C.D. Mafra 1 - 8 Sporting C.P.
Clube Desportivo de Mafra 1 - 8 Sporting Clube de Portugal.
Divisão de Honra de Iniciados - 7ª Jornada.
Data: 16-11-08.
Hora: 10.30 horas.
Local: Campo Doutor Mário Silveira, nº2 - Mafra.
CLUBE DESPORTIVO DE MAFRA: 12- Valter Pedro (Pedro Pinto, 44'), 2- Rodolfo Valério, 4- Paulo Parefita (18- Bruno Santos, 58'), 5- Diogo Veríssimo (Capitão), 6- Ivan Antunes, 7- Tiago Costa (16- Tiago Lemos, 58'), 8- Tiago Teixeira, 9- João Sobrinho (3- Bruno Leonardo, 58'), 11- Ricardo Vaz, 17- Francisco Maria e 15- Paulo Mamede (13- André Pedrinho, int.).
Suplentes não utilizados: 10- Gonçalo Duarte e 14- Rodrigo Fernandes.
Treinador: Paulo Mateus.
SPORTING CLUBE DE PORTUGAL: 1- Ruben Colaço, 2- Bruno Dias, 3- Gonçalo Fino, 4- Ricardo Tavares (16- Jorge Correia, 61'), 5- Afonso Sousa (13- Nuno Malheiro, 51'), 6- Fábio Cláudio, 7- Daniel Podence (15- Miguel Castro, 51'), 8- João Faria (cap.) (14- Ruben Oliveira, 51'), 9- Cristian Ponde (17- Diogo Melo, 61'), 10- Filipe Chaby e 11- Delman Santos.
Suplentes não utilizados: 12- Guilherme Oliveira.
Treinador: Pedro Gonçalves.
Árbitro: Frederico Lourenço.
Árbitros assistentes: Rui Rodrigues e Joel Oliveira.
Disciplina: Nada a registar.
Golos: Filipe Chaby (8', 33', 57', 63', 64'), Cristian Ponde (50' e 55'), Ivan Antunes (53') e Ruben Colaço (71').
Melhores em campo: Ivan Antunes (Mafra) e Filipe Chaby (Sporting).
Crónica:
Em sete jogos nesta divisão de Honra de Iniciados, o Sporting conquistou outras tantas vitórias. Sete triunfos consecutivos, que deixam a equipa leonina isolada no primeiro lugar da prova. E a estas sete vitórias podem juntar-se mais catorze, número que já vem da temporada passada, e que perfaz um total de vinte e um jogos sempre a ganhar dos jovens leões.
Desta feita o Sporting foi a Mafra mostrar o porquê de ser líder, aplicando uns esclarecedores 8-1 à equipa da casa. Apesar de os números serem um pouco exagerados e um tanto ou quanto injustos para o Mafra, tendo em conta aquilo que se passou durante os setenta minutos, o Sporting foi um vencedor justíssimo.
O Mafra até mostrou organização, conseguiu mesmo complicar a tarefa da formação «verde e branca» durante alguns minutos, mas com o avolumar do resultados os pupilos de Paulo Mateus foram baixando os braços e pode mesmo dizer-se que todos os remates à baliza levavam selo de golo, a prová-lo está o tento alcançado pelo... guarda-redes do Sporting, num remate de baliza a baliza.
Mafra em 4-3-3
O técnico do CD Mafra escalonou o seu onze sistematizado em 4-3-3, com um triângulo invertido no meio-campo, no qual se destacou o número seis Ivan Antunes, autor do único tento dos donos da casa.
Na baliza Valter Pedro foi o titular, tendo saído lesionado mais tarde, dando o seu lugar ao nervoso Pedro Pinto. O quarteto defensivo da equipa «verde e amarela» foi composto por Paulo Mamede, na lateral esquerda, Diogo Veríssimo, no lado direito, e pelos defesas centrais Rodolfo Valério e Paulo Parefita.
Na intermediária, o número nove João Sobrinho actuou na posição de trinco e à sua frente, como médios interiores, jogaram Ivan Antunes e Tiago Teixeira.
No ataque, o Mafra contou com três elementos. O ponta de lança foi Ricardo Vaz, auxiliado pelos extremos Francisco Maria, no flanco direito, e Tiago Costa, na asa esquerda.
Sporting também em 4-3-3
Pelo lado do Sporting, o técnico Pedro Gonçalves também montou a sua equipa em 4-3-3, com Filipe Chaby a jogar e a fazer jogar os seus companheiros e a assinar cinco dos oito golos da sua equipa.
Na baliza esteve Ruben Colaço, tendo jogado atrás de um quarteto defensivo composto pelo lateral-esquerdo Afonso Costa, pelo defesa-direito Bruno Dias e pelos defesas-centrais Gonçalo Fino e Ricardo Tavares.
Na zona intermediária do terreno, actuou o pivot defensivo Fábio Cláudio, que libertou os médios interiores João Faria e Filipe Chaby para tarefas mais atacantes.
Na linha ofensiva estiveram os extremos Delman Santos e Daniel Podence, no apoio ao ponta-de-lança Cristian Ponde.
Sporting cedo em vantagem
A equipa do Sporting tentou ganhar supremacia desde cedo no relvado sintético do campo secundário do Campo Doutor Mário Silveira. E foi a formação leonina quem ameaçou primeiro a baliza contrária. Logo aos 6 minutos, Filipe Chaby tentou um chapéu ao guarda-redes contrário. O chapéu até foi bem executado, mas valeu ao Mafra a acção do defesa Rodolfo Valério, que interceptou a bola, quando esta se dirigia para a sua baliza.
Filipe Chaby não conseguiu à primeira, mas à segunda festejou o primeiro golo da sua equipa. Aos 8 minutos, num lance em tudo idêntico ao narrado anteriormente, o número dez leonino correspondeu a um toque de cabeça de Cristian Ponde, isolou-se e, com um chapéu, inaugurou o marcador.
O Mafra conseguiu então começar a acalmar o seu jogo, tendo chegado com perigo à baliza do Sporting, ao minuto 10, num lance confuso na área contrária, com os remates dos jogadores da casa a serem devolvidos pelos defensores leoninos.
O Sporting jogou mais no meio-campo contrário, perante uma equipa do Mafra que se revelava organizada e aguerrida a defender, mas que patenteava algumas dificuldades para sair a jogar com a bola dominada. Os donos da casa apostaram mais nos passes longos para o ataque, uma vez que na zona do meio-campo o Sporting levava a melhor em grande parte dos lances.
Sporting volta a marcar antes do descanso
A dois minutos do intervalo, o Sporting voltou a marcar, conquistando, ainda antes do descanso, uma vantagem mais confortável e evitando que a segunda parte se complicasse em demasia.
O lance provocou muitos protestos junto dos adeptos afectos à equipa da casa, pois a posição de Filipe Chaby deixou algumas dúvidas.
O lance começou com um cruzamento para a área, Delman Santos deu um ligeiro toque de cabeça e a bola sobrou para o segundo poste, onde surgiu Daniel Podence a tentar o remate, com Filipe Chaby, à boca da baliza, a encostar para o 2-0.
Mafra a reentrar desinibido
Sem nada a perder, a formação mafrense entrou desinibida no segundo tempo. Os jogadores do Mafra pegaram nas rédeas do encontro e jogaram mais perto da área contrária do que o haviam feito durante os primeiros trinta e cinco minutos.
E a primeira oportunidade da etapa complementar pertenceu aos donos da casa, por intermédio de Ivan Antunes, que rematou por cima da baliza, após falha de comunicação entre Gonçalo Fino e Ruben Colaço (39').
O Mafra foi então obrigado a trocar de guarda-redes, uma vez que Valter Pedro saiu lesionado de um choque com Delman Santos. Entrou o guardião suplente Pedro Pinto, que não esteve feliz no tempo em que esteve em campo.
A alteração não abalou os jogadores da casa numa primeira instância. O Mafra continuou atrevido e, aos 45 minutos, Tiago Costa recebeu a bola de Tiago Teixeira, mas rematou escassos centímetros ao lado da baliza leonina.
Com o Mafra a jogar com o bloco uns metros mais adiantado, o Sporting encontrou algum espaço para desenvolver lances de perigo e, aos 50 minutos, Cristian Ponde estreou-se a marcar, depois de se ter isolado.
Mas o Mafra não baixou os braços e alcançou mesmo o tento de honra, três minutos após ter sofrido o 3-0. Delman Santos perdeu a bola no lado esquerdo, o Mafra conseguiu colocar a bola na área e Ivan Antunes rematou para o 3-1.
O marcador voltava a estar com dois golos de diferença, mas os últimos vinte minutos do Sporting foram demolidores. Os jovens leões aproveitaram o espaço e os erros concedidos pelos adversários e colocaram o resultado em exagerados 8-1.
O 4-1 foi assinado por Cristian Ponde, que bisou na partida, ao aproveitar uma falha defensiva do Mafra, aos 55 minutos.
Filipe Chaby a multiplicar por 5
No espaço de sete minutos, Filipe Chaby fez um hat-trick e aumentou a sua conta pessoal para a espectacular soma de cinco golos no jogo.
O 5-1 foi alcançado depois de uma excelente jogada pelo lado esquerdo, com Nuno Malheiro no lance, a subir à linha de fundo e a entregar para Chaby. O médio leonino recebeu com uma rotação e ficou de frente para a baliza, não perdoando na hora do remate.
O sexto golo foi marcado após um erro gritante do guarda-redes do Mafra. Ao não conseguir agarrar a bola, Pedro Pinto deixou-a à mercê de Chaby que com a baliza deserta atirou a contar.
E o 7-1 surgiu depois de mais um erro dos donos da casa, que deixaram muito espaço para o número dez leonino se movimentar e rematar novamente para o fundo das redes.
Parecia uma vitória do Sporting marcada pelo número sete, uma vez que seria o sétimo triunfo consecutivo, conseguido exactamente por 7-1.
Porém, o guarda-redes leonino, Ruben Colaço, não deixou que tal acontecesse e, já no período de descontos, rematou da sua baliza. A bola bateu no chão perto da área contrária, sobrevoou o guarda-redes do Mafra, que mais uma vez errou, e foi para a baliza mafrense. Estava carimbado o resultado final.
A goleada penaliza em demasia a formação do Mafra, que até fez uma exibição positiva durante largos períodos do jogo. Porém, os espaços deixados quando se lançaram na procura do golo, alguns erros de palmatória e a descrença dos jogadores da casa, bem como a qualidade dos jogadores do Sporting, que não facilitaram na sequência dos erros alheios, originaram o resultado que se registou no final do embate.
Análise individual (Sporting Clube de Portugal):
Ruben Colaço- Esteve sempre atento e não teve qualquer responsabilidade no golo do Mafra. Já nos descontos participou activamente na vitória, rematando da sua baliza e fazendo o 8-1. Delman Santos ainda tocou na bola, mas pareceu ter sido já depois da linha de golo.
Bruno Dias- Esteve no lance do primeiro golo do Sporting. Muito bem a defender, fez 70 minutos de bom nível. Apesar do golo do Mafra ter surgido do seu lado saiu incólume desse lance.
Gonçalo Fino- Esteve bem no desarme. Não teve contemplações em afastar a bola da sua área, evitando lances de perigo.
Ricardo Tavares- Saiu a jogar em algumas ocasiões. Jogou de cabeça levantada e tentou lançamentos longos para o ataque.
Afonso Sousa- O lateral-esquerdo do Sporting apoiou amiúde o ataque e não permitiu veleidades aos jogadores contrários quando teve de defender.
Fábio Cláudio- Sabe sempre o que faz o trinco do Sporting. Bem a ocupar espaços, a desarmar os adversários e a dar apoios frontais. Terminou o jogo na zona central da defesa.
Daniel Podence- Começou a extremo direito, mas também apareceu na esquerda, por troca com Delman Santos. Aos 23 ficou na retina uma excelente combinação com Filipe Chaby.
João Faria- O capitão do Sporting foi um elemento de ligação entre a defesa e o ataque. Apareceu muitas vezes à entrada de ambas as áreas e correu muito durante o tempo em que esteve em campo.
Cristian Ponde- Teve marcação apertada dos defensores do Mafra durante largos minutos. Não deixou de procurar a bola e tentar o remate. O seu esforço valeu dois golos (50' e 55').
Filipe Chaby- O que dizer da exibição do número dez do Sporting? Cinco golos bastavam para a nomeação para melhor em campo. Mas, para além dos cinco tentos assinados, Chaby jogou e fez jogar. Mostrou pormenores de classe, como no lance do 5-1, e ainda teve oportunidades para festejar mais um ou outro golo.
Delman Santos- Bom toque de bola do extremo leonino. A sua velocidade foi muito procurada pelos companheiros. Por vezes demorou demasiado tempo a soltar a bola. Acabou a partida no centro do ataque.
Nuno Malheiro- Entrou para a lateral-esquerda e esteve bem. Participou activamente no lance do 5-1, depois de uma grande arrancada pelo seu flanco.
Ruben Oliveira- No miolo, não teve muito a bola em seu poder, mas quando a teve não complicou e até surgiu em boa posição para marcar, já nos derradeiros minutos.
Miguel Castro- Entrou numa primeira fase para a intermediária, tentando dinamizar o flanco. Passou depois para a intermediária.
Jorge Correia- Fixou-se no flanco esquerdo, a cerca de dez minutos do final da partida. Uma ou outra arrancada, mas sem tempo para mais.
Diogo Melo- Jogou dez minutos, mas deixou alguns pormenores de classe no relvado sintético do Mafra.
Análise individual (Clube Desportivo de Mafra):
Valter Pedro- Sem responsabilidades nos dois golos sofridos. Esteve atento quando foi chamado a intervir. Saiu lesionado aos 44 minutos, depois de um choque com Delman Santos.
Rodolfo Valério- Um corte providencial aos seis minutos evitou o primeiro golo do Sporting. Tentou vigiar as acções de Cristian Ponde, mas não conseguiu evitar que o adversário fizesse dois golos.
Paulo Parefita- Foi o central mais recuado da equipa, tendo jogado a sobrar. Alguma atrapalhação num punhado de lances e alguns erros, fruto das movimentações contrárias.
Diogo Veríssimo- Manhã complicada para o capitão do Mafra, uma vez que teve pela frente os extremos do Sporting. Saiu a ganhar de alguns lances, mas também perdeu confrontos. Arriscou no ataque sempre que pôde.
Ivan Antunes- O melhor do Mafra. A sua prestação subiu muito na etapa complementar. Procurou servir os colegas do ataque, mostrou muita raça na disputa dos lances e não se atemorizou com a vantagem leonina. Pelo meio, foi o autor do golo da sua equipa.
Tiago Costa- O extremo-esquerdo do Mafra não teve hipóteses para brilhar, apesar de ter tentado visar a baliza aos 45 minutos, num remate que saiu ao lado.
Tiago Teixeira- O médio-esquerdo do Mafra melhorou no segundo tempo. Tentou servir os companheiros de ataque e quase via um passe seu acabar em golo.
João Sobrinho- O número nove surgiu nas funções de trinco. Tentou estancar o fluxo de jogo dos adversários. Jogou simples.
Ricardo Vaz- O ponta-de-lança não teve oportunidades para marcar. E revelou-se importante ao ajudar os companheiros nos esquemas tácticos defensivos.
Francisco Maria- O extremo-direito não conseguiu levar o perigo à área contrária. Ajudou o lateral do seu flanco.
Paulo Mamede- Saiu ao intervalo, após 35 minutos a conter as investidas de Delman Santos e Daniel Podence.
André Pedrinho- Entrou para lateral-esquerdo, ao intervalo, e teve de correr muito no confronto directo com os jogadores do Sporting.
Pedro Pinto- O guarda-redes suplente do Mafra esteve muito azarado e sofreu seis dos oito golos da equipa forasteira. Entrou a frio e pareceu nervoso. Na sua primeira intervenção falhou o pontapé num atraso de um colega e quase sofria golo. Responsabilidades em pelos menos dois golos do Sporting. Melhores dias virão.
Bruno Santos- Entrou para o eixo defensivo aos 58 minutos, mas não arranjou a fórmula para travar os avançados contrários. Ainda viu a sua equipa sofrer três golos.
Tiago Lemos- A sua entrada para o meio-campo do Mafra nada de novo acrescentou ao onze.
Bruno Leonardo- Doze minutos em campo. Tentou, também ele, conter as investidas contrárias.
Declarações:
Paulo Mateus (treinador do Mafra):
"Na minha forma de ver, o Sporting é claramente mais forte, mas o resultado não exprime aquilo que se passou no campo. Foram circunstâncias do jogo que originaram esta goleada. O Sporting teve alguma sorte, no final cada bola que ia à nossa baliza dava golo.
Era um jogo que à partida já sabíamos que seria complicado, seria muito difícil ganhar ao Sporting, mas senti, durante alguns períodos do jogo, que poderíamos fazer um resultado interessante.
Ao intervalo, com o resultado em 2-0, ainda deixava as coisas em aberto para a segunda parte. Depois do 3-0 fizemos o 3-1 e estávamos balanceados no ataque, mas erros nossos foram dando os golos ao Sporting."
Ivan Antunes (jogador do Mafra):
"Penso que até jogámos bem. Na segunda parte até conseguimos marcar um golo. Mas a equipa desanimou e sofremos muitos golos. Acho que não devíamos ter sofrido tantos golos, até pela maneira como os sofremos
Joguei para a equipa e eles sabem disso."
Pedro Gonçalves (treinador do Sporting):
"Prevíamos um jogo disputado, com muito confronto e não muito bem jogado. É difícil jogar bem em campos com estas dimensões e com o piso duro como este. Conseguimos fazer dois golos em jogadas interessantes e, na segunda parte, também com um maior pendor ofensivo do Mafra em tentar chegar ao golo, tivemos espaços e em contra-ataque fizemos mais golos.
É a sétima vitória consecutiva, com as catorze que vêm do ano passado já são vinte uma, o que não deixa de ser um dado interessante, digno de registo e significativo do empenho e qualidade de jogo que os nossos jogadores têm."
Filipe Chaby (jogador do Sporting):
"Esperávamos um jogo difícil, já tínhamos jogado o ano passado com o Mafra e sabíamos que iria ser difícil, num campo complicadíssimo. No entanto, tornámos o jogo fácil.
O importante é a equipa, se joguei bem ou mal, é o mister que tem de dizer. Eu só quero trabalhar e evoluir o máximo que puder."
Texto: João Miranda.
18.11.2008 14:02h | Ocultar ou Mostrar Comentários |
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