C.F. Os Belenenses 2 - 5 S.L. Benfica
Clube de Futebol Os Belenenses 2 - 5 Sport Lisboa e Benfica
Campeonato Distrital de Infantis B
Data: 15/11/08.
Hora: 09:30.
Local: Estádio do Restelo, campo número 3.
CLUBE DE FUTEBOL OS BELENENSES: 1 - Rodrigo Roxas; 3 - Jorge Ambrósio; 4 - Mauro Andrade; 7 - Jair Rosário; 8 - Cláudio Tavares (Capitão); 9 - Leonardo Rocha e 10 - Marcos Silva.
Suplentes utilizados: 2 - Ricardo Serrano; 5 - Renato Morais; 6 - Vicente Entrudo e 11 - Daniel Pestana.
Treinador: Ricardo Baltasar.
SPORT LISBOA E BENFICA: 1 - Diogo Oliveira; 2 - João Coelho (Capitão); 5 - Ruben Dias; 6 - Hugo Santos; 9 - Gonçalo Canhoto; 10 - Hélder Martins e 11 - Carlos Lopes.
Suplentes utilizados: 3 - Pedro Amaral; 4 - Alison Baldé; 7 - Bernardo Silva; 8 - Jaime Ventura e 12 - Frederico Moura.
Treinador: Bruno Baptista.
Árbitro: Nuno Vaz (AF Lisboa).
Marcadores: 0-1, por Carlos Lopes (6'); 1-1, por Leonardo Rocha (7'); 1-2, por João Coelho (15'); 1-3, por Alison Baldé (21'); 1-4, por Bernardo Silva (28'); 1-5, por Gonçalo Canhoto (31'); 2-5, por Daniel Pestana (52').
Melhores em campo: Mauro Andrade (Belenenses) e Alison Baldé (Benfica).

Crónica:
A manhã de Sábado trazia às cerca de duas dezenas de espectadores presentes no campo três do Restelo um bonito jogo de futebol, disputado por vinte e três crianças cheias de garra e com vontade de sair do bonito estádio com uma vitória.
Para o Belenenses, em particular, era uma questão de honra: a turma de Belém estava invicta, e o facto de serem 'donos da casa' motivou os jovens azuis a mostrarem ao Benfica que não estavam ali para facilitar. Já o Benfica sabia que ia ter pela frente um adversário difícil, mas mostrou estar à altura do desafio e ministrou aos pequenos belenenses a sua primeira derrota nesta competição. O 2-5 final acaba por reflectir bem os pontos fortes e fracos de cada uma das equipas, embora 'minta' um pouco sobre o equilíbrio sentido ao longo dos 60 minutos.
As águias entravam para este jogo com Diogo Oliveira na baliza, os defesas João Coelho e Ruben Dias, Hugo Santos na ala direita, Carlos Lopes na esquerda, Gonçalo Canhoto no meio e Hélder Martins numa posição mais avançada.
Já o Belenenses apostava numa táctica muito móvel, que ora parecia o típico 2-3-1, ora um 2-2-2. O "Belém" alinhava, pois, com Rodrigo Roxas na baliza, Jorge Ambrósio e Mauro Antunes (grande exibição!) na defesa, Jair Rosário numa das alas, na outra Cláudio Tavares, Marcos Silva no meio e o "gigante" Leonardo Rocha na frente de ataque. No entanto, em situação atacante, o número 10 avançava no terreno, juntando-se a "Léo" para formar uma frente de ataque com dois elementos.
As duas equipas apresentavam-se, assim, equilibradas, e viriam a fornecer-nos uma primeira parte de alto calibre.
Três minutos loucos
Os primeiros minutos desta partida mostraram duas equipas extremamente equilibradas. Com um Belenenses mais galvanizado e um Benfica ainda algo receoso, os cinco minutos iniciais foram de estudo mútuo a meio-campo, com apenas um par de oportunidades de parte a parte (Leonardo Rocha, por exemplo, efectuou um grande trabalho e ganhou a linha, mas não apareceu ninguém a cruzar).
As duas defesas, por seu lado, mostravam-se extremamente seguras, com particular destaque para o número 4 belenense, Mauro Andrade. Apesar de na direita do eixo ter incorrido em alguns erros, do lado esquerdo da defesa este jovem não falhou um corte, uma intercepção ou um passe. Este jovem sai do Restelo com o título de melhor em campo nesta manhã, e se continuar a ganhar rotinas de defesa poderá vir a dar um jogador bastante interessante dentro de alguns anos.
Já o número 9, o "enorme" Leonardo Rocha, causou também muitos problemas à defensiva benfiquista, com a sua estatura, velocidade e toque de bola. Os pequenos jogadores encarnados viram-se "gregos" para segurar o avançado, e beneficiaram muito com a sua saída.
Mas seria entre o minuto 6 e o minuto 8 que este jogo viria, verdadeiramente, a "engrenar". Em três minutos loucos, o Benfica ganhou vantagem, o Belenenses empatou, e o Benfica poderia ter-se posto novamente em vantagem.
Assim, o sexto minuto marca o momento do primeiro golo do Benfica, obtido por Carlos Lopes, de cabeça, na sequência de um canto tenso ao segundo poste. Durou pouco, no entanto, esta vantagem benfiquista: logo no minuto seguinte, "Léo" empataria, numa conversão perfeita de um livre directo frontal. Diogo Oliveira bem se esticou, mas não havia nada a fazer: era mesmo o 1-1 no marcador. Por fim, e novamente com apenas um minuto jogado, Carlos Lopes isolaria, com um passe magnífico, João Canhoto, que tenta o "chapéu" ao guarda-redes, mas tem o infortúnio de acertar, em cheio, na trave.
As posições invertem-se
A partir daqui, o jogo voltou a desacelerar, e o equilíbrio restabeleceu-se, mas os minutos 13 e 14 ainda veriam três jogadas de perigo em rápida sucessão. Primeiro, foi uma boa jogada de combinação entre Jair Rosário e Leonardo Rocha, que o 9 deixou nas mãos do guarda-redes; na resposta, Gonçalo Canhoto consegue ultrapassar o guarda-redes, mas atrapalha-se e permite o corte; finalmente, o capitão Cláudio Tavares remata para grande defesa de Diogo Oliveira. Três lances que voltavam a trazer o aroma do golo ao campo número três do Restelo.
No entanto, só ao minuto 15 é que a bola voltaria mesmo a entrar numa das balizas. No caso, na do Belenenses, por intermédio de um remate de longe do capitão João Coelho. De referir que, neste lance, a bola sofrera um ressalto num jogador do Belenenses, sobrando para os pés do número 2 benfiquista. Um momento de infortúnio, mas que faria virar a 'maré' deste jogo, lançando o Benfica para um resto de jogo dominador.
Ainda assim, seria o "Belém" o próximo a criar perigo, por intermédio de "Léo". O avançado ganha bem uma bola na grande-área mas, solto, remata ao lado, já em esforço. Mais incisivo estaria Alison Baldé, quatro minutos mais tarde, quando aproveita um mau passe atrasado para, no coração da área, voltar a desfeitear Rodrigo Roxas. Era o 1-3, que vinha dificultar ainda mais a missão do Belenenses.
Ferros sem descanso
A partir daqui, o jogo voltou a equilibrar-se, com remates perigosos de parte a parte. Aos 22', Bernardo Silva tira uma grande defesa a Rodrigo Roxas, e aos 24' o mesmo jogador acerta na trave, a passe de Alison Baldé. Aliás, os ferros de ambas as balizas seriam recipientes de vários remates esta manhã, sendo que o resultado poderia ser mais volumoso não fosse esta falta de sorte dos meninos de ambos os clubes. Aos 26', o poste voltaria a 'salvar' um golo, após grande jogada de Alison Baldé e defesa de Rodrigo Roxas.
No entanto, o golo mais bonito da tarde surgiria aos 28', e seria da autoria de Bernardo Silva. O jovem remata em arco, de fora da área, num remate indefensável que só pára no fundo das redes. Um golo de levantar o estádio, caso esta não fosse uma casa adversária.
Com este quarto golo, o Belenenses via praticamente anuladas as suas esperanças de ainda vencer o jogo. A equipa, que ainda não sofrera golos neste campeonato, via-se agora subjugada a uma formação encarnada que, sempre que atacava, era um autêntico 'caterpillar' a demolir o meio-campo contrário. Apesar dos esforços de Mauro, na defesa, os jovens de azul acusaram muito os golos, e não foram auxiliados pelas hesitações de Rodrigo Roxas nem pela desinspirada prestação de Marcos Silva, que fez com que a equipa se apresentasse algo descompensada nos lances de ataque.
Até ao intervalo, tempo para mais uma intervenção do ferro da baliza belenense, que recebe um canto da esquerda, após hesitação do guarda-redes Rodrigo Roxas. Poucos segundos depois, o árbitro punha fim a um primeiro tempo bem disputado, cujo resultado se apresentava algo desnivelado face à exibição das duas equipas.
Entrar a marcar
O regresso do Benfica das cabines ao terreno de jogo não podia ter sido melhor: no primeiro lance da segunda parte, os encarnados ampliaram ainda mais a vantagem. O marcador é Gonçalo Canhoto, que aproveita uma desatenção defensiva para, à queima-roupa, concluir da melhor forma o passe longo de um colega. De referir que este lance suscita algumas dúvidas quanto à posição do jovem encarnado, mas o árbitro acabou por mandar seguir e validar o golo, que poria o resultado em 1-5.
Só aqui se voltou a ver uma clara reacção do Belenenses. Talvez de orgulho ferido, os meninos da casa partiram para tentar reduzir a desvantagem. No entanto, as próximas duas ocasiões de golo pertenceriam ao Benfica, primeiro por Ruben Dias, num livre por cima da barra, e em seguida por Hugo Santos, após centro da esquerda, num cabeceamento que tira, novamente, grande defesa ao pequeno Rodrigo Roxas.
O Belenenses respondeu na mesma moeda, e ao minuto 41 e 42 dispôs de duas boas oportunidades. Primeiro foi Jair Rosário, de canto, para boa defesa do guardião suplente Frederico Moura; depois, foi Cláudio Tavares, num fantástico remate que levava 'selo' de golo, e ao qual o mesmo guarda-redes responde com uma defesa extraordinária. Na resposta, o benfiquista Jaime Ventura apareceria solto na cara do golo, após bela jogada de envolvimento, mas Rodrigo Roxas apresentar-se-ia seguro e faria a "mancha", no chão, ao jogador adversário.
Quem porfia...
Nesta fase, o jogo voltara a ser bem disputado, com o ascendente a pertencer, agora, ao Belenenses. Destaque - ainda e sempre - para Mauro Andrade e, nesta fase, para o combativo capitão belenense, Cláudio Tavares, cujo coração e espírito de luta levaram os da casa a acreditar em "algo mais". Quem continuava muito desinspirado, apesar de mais esforçado e mexido, era Marcos Silva, numa manhã que não correu nada bem ao 10 azul.
No entanto, foi só com o regresso de Leonardo Rocha à frente de ataque que o Belenenses voltou a conseguir "puxar" o jogo para o seu lado. O "gigante" da formação da casa arrastava com ele toda a defesa benfiquista, e utilizava a sua corpulência para passar, com facilidade, pelos opositores. Foi assim que conseguiu um par de remates, e até uma situação com muito perigo, aos 50'. O primeiro remate é de Cláudio Tavares, toda a gente falha na bola, o guardião fica batido, e "Léo" vê-se na posse da bola, na "cara" do golo. No entanto, o 9 não acredita e acaba por permitir o corte, em cima da linha, de um jogador benfiquista.
Parecia o "último suspiro" do Belenenses, mas ainda não era. Após um perigosíssimo remate em arco de um jogador benfiquista, a equipa da casa conseguiria mesmo chegar à redução de desvantagem que tão incessantemente procurara. E tal como no quinto do Benfica, este segundo golo do Belenenses também deixa muitas dúvidas quanto ao posicionamento do marcador. Mas a verdade é que Daniel Pestana, solto no coração da área, consegue mesmo virar-se e concluir para o 2-5 final. Estavam decorridos 52 minutos de jogo.
Até final, o jogo tomou a toada típica de uma partida onde tudo já está resolvido. O Belenenses ainda procurou o 3-5, mas já sem grande convicção, o Benfica ainda esboçou alguns remates e boas jogadas de combinação, mas o perigo não mais rondaria as duas grandes áreas. E seria com um remate (fraco) à figura de Rodrigo Roxas que se terminaria esta boa partida de futebol infantil, numa manhã com condições muito agradáveis à prática do mesmo. O Belenenses perdia, de uma só vez, a invencibilidade e inviolabilidade, mas realizava exibição valorosa, a merecer resultado menos "gordo". Já o Benfica fazia aquilo que era esperado e, sem ter sido sempre a melhor equipa, aproveitou as oportunidades que lhe foram oferecidas e arrecadou três pontos.
Análise individual (Sport Lisboa e Benfica):
Diogo Oliveira - Raramente incomodado, ficou a "ver passar" o livre de Leonardo.
João Coelho - Seguro na defesa, surgiu oportuno a fazer um bom golo.
Ruben Dias - A sua estatura foi importante a anular as iniciativas belenenses. Mostrou-se muito composto quer nos cortes, quer nos passes.
Hugo Santos - Esteve pouco em evidência, mas ainda criou perigo. Regular.
Gonçalo Canhoto - Começou a médio, fazendo rodar bem o jogo atacante; na segunda parte, como avançado, obteve um golo oportuno e esteve bastante rematador.
Hélder Martins - Primou pela discrição, vendo-se apenas em algumas movimentações.
Carlos Lopes - Boa exibição. Rápido, móvel e fisicamente desenvolvido, dinamizou o ataque pelo flanco esquerdo. A sua altura deu jeito na hora de abrir o marcador.
Frederico Moura - Um punhado de grandes defesas compensam algumas hesitações.
Pedro Amaral - Evidenciou alguns nervos, e teve algumas hesitações, em exibição muito esforçada.
Alison Baldé - Entrou para avivar o ataque, e conseguiu-o. Com um toque de bola apurado e grande capacidade de movimentação e passe, colocou em cheque a defensiva contrária. Conseguiu um golo, mas preferiu sempre assistir do que rematar.
Bernardo Silva - Marcou um golo monumental. Teria marcado mais, mas teve algum azar com os ferros. De resto, 'raides' venenosos pelos flancos e muita velocidade.
Jaime Ventura - Também integrou bem o jogo atacante encarnado.
Flash-Interview - Mister Ricardo Baltasar (Clube de Futebol os Belenenses)
Flash-Interview - Mister Bruno Baptista (Sport Lisboa e Benfica)
Texto: Pedro Benoliel.
Imagens: Academia de Talentos.
21.11.2008 19:16h | Ocultar ou Mostrar Comentários |
Infantis B
Dia 22.11.2008, às 17:17, Manolo disse...
Venho por este meio informar as pessoas responsáveis pelo artigo que o treinador do Belenenses se chama Ricardo Baltasar e não Bruno Pinheiro, tal como aparece no artigo.
Dia 25.11.2008, às 14:58, Manolo disse...
Gostaria de retirar uma dúvida:
porque será que vocês apenas lançam os artigos relativos ao Belenenses quando o Belém perde em jogos com os "ditos grandes"?
Porque não lançaram o artigo do jogo entre o Belenenses e o Sporting em Escolas A que culminou com um empate?
E o jogo entre o Belenenses e o Benfica também em Escolas A que culminou com a vitória do Belenenses por 3-1?
Eu sei que os vossos "repórteres" estiveram presentes e não consigo perceber porque não fazem um artigo sobre esses jogos. Começo a achar que têm alguma coisa contra o Belenenses e que apenas gostam de relatar os jogos quando as coisas correm menos bem para o Belém.
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