Atlético Clube de Portugal 0 - 5 Sport Lisboa e Benfica (Juvenis B)
25ª jornada do Campeonato Distrital de Juvenis, I Divisão Honra.
Local: Estádio da Tapadinha Campo Nº 2 (sintético).
Data: 20 de Abril de 2008.
Equipa de arbitragem: Árbitro - Avelino Nascimento, Auxiliares - Tiago Brás e Rafael Rodrigues.
ATLÉTICO CLUBE DE PORTUGAL: Rui (GR), Tino (Vando 46), Averini, Ricardo, (Cap.), Sousa, Marinho, André O., Raposo, Fróis (Wilson 46), Bragança e André G.
Suplentes não utilizados: Ascenso, Nuno e Canina.
Equipa Técnica: Bruno Gomes (Treinador), Sérgio Martins (Treinador-adjunto) e Pedro Pereira (Delegado).
SPORT LISBOA e BENFICA: Marcel DeBellis (GR), Hugo Falcão (Paulo Silva 60), Diogo Azevedo, Ruben Nunes (Cap.), Luís Martins, João Job, Ricardo Serra (Luís Santos 50), Carlos Castro, Diogo Caramelo (José Santos 60), Nélson Cunha e Diogo Coelho (André Costa 50).
Suplentes não utilizados: André Barata.
Equipa Técnica: Ricardo Dionísio (Treinador), Luís Martins e Pedro Martins (Treinadores-adjuntos) e Nuno Ferreira (Delegado).
Resultado ao intervalo: 0-4.
Marcadores: Diogo Caramelo (4), Luís Martins (7 e 21), Nelson Cunha (9) e Carlos Castro (54).
Melhores em campo: André O. (Atlético) e Luís Martins (Benfica).
Crónica:
O Benfica B venceu o Atlético por 5-0 em jogo a contar para a 25ª Jornada da Divisão de Honra do Campeonato Distrital de Juvenis. Após o 2-1 favorável ao Benfica na primeira volta do campeonato, as duas equipas voltaram a medir forças e a equipa encarnada voltou a vencer. Com um início de jogo muito forte, cedo se percebeu que a formação da casa não teria grande chance de vitória contra uma equipa que aos 9 minutos de jogo já ganhava por três bolas a zero.
A equipa encarnada jogou num 4-3-3 de cariz ofensivo com um quarteto defensivo formado por Hugo Falcão e Luís Martins, como laterais, e Diogo Azevedo e Ruben Nunes, como centrais, estando na dupla de médios João Job e Carlos Castro o segredo para a condução de jogo da equipa. À sua frente, Nelson Cunha formava o vértice mais adiantado do triângulo do meio-campo, fornecendo apoio fundamental para o trio atacante: Ricardo Serra na direita, Diogo Coelho na esquerda e Diogo Caramelo como ponta-de-lança. De referir que o Benfica apresentou-se desfalcado para este jogo uma vez que Daniel Mozer estava castigado e José Graça e Tiago Romeira encontram-se lesionados.
Com o início de jogo veio a visível superioridade da formação encarnada, que não tinha grandes dificuldades em chegar com perigo à área do Atlético, que entrou algo nervoso no jogo e muito débil nas marcações. Logo no primeiro minuto de jogo, Diogo Caramelo fez o primeiro aviso para o que se havia de suceder três minutos mais tarde. Após um longo lançamento lateral de Hugo Falcão, o avançado das águias aproveitou uma má saída do guarda-redes adversário Rui e fez o 1-0 com um golpe de cabeça. O início de jogo do Benfica foi sufocante e as jogadas de perigo sucediam-se à medida que o tempo passava. Aos seis, novamente após uma saída em falso de Rui, Ricardo Serra esteve perto de marcar, mas foi Luís Martins, após um canto atrasado de Carlos Castro, que apareceu bem à entrada da área e apontou o segundo golo da formação da Luz. O terceiro não tardou e, ainda antes dos primeiros dez minutos de jogo, Nelson Cunha fez o 3-0 num remate de fora da área que Rui, ligeiramente mal colocado, não conseguiu deter.
Atlético responde à superioridade encarnada
A partir deste momento, já com o avolumar do resultado, o meio-campo do Atlético começou a acertar as marcações e a reter a bola por mais algum tempo em seu poder. Aos 15', Marcel, o guarda-redes do Benfica, faz a primeira defesa do jogo após um remate de André O. De referir que o guarda-redes encarnado apenas tinha tocado pela primeira vez na bola, dois minutos antes após um livre cobrado de área a área. Chegava a chuva, uma maior pressão da equipa da casa, aliada ao forte apoio do seu público (cerca de 100 pessoas assistiram ao jogo), e chegava também, contra a corrente do jogo, o quarto golo do Benfica. Rui toca na bola com a mão fora da área e o árbitro aponta para o livre. Carlos Castro, num gesto ao estilo de Cristiano Ronaldo (havia de o repetir mais tarde), bate colocado para o lado de Rui que, desta vez, responde com uma boa defesa para canto. Luís Martins, o lateral esquerdo, corre para a marcação e consegue bisar na partida colocando a bola directamente na baliza do Atlético. Estava feito o 4-0, resultado que se verificava ao intervalo. O Atlético havia ainda de responder, também de bola parada, aos 38', quando André O. surge de cabeça após um canto de Sousa e a bola passa a rasar o poste direito da baliza de Marcel.
Gorada a hipótese de reduzir a margem do marcador antes do apito para o descanso, o treinador do Atlético traz duas novidades na equipa após o intervalo (as únicas feitas ao longo de toda a partida, diga-se): Vando e Wilson. As mudanças, no entanto, não sortiram grande efeito, uma vez que a tendência da partida não mais se alterou. O Benfica continuou a ter maior domínio de jogo ainda que a formação da casa mostrasse sempre grande empenho e dedicação na luta por todos os lances. O resultado, esse, ainda não estava dado como terminado, e o Benfica acabou por chegar ao quinto tento, na marcação de um livre directo por Carlos Castro. O médio do Benfica partiu com bastante confiança para a bola e produziu um golo de belo efeito, que selou o resultado final.
Nota ainda para a excelente exibição da linha defensiva do Benfica que anulou os lances ofensivos do Atlético de forma inteligente, colocando os jogadores adversários vezes sem conta em posição de fora-de-jogo. A formação orientada por Ricardo Dionísio fez quatro alterações ao longo do segundo tempo, que lhe permitiu refrescar a frente de ataque, uma vez que o meio-campo controlava as operações e detinha maior posse de bola. Do lado do Atlético, Bruno Gomes não mexeu mais nas peças da equipa que apenas chegava com relativo perigo à baliza de Marcel através de lances esporádicos do irrequieto Bragança. O guarda-redes do Benfica, aliás, apenas foi obrigado a estirar-se após um remate de André O., quiçá o melhor jogador em campo do lado da equipa da casa. A acabar, Nelson Cunha teve ainda uma grande oportunidade de golo, cabeceando à vontade para a baliza da equipa da casa mas o guarda-redes Rui opôs-se a preceito e fez a defesa do dia que evitou o 6-0.
À partida para esta jornada, o Real Massamá permanecia na liderança com cinco pontos de vantagem sobre o Sporting, o segundo classificado. Benfica e Atlético têm sortes diferentes uma vez que a equipa da Luz se encontra no sexto lugar e a da Tapadinha em 12º, a apenas seis dos lugares de despromoção. Com esta derrota e dependendo, é certo, dos restantes resultados da jornada, a histórica equipa de Lisboa fica numa situação complicada na tabela enquanto o Benfica está a apenas três pontos do quinto lugar.
Análise individual aos jogadores do Benfica:
Marcel DeBellis - O gigante guarda-redes do Benfica quase não teve trabalho mas correspondeu bem quando foi chamado a intervir.
Hugo Falcão - Subiu pouco pelo seu flanco e não teve grande trabalho a defender. Não comprometeu.
Diogo Azevedo - Incisivo, confiante e forte no jogo aéreo, faz uma boa dupla de centrais com Ruben.
Ruben Nunes (Cap.) - Bem a comandar a defesa e na marcação a Froes. Tal como o companheiro de sector, não cometeu qualquer erro e foi impiedoso no jogo aéreo. Bom jogador.
Luís Martins - Quando muito se fala da falta de laterais-esquerdos para a selecção Luís Martins é um nome a seguir. O jovem canhoto esteve muito forte na marcação a Bragança, que apenas apareceu com perigo na segunda parte depois de passar para a direita, e revelou-se um perigo na marcação de bolas paradas.
João Job - Comandou as operações juntamente com Carlos Castro e mostrou bom posicionamento.
Ricardo Serra - O ala direita mostrou uma velocidade impressionante e foi muito importante para a excelente entrada em jogo da formação encarnada.
Carlos Castro - Excelente golo de livre directo posicionando-se sobre a bola à imagem de Cristiano Ronaldo. Mostrou grande sentido táctico e bom entrosamento com João Job.
Diogo Caramelo - Fez o primeiro golo da partida num golpe fácil de cabeça e deu muito trabalho à dupla de centrais adversária.
Nélson Cunha - Apoiou muito bem o ataque e ajudou a defender sempre que preciso. Bom golo de fora da área.
Diogo Coelho - Mais apagado que os outros dois elementos do ataque, mas sai com nota positiva da Tapadinha. Conduz bem a bola com o seu pé esquerdo.
Paulo Silva - Substituiu Falcão e não comprometeu.
Luís Santos - Entrou para a ala direita, mostrou bons pormenores técnicos e encetou alguns lances de perigo.
José Santos - Entrou para a frente do ataque, mas não criou grande perigo.
André Costa - Substituiu Diogo Coelho e ajudou a pôr em sentido a defesa do Atlético.

Declarações:
Treinador do Benfica, Ricardo Dionísio: "Foi uma entrada normal em campo, adaptámo-nos bem ao campo estreito. Estávamos habituados porque já jogámos aqui no ano passado e sabíamos as dificuldades que as medidas do campo e a forma desta equipa jogar nos iriam trazer. Finalizámos bem, coisa que não tem acontecido nos últimos jogos. De valorizar a atitude da equipa até ao fim."
Treinador do Atlético, Bruno Gomes: "Foi uma entrada muito forte do Benfica, que joga num sistema táctico ao qual os nossos jogadores não estão muito habituados. Tiveram dificuldades e daí os quatro golos sofridos na primeira metade da primeira parte. Depois houve maior equilíbrio, tal como na segunda parte, em que o jogo do Benfica se pautou pela eficácia."
Ruben Nunes, capitão do Benfica: "Foi um bom jogo, marcámos cedo e ficámos com tudo a nosso favor. Vínhamos de uma série de maus resultados e, portanto, foi bom vencer aqui."
Texto: André Miranda
20.04.2008 18:02h | Ocultar ou Mostrar Comentários |
Juvenis B
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