Fazendense 2 - 1 SL Benfica
Jogo: Fazendense (Seniores) Vs S. L. Benfica ( Juniores).
Data: Sábado , 16 de Agosto de 2008.
Local: Estádio Sousa Gomes - Fazendas de Almeirim.
Fazendense - Pedro Miguel, Vitinho, Cortes, Tavares, Madeira, Zé Miguel, Franklin, Tocha (Cap.), Rebita, Pelariço e Mario Nelson.
Treinador - Jorge Peralta.
S.L. Benfica - Marcel Debellis, Diogo Figueiras, Abel Pereira (Cap.), Mozer, Pedro Eugénio, Danilo Pereira, Roderick Miranda, Adul, Coelho, Rui Ferreira e Hélio Vaz.
Suplentes - Diogo Freire (GR), Rui Silva, João Job e Diogo Caramelo.
Treinador - João Alves.
Marcadores: Pedro Eugénio (40') e Tocha (55' e 88').
O fim de tarde nubeloso mas com temperatura adequada para a prática de futebol, criava expectativas de um bom espectáculo para quem se deslocou ao estádio Sousa Gomes, em virtude dos da casa receberem tão somente os futuros craques do clube mais emblemático de Portugal, o Sport Lisboa e Benfica, expectativas essas que de certa forma se concretizaram, apesar dos visitantes se apresentarem com muitos juvenis a substituírem juniores em trabalhos de selecção.
O jogo começou "morno, com ambas as equipes a estudarem-se mutuamente, apresentando o benfica um 4-4-2 clássico com 2 avançados bastante móveis (Rui Ferreira e Hélio Vaz), mas com evidentes falta de rotinas de ataque, o que não é de estranhar em virtude de ser a 1ª época de águia ao peito de Hélio Vaz, mas que deixou excelentes indicações no jogo.
Foi preciso esperar cerca de 23 minutos para se assistir ao 1º lance de real perigo para uma das balizas (a do Fazendense), com uma falha incrível de Roderick em frente ao Guarda Redes da equipa da casa, após grande jogada de Adul pela esquerda.
Nesta fase o Benfica foi-se apoderando do meio campo, - muito por influência do seu jogador mais possante Danilo Pereira -, e só aos 27 minutos o Fazendense conseguiu o 1º remate à baliza de Marcel que até aí vinha sendo mero espectador.
O caudal atacante benfiquista foi-se acentuando com o decorrer dos minutos, em virtude da melhor técnica das jovens águias, o que obrigou os jogadores do Fazendense a recorrerem por várias vezes à falta para travarem o ímpeto dos adversários.
Foi precisamente numa jogada de envolvimento do ataque benfiquista à passagem do minuto 40, quando Adul se isolava frente ao guardião do Fazendense, que Madeira se viu obrigado a agarrar o jovem craque encarnado, dando origem a um livre directo frontal á baliza do Fazendense, donde surgiria o 1º golo do jogo, numa execução irrepreensível por parte de Pedro Eugénio, golo esse que ditaria o resultado ao intervalo.
Na 2º parte, o benfica procedeu a uma alteração forçada, substituindo ao intervalo o irrequieto Adul, por João Job, em virtude dum choque de cabeças no fim da 1ª parte, e talvez por isso ou não, a verdade é que as jovens águias não mais conseguiram apresentar o mesmo nível de técnica no bem tratado sintético do estádio do Fazendense.
João Alves apresenta uma nova estrutura táctica, prescindindo de 2 avançados de área, para um claro 4-2-3-1 de contra ataque, pressentindo talvez a natural reacção dos da casa, mas apesar de alguns bons raides dos seus "meninos", a equipa do benfica acabou por cometer erros que lhe custaram não somente o domínio do meio campo, como também o domínio do resultado.
Foram precisos 10 minutos para que as jovens benfiquistas abrissem espaços na sua área, onde numa jogada rápida, Marcel atropela Franklin dando origem a uma grande penalidade que Tocha se encarrega de bater para repor a igualdade no marcador.
Aos 20 minutos da 2ª parte, o azar bate de novo à porta benfiquista, e o autor do golo dos encarnados, - Pedro Eugénio -, sai lesionado, dando lugar ao ainda juvenil Diogo Caramelo.
O jogo estava nesta fase equilibrado, e João Alves procurava refrescar a sua equipa fazendo entrar por volta dos 30 minutos de jogo Rui silva, que substitui o ainda juvenil Mozer (filho do ex. Internacional canarinho).
Quando tudo apontava já para um empate, eis que a defesa benfiquista torna a facilitar, e numa falha de marcação Tocha marca o seu 2º golo no jogo pondo um ponto final na história do mesmo, uma vez que passados 2 minutos o arbitro dava por concluído o encontro que apesar de ser de treino, não deixou de entreter aqueles que o assistiram.
Análise individual (SLB):
Marcel Debellis - Guarda Redes com boa estampa física mas que nem sempre sabe utilizar esse corpo enorme que tem. Aquele penalti era escusado. Seguro entre os postes.
Diogo Figueiras - Bons pormenores deste lateral que apesar de não ser encorpado, tem boa técnica e sabe apoiar o seu ataque.
Abel Pereira (Cap.) - O patrão desta defesa. Bom posicionamento compensa a sua baixa estatura.
Mozer - Quando se olha para ele, rapidamente nos lembramos do seu pai, tão somente o melhor central que já pisou terras portuguesas. Esguio e de passada larga, este juvenil se sair ao pai decerto que "sabe nadar".
Pedro Eugénio - O marcador de bolas paradas desta equipa. Certo nas marcações e senhor de um excelente pontapé. Exibição de encher o olho.
Danilo Pereira - O pulmão da equipa de João Alves. Impressionante estampa física e uns pés bem afinados fazem deste jovem um diamante puro para ser lapidado. Dos melhores em campo.
Roderick Miranda - Trabalhador. Joga fácil e certinho, distingue-se pelo jogo de equipa que proporciona.
Adul - O mais irrequieto dos benfiquistas. Possivelmente se se mantivesse em campo no 2º tempo o resultado seria outro. Tanto na direita como na esquerda fez miséria na defesa contrária. Grande talento.
Coelho - Excelente técnica que nem sempre é usada em prol do colectivo. Quando o fizer decerto que a estrutura ganhará criatividade e fantasia.
Rui Ferreira - Ponta de lança moderno, que guarda bem a bola e a entrega no tempo certo. Precisa de ser mais eficaz na hora de finalizar. Bons apontamentos.
Hélio Vaz - A nova coqueluche desta equipa. Quem diria que o Montijo depois do fenomenal Paulo Futre ainda nos ofereceria surpresas destas. Técnica admirável, aliada com uma velocidade acima da média fazem deste jovem uma dor de cabeça para qualquer defesa. Quando estiver 100 % entrosado e adaptado à nova realidade em que está inserido agora, até onde poderá chegar este menino?
João Job - Esforçado mas fora do ritmo de jogo
Diogo Caramelo - Entrou já na fase descendente do grupo e foi na maré...
Rui Silva - Idem idem, aspas aspas...
Texto: José Palhinhas.
17.08.2008 11:05h | Ocultar ou Mostrar Comentários |
Juniores
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