remata para o fundo das redes, estabelecendo o resultado final.
Até ao fim do jogo, destaque apenas para um remate do número sete portista, Sérgio Ribeiro, que passou um pouco por cima. Com o árbitro a apitar pela última vez, os «dragões» venceram de forma justa e incontestável, mais que os números, foi o futebol portista que espelhou a superioridade da equipa treinada por Pepijn Linders.
Com estes três pontos o FC Porto continua no topo da tabela, agora com vinte e dois pontos, quando na próxima jornada recebe o SC Canidelo. Já o ADR Pasteleira com esta derrota passa para décimo terceiro classificado e na próxima jornada vai ao Estádio Rei Ramiro defrontar o CD Candal.
Análise individual (Associação Desportiva e Recreativa da Pasteleira):
João Pedro: Apareceu algo inseguro em algumas fases, mas pouco mais podia fazer.
Iban Antruejo: Actuando a defesa direito, teve sobretudo missões defensivas mas não conseguiu segurar as investidas pelo seu lado.
Diogo Castro: Um dos centrais, fez todo o jogo mas teve dificuldades para travar os ímpetos ofensivos portistas.
Rui Baldaia: O outro homem do eixo defensivo, um pouco à imagem do seu companheiro Diogo Castro, teve dificuldades. Saiu no segundo tempo.
João Carlos: Não entrou bem e acabou substituído ainda no primeiro tempo.
Afonso: Actuando como trinco, tentou circular a bola e batalhou bastante, mas perdeu quase sempre no duelo físico.
Tomas: Começou na frente de ataque mas teve de recuar para o eixo defensivo, correu bastante para ajudar a equipa.
Rafa: Foi escolhido como melhor em campo pela entrega, esteve de resto ao nível dos restantes.
Hélder Cruz: Demasiado sozinho na frente, revelou qualidade mas pouco importunou a defesa do FC Porto.
Rui Bento: Foi substituído ainda no primeiro tempo e até aqui não conseguiu criar perigo.
Gross: Tal como Rui Bento não esteve muito tempo em campo e não fez grande jogo.
Pelé: Chamado para ajudar no meio campo, não foi tão influente quanto se esperava e acabou por sair no segundo tempo.
João Tentugal: Entrou para dar nova vida ao ataque e apesar de alguns bons pormenores, não criou perigo.
Nico: Entrou para o lugar de Pelé, mas pouco conseguiu fazer.
Óscar: Jogou no lado esquerdo do ataque mas pouco perigo criou.
Nuno: Entrou já na segunda parte e passou despercebido.
Análise individual (Futebol Clube do Porto:
João Costa: Poucas vezes tocou na bola e não teve oportunidades para se mostrar. Deu segurança.
Rui Silva: Actuando no lado direito da defesa, esteve bem, seguro defensivamente e ajudou a equipa, aparecendo algumas vezes a cruzar.
Joel Pereira: Ao lado de João Cunha esteve bem revelou pormenores técnicos muito acima da média para a sua posição, fez um bom jogo.
João Cunha: Ao lado de Joel Pereira esteve bem, mais solto e importante nas transições.
Fábio Samuel: Seguro defensivamente e sem grande trabalho, soltou-se bem no ataque.
Luís Peixoto: Pilar e base da construção de jogo portista foi importante na gestão da posse de bola.
Sérgio Ribeiro: Grande jogo do extremo, capacidade técnica, velocidade, força e sentido colectivo, fez dois golos e mereceu a nomeação.
Rui Moreira: Bom jogo do médio, um dos melhores do FC Porto, sempre muito activo e forte no centro do terreno.
Tiago Garcia: Na frente, deu muito trabalho à defensiva do ADR Pasteleira, fez um bom jogo.
Emanuel Silva: Com o número 10, geriu muito bem as movimentações e criou desequilíbrios, boa exibição.
Ruben Macedo: Importante para dar profundidade à faixa esquerda, esteve bastante activo.
João Bernardo: Entrou já na segunda parte e deu segurança à equipa.
Rui Sobral: Entrou para o miolo e esteve bem.
Declarações:
José Borges (Treinador da Associação Desportiva e Recreativa da Pasteleira):
"Foi uma partida em que o resultado acabou por não ser grande surpresa, em virtude de se defrontarem duas equipas bastante distintas. O Futebol Clube do Porto com jogadores mais velhos, como é natural, e a nossa equipa, completamente uma equipa B, todos jogadores de primeiro ano e a nível de condições nem podemos estar a comparar o Futebol Clube do Porto com o Pasteleira, portanto penso que o resultado é um bocadinho desnivelado, acaba por ser exagerado, podia ter sido por menos, dado o empenho que a minha equipa pôs em campo e tentou sempre contrariar o maior poderio do Futebol Clube do Porto, não conseguimos, há que dar parabéns ao adversário, são mais fortes, são melhores, quer a nível individual, quer a nível táctico e portanto acaba por ser uma vitória sem contestação.
Texto: Dário Pinto.
Não mudamos absolutamente nada para este jogo, da mesma maneira que temos vindo a trabalhar até aqui, continuamos, mantivemos as mesmas situações, simplesmente á factores que condicionam, como é normal, principalmente o próprio nome do Futebol Clube do Porto, os miúdos já entram um pouco aterrorizados em campo, a nível físico é uma diferença enorme, o que condiciona um pouco o jogo e os miúdos, mas a nível de estratégia, nada mudou, é assim que nos costumamos, não tivemos foi tão bem, não conseguimos manter a posse de bola, não que eles não tenham qualidade, porque a têm mas porque o nervoso, o temor que eles sentiam pelo adversário não os deixou raciocinar, não os deixou pensar rápido para conseguirem fazer um jogo daquilo que eles são capazes de fazer.
Nós esperamos conseguir a manutenção, evitar os quatro últimos lugares é assim o nosso objectivo principal, e formar, tentar que os jogadores consigam jogar, aprendam a jogar, que isso é que é o essencial nesta idade, à um factor que é importante, nós já defrontamos as equipas todas de topo da tabela, neste momento as equipas que vão atrás de nós ainda não jogaram connosco, portanto há grandes possibilidades de conseguirmos os nossos objectivos, mas não vamos abdicar, vamos continuar na mesma com jogadores de primeiro ano, é o nosso objectivo, podíamos colocar três, quatro jogadores de segundo ano mas não iríamos tirar grande proveito dessa situação."
Texto: Dário Pinto.
04.11.2008 15:13h | Ocultar ou Mostrar Comentários |
Infantis A
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