Clube De Futebol Perosinho 0 - 8 Futebol Clube do Porto
CF Perosinho 0 - 8 FC Porto (Infantis A)
Campeonato Distrital da I Divisão AF Porto - Série 1 - 6ª Jornada.
Data: 18 de Outubro de 2008 - 15h00.
Local: Estádio do CF Perosinho.
CLUBE DE FUTEBOL PEROSINHO: Tobias; Dani, Jorge (Filipe, 53'), Miguel e Sequeira; Kaka, Teixeira, Lau e Diogo (cap.) (Ruben, 48'); Luís (Tiago, 29') e Rui.
Suplentes Não Utilizados: João, Cláudio, Joel e José Diogo.
FUTEBOL CLUBE DO PORTO: João Costa (Gabriel, 29'); Jorge (Ruben Neves, 29'), Cléver e Samu; João Cunha, Luís Peixoto (Eduardo, 29'), Rui Moreira e Emanuel (Paulinho, 38'); Serginho (cap.), Schuster e Ruben Macedo (Luís Mata, 38').
Suplentes Não Utilizados: -
Treinador: Pepijn Lijnders.
Resultado ao Intervalo: 0-4.
Marcadores: Schuster (11, 28, 44 e 48), Serginho (15 e 52) , Emanuel (26) e Rui Moreira (37).
Sanções Disciplinares: Nada a Assinalar.
Melhores em Campo: Rui Moreira (FC Porto) e Schuster (FC Porto).
Crónica:
Jogo em que os extremos se tocavam, com o FC Porto, primeiro classificado com 5 vitórias em outros tantos jogos, a defrontar o CF Perosinho, equipa que ainda não tinha ainda averbado qualquer ponto na competição, ocupando o último lugar da tabela classificativa.
Os dragões entraram com o seu habitual 3-4-3, com Jorge sobre a direita e Samu no lado esquerdo da defesa, ficando Clever sobre o centro. No meio campo, João Cunha era o médio mais defensivo, tendo à sua frente Luís Peixoto como interior direito e Rui sobre a esquerda, com Emanuel a funcionar como nº10. Na frente, Serginho ocupava o flanco direito, com Ruben Macedo no lado contrário e Schuster a ponta de lança. Já a equipa da casa, apresentava um 4-4-2 com dois elementos muito rápidos na frente de ataque (Luís e Rui), que iriam causar alguns problemas à defensiva portista. No losango do meio campo, Kaka era o vértice mais recuado, com Lau sobre a direita e Teixeira no lado oposto, sendo Diogo o médio ofensivo da equipa.
Os primeiros minutos mostraram um FC Porto ainda em fase de adaptação a um piso irregular, que dificultava a sua circulação de bola, com o Perosinho a aproveitar-se desse facto e a bater-se muito bem nestes primeiros instantes da partida.
Apesar do estranhamento ao terreno, os portistas foram mesmo os primeiros a criar perigo, com Emanuel a desviar já em desequilíbrio um cruzamento de Serginho, com a bola a bater no poste da baliza de Tobias. Pouco depois, nova oportunidade para os visitantes. Serginho volta a cruzar com perigo, com o guarda-redes Tobias a interceptar a bola para a zona central da sua área, surgindo Ruben a rematar forte mas para fora.
O Perosinho ia tentando incomodar, aproveitando a velocidade dos seus avançados, em especial de Rui, que ia dando o que fazer à defensiva portista. Aos poucos, os dragões foram melhorando a qualidade do seu futebol, com a formação treinada por Pepijn Lijnders a subir de produção após a passagem de Serginho para o centro do terreno, por troca com Emanuel, que passou a ocupar o lado direito do ataque.
E seria dos pés de Serginho que nasceria o golo inaugural deste encontro. O capitão portista iria desmarcar Ruben após um excelente passe, com este a cruzar atrasado de pé esquerdo, surgindo Schuster a aproveitar uma má interceptação de um defesa contrário para fazer o 1-0.
O FC Porto voltaria a estar muito perto de marcar apenas dois minutos depois, num livre de Rui, após falta sobre Schuster, com o remate de pé esquerdo do médio portista a desviar na barreira e a trair Tobias, mas a bola iria passar a escassos centímetros do poste direito da baliza dos visitados.
Mas à passagem do quarto de hora de jogo, os dragões iriam elevar a contagem, numa fantástica jogada colectiva. Circulando a bola calmamente de pé para pé, a equipa do FC Porto foi abrindo espaços na compacta defesa perosinhense, com João Cunha a descobrir Serginho solto à entrada da área, com o 7 portista a bater rasteiro para o segundo golo da tarde.
E seria também através de uma excelente jogada colectiva que os portistas chegariam ao terceiro golo, aos 26 minutos. Utilizando novamente uma posse de bola inteligente, sempre com grande objectividade, Serginho iria servir Ruben já dentro da área contrária, com este a tirar um cruzamento largo para o cabeceamento triunfal de Emanuel ao segundo poste.
No lance seguinte, o quarto golo para o FC Porto. Grande passe de Rui a isolar Schuster, com o ponta de lança a fazer um chapéu perfeito a Tobias, elevando a contagem para 4-0, resultado com que se chegaria ao intervalo.
Apesar das dificuldades iniciais, que permitiram ao Perosinho algum atrevimento, os dragões foram-se adaptando ao piso e passaram a dominar por completo a partida, marcando 4 golos e criando outras tantas ocasiões para dilatar ainda mais o marcador.
Sempre com grande espírito de luta, a equipa da casa foi tentando responder através de lançamentos em profundidade, conseguindo por duas vezes criar algum calafrio à defesa portista que, no entanto, resolveu com grande eficiência.
Individualmente, destacava-se a exibição do médio Rui, defendendo e construindo com grande qualidade, sempre com processos simples, imprimindo velocidade ao jogo portista. Outro dos destaques era o ponta de lança Schuster, com dois golos, mostrando um grande poder de desmarcação, abrindo várias brechas na defensiva contrária.
O FC Porto entrou logo a criar perigo nesta segunda parte, com Ruben, após bom lance individual, a rematar de pé esquerdo para defesa com as pernas do guardião Tobias.
Já com João Cunha sobre o lado direito da defesa, após a saída de Jorge no último minuto da primeira parte, o Perosinho iria ter a sua melhor oportunidade, num lance em que Clever iria perder uma bola em zona proibida, com Rui a aparecer com espaço na área portista, mas a precipitar-se na hora do remate, levando a bola a passar muito longe da baliza de Gabriel.
Na resposta, os dragões chegariam à mão cheia de golos, por Rui, após uma boa combinação com Ruben, com o médio portista a rematar imparável, sem hipótese de defesa para Tobias.
Após um período de menor fulgor, os azuis e brancos só voltariam a incomodar a baliza perosinhense aos 43 minutos, numa boa iniciativa individual de Ruben Neves, que ultrapassa dois adversários e remata ainda de fora da área, obrigando Tobias a mais uma boa intervenção. Mas no minuto seguinte, Schuster completaria o seu hat-trick, após um grande passe de Rui, com o ponta de lança a dominar já dentro da área e a bater Tobias sem grande dificuldade.
E seria Schuster a ter nos pés o sétimo golo, isolando-se perante Tobias na sequência de um passe magistral de Samu, mas o nº9 portista iria permitir a defesa ao guarda-redes contrário. Apesar do erro, Schuster iria redimir-se no minuto seguinte. Após um magnífico domínio em progressão, o ponta de lança iria disparar à entrada da área para mais um golo azul e branco.
A equipa da casa ia dando sinais de claro desgaste, com os dragões a acumularem situações de perigo. Aos 49 minutos, Paulinho tira da cartola uma jogada fenomenal, rompendo pelo lado direito do ataque, tocando à boca da baliza para Luís Mata, que iria atirar por cima.
A contagem no que a golos diz respeito seria fechada por Serginho à passagem do minuto 52, num remate rasteiro de fora da área, com Tobias ainda a tocar na bola, mas a não conseguir evitar o oitavo golo dos portistas.
Até final, o FC Porto iria dispor ainda de mais duas claras oportunidades para aumentar o marcador. Primeiro foi Luís Mata a obrigar Tobias a boa defesa, após mais um grande passe de Rui, com a bola a bater ainda na trave. Já nos descontos, e novamente com Rui na jogada, Schuster iria responder de cabeça a um cruzamento do médio azul e branco, com Tobias a defender muito bem, contando mais uma vez com a preciosa ajuda do poste.
Desta forma, o resultado de 8-0 iria permanecer até ao apito final, com os dragões a alcançarem a sua 6ª vitória em outros tantos jogos, mantendo a sua média de oito golos marcados por jogo, destacando-se ainda o facto de ainda não terem sofrido qualquer golo na competição.
Precisando de algum tempo de habituação a um tipo de terreno bem mais complicado e irregular, os portistas foram aos poucos aumentando a qualidade do futebol praticado, conseguindo realizar uma exibição bastante agradável, com alguns lances de belo efeito. Apesar do desnível no marcador, o Perosinho foi um adversário que nunca virou a cara à luta, conseguindo mesmo criar algumas situações de apuro para a defesa dos dragões, principalmente na parte inicial do encontro. No entanto, a maior qualidade técnica e disciplina táctica do FC Porto viria claramente ao de cima, vencendo sem grandes dificuldades, tendo ainda desperdiçado várias oportunidades para registar um resultado ainda mais volumoso.
Rui Moreira, pelo que jogou e fez jogar, foi o elemento em maior destaque nesta partida, juntamente com o matador Schuster, que somou mais quatro golos à sua conta pessoal.
Análise Individual (Futebol Clube do Porto):
João Costa: Viu-se obrigado a jogar com os pés em algumas situações de maior pressão perosinhense e saiu-se muito bem. Esteve seguro no restante, recolhendo uma ou outra bola bombeada.
Gabriel: Não foi submetido a grande trabalho, mas, tal como João Costa, mostrou-se à vontade no jogo de pés, aspecto em que foi mais solicitado.
Jorge: Procurou aparecer em zonas ofensivas, tendo tido trabalho suplementar nos primeiros minutos perante a velocidade de Rui, ao qual soube sempre responder à altura.
Clever: Possuidor de uma técnica fantástica, tentou sempre sair a jogar, mesmo perante a pressão da turma da casa. Teve uma perda de bola em que podia ter comprometido, mas no resto esteve sempre muito sereno.
Samu: Excelente exibição do lateral esquerdo portista, que alia uma boa qualidade técnica a uma determinação e entrega bastante assinaláveis. Grande à vontade nas subidas ao ataque, não permitindo qualquer veleidade ao adversário no aspecto defensivo.
João Cunha: Esteve muito seguro, quer como médio defensivo, quer como lateral, enquadrando-se muito bem no ataque em ambas as funções.
Luís Peixoto: Grande inteligência na ocupação dos espaços, compensando as subidas de João Cunha e Jorge com grande eficácia.
Rui Moreira: Exibição soberba do nº8 portista, demonstrando uma precisão no passe fantástica. Fez várias assistências, entre as quais se destacam os passes fantásticos para Schuster no quarto e sexto golo da equipa, entre outros pormenores de grande qualidade, aos quais juntou ainda um bom golo.
Emanuel: Ficou a ganhar com a passagem para a direita do ataque, aparecendo muito bem a finalizar de cabeça um dos melhores lances da tarde.
Serginho: A equipa cresceu quando passou para o centro do terreno, assumindo o jogo e impulsionando os colegas para a frente. Autor de dois golos, não esteve, no entanto, muito feliz nos remates de longa distância.
Schuster: Tarde inspirada do nº9 portista, mostrando uma grande capacidade de desmarcação, que lhe permitiu aparecer várias vezes com espaço para finalizar. Marcou 4 golos (um deles um golão, num chapéu fantástico) mas não se ficou por aí, tabelando bem com os colegas e abrindo espaços na defesa contrária.
Ruben: Técnica acima da média do extremo azul e branco, tendo tido papel fundamental em vários golos, somando três assistências.
Ruben Neves: Muito certinho na frente da defesa, com grande combatividade, aparecendo igualmente bem em zonas mais ofensivas.
Edu: Procurou jogar de forma simples, fazendo a bola circular com velocidade, imprimindo um ritmo acelerado ao futebol da equipa.
Luís Mata: Apareceu bem nos espaços entre o central e o lateral direito da equipa visitada, mas a finalização nem sempre foi a melhor.
Paulinho: Dos seus pés saiu uma das jogadas mais brilhantes do encontro, quando ultrapassou vários adversários, deixando para o toque por cima de Luís Mata. Mostrou excelente técnica individual, desequilibrando por várias vezes a defensiva perosinhense.
Texto: Guto Roxo.
18.10.2008 20:46h | Ocultar ou Mostrar Comentários |
Infantis A
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