Boavista Futebol Clube 1 - 2 Sport Lisboa e Benfica (Juvenis A)
Campeonato Nacional de Juvenis - 4ª. Jornada da 3ª Fase.
Data: 01 de Junho de 2008, Domingo às 11:30.
Local: Estádio do Bessa Séc. XXI.
BOAVISTA FUTEBOL CLUBE: Nelo; Adriano, João Silva (Lucas, 71'), Renato e Nuno Soares (cap.); Baptista, Nuno Moreira e Fábio Vieira (Hugo, 40'); Esmael, Rui Carvalho e Marcos (Jefferson, 40').
Suplentes não utilizados: André, João Reis e Luís Silva.
Treinador: Nelo
SPORT LISBOA e BENFICA: Fábio Pereira; Tiago Ribeiro, Roderick, André Campos (cap.) e André Dias (Pedro Ferreira, 40'); Abdel Vieira, Lassana Camará e Ruben Pinto; Domingos Silveiro (Silvério Camará, 71'), Nélson Oliveira (Vicente Feijó, 77') e Toumany.
Suplentes não utilizados: Fábio Reis, Paul Keita, André Delfino e Artur Lourenço.
Treinador: João Couto.
Acção Disciplinar: Amarelos: Adriano (78'); Lassana Camará (27') e André Dias (30').
Resultado ao intervalo: 0-1.
Marcadores: Hugo (76'); Domingos Silveiro (18') e Nélson Oliveira (55').
Melhor em campo: Nélson Oliveira (SL Benfica).
Cronica:
Boavista e Benfica defrontavam-se num Estádio do Bessa bem composto, em jogo a contar para a 4ª jornada da 3ª Fase do Campeonato Nacional de Juvenis. Para o Boavista, a partida era de carácter decisivo caso ainda quisesse aspirar a mais alguma coisa nesta fase. Já do lado encarnado, a vitória permitiria ganhar vantagem sobre, pelo menos, um adversário directo (FC Porto ou Sporting CP) que se defrontavam à mesma hora, na cidade vizinha de Vila Nova de Gaia.
O Boavista entrou a todo gás, obrigando Fábio Pereira a efectuar defesa apertada para canto quando estavam decorridos apenas alguns segundos de jogo. Pouco depois, novo remate perigoso para os axadrezados, por Nuno Soares, a disparar de fora da área com a bola a passar muito perto da trave do guarda-redes benfiquista.
A pressão boavisteira duraria pouco tempo, com o Benfica a começar a deter o domínio da partida. Aos 6 minutos, surge a primeira oportunidade para os visitantes, com Nélson Oliveira a ganhar espaço na área portuense mas a rematar contra um defesa axadrezado, quando estava em excelente posição para inaugurar o marcador.
Dois minutos depois, novamente Nélson Oliveira em destaque. Após brilhante jogada individual de Toumany, o ponta-de-lança benfiquista recebe já dentro da área adversária mas remata muito ao lado.
O Benfica era dono e senhor do encontro, com o meio campo encarnado a mostrar um enorme vigor físico, anulando logo à nascença qualquer tentativa ofensiva dos boavisteiros e recuperando muitas bolas ainda no seu meio campo ofensivo. Na frente de ataque, as trocas de posições eram constantes, confundindo por completo as marcações da defensiva do Boavista.
Com o claro domínio da partida, as ocasiões de golo sucediam-se para o lado da equipa da Luz. À passagem do primeiro quarto de hora, as águias voltariam a estar muito perto do tento inaugural, num bom lance individual de Domingos Silveiro, a ultrapassar vários adversários e a rematar a centímetros do poste direito da baliza de Nelo.
Adivinhava-se o golo do Benfica, que surgiria três minutos depois, após notável recuperação de bola de Lassana Camará, que isola de imediato Domingos Silveiro, com o extremo encarnado a não desperdiçar perante Nelo. Os encarnados chegavam assim à vantagem, plenamente justificada pela superioridade que evidenciavam até então.
A equipa boavisteira tentava responder apenas com remates de meia distância, que raramente incomodavam Fábio Pereira. O Benfica continuava a estar melhor, mas já não era tão perigoso. A partida era agora mais disputada sobre a zona central do terreno, com a equipa benfiquista, que se fazia valer do seu elevado poderio físico, especialmente no meio campo, a usar abusivamente do jogo faltoso para travar as investidas da formação da casa.
Os boavisteiros iriam aproveitar uma fase de maior desgaste da turma encarnada para ganhar algum ascendente, passando a rondar mais vezes a baliza de Fábio Pereira, sem, no entanto, conseguirem criar qualquer situação digna de registo. Com a subida no terreno dos axadrezados, o Benfica passou a utilizar mais o contra-ataque, assustando por diversas vezes o guardião Nelo. Num desses lances, Toumany iria mesmo falhar escandalosamente o 2-0, atirando ao lado já com o guarda-redes boavisteiro para trás e com a baliza completamente à sua mercê.
O intervalo chegaria poucos minutos depois, com o Benfica a ser claramente a melhor equipa em campo, criando as melhores oportunidades e marcando um golo que colocava justiça no marcador. Apesar dos boavisteiros terem sido os primeiros a criar perigo, os encarnados foram superiores, especialmente na primeira meia hora de jogo, baixando um pouco de produção nos últimos minutos, não deixando de ser, no entanto, a equipa mais perigosa. Com um meio campo muito combativo e de grande capacidade física, a equipa comandada por João Couto soube anular o adversário, fazendo uma rápida pressão sobre o portador da bola, não dando grande margem de manobra para o Boavista pensar o seu jogo.
No aspecto individual, Domingos Silveiro e Nélson Oliveira eram, sem dúvida, os grandes destaques da partida. O primeiro não só pelo golo marcado mas também pelo acumular de pormenores técnicos de grande qualidade, bem como algumas arrancadas muito perigosas. Já o ponta-de-lança mostrava uma movimentação perfeita que lhe permitia não só aparecer com espaço na área adversária, como também abrir autênticos buracos na defesa boavisteira para os restantes colegas de ataque.
Para a segunda parte, Nelo fez duas substituições, tirando Marcos e Fábio Vieira, entrando para os seus lugares Hugo e Jefferson. No Benfica, o amarelado André Dias ficava no balneário, dando lugar a Pedro Ferreira.
Apesar das substituições, o jogo manteve a mesma toada, com o Benfica a dominar e o Boavista a procurar libertar-se da pressão encarnada, mas sem sucesso. Aos 52 minutos, num lance parecido com o do golo de Domingos, Lassana Camará recupera a bola ainda no meio campo boavisteiro e isola Toumany, que volta a demonstrar grandes dificuldades na finalização, atirando ao lado da baliza de Nelo.
No minuto seguinte, o Benfica iria beneficiar de uma grande penalidade, a punir uma falta clara de Renato sobre Domingos Silveiro. Chamado à marcação, Nélson Oliveira iria permitir a defesa a Nelo, com o guardião boavisteiro a esgueirar-se bem para o seu lado direito, atirando a bola para canto.
Mas Nélson Oliveira iria redimir-se da grande penalidade falhada apenas dois minutos depois. Bola bombeada para o ataque encarnado, com o número 9 benfiquista a rematar cruzado de primeira sobre a direita do ataque, com a bola a bater ainda no poste antes de parar no fundo da baliza de Nelo. Um grande golo do avançado do Benfica, que deixava a vitória encarnada ainda mais perto.
O Boavista não conseguia reagir, com o Benfica a controlar a partida com um ligeiro à vontade, chegando com facilidade junto da baliza de Nelo. Aos 59 minutos, na sequência de um canto, Roderick, já dentro da pequena área, cabeceia por cima. Passados quatro minutos, mais uma oportunidade para os encarnados, desta feita por Nélson Oliveira, que combina bem com Ruben Pinto e remata de pé esquerdo para boa defesa de Nelo para canto.
Nos últimos 10 minutos da partida, os jogadores encarnados acusariam um enorme desgaste físico, com o Boavista a aproveitar-se para se tornar mais perigoso. E iria mesmo reduzir a 4 minutos do fim, após cruzamento da direita de Adriano, com Jefferson a fazer uma simulação perfeita para a entrada de Hugo, que coloca a bola no fundo da baliza de Fábio Pereira. Até final do encontro, muita pressão dos boavisteiros mas sem grandes efeitos práticos, confirmando-se a vitória do Benfica.
Num jogo nem sempre bem jogado, o resultado acaba por se aceitar pela superioridade evidenciada pelos encarnados, embora tenham facilitado em demasia nos últimos minutos da partida. O Boavista teve o mérito de não ter baixado os braços, valorizando ainda mais a vitória encarnada.
Com um meio campo muito forte fisicamente, o Benfica foi quase sempre superior, sendo notória, no entanto, uma aparente quebra nos últimos dez minutos de jogo, levando inclusivamente à saída de Domingos Silveiro e Nélson Oliveira por questões físicas. Esta quebra permitiu ao Boavista superiorizar-se aos encarnados, reduzindo a desvantagem e obrigando o Benfica a um esforço suplementar para garantir os três pontos.
Pelo excelente golo marcado e pelo trabalho que deu à defensiva boavisteira, Nélson Oliveira foi o jogador em maior destaque nesta partida, com Domingos Silveiro a ser igualmente fundamental na vitória dos lisboetas.
Análise Individual:
Fábio Pereira - Foi pouco solicitado, vendo os seus reflexos testados apenas no primeiro minuto, respondendo com uma boa defesa. Sem culpas no golo, foi recolhendo com tranquilidade um ou outro lance mais trabalhoso.
Tiago Ribeiro - Apenas em raras ocasiões se arriscou no ataque, cumprindo o seu dever nas tarefas defensivas.
Roderick e André Campos - Primeira parte tranquila para esta dupla de centrais, sendo mais solicitados na etapa complementar. Aí, tiveram uma ou outra desatenção (em especial no lance do golo) mas acabaram por ser determinantes na altura de maior pressão boavisteira, mostrando grande sobriedade.
André Dias - Evidenciou algum nervosismo, usando sistematicamente a falta para travar o adversário, situação que lhe valeu um cartão amarelo. Seria substituído ao intervalo.
Abdel Vieira- Acumulou recuperações atrás de recuperações, sendo decisivo na batalha com o meio campo adversário.
Lassana Camará - Correu quilómetros e lutou até à exaustão. Fundamental no lance do primeiro golo, mostrou uma enorme capacidade de luta.
Ruben Pinto - Médio com grande capacidade de trabalho, foi importante a equilibrar a equipa quando Lassana Camará ou Abdel apoiavam o ataque.
Domingos Silveiro - Foi sempre um perigo para a defensiva axadrezada. Esteve imparável no um-para-um, levando invariavelmente a melhor sobre a defesa do Boavista. Marcou um golo, sofreu uma grande penalidade e mostrou ainda alguns pormenores de inequívoca qualidade.
Nélson Oliveira - Excelente poder de desmarcação desta ponta-de-lança, que não se cansa de procurar a bola. Muito bem a jogar de costas para a baliza, criou vários espaços na defensiva contrária. Falhou uma grande penalidade, mas compensou com um grande golo apenas dois minutos depois.
Toumany Sambu - Foi o elemento menos inspirado da frente de ataque encarnada. Teve algumas boas iniciativas, mas foi muito perdulário na finalização.
Pedro Ferreira - Entrou para a segunda parte e esteve a bom nível. Não arriscou no ataque e esteve seguro a defender.
Silvério Camará - Foi jogar para a frente de ataque na fase de maior pressão boavisteira e numa altura em que o Benfica pouco atacava.
Vicente Feijó - Entrou já nos últimos minutos quando a sua equipa procurava segurar o resultado, sem tempo para intervir na partida.
Texto: Guto Roxo.
01.06.2008 20:14h | Ocultar ou Mostrar Comentários |
Juvenis A
Dia 01.06.2008, às 11:21, Wyclef disse...
Benfica:
1 Fábio Pereira
2 Tiago Ribeiro
3 Roderick Miranda
4 André Campos
5 André Dias
6 Abdel Vieira
7 Toumany
8 Ruben Pinto
9 Nelson Oliveira
9 Lassana Camará
11 Domingos Silveiro
Suplentes:
12 Fábio Reis
13 Pedro Ferreira
14 Paul Keita
15 André Delfino
16 Vicente Feijó
17 Artur Lourenço
18 Silvério Camará
Dia 01.06.2008, às 11:24, Wyclef disse...
18 minutos - Golo do Benfica - Domingos Silveiro
Dia 01.06.2008, às 11:55, Wyclef disse...
Resultado ao intervalo: Boavista 0 x 1 Benfica.
Dia 01.06.2008, às 12:09, Wyclef disse...
Ao intervalo: substituição no Benfica, sai André Dias e entra Pedro Ferreira.
Dia 01.06.2008, às 12:17, Wyclef disse...
55 minutos - golo do Benfica - Nelson Oliveira.
Dia 01.06.2008, às 12:38, Wyclef disse...
76 minutos - golo do Boavista - Hugo.
Dia 01.06.2008, às 13:20, Wyclef disse...
Resultado Final: Boavista FC 1 x 2 SL Benfica
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