Daniel Candeias
Candeias tem queda para as estreias
Primeira jogada de Candeias pelo FC Porto: fugiu pela direita, cruzou e obrigou Caneira a cortar com a mão, arrancando um penálti. Primeira jogada oficial de Candeias pelo Varzim, na época passada: correu, imparável, e ofereceu o golo ao amigo Ukra, na vitória sobre o Vizela para a Taça da Liga. Coincidências. Há outras. A indefinição à volta de Quaresma, aliada à indisponibilidade de Mariano e de Tarik, abriu-lhe as portas da Supertaça; a venda de Roberto e de Chico, em Janeiro último, precipitou-lhe a titularidade no Varzim. Uma espécie de conjugação cósmica, apadrinhada por Rui Dias, treinador que apostou nele a sério. "Vi aparecer o Miguel Veloso, o Pereirinha ou o Fábio Paim", lembra, ao jeito de introdução de um olho clínico para detectar talentos precoces. "Tenho a certeza de que, se o Candeias fosse do Sporting, estaria no plantel. O facto de ter encontrado espaço no FC Porto diz muito da sua qualidade", sublinha, destacando-lhe a "velocidade". "Ele era tão rápido que, por vezes, chegava ao ataque, cruzava e ainda não estava lá ninguém para finalizar", conta Rui Dias. Na Póvoa, aliás, ganhou a alcunha de "Speedy Candeias".
Talhado para esticar o jogo para as alas, o extremo adaptou-se bem a um modelo táctico diferente: o 4x4x2. "Jogava nesse sistema, mas com dois avançados mais abertos e não com aquela configuração mais clássica", explica Rui Dias, que, depois de muito elogiar, aproveita também para sublinhar aspectos que Candeias precisará de corrigir. "A definição do último passe. Ganha espaço e vantagem aos adversários, mas pode e deve melhorar o tempo de passe".
Feito o reparo, voltam os elogios. "É um miúdo com carácter, daqueles que sabem bem o que pretendem". Atento, Rui Dias fica à espera dos próximos capítulos do extremo, na certeza de um sentimento "especial" que lhe dará o sabor de missão cumprida sempre que alguém elogiar um talento que ajudou a lançar.
Coxa direita obrigou-o a parar
Candeias não esteve ontem no relvado, passando apenas pelo departamento médico portista para tratar um problema na coxa direita. Nada de grave. Apenas uma contrariedade resultante do jogo da véspera, pela Selecção de Sub-21. O portista entrou ao intervalo, mas foi forçado a sair dez minutos antes do fim por causa de um toque. De resto, este foi também o jogo de estreia pelos Sub-21, neste caso não tão bem sucedida como as outras duas , pelo FC Porto e pelo Varzim. A recuperação, ainda assim, não deverá ser muito problemática.
Ivanildo
Saltou da formação para o plantel, numa tentativa de encontrar um extremo proveniente das camadas jovens. Estreou-se com Couceiro, em 2004/05 e somou sete jogos, dois deles como titular. Convenceu Adriaanse e ganhou espaço na pré-temporada seguinte, enriquecendo o currículo. Titular em cinco jogos de campeonato e suplente utilizado em oito; fez um jogo na Liga dos Campeões e outro na Taça de Portugal. Cedido ao Leiria e depois à Académica, não confirmou ainda as potencialidades, tentando agora ganhar fôlego no Gil Vicente.
Vieirinha
Também começou por convencer Adriaanse, na pré-época, mas a saída precipitada do holandês, confrontou-o com a mudança da equipa técnica. Rui Barros utilizou-o na Supertaça e Vieirinha marcou um dos três golos da vitória sobre o Setúbal. Parecia encontrado um extremo à altura, mas Jesualdo Ferreira utilizou-o apenas em oito jogos do campeonato, um deles como titular. Conseguiu, ainda assim, garantir a estreia na Liga dos Campeões. Sem brilhar no Leixões, tenta agora recuperar protagonismo com Fernando Santos, no PAOK.
Hélder Barbosa
Precoce quanto baste, já ganhou um Dragão de Ouro. E também já teve duas oportunidades no plantel principal portista. Primeiro com Adriaanse, em 2005/06. Estreou-se na última jornada, no Bessa, foi campeão e expulso. Cedido à Académica, onde se assumiu como figura de destaque, voltou ao FC Porto em Janeiro último cheio de ilusões. Mas, já com Jesualdo Ferreira, acrescentou apenas quatro jogos como suplente utilizado ao currículo. Foi também utilizado na Taça de Portugal, na única oportunidade como titular. Está no Trofense.
Bruno Gama
Não é bem um produto das escolas do FC Porto, porque começou a carreira em Braga, onde até se estreou como profissional com Jesualdo Ferreira. Chegou cedo ao Dragão e Couceiro estreou-o na equipa principal em 2004/05, contra o Setúbal. Não se fixou, tendo sido cedido ao Braga e ao Setúbal. Voltou ao plantel neste defeso, reencontrando Jesualdo, mas os portistas entenderam ser mais útil voltar a emprestá-lo ao Setúbal, onde procura espaço para regressar em definitivo.
Texto: www.ojogo.pt
Imagem: Academia de Talentos.
21.08.2008 13:07h | Ocultar ou Mostrar Comentários |
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