SC Braga 1-0 Atlético de Madrid
Sporting Clube de Braga 1-0 Club Atlético de Madrid.
Sp. Braga: 1 - Rui Vieira; 2 - Daniel Coelho; 3 - José Ferreira; 4 - André Campos; 5 - Joaquim Barbosa; 8 - Hernâni Vieira "Nani"; 9 - Nuno Valente; 14 - Eduardo Machado (7 - João Peixoto, 54'); 11 - Pedro Soares (Toumany Sambou, 36'); 15 - José Oliveira e 17 - Januário Jesus (16 - Rui Torre, 49').
Treinador: Eduardo Mendez.
Atlético Madrid: 4 - Andrés; 5 - Propín (cap.); 6 - Gerard; 7 - Sergio Marcos; 9 - Borja Tomas; 10 - Daniel Martín; 13 - Alejandro Campos; 14 - Alberto Torrero; 15 - Pablo Mesquita; 19 - Pacheco e 20 - Cidoncha.
Suplenes Utilizados: 3 - Manuel Trinado; 8 - Llorente; 11 - Facundo; 12 - Titi; 16 - Biendi e 17 - Valecillo.
Treinador: Antonio Rivas Martínez.
Árbitro: Diogo Santos (AF Guarda).
Assistentes: Renato Gonçalves e Fábio Cardoso (AF Guarda).
Disciplina: Cartão amarelo a Biendi (60 e 60 + 1'); Cartão vermelho a Biendi (60 + 1').
Golos: 1-0, por Nuno Valente (35').
Melhor em campo: Eduardo Carvalho (SCB).
Crónica:
O Sporting de Braga era a última das equipas portuguesas presentes no Torneio da Guarda de futebol júnior, e a mais desconhecida do grande público. No entanto, pode-se dizer que está aqui uma equipa interessante, reforçada por alguns ex-benfiquistas e sportinguistas.
Num dia em que todos os emblemas lusos defrontaram equipas espanholas, cabia ao Braga o adversário teoricamente mais difícil: o "milionário" Atlético de Madrid. No entanto, este jogo serviu para sublinhar que "o que é estrangeiro nem sempre é melhor", visto que a equipa do Braga jogou sempre em ritmo de cruzeiro e não teve quaisquer dificuldades em bater os espanhóis.
O Braga alinhava no sempre popular 4-3-3, com Januário Jesus no flanco esquerdo e Pedro Soares no direito, em apoio ao ponta-de-lança Nuno Valente. No meio campo, Eduardo era o médio mais ofensivo, enquanto que José Oliveira e "Nani" faziam as funções de médio-centro. Atrás, Daniel Coelho e Joaquim Barbosa asseguravam as alas, com André Campos e José Ferreira no eixo, em frente ao guarda-redes Rui Vieira.
Do lado dos espanhóis, a táctica era semelhante, embora menos organizada que no caso dos bracarenses, podendo desdobrar-se em 4-4-2 caso fosse necessário. No entanto, a desorientação reinou nas hostes madrilenas durante quase todo o jogo, dificultando maiores avaliações tácticas.
Início equilibrado
Durante os primeiros minutos após o apito do árbitro, tudo parecia normal. Os espanhóis carregavam, os bracarenses respondiam, surgiam alguns remates e até uma situação de três para um a favorecer os espanhóis (14'). No entanto, com o correr dos minutos, o cenário começou a mudar. Era agora o Braga quem dominava as operações, frente a um Atlético completamente à deriva.
Mesmo assim, era Rui Vieira quem continuava a ter mais trabalho. No entanto, quase todos os lances em que o guardião foi chamado a intervir se tratavam de centros ou remates fracos que o número 1 bracarense "amarrava" com facilidade. Só aos 21' surgiu um cruzamento que o guardião só conseguiu segurar à segunda; mesmo assim, resolveu com relativo brio a situação.
Aos 23', surgia uma grande oportunidade para o Braga. Grande jogada de entendimento entre os médios do clube minhoto, e Januário Jesus, em boa posição, aborda mal a bola e acaba por fazer um passe para o guarda-redes madrileno, que agradece. Três minutos depois, o mesmo extremo ex-Sporting conclui boa jogada individual com remate à figura; e aos 28', serve um colega que, isolado, cabeceia por cima. O golo do Braga já se pressentia nas bancadas, e o 0-0 ao intervalo não parecia ser para durar.
Classe e ânimos exaltados
A segunda parte iniciou-se como a primeira terminara: numa toada atacante de parte a parte, mas com a maioria dos remates a saírem tortos ou fracos. Aos 33', não surge ninguém do Atlético a encostar cruzamento perigoso; dois minutos depois, dá-se o momento mais bonito do jogo.
A jogada começa no meio-campo defensivo do Atlético, com um "brinde" de um jogador madrileno ao médio Eduardo Machado. Este imediatamente flecte para a direita, ultrapassa um defesa, e cruza atrasado para a entrada de Nuno Valente. O avançado, com tempo e espaço, completa com simplicidade. Um golo de classe, que o Braga justificava plenamente, e que surgiu da melhor forma, numa jogada bonita de futebol corrido.
A partir daí, quase só deu Braga. Tirando um remate fortíssimo de longe (49') e mais um par de lances inconsequentes, o Atlético desapareceu do jogo. O Braga, esse, dominava, e deixava-se ficar em "ritmo de cruzeiro", sabendo que 1-0 chegava para deixar todos contentes. Até que quase no final os ânimos se exaltaram.
O minuto era o 59', e o Atlético beneficiava de um livre indirecto. Previa-se um empate injusto, mas inevitável dos espanhóis. No entanto, o jogador encarregue da conversão faz o favor de bater pessimamente, levando a que o lance se perca. Pouco depois, um livre tem de ser batido duas vezes, os espanhóis exaltam-se, e tudo se precipita. O árbitro marca faltas sem se perceber porquê, expulsa Biendi por dois amarelos consecutivos, muda o sítio de marcar os livres, e finalmente...termina com o jogo, deixando os adeptos perplexos, sem perceberem muito bem o que se passou. No entanto, mais polémica menos polémica, o certo é que o Braga mereceu a vitória e venceu com justeza. Parabéns!
Análise individual (Sp. Braga):
Rui Vieira - Tranquilo quando chamado a intervir.
Daniel Coelho - Raçudo, ganhou várias bolas e resolveu sem complicar. Interessante.
José Ferreira - Sem muito trabalho.
André Campos - Tranquilo, mostrou classe e experiência.
Joaquim Barbosa - Composto a defender e a atacar.
Nani - Pautou jogo a meio campo e deu uma "mãozinha" na defesa.
Eduardo Carvalho - Com excelente técnica individual e boa visão de jogo, afirmou-se como o melhor da sua equipa. Muita classe no lance do golo e no trabalho individual (14').
José Oliveira - O "homem das chuteiras laranja" também fez um bom jogo. Entendeu-se bem com Eduardo Carvalho e esteve apenas ligeiramente abaixo deste.
Januário Jesus - Irrequieto e lutador, com movimentações rápidas. Arriscou remates, mas não lhe sairam bem.
Nuno Valente - Não se deu por ele até...marcar um golaço.
Pedro Soares - Físico franzino, mas muita capacidade de luta. Boa técnica.
Toumany Sambou - Reforço de músculo para o ataque.
Rui Torre - Deu-se pouco por ele
João Peixoto - Pouco tempo.
Texto: Pedro Benoliel.
Imagem: Academia de Talentos.
23.08.2008 08:34h | Ocultar ou Mostrar Comentários |
Juniores
Dia 23.08.2008, às 19:23, Gualdino disse...
DIogo Santos, árbitro da Guarda!!!! Mais valia ficar na bancada pelos vistos!
Dia 25.08.2008, às 01:10, alguem disse...
já pensaram ir ver o livro de leis de jogo... talvez ai percebessem o que se passou!
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