SL Benfica 0 - 1 Real Valladolid C.F.
Sport Lisboa e Benfica 0 - 1 Real Valladolid C.F.
Sport Lisboa e Benfica: 1 - Fábio Reis; 2 - Tiago Ribeiro (13 - Ruben Nunes, 51'); 3 - Bakar Mirtskhulava; 4 - Vinícius Silva; 5 - André Dias; 8 - Toni Sá (6 - Paul Keita, 42'); 9 - Nélson Cunha ( 11 - Ricardo Argente, int.); 10 - Ruben Pinto (Cap.); 15 - Edson Silva (17 - Carlos Castro, int.); 16 - Luís Martins (7 - Tiago Romeira, int.) e 18 - Sancidino Silva.
Treinador : João Couto
Real Valladolid C.F.: 1 - Alberto; 12 - David (2 - Ángel, 42'); 5 - Nico (16 - Borja, int.); 3 - Chuchi; 4 - Xewy; 6 - Nano; 10 - Álvaro (18 - Luc, 42'); 7 - Navas (17 - Javi, 49'); 11 - Luis; 8 - Font (15 - Saul, 35') e 9 - Manucho (14 - Jose, 48').
Treinador: Jose Carlos Pereira.
Árbitro: Silvério Sousa (AF Guarda).
Assistentes: José São Pedro e Fábio Cardoso (AF Guarda).
Golos: 0-1, por Navas (31').
Disciplina: Cartão amarelo a Nico.
Melhores em campo: Luís Martins (Benfica) e Navas (Valladolid).
Crónica:
O Benfica é outra das equipas a participar, este fim de semana, no Torneio Internacional da Guarda, onde se apresenta com a equipa de Juvenis A. E foi precisamente esta formação que, na tarde de sexta-feira, se defrontou com a equipa espanhola do Real Valladolid. E o mínimo que se pode dizer é que a diferença de um/dois anos a favor dos espanhóis se fez sentir. O Benfica perdeu por 0-1, e só por acaso é que a vantagem não foi mais dilatada.
De facto, seria justo dizer que o Valladolid dominou todo este jogo. Os espanhóis pouco espaço deixaram aos jovens de Lisboa para explanar o seu jogo, e o Benfica mais não pôde do que defender-se com as armas que tinha.
As águias até entraram aguerridas, num 4-1-2-3 em que o reforço Edson tinha funções claramente de contenção. À sua frente, Toni Sá e Ruben Pinto municiavam o trio de ataque composto por Sancidino, Nélson Cunha e Luís Martins, enquanto que atrás se verificava um quarteto defensivo clássico. Do lado do Valladolid, a táctica era exactamente a mesma, embora aqui o médio destacado fosse atacante em vez de defensivo (no caso o número 10, Àlvaro).
Primeira parte hispânica
E foi precisamente no ataque que o Valladolid começou a ganhar o jogo. Os três jogadores da frente - com destaque para os alas Font e Navas - faziam a "vida negra" aos defesas benfiquistas, tendo calhado a "fava" a André Dias - impressionante ver como Navas ganhava tudo e mais alguma coisa pela esquerda. Cá atrás, os defesas apagavam os poucos "fogos", quase todos saídos dos pés de Toni Sá ou do inconformado Luís Martins. O Benfica sentia enormes dificuldades em atacar, e os espanhóis iam-se agigantando até tomar conta do jogo.
Aliás, o Valladolid podia facilmente ter-se posto em vantagem nestes minutos iniciais. Logo aos cinco minutos, um remate estrondeou na barra da baliza a cargo de Fábio Reis. Três minutos depois, um tiro ao poste deu ideia de ter entrado na baliza, mas Fábio espalmou a bola para longe e o árbitro deixou seguir o jogo.
Só nesta fase o Benfica esboçou uma tímida reacção; Dino atirou fraco aos 17', e aos 22' foi o aguerrido Luís Martins a tentar incomodar Alberto, mas novamente sem resultados. Pelo meio, um interessante "apanhado" futebolístico, em que Navas é atingido "em cheio" por um passe...de um colega de equipa! Um momento mais leve no "sufoco" que foi a primeira parte para o Benfica.
Aos 28', dá-se um caso digno de polémica. Nélson Cunha solta Sancidino Silva na frente de ataque, o jovem iniciado tenta desmarcar-se e é carregado. O árbitro nada assinala, mas fica a ideia de que o jogador foi travado em falta. Apenas dois minutos depois, terminava uma primeira parte "hispânica", com um surpreendente e fortuito 0-0.
Mais do mesmo
A segunda parte começava, e apesar das três substituições do Benfica, tudo ficava na mesma. O sistema era idêntico, apenas com outros jogadores, e o pendor do jogo continuava a balançar para o lado da equipa espanhola.
Aliás, logo no primeiro minuto da segunda parte, dá-se aquilo que todos esperavam - o golo do Valladolid. Na sequência de um livre à maneira de "canto mais curto", a bola é enviada para a área encarnada, onde Navas surge isolado, a "fuzilar" de cabeça. Fábio Reis, que conseguira "aguentar o forte" na primeira parte, via-se finalmente batido. Para o Valladolid, era apenas o desfecho inevitável de uma exibição dominante.
Curiosamente, foi após o golo adversário que o Benfica mais "apareceu" no jogo. O revés parece ter galvanizado a equipa das águias, que começou finalmente a construir lances com algum conteúdo e a pressionar a defensiva espanhola. Nesta fase, os jovens da Luz conquistaram uma série de cantos e livres que - finalmente! - puseram à prova os reflexos de Alberto. Aos 59', é Vinícius quem surge em dribles na área, mas o brasileiro atrapalha-se com a pressão de um adversário e acaba por rematar fraco, desperdiçando uma das melhores oportunidades para a sua equipa. Na resposta, um jogador espanhol entra na área, mas perde-se em dribles e acaba por não conseguir mais que um canto (do qual, aliás, nada resultou).
No entanto, seria já em tempo de compensação que o frisson se voltaria verdadeiramente a fazer sentir no Municipal da Guarda. Na sequência de uma perda de bola de Tiago Romeira, surge uma jogada de perigo pela direita. O centro rasteiro encontra Javi, mas este remata por cima. Uma oportunidade de ouro para o Valladolid ampliar a vantagem. Na resposta, e no último dos seis (!) minutos de compensação, Ruben Pinto "fuzila" de longe, mas a bola passa ao lado. Era o último cartucho das águias, que deixariam escapar uma vitória para um adversário superior, sim, mas também mais velho e experiente. Sobretudo, há que manter a cabeça levantada, porque esta equipa do Benfica parece ter estofo para mais.
Análise individual (Sport Lisboa e Benfica):
Fábio Reis - Teve alguns "sobressaltos". Nada podia fazer no lance do golo. Sorte em dois lances na primeira parte.
Tiago Ribeiro - Mais regular que André Dias. Exibição bastante razoável.
Bakar - Eficaz nas dobras e recuperações. Bom jogo de rins. Fica ligado ao lance do golo.
Vinícius Silva - Muitas vezes excessivamente faltoso, jogou "na raça". Revelou bastante talento,mas também algumas carências. Terminou o jogo a...avançado!
André Dias - Perdeu muitas bolas na sua zona de influência. Bastante melhor a subir.
Toni Sá - Bons pormenores saídos de excelentes pés.
Nélson Cunha - Lutou muito, mas teve pouco a bola.
Ruben Pinto - Discreto. Pode e sabe fazer mais.
Edson Silva - Médio de contenção acima da média. Arriscou alguns bons passes na transição defesa-ataque.
Luís Martins - Muita garra e excelentes movimentações, em exibição inconformada do ex-Sporting. Foi dos melhores até sair, ao intervalo.
Sancidino Silva - Muito mexido, procurou os caminhos da baliza. Pecou por excesso de individualismo. Positivo.
Tiago Romeira - Rápido e aguerrido, mas não fez esquecer Luís Martins. Deslize quase fatal aos 60 + 2'.
Ricardo Argente - Não lhe chegou jogo...
Carlos Castro - Posicionalmente forte, foi o melhor dos suplentes. Jogador interessante.
Paul Keita - Só mais um para a contenção.
Ruben Nunes - Segurou o flanco direito, protestou e esbracejou muito. Regular.
Texto: Pedro Benoliel.
Imagem: Academia de Talentos.
23.08.2008 01:04h | Ocultar ou Mostrar Comentários |
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