Candal 1 - 1 FC Porto
CD Candal 1 x 1 FC Porto (Juvenis A).
Local: Estádio Rei Ramiro - Vila Nova de Gaia.
Data: 14 de Agosto de 2008.
Árbitro: Miguel Aguiar.
CD CANDAL: Zé; Vieira, Fábio Duarte, J. P. e Sabino; Wilson, Tiago Gil, Fortunato e Lisboa; Miguel Vaz e Chico.
Suplentes Utilizados: Leo, Filipinho, Miguelito, Mike, Rodrigo, Bertinho, Bruno Costa e Joni.
Treinador: Mário Henriques.
FC PORTO: Maia; David, Hugo, Gabriel e Joel; Sérgio Oliveira, Amorim e Telmo; Rui, Pipo e Maycon.
Suplentes Utilizados: Rafa, João Beirão, Nelson, Xavi, Tiago Silva, Gradíssimo, Edu, Voluntário, João Costa e Ramiro.
Treinador: Rui Gomes.
Resultado ao intervalo: 1-1.
Marcadores: Lisboa (44' g.p.) e João Beirão (45').
Melhor em campo: Wilson (Candal).
Comentário ao jogo:
Num jogo de carácter amigável, o FC Porto visitava o CD Candal, equipa de Vila Nova de Gaia que alcançou, na pretérita temporada, a presença no Campeonato Nacional de Juvenis. Quanto ao FC Porto, iria realizar frente aos gaienses o seu segundo jogo de preparação, depois de no passado Sábado ter vencido a equipa júnior do Beira-Mar por 3-1.
Os azuis e brancos apresentavam-se no seu habitual esquema 4-3-3, com Amorim e Sérgio Oliveira mais recuados no sector intermédio, ficando Telmo na posição 10. No ataque, Rui explorava o flanco direito, com Maycon sobre o flanco oposto e Pipo a ponta de lança. Já o Candal apostava num 4-4-2, sendo Chico e Miguel Vaz os dois elementos mais adiantados dos candalenses, com Wilson, Fortunato, Lisboa e Tiago Gil e formarem o quarteto do meio campo.
O Candal entrou mais pressionante, denotando grande capacidade física, impedindo que o FC Porto conseguisse assumir o domínio da partida. Os azuis e brancos iam circulando a bola na sua zona mais recuada, mas sentiam grandes dificuldades na aproximação à baliza de Zé.
O primeiro quarto de hora da partida foi bastante equilibrado, com os guarda-redes a serem quase espectadores. Apenas ao minuto 17 se iria assistir ao primeiro lance de relativo perigo junto de uma das balizas. Miguel Vaz, lançado em profundidade, vê Maia sair-se corajosamente a seus pés, impedindo que o avançado gaiense se isolasse.
A equipa da casa ia mostrando um futebol bastante atractivo, com rápidas trocas de bola e boas combinações de ataque, com o meio campo candalense a incorporar-se muito bem no seu ataque. Já o FC Porto mantinha uma maior posse de bola, mas não conseguia aproximar-se da baliza de Zé, que continuava sem ter grande trabalho. Do outro lado, Maia via o adversário criar perigo pela segunda vez, após um livre da direita, com Sabino a surgir mais alto que os defesas portistas mas a cabecear por cima da baliza dos dragões.
À passagem da meia hora de jogo, Pipo ganha uma falta à entrada da área, com Sérgio Oliveira a encarregar-se da marcação. O médio do FC Porto iria rematar colocado, a meia altura, com Zé a responder com uma defesa segura. A partir daqui a partida iria animar-se, com os guarda-redes a terem finalmente que se aplicar a fundo. Em mais uma boa jogada do ataque candalense, Chico ganha um ressalto na área portista e remata, já dentro da pequena área, com Maia a defender com o pé para canto. Na resposta, Telmo iria ganhar espaço na área do Candal rematando de pé esquerdo para defesa a dois tempos de Zé.
A dupla de ataque candalense continuava a causar grandes dores de cabeça aos defesas portistas, com Miguel Vaz a estar muito perto do golo. Após um livre para a área, Hugo iria tirar a bola para a entrada da área, surgindo então o ponta de lança candalense que remata com estrondo à barra da baliza de Maia.
O FC Porto passava por algumas dificuldades e voltaria a passar por um aperto aos 40 minutos de jogo, após (mais uma) excelente jogada de ataque do Candal. Com a bola a circular de pé para pé, Vieira recebe à entrada da área portista e desmarca Lisboa sobre a esquerda do ataque, com este a atirar fora do alcance de Maia, valendo o corte de Gabriel sobre a linha de golo, evitando assim o primeiro para a equipa visitada.
O golo candalense parecia adivinhar-se e iria surgir quatro minutos depois, numa grande penalidade a punir um alegado puxão de Joel a Chico. Na transformação, Lisboa bateu fora do alcance de Maia, fazendo o primeiro golo para os da casa. Estávamos sobre o intervalo, e já todos pensariam que seria com este resultado que se iria partir para a segunda metade. Mas o FC Porto iria aproveitar da melhor forma uma desconcentração da equipa candalense, com Pipo a isolar João Beirão, que havia entradp a substituir Rui, com o avançado portista a não perdoar no frente a frente com Zé.
E seria com o resultado em 1-1 que as equipas sairiam para os balneários, sendo este um resultado algo penalizador para a equipa do Candal, que havia sido até então a equipa mais perigosa, criando várias situações de golo. Mas contra as grandes equipas os erros pagam-se caro, e, apesar da exibição menos fulgurante do FC Porto, os candalenses iriam permitir o empate naquela que terá sido a sua única desatenção em toda a etapa inicial deste encontro.
Para a segunda parte, os azuis e brancos iriam manter o mesmo onze que havia terminado a primeira metade, à excepção de Maia que daria o lugar a Rafa, enquanto o Candal surgia agora com Leo na baliza por troca com Zé e Miguelito no lugar do avançado Chico. Mas a partida iria manter a mesma toada, com o Candal mais agressivo e a pressionar alto, enquanto o FC Porto tentava utilizar o passe curto para sair a jogar, com Amorim e Sérgio Oliveira a serem os principais dinamizadores de jogo dos portistas. E foi mesmo dos pés de Sérgio Oliveira que surgiu o lance mais espectacular do encontro, com o médio portista a rematar do meio campo, após um mau alívio de Leo, levando a bola a passar muito perto da baliza candalense.
Com as sucessivas mexidas no onze portista, os gaienses iriam passar a ter maior ascendente, dominando territorialmente e registando agora maior posse de bola. O Candal, a espaços, ia pondo à prova o guardião Rafa, que respondia com segurança. Apesar das muitas substituições, a equipa da casa ia mantendo a qualidade do seu jogo, enquanto os azuis e brancos tentavam criar perigo através de iniciativas individuais, normalmente surgidas dos pés de Gradíssimo e João Costa, mas sem conseguir incomodar o guarda-redes Leo.
Aos poucos, o jogo foi baixando de qualidade, com alguns jogadores a darem sinais de desgaste, com as substituições constantes a quebrarem o ritmo da partida. As oportunidades de golo rareavam, com o encontro a tornar-se algo monótono, muito disputado a meio campo e sem grandes lances dignos de registo. Depois de largos minutos de domínio candalense, o FC Porto ia equilibrando a contenda, mas já não havia tempo para muito mais, com a partida a terminar com um empate a uma bola.
Mostrando-se mais entrosado e com maior disponibilidade física, o Candal acabou por ser superior ao FC Porto, especialmente na etapa complementar, jogando sempre muito próximo da baliza de Rafa. Depois de uma primeira parte com alguns bons apontamentos, os portistas iriam cair muito a partir da hora de jogo, permitindo que os candalenses dominassem a partida, embora sem grandes consequências de maior.
Individualmente, e do lado dos portistas, destaque para a exibição segura do central Gabriel, com a dupla mais recuada do meio campo a exibir-se igualmente a bom nível. Já na equipa candalense, o médio Wilson funcionou como um pêndulo no meio campo, cobrindo com grande distinção todo o sector intermédio do Candal, fazendo um jogo tacticamente perfeito.
Análise Individual (FC Porto):
Maia: Revelou grande serenidade e concentração, não cometendo qualquer falha. Muito bem a coordenar a defesa, foi uma verdadeira voz de comando.
Rafa: Tal como Maia, jogo imaculado do guarda-redes portista, mostrando muita segurança.
David: Não teve tarefa fácil para travar as investidas dos dois avançados candalenses. A atacar esteve tímido, sendo raras as vezes em que se aproximou da área contrária.
Joel: Teve algumas dificuldades perante a mobilidade dos avançados candalenses, ganhando e perdendo alguns duelos.
Hugo: Muito batalhador, com uma garra e determinação bastante assinaláveis, embora tenha cometido uma ou outra precipitação.
Gabriel: Foi o elemento em maior destaque no sector defensivo azul e branco, tendo tirado, inclusivamente, um golo certo à equipa contrária. Revelou excelente sentido posicional e o timing certo na abordagem de cada lance.
Sérgio Oliveira: Qualidade de passe impressionante do médio azul e branco, impondo o ritmo da equipa.
Amorim: Jogo agradável do nº 7 portista, recuperando inúmeras bolas e jogando de forma prática.
Telmo: Não esteve tanto em jogo como os 2 companheiros de sector, mas mostrou alguns pormenores de qualidade.
Maycon: Apesar de muito lutador, as coisas nem sempre lhe saíram bem, não conseguindo engatar no um para um.
Rui: Acabou por sair cedo da partida, mas até então realizava uma exibição agradável.
Pipo: Deambulou por zonas bastante recuadas, indo muitas vezes buscar jogo perto da sua defesa, abrindo assim alguns espaços na defensiva contrária. É dele o excelente passe para João Beirão empatar a partida.
João Beirão: Não foi muito solicitado, acabando por ser 100% eficaz: o seu primeiro remate resultou no único golo da sua equipa nesta partida.
Nelson: Esteve certo na marcação, não complicando minimamente.
Xavi: Foi jogar para o lado esquerdo da defesa e não comprometeu. Com muito trabalho sobre o seu flanco, não teve praticamente nenhuma liberdade para apoiar o ataque.
Tiago Silva: Cumpriu tacticamente, embora sem grandes exuberâncias a nível ofensivo.
Gradíssimo: Foi talvez o mais inconformado do FC Porto na 2ª metade do encontro, lutando muito e revelando excelentes pormenores técnicos.
Edu: Como se costuma dizer em termos futebolísticos, não teve bola, o que o obrigou a procurar jogo muito atrás. Face ao maior caudal ofensivo do adversário, acabou por se preocupar mais com o aspecto defensivo.
Voluntário: Esteve irrepreensível a nível táctico, cobrindo muito bem a zona mais recuada do meio campo azul e branco.
João Costa: Apesar de o drible nem sempre lhe ter saído bem, tentou levar a equipa para a frente com algumas boas arrancadas pela direita.
Ramiro: Com um porte físico invejável, fez uso do mesmo para incomodar a defesa contrário, embora sem grandes resultados práticos.
Texto: Guto Roxo.
Imagem: www.football-wallpapers.com
14.08.2008 17:54h | Ocultar ou Mostrar Comentários |
Juvenis A
Dia 14.08.2008, às 18:42, klm disse...
BOM TREINO .ATENÇÃO FOI CONTRA OS JUNIORES DO CANDAL!!
SÓ NÃO PERCEBI EM QUE SISTEMA TÁCTICO JOGOU O F.C PORTO NA 1ªPARTE
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