Oeiras 2 - 6 Benfica (Juniores)
Local: Estádio Municipal de Oeiras (01/04/08).
Equipa de Arbitragem: Rui Rodrigues, Pedro Ferreira e Vítor Cruz (AF Lisboa).
A.D.Oeiras: Juan, Teixeira, Baixinho, Tiago, Califo, Gabião (Lee, 23'), Diogo(cap.), Vida, Abel, Paulinho e Leonel.(Taveira'63).
Suplentes não utilizados: Antunes, Miguel, Pires, Cuca e Issá.
Treinador: Prof. Mário Reis Treinador Adjunto: Mário Reis.
S.L.Benfica: Daniel Caseiro, João Alberto, Airton Oliveira (Domingos Silveira, 66'), João Pereira, Wagner Silva, David Simão, André Soares, Leandro Pimenta, Boti Demel (Rui Ferreira, 74'), Miguel Rosa (Daud Machude, '78) e Abdoulaye Fall.
Suplentes não utilizados: Rui Santos, André Magalhães, Paul Keita e Toumany Sambou.
Treinador: João Alves Treinador Adjunto: Renato Paiva
Resultado ao Intervalo: 2-4.
Marcadores: João Pereira (7'), André Soares (18'), Boti Demel (22'), David Simão (30'), Lee (31',45'), Miguel Rosa(50',51').
Acção Disciplinar: Amarelos: Diogo (58'), David Simão (74').
Melhores em Campo: Lee(A.D.Oeiras) e Miguel Rosa (Benfica).
Comentário ao Jogo:
As equipas entraram em campo a tentarem "estudar-se" uma à outra. Com o Benfica a jogar num 4x3x3 clássico tal como o Oeiras. A partida ficou marcada desde o inicio pela superioridade em termos da posse de bola da equipa visitante. Utilizando a estratégia de ataque organizado, a equipa comandada por João Alves desde cedo mostrou que queria dominar a partida. O Oeiras por seu lado tentava sair a jogar em ataque rápido, recorrendo a passes longos para as costas dos defesas laterais benfiquistas. Através da contenção, o Oeiras tentava adiar o inevitável e aos sete minutos, o Benfica chega ao primeiro golo da partida por intermédio de João Pereira, a responder a um bom cruzamento de André Soares, com a defesa da equipa da casa a demonstrar enorme passividade. Logo a seguir, aos 10 minutos, numa perda de bola infantil por parte de Tiago, o Benfica poderia ter chegado ao segundo.
O Benfica continuou com o controlo do jogo e chegou aos segundo tento aos 18 minutos, através de um bom cruzamento de Airton para André Soares que se antecipa ao guarda-redes e finaliza. Passados mais quatro minutos, o Benfica chega novamente ao golo, mais uma vez com um grande passe em ruptura feito por Airton, ao qual Boti Demel correspondeu com uma excelente finalização. O treinador Prof. Mário Reis sentiu que precisava de mudar algo, e no minuto seguinte faz a primeira alteração, modificação essa que deu maior dinâmica ofensiva ao seu ataque. No entanto, num momento de inspiração pura, David Simão marca o golo da tarde, fintando dois adversários dentro de área e rematando para o fundo das redes. Pouco depois, Lee que tinha entrado há poucos minutos, dando maior agressividade e velocidade ao ataque do Oeiras, aparece frente-a-frente ao guarda-redes Daniel Casaleiro e finaliza de forma simples e eficaz. Com o seu primeiro golo, o Oeiras reduzia para 1-4 e ganhava novo fôlego para enfrentar uma partida que parecia completamente perdida poucos minutos antes. Os últimos quinze minutos da primeira parte foram dominados pela equipa da casa, que tentou trazer algum equilíbrio ao marcador, conseguindo fazê-lo no minuto 45 do jogo, outra vez por intermédio do Lee e indo assim para o intervalo com uma desvantagem de "apenas" 2 golos.
À entrada para a segunda parte, a equipa da casa promove uma alteração táctica, arriscando tudo na procura de inverter o resultado desfavorável. O Prof. Mário Reis alterou a sua equipa para um 3x4x3 que visava tentar ganhar uma unidade no confronto no sector intermédio. No entanto, esta nova estratégia nem teve tempo para assustar os benfiquistas, pois em dois minutos, Miguel Rosa, fixa o resultado em 6-2, com dois golos, respectivamente aos 50 e 51 minutos. A tentativa de jogar com um bloco alto e pressing no meio campo adversário por parte do Oeiras, não surtiu o efeito desejado. A equipa da casa a partir deste momento ficou cada vez mais desprotegida defensivamente, e o Benfica com transições rápidas, ainda poderia ter dilatado o resultado por diversas ocasiões, nomeadamente aos 69 minutos, por intermédio de Miguel Rosa, com um remate acrobático. Até ao final da partida, destaque apenas para um remate do Oeiras por parte de Paulinho.
Resultado justo, devido à dificuldade do Oeiras em chegar á baliza contrária. O Benfica jogou bem, controlou o jogo, e mereceu inteiramente esta vitória expressiva, que ainda poderia ter sido mais folgada.
Análise individual dos jogadores do S.L.Benfica:
Daniel Casaleiro: Além dos dois golos sofridos, foi practicamente um espectador do jogo. Apenas respondendo bem aos cruzamentos do adversário.
João Alberto: Poderia ter participado mais na manobra ofensiva da equipa. Mesmo assim, cumpriu no que respeita ás suas funções defensivas.
Airton Oliveira: Jogou como extremo esquerdo e foi sempre um perigo para a defesa contrária, pela velocidade que imprimiu ao seu corredor. Criou muitos lances para os companheiros finalizarem. Foi um dos melhores em campo, tendo sido substituído pelo desgaste a que foi submetido ao longo da partida.
João Pereira: Fez um bom jogo, tanto no capítulo defensivo como no apoio ao ataque. Foi dele o golo inaugural que trouxe completa tranquilidade á equipa benfiquista.
Wagner Silva: Central algo pesado e preso de movimentos. Falhou muitas vezes na marcação, e tacticamente não esteve bem. Poderia ter feito mais defensivamente, mas também ofensivamente. Na hora de pausar e organizar o seu ataque a partir de trás, não teve o discernimento necessário, "bombeando" muitas bolas para a frente.
David Simão: Grande jogo do médio mais recuado do benfica. Controlou os tempos de jogo, participou de forma activa na manutenção da posse de bola, criou muitos passes de ruptura, e ainda, sempre que necessário, ajudou no processo defensivo. Marcou o melhor golo de todo o encontro.
Leandro Pimenta: Jogador mais apagado do sector intermediário. Faltou-lhe em alguns momentos o tempo certo para soltar a bola e não esteve muito participativo no processo ofensivo. No entanto, equilibrou nas transições defensivas.
Boti Demel: Fez o seu golo aos 22 minutos. Assinou uma boa exibição, mas face à passividade dos defesas contrários poderia ter marcado mais, não tivesse desperdiçado pelo menos duas oportunidades claras de golo.
Miguel Rosa: Pelos golos que marcou, pela importância que tem na equipa, pela construção de jogo, foi o melhor em campo. Preencheu o sector intermediário e foi sempre o primeiro a tentar criar linhas de passe.
Abdoulaye Fall: Excelente no jogo aéreo e importante na manutenção do equilíbrio defensivo.
André Soares: Deu profundidade ao corredor direito, fazendo inúmeros cruzamentos para os avançados finalizarem. Marcou aos 18 minutos após um cruzamento vindo da esquerda. Irrequieto, deu muito trabalho ao melhor defesa do Oeiras.
Domingos Silveira: Entrou para refrescar o ataque e assim aconteceu. No entanto, agarrou-se demasiado à bola, não acertando no tempo para a soltar.
Rui Ferreira: O ataque benfiquista perdeu algum fulgor com a sua entrada. Deveria ter sido mais participativo e mais agressivo.
Daud Machude: Entrou no final da partida, sem nenhum lance de registo.
Análise individual aos jogadores do Oeiras:
Juan: Tarde ingrata para o guardião do Oeiras. Sofreu seis golos em que não teve qualquer hipóteses de defesa. Ainda assim, fez um par de boas defesas.
Teixeira: Mau jogo do lateral direito. Foi pelo o seu corredor que as jogadas de mais perigo para a sua baliza aconteceram. Nunca consegui fechar convenientemente o seu lado e raramente apareceu na ajuda no processo ofensivo.
Baixinho: Dos dois centrais, foi o que mais lutou contra o ataque avassalador do Benfica. No entanto, fica ligado ao mau resultado, devido ao seu fraco desempenho no jogo aéreo.
Tiago: Apesar da vontade demonstrada, fez um mau jogo. Raramente ganhou lances aéreos, bolas divididas. Evidenciou alguma falta de velocidade e demonstrou uma aparente falta de recursos para enfrentar o adversário.
Califo: Dos 4 elementos defensivos, foi o melhor. Ajudou bastante no equilíbrio defensivo e também tentou ajudar nas transições para o ataque.
Gabião: Fraco tacticamente, não foi capaz de travar o meio campo benfiquista e falhou na ajuda do equilíbrio defensivo, foi substituído ao intervalo.
Diogo: Apagado enquanto jogou no meio campo, melhorou a sua prestação quando recuou no terreno.
Vida: O processo ofensivo passou sempre pelos seus pés. Fez um jogo razoável, por vezes pareceu jogar um pouco desapoiado.
Abel: Durante a primeira parte ganhou muitas bolas no sector ofensivo devido á sua agressividade. Com o decorrer do jogo foi perdendo força e notou-se uma clara diminuição no seu rendimento.
Paulinho: Um dos melhores da equipa da casa. Ao longo de todo o jogo criou lances ofensivos que não tiveram o melhor seguimento por parte dos seus companheiros de equipa. Lutou imenso para tentar inverter o domínio de posse de bola por parte do Benfica.
Leonel: Discreto. Ajudou a fechar o corredor direito no processo defensivo e raramente se viu em termos atacantes.
Lee: Excelente entrada em campo com 2 golos em pouco mais de 20 minutos. Agitou um pouco o jogo, mas não foi suficiente para a sua equipa ganhar novo ânimo na partida.
Taveira: Não acrescentou nada de novo ao sector ofensivo.
Texto: João Peres.
Imagem: Academia de Talentos.
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