Benfica 4 - 2 Recreativo Huelva
Competição: 2ª fase (meias-finais) do VII Torneio Internacional Tenente Valdez.
Escalão: Escolas A .
Local: Campo do Tenente Valdez, na Pontinha.
Data: 15 de Junho de 2008.
Hora: 11h00.
Árbitro: (AF Lisboa) Ricardo Azevedo.
Resultado ao intervalo: 1-1.
Marcadores: Ivan Farinas (dois golos) para o Huelva; Diogo Soares, Pedro Mendes, Ricardo José e Hugo Santos (os dois últimos na marcação de penalties) para o Benfica.
Melhores em Campo: Diogo Soares (Benfica) e Ivan Farinas (Huelva).
SPORT LISBOA E BENFICA: Diogo Oliveira, Rodrigo Morais (capitão), Pedro Guimarães, Diogo Soares, Bruno Ferreira, Hugo Santos e Pedro Mendes.
Suplentes utilizados: Sheldon Nunes, Gerson Semedo, Luís Alves e Ricardo José.
Acção Disciplinar: Nada a registar
Equipa Técnica: André Catarino (Treinador); Pedro Ferreira (Treinador-adjunto); Rodolfo Dias (Massagista).
REAL CLUB RECREATIVO HUELVA: Alberto, Manuel Macias (capitão), Sergio Garcia, Manuel Cerpa, Alejandro Diaz, Miguel Angel e Ivan Farinas.
Suplentes utilizados: Marcos Diaz, Ismael Palanco, David Acevedo e David Torres.
Acção Disciplinar: Nada a registar
Equipa Técnica: Jose António Ramos (Treinador), Juan Dominguez (Treinador-adjunto), Francisco Gallardo (Delegado); Joselito (Massagista).
Crónica:
Jogo de loucos leva Benfica à final
O jogo entre o Benfica e os espanhóis do Huelva, da 2ª fase (meias-finais) do VII Torneio Internacional Tenente Valdez, na Pontinha, foi uma autêntica final antecipada da competição. Duas equipas equilibradas que apresentaram um futebol bastante ofensivo. O objectivo era, de facto, só um: marcar o máximo de golos possível. Isto porque estava em jogo a qualificação para a final do torneio, que se realiza este domingo (dia 15 de Junho). Acabou por ganhar o Benfica por 4-2, na marcação de grandes penalidades, já que o resultado no final do tempo regulamentar era uma igualdade a dois golos.
Na final os encarnados vão defrontar a formação do Odivelas, que bateu o Sporting na outra meia-final e também na marcação de grandes penalidades. Os leões defrontam o Huelva na atribuição do terceiro e quarto lugares.
Muita emoção
Os adeptos que se deslocaram ao campo do Tenente Valdez, na Pontinha, assistiram a uma excelente partida de futebol. Começou melhor o Recreativo Huelva, que teve um inspirado Ivan Farinas a comandar a equipa. Logo aos três minutos de jogo, o avançado espanhol corresponde a um excelente cruzamento de Miguel Angel e, à entrada da área, inaugura o marcador com um cabeceamento espectacular. Desde logo se percebeu que o Huelva não iria ser um adversário fácil para as águias, o que viria a ser confirmado com o decorrer do jogo.
Mas o Benfica começou a pegar no jogo, a trocar a bola entre os seus jogadores e acabou por conseguir chegar à igualdade. O polivalente médio Diogo Soares, após uma excelente jogada individual de Bruno Ferreira que só parou nas mãos do guarda-redes Alberto Marquez, rematou de fora da área e fez o 1-1.
Até ao intervalo continuou a assistir-se a um excelente espectáculo de futebol, com as oportunidades a serem repartidas entre as duas equipas. Ainda assim, sobretudo depois de ter empatado o encontro, o Benfica teve um ligeiro ascendente. Tentava construir jogo desde a defesa, passando quase sempre a bola pelo meio campo antes de chegar aos jogadores mais ofensivos. As duas equipas demonstraram ter durante este período muita maturidade na forma de jogar.
Segunda parte e....penalties
O segundo tempo começou como tinha terminado o primeiro, ou seja, continuou-se a assistir a uma boa partida de futebol. E quando parecia que iria ser o Benfica a chegar pela primeira vez à vantagem no marcador, já que estava a assumir as despesas de jogo, o Huelva arrancou para o contra-ataque e fez o segundo. Um lance letal que apanhou de surpresa os jogadores encarnados. O golo dos espanhóis foi novamente marcado por um inspirado Ivan Farinas, que isolado colocou a bola no poste mais distante de Diogo Oliveira. Um golo de belo efeito.
O Benfica respondeu de imediato e numa altura em que se previa que o Huelva pudesse surpreender e chegar à final da competição. Pedro Mendes, após uma boa jogada colectiva em que a bola passou por vários jogadores, colocou novamente o jogo empatado, agora a dois golos. Chegava, então, o apito final do árbitro, com os jogadores a terem de recorrer à marcação de grandes penalidades para descobrir um dos finalistas do torneio. Aí foram melhores as águias, que marcaram por intermédio de Ricardo José e Hugo Santos. Do lado do Huelva falharam Alejandro Diaz e Ivan Farinas.
Em jeito de conclusão, as duas equipas estão de parabéns, já que proporcionaram um animado e emocionante jogo de futebol. Passou o Benfica à final, mas o Recreativo Huelva deixou uma excelente impressão. Saíram a ganhar os adeptos, que de certeza não deram por perdido o tempo que gastaram nesta manhã de domingo na Pontinha.
Análise individual aos jogadores do Benfica:
Diogo Oliveira: Sofreu dois golos, mas esteve seguro entre os postes. Deu nas vistas na marcação de grandes penalidades, ao defender os remates de Alejandro Diaz e Ivan Farinas.
Rodrigo Morais: Um defesa com muita presença. É evoluído tacticamente e rápido a adivinhar as ideias dos adversários. Mostrou-se muito seguro.
Pedro Guimarães: Forma com Rodrigo Morais uma excelente dupla de centrais. É complicado passar por eles, a não ser em lances de contra-ataque mortíferos. Sempre que pode tenta pôr a bola no chão e iniciar a jogada de ataque.
Diogo Soares: Um excelente médio centro. É ele que leva a equipa para a frente e que faz as compensações na defesa. Marcou um excelente golo e criou mais uma ou outra oportunidade de golo, mas os lances mais perigosos do Benfica passaram muitas vezes pelos seus pés.
Bruno Ferreira: Um desequilibrador nato. Tem uma técnica refinada e um pé esquerdo temível, mas por vezes agarra-se demais à bola. Muitas vezes também é útil a ajudar a defesa.
Hugo Santos: Esteve um pouco apagado, mas percebeu-se que é um jogador trabalhador, daqueles que nunca desiste de ir à bola. Também teve pormenores individuais interessantes.
Pedro Mendes: Avançado alto e forte, o que é sempre uma dor de cabeça para os defesas adversários. Movimenta-se bem e de forma rápida, percebendo onde a bola vai parar.
Sheldon Nunes: Entrou para o lugar de Pedro Ferreira e não esteve mal. Lutou e esforçou-se ao máximo para ajudar o Benfica a vencer, o que acabou por acontecer.
Gerson Semedo: Um médio de pequena estatura e que veste a camisola número 10. É muito rápido e é uma excelente ajuda para o avançado. Tem de desenvolver capacidades de entre-ajuda a defender.
Luís Alves: Um médio esquerdo muito rápido e "pequenino" que compensa a "falta de corpo" com uma grande dose de requinte técnico. Um jogador a ter em conta para o futuro.
Ricardo José: Um avançado trabalhador e que se movimenta de forma muito rápida.
Texto: Frederico Gerardo.
15.06.2008 21:49h | Ocultar ou Mostrar Comentários |
Escolas
Dia 17.06.2008, às 22:53, vanexa7 disse...
Alguem tem informações sobre um torneio em que os infatis A do sporting participaram este fim de semana e que decorreu em andorra? Penso eu...
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