Hélio Roque (AEL Limassol)
São muitas as histórias de jovens promissores que, por uma razão ou outra, singram no mundo do futebol, tornando-se estrelas e auferindo ordenados milionários. Mas ainda mais frequentes são os casos de jovens promissores que, por uma razão ou por outra, não singram no mundo do futebol, passando anos a tentar compôr uma carreira sem nunca sair do (relativo) anonimato.
Hélio Roque foi um desses casos. Aos 22 anos, o médio ofensivo joga no AEL Limassol, do Chipre, depois de já ter passado pelo Benfica, Olivais e Moscavide e Vitória de Setúbal, em sucessivos empréstimos por parte do clube encarnado. A variedade de clubes mostra bem as dificuldades que o médio teve em se afirmar nas diferentes casas por onde passou, apesar do talento que a princípio exibia.
A história futebolística de Hélio Roque começa em 2005, na Luz, com o Benfica sob a alçada de Ronald Koeman. Na pré-época de 2005/2006, o treinador holandês decide apostar em alguns jovens talentosos para a pré-época na Suíça. Um desses jovens é Hélio José Lopes Roque, então prestes a completar 20 anos, ele que nasceu a 20 de Julho de 1985.
A meros dez dias do seu aniversário, o jovem médio atacante tem a sua grande estreia, frente ao Sion, num jogo em que o Benfica venceu por 2-1. Entrando na segunda parte, Hélio Roque acusa algum nervosismo, não convencendo totalmente os exigentes adeptos encarnados. O jovem tinha portanto no próximo jogo, frente ao Carouge, a sua prova de fogo. Desta vez, a exibição agrada, e Hélio Roque consegue a sua oportunidade na equipa A do Benfica.
Durante o ano de 2005, o jogador é presença assídua nas convocatórias da águia. Faz toda a pré-época, em que marca inclusivamente um golo (ao West Bromwich Albion, 5-0), é suplente utilizado na Supertaça e, de Julho a Dezembro, só falha quatro jogos do Benfica, dois na Champions e dois na Liga. No entanto, durante o defeso de Inverno, é emprestado ao Vitória de Setúbal, onde teria mais hipóteses de jogar com regularidade. No entanto, também no clube sadino não passa da condição de suplente, realizando apenas um jogo na condição de titular, frente ao Gil Vicente, e sendo substituído logo aos 31 minutos do mesmo. Assim, e apesar do desejo expresso pelo jogador de "provar o seu valor", ainda não é com esta mudança que tal acontece.
Uma fase mais regular da carreira de Hélio Roque começa na época seguinte, em que o Benfica o empresta ao Olivais e Moscavide, então na Liga Vitalis. Aqui, Hélio consegue realizar 13 das 28 partidas na condição de titular, sendo totalista em quatro delas e marcando três golos. O jogador só não é utilizado num dos jogos dessa época, frente ao Trofense.
Ainda nesta época, surge a notícia de que Hélio Roque pretende alinhar pela selecção nacional de Angola. Dadas as origens angolanas do jovem, e visto não ter qualquer internacionalização pela equipa das quinas, o pedido é aceite. No entanto, a FIFA não permite a transferência e o projecto acaba por não se concretizar.
Em 2007, a "dança das cadeiras" volta a vitimar Hélio Roque, que se vê novamente na lista de dispensas do Benfica. Desta vez, o jovem sai em definitivo do clube encarnardo e ruma aos cipriotas do AEL Limassol, proporcionando a Hélio a sua primeira experiência no estrangeiro, e justamente num país onde alinham inúmeros jogadores portugueses em busca de solidez na carreira. Hélio joga regularmente pelo clube cipriota, chegando inclusivamente a marcar alguns golos.
Características
Hélio Roque é um médio ofensivo que tanto pode jogar no centro como nas alas, posição que mais frequentemente ocupa. A sua estampa física pouco impressionante (1,74 e 60kg apenas) fez com que fosse considerado "demasiado leve" no Benfica, e submetido a treino específico no sentido de ganhar massa muscular.
No entanto, o seu porte esguio, quando aliado à sua capacidade técnica, constitui uma mais valia, tornando-o um jogador ágil e rápido - perfeito para a posição de extremo. Aquilo que, como médio-centro, poderia causar problemas, encostado às alas acaba por resultar muito bem.
Pouco mais há a dizer sobre este jogador - rematador, bom executor de livres e técnico, Hélio Roque tem sobretudo sofrido de falta de sorte na sua carreira. Talvez o futuro próximo traga mais alegrias a este jovem de 22 anos, e lhe permita estabilizar a sua carreira.
Nome: Hélio José Lopes Roque.
Data de Nascimento: 20/07/1985 (22 anos).
Posição: Médio Ofensivo/Extremo.
Nacionalidade: Angolana/Portuguesa.
Clube: AEL Limassol.
Texto: Pedro Bonito.
Imagem: Academia de Talentos.
03.07.2008 09:19h | Ocultar ou Mostrar Comentários |
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