Futebol Clube do Porto 1 - 1 Sport Lisboa e Benfica (Juniores)
Jogo: Campeonato Nacional de Juniores - 1ª Divisão - Fase Final (5ª Jornada).
Local: Mini-Estádio CTFD Olival - Vila Nova de Gaia.
Data: Terça-Feira, 10 de Junho de 2008.
Árbitro: João Henriques (AF Coimbra).
Árbitros assistentes: Luís Henriques e Telmo Sousa.
FUTEBOL CLUBE do PORTO: Ruca; Valter, André Pinto (cap.), Tengarrinha e Stephane; André André, Graça e Joni (Chiming, 86'); Marco Aurélio (Jorge Chula, 54'), Elísio (Josué, 72') e Tiago Cintra.
Suplentes não utilizados: Rafa, Carlos Santos, Mohamed e Maringá.
Treinador: Patrick Greveraars.
SPORT LISBOA E BENFICA: Rui Santos; Vlad, Abel Pereira, Wagner Silva e Airton Oliveira; David Simão (Wang Gang, 45'), Abdoulaye Fall e Miguel Rosa (cap.) (Boti Demel, 86'); Ishmael Yartey, André Carvalhas e André Soares (Leandro Pimenta, 65').
Suplentes não utilizados: Daniel Casaleiro, André Magalhães e Rui Ferreira.
Treinador: João Alves.
Resultado ao intervalo: 0-0.
Marcadores: Wang Gang (48'), Josué (80').
Sanções Disciplinares: Amarelo: André Pinto (87'); André Carvalhas (58') e Airton Oliveira (85'); Vermelho: Maringá (75').
Melhor em Campo: Wagner Silva (SL Benfica).
Comentário ao Jogo:
FC Porto e SL Benfica encontravam-se no Olival numa partida a contar para a 5ª Jornada do Campeonato Nacional de Juniores. Os portistas procuravam uma vitória que adiasse a decisão do título para a última jornada, quando o FC Porto visitar o Sporting, enquanto os encarnados precisavam de vencer e esperar que a turma leonina não conseguisse os 3 pontos na recepção ao Leixões, podendo assim continuar a sonhar com o título.
Com um meio campo muito dinâmico, o FC Porto entrou melhor na partida, pressionando a equipa lisboeta logo à saída da sua área, com os encarnados e não conseguirem manter a posse de bola. Muito retraído, o Benfica permitia que o FC Porto dominasse o encontro, com o trio do meio campo portista a aparecer muito bem na frente de ataque para criar desequilíbrios.
Mas foi de uma bola parada que surgiu o primeiro lance de relativo perigo, com André Pinto a marcar um livre descaído sobre a direita do seu ataque, levando a bola a passar a centímetros da baliza de Rui Santos. Na resposta, o Benfica conseguiu pela primeira vez surgir perto da baliza de Ruca, mas o remate de longa distância de Miguel Rosa iria sair muito por cima.
O FC Porto construía muito bem o jogo, chegando com facilidade à intermediária adversária, mas como o Benfica defendia em bloco, a opção mais comum passou a ser o remate de meia distância. Joni foi o primeiro a tentar a sua sorte, num remate rasteiro de pé esquerdo, com o esférico a passar ao lado do poste da baliza encarnada.
Apesar do domínio territorial, a defesa do FC Porto ia denotando algum nervosismo, falhando alguns passes em zonas proibitivas, que, no entanto, não eram aproveitados da melhor forma pela equipa do Benfica.
Aos 22 minutos surge uma das melhores oportunidades desta primeira parte. André André desmarca Tiago Cintra sobre a direita, com o possante avançado a ganhar espaço e a rematar em excelente posição, levando a bola a passar muito perto do poste mais distante da baliza de Rui Santos. A equipa de Patrick Greveraars mandava no jogo, mas mostrava algum desacerto na hora de rematar à baliza.
Aos poucos, o Benfica foi sacudindo a pressão portista, chegando com maior perigo à baliza de Ruca. O remate mais perigoso da turma encarnada nesta primeira parte surgiu dos pés de André Soares, com o número 9 benfiquista a aproveitar um corte incompleto de Valter para rematar cruzado, ainda de fora da área, levando a bola a passar junto ao poste esquerdo da baliza de Ruca. Era este o melhor momento do Benfica no jogo, voltando a incomodar o guardião Ruca 3 minutos depois, num livre de André Carvalhas, após falta sobre Airton Oliveira, com o guarda-redes portista a defender com muita segurança.
Mas os azuis e brancos voltariam a impor o seu jogo, estando novamente perto de marcar aos 35 minutos. Combinação entre Tiago Cintra e Elísio, com o extremo portista a rematar em posição frontal mas ao lado da baliza do Benfica. No minuto seguinte, foi a vez de Marco Aurélio desperdiçar nova situação de golo, após excelente iniciativa individual de Tengarrinha. O central portista recebe ainda no seu meio campo e arranca em velocidade, deixando vários adversários para trás, servindo depois Tiago Cintra, que cruza para Marco Aurélio, com o extremo portista a dominar de forma fantástica mas a rematar muito mal.
Tengarrinha voltaria a estar em evidência mas desta feita pela negativa, ao perder uma bola a meio campo, dando oportunidade para o Benfica contra-atacar com perigo, mas o remate de Yartey iria bater nas malhas laterais da baliza de Ruca.
Ao intervalo, o resultado penalizava a ineficácia atacante do FC Porto, que dispôs de várias oportunidades de golo, mas sem conseguir concretizar. O Benfica entrou muito retraído, dando toda a iniciativa de jogo aos azuis e brancos, que dominaram com algum à vontade, em especial na primeira meia hora de jogo.
A título individual, André André estava irrepreensível no meio campo portista, destruindo todo o jogo dos encarnados e construindo o jogo ofensivo da sua equipa com grande eficiência. Na equipa encarnada, Wagner Silva era uma barreira quase intransponível para os avançados azuis e brancos, sendo imperial especialmente no jogo aéreo.
Para a segunda parte, João Alves fez entrar Wang Gang para o lugar do trinco David Simão, com o avançado chinês a revelar-se como uma aposta de ouro para os encarnados. Com a saída do trinco benfiquista, Abdoulaye Fall passaria a ocupar esse lugar, ficando Yartey como médio interior esquerdo.
Ao contrário do que tinha acontecido na primeira parte, o FC Porto entrou muito mal para esta segunda metade, acusando algum nervosismo. Aproveitou-se disso o Benfica para se colocar em vantagem, com Wang Gang, acabado de entrar, a aproveitar uma falha de Tengarrinha para se isolar e rematar cruzado, sem qualquer hipótese de defesa para o guarda-redes Ruca.
O FC Porto, que já estava intranquilo desde o início da etapa complementar, passou a acusar ainda mais essa intranquilidade, com os seus jogadores a falharem muitos passes, especialmente nas proximidades da área encarnada. O meio campo, que até então havia sido o sector mais clarividente dos portistas, mostrava algum desnorte, não conseguindo de todo dar a mesma dinâmica de jogo alcançada na primeira parte.
A entrada de Jorge Chula e principalmente de Josué vieram dar outra animação à equipa portista, que nos 20 minutos finais passou novamente a dominar a partida. O Benfica defendia de forma compacta, fechando muito bem na zona central, permitindo, no entanto, algumas facilidades nas laterais, com o FC Porto a fazer consecutivos cruzamentos à procura de Tiago Cintra, mas a dupla de centrais dos encarnados ia conseguindo afastar o perigo.
Até que a dez minutos do fim surge o empate para os azuis e brancos, num livre exemplarmente marcado por Josué, descaído para a direita do seu ataque, com o esquerdino a fazer a bola entrar junto ao ângulo superior esquerdo da baliza de Rui Santos. Estava feito o empate, que se justificava em pleno face às oportunidades criadas pelos dragões.
Empolgados pelo golo, os azuis e brancos ficariam muito perto de marcar no minuto seguinte, com Josué a responder ao segundo poste a um cruzamento de Joni, tocando a bola para a entrada da pequena área, sem que surgisse ninguém do FC Porto para o toque final.
Já nos instantes finais, e jogando mais com o coração do que com a cabeça, os portistas desperdiçariam mais uma oportunidade. Jorge Chula ganha a linha de fundo e cruza para trás, onde surge André André a rematar bem, mas directamente para as mãos de Rui Santos. Pouco depois, o árbitro João Henriques apitaria para o fim da partida.
O empate acaba por penalizar a ineficácia atacante dos portistas, que dispuseram de inúmeras ocasiões de golo, conseguindo apenas marcar através de um lance de bola parada. No plano individual, Wagner Silva esteve enorme no centro da defesa encarnada, dominando todo o jogo aéreo e dobrando na perfeição os seus companheiros de sector. No FC Porto, André André realizou uma primeira parte de excelente nível, mas acabou por decair de produção no segundo tempo.
Análise individual jogadores FC Porto:
Ruca: Tarde ingrata para o guarda-redes portista. Sem culpas no golo, praticamente não teve trabalho, sendo quase sempre solicitado em atrasos dos companheiros, demonstrando um bom jogo de pés.
Valter: Foi a exibição menos tremida da defesa do FC Porto, não comprometendo a nível defensivo. Ao contrário do habitual, foi muito comedido nas acções ofensivas.
André Pinto e Tengarrinha: Muito nervosismo da dupla de centrais azul e branca. Um pouco displicentes, perderam uma série de bolas em zonas proibitivas, revelando alguma desconcentração.
Stephane: Falhou alguns passes que poderiam ter sido comprometedores. Deu maior profundidade ao seu flanco, especialmente após a entrada de Josué.
André André: Foi o portista em maior destaque na primeira parte. Batalhou muito, recuperou muitas bolas e serviu na perfeição os companheiros de ataque, mas acabou por descer de produção na segunda parte.
Graça: Realizou uma boa primeira parte, surgindo muito nervoso na segunda metade do encontro, nem sempre optando pela melhor linha de passe.
Joni: Foi dos portistas que mais procurou o golo, tentando a sua sorte de longe por duas vezes, com a bola a passar em ambas as vezes muito perto do poste. Apoiou bem o ataque, jogando sempre de forma prática.
Elísio: Mais solicitado na primeira parte, foi combinando bem com os companheiros de sector. Veio mais discreto para a segunda parte, acabando por ser substituído por Josué.
Marco Aurélio: Revelou alguns bons pormenores, flectindo muito bem da direita para o centro do terreno. Acabou por ser preterido quando Patrick Greveraars quis refrescar o ataque.
Tiago Cintra: Com uma enorme capacidade física, travou uma luta interessante com os centrais contrários, conseguindo jogar muito bem de costas para a baliza, não estando tão bem quando lançado em profundidade.
Jorge Chula: Veio dar maior profundidade ao flanco direito dos portistas. Tirou muito cruzamentos, deixando muitas vezes o seu marcador para trás.
Josué: Deu outra animação ao ataque portista. Marcou um golo e procurou sempre levar a equipa para a frente.
Chiming: Pouco tempo em campo, sem qualquer intervenção de relevo.
Análise individual jogadores SL Benfica:
Rui Santos: Sem qualquer responsabilidade no golo sofrido, revelou grande segurança nas saídas aos cruzamentos.
Vlad: Pouco exuberante a atacar, fez uma exibição segura no aspecto defensivo.
Abel Pereira e Wagner Silva: Foram o garante de segurança da equipa do Benfica, defendendo de forma muito sólida, limpando todo o sector recuado dos encarnados. Implacáveis no jogo aéreo, especialmente Wagner Silva, acabaram por ser os maiores responsáveis pelo empate encarnado.
Airton Oliveira: Muito ofensivo na primeira parte, praticamente abdicou do ataque após a entrada de Jorge Chula. Se a atacar esteve bem, a defender deu algum espaço ao seu marcador directo, com o FC Porto a criar muito perigo pelo seu flanco.
David Simão: Esteve discreto, tendo sido substituído ao intervalo.
Abdoulaye Fall: Muita força deste médio benfiquista. Importante na ajuda aos centrais, formou com estes um bloco compacto no centro da defesa encarnada.
Miguel Rosa: Desempenhou importante papel nas transições ofensivas, servindo rapidamente os companheiros de ataque, sendo igualmente importante nas transições ataque-defesa, equilibrando a equipa.
André Carvalhas: Esteve muito só enquanto ponta-de-lança, tornando-se mais perigoso quando passou para as alas. Anotou alguns bons pormenores, embora tenha desaparecido um pouco do jogo na segunda parte.
Ishmael Yartey: Muito combativo, ganhou maior influência quando passou para o meio campo encarnado.
André Soares: Movimentou-se bem na frente de ataque, mas acabou por não ser muito solicitado.
Wang Gang: Entrou para marcar. Deu maior velocidade ao ataque benfiquista, sendo quase sempre ele o dinamizador dos ataques encarnados na segunda parte.
Leandro Pimenta: Foi lançado numa altura em que o FC Porto voltava a assumir o controlo do jogo, tendo-se preocupado mais em bloquear as investidas atacantes do adversário do que propriamente em atacar.
Boti Demel: Esteve apenas alguns minutos em campo, numa altura de maior pressão portista.
Texto: Guto Roxo.
11.06.2008 09:51h | Ocultar ou Mostrar Comentários |
Juniores
Dia 10.06.2008, às 15:49, henriquesalgado disse...
Que seja um bom jogo... com muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuitos golos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Dia 10.06.2008, às 17:25, henriquesalgado disse...
Então... não disponibilizaram as equipas?
Dia 10.06.2008, às 17:59, liurai disse...
Resultado ao intervalo:
Porto 0 - Benfica 0
Dia 10.06.2008, às 18:20, liurai disse...
Porto 0 - Benfica 1 por Wang Gang aos 48 minutos
Dia 10.06.2008, às 18:47, Goyaaté disse...
INFORMAÇÃO NA HORA:
(2ª Parte)
F.C.Porto 1 - S.L.Benfica 1
Gooooolo aos 80m por Josué
Dia 10.06.2008, às 19:06, Goyaaté disse...
INFORMAÇÃO NA HORA:
F.C.Porto 1 - S.L.Benfica 1 (resultado final)
Dia 10.06.2008, às 21:38, Administração disse...
"Então... não disponibilizaram as equipas?"
Fazer cobertura de jogos de juniores no Olival é um pesadelo, é muito complicado, pois os seguranças/stewards recusam-se a disponibilizar constituições, não deixam tirar fotografias, não deixam falar nem com o treinador do Porto nem com o treinador/jogadores adversários, etc.
É muito complicado fazer cobertura de jogos do FC Porto quando jogam em casa, se forem os juniores, então é quase impossível. É pena, pois as equipas técnicas, jogadores e adeptos do Porto não têm culpa desta situação.
Dia 10.06.2008, às 21:57, Atch disse...
Qual é a classificação ?
Cumps.
Dia 10.06.2008, às 22:04, Administração disse...
Sporting - 11 pontos.
Porto - 8 pontos.
Benfica - 7 pontos.
Leixões - 1 ponto.
Dia 10.06.2008, às 22:16, Atch disse...
Obrigado.
Ai se a última jornada fosse cá :\
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