Sport Lisboa e Benfica 8 - 0 Vilafranquense (Juvenis B)
28ª Jornada do Campeonato Distrital de Juvenis - I Divisão Honra.
Escalão: Juvenis.
Local: Campo Pupilos do Exército.
Data: 11 de Maio de 2008.
Equipa de arbitragem: Árbitro - Frederico Martins; Auxiliares - André Oliveira e Ricardo Amaral.
SPORT LISBOA e BENFICA: Marcel DeBellis (GR), Paulo Silva (Hugo Falcão 40`), Diogo Azevedo, Ruben Nunes (Cap.), Luís Martins, João Job (Ricardo Serra 62`), Diogo Figueiras (Daniel Mozer 62`), Luís Santos, Diogo Caramelo, Carlos Castro e Tiago Romeira (Diogo Coelho 53`).
Suplentes não utilizados: André Barata.
Equipa técnica: Luís Martins (Treinador), Pedro Martins (T. Adjunto), Nuno Ferreira (Delegado).
Vilafranquense: Rodrigo (GR), Marco Cabral (Veloso 53`), Gonçalo Valente, André Sedas (Pedro Teixeira 31`), Filipe Santos (Arrojado 62`), Filipe Silva, Tiago Neves, Toste, Diogo Calisto (Cap.), Tidjane e Fábio Santos (David Ferreira 62`).
Suplentes não utilizados: Ricardo Vilela, Carlos e Tiago Filipe.
Equipa técnica: Eduardo (Treinador), Alexandre Nobre (T. Adjunto), Luís Sedas (Delegado).
Resultado ao intervalo: 2-0.
Marcadores: Carlos Castro (22), Tiago Romeira (23), Diogo Figueiras (45), Diogo Caramelo (55 e 75), Ruben Nunes (68).
Acção disciplinar: Cartão amarelo a Paulo Silva aos 39` (Benfica) e cartão amarelo a Gonçalo Valente aos 21` e a Filipe Santos aos 37` (Vilafranquense).
Melhores em campo: Carlos Castro (Benfica) e Diogo Calisto (Vilafranquense).
Crónica:
Entrada adormecida só despertou com o golo
Céu cinzento e alguns aguaceiros esta manhã nos pupilos do exército, em jogo a contar para a 28ª jornada do campeonato distrital de juvenis, no embate entre Benfica e Vilafranquense. As dezenas de pessoas presentes presenciaram um encontro desnivelado e pouco emotivo, em que o Benfica acabou por vencer com naturalidade e por larga vantagem.
Sem o seu treinador principal, Ricardo Dionísio, ausente por estar ao serviço da equipa de juniores num torneio a realizar na Holanda, foi o seu adjunto, Luís Martins quem assumiu o controlo da equipa para esta partida.
O jovem técnico fez alinhar para este jogo o gigante Marcel DeBellis na baliza e um quarteto defensivo composto por Paulo Silva na direita, Diogo Azevedo e Ruben Nunes ao meio e Luís Martins sobre a esquerda. O habitual triângulo do meio campo foi composto por João Job, Carlos Castro e Luís Santos, com este último a jogar muito tempo nas costas do avançado da equipa Diogo Caramelo. Nas alas jogaram Tiago Romeira na esquerda e Diogo Figueiras na direita.
Curiosamente, foi a equipa visitante que entrou melhor, com mais força e mais agressividade sobre a bola, tendo sido a primeira a rematar à baliza por intermédio de Fábio Santos logo aos três minutos. Os encarnados entraram moles e adormecidos, sentindo algumas dificuldades para trocar a bola no seu terreno e para chegar à baliza contrária. Só à passagem dos dez minutos chegaram pela primeira vez à área adversária, com Luís Santos a hesitar em demasia no remate e a permitir o corte.
Um minuto depois, os da casa rematam pela primeira vez à baliza de Rodrigo, com o lateral Luís Martins a rematar com muita força mas por cima. A partir do primeiro quarto de hora, a força inicial da equipa visitante começou a desaparecer, e os encarnados começaram a assumir as despesas do jogo, apostando no toque curto e nas tabelas à saída do meio campo, a equipa orientada por Luís Martins conseguiu fazer circular a bola com maior velocidade e aos poucos foi chegando com maior perigo e facilidade à área adversária.
Aos vinte e dois minutos, num lançamento de linha lateral de Luís Martins, a bola é colocada à entrada da área e Carlos Castro de primeira atira com força para o primeiro golo da partida. Um golo de belo efeito e que valeu um forte aplauso do público presente. Um minuto volvido e o Benfica voltava a marcar. Tiago Romeira tabela no meio campo com Luís Santos e com espaço na esquerda consegue o drible e rompe para o centro do terreno, onde remata colocado para o fundo das redes. Estava feito o segundo para os encarnados sem que a exibição o justificasse.
À meia hora de jogo, o Vilafranquense volta a estar perto do golo, com Diogo Calisto a trabalhar bem à entrada da área e a rematar fraco para defesa segura de Marcel. Ainda antes do intervalo João Job consegue ir à linha e cruza rasteiro para o coração da área, onde não surge ninguém a tempo de fazer a emenda. Segundos depois o árbitro mandava toda a gente para os balneários.
Chuva de golos e maior supremacia do Benfica
Tal como na primeira parte, foi o Vilafranquense quem fez o primeiro remate do segundo tempo, desta feita por Tidjane que atirou por cima. Na resposta, a equipa encarnada sentenciava a partida com o terceiro golo. Tiago Romeira cruza sobre a esquerda e ao segundo poste Diogo Figueiras tem tempo para dominar e atirar para o fundo das redes.
A partir daqui, a equipa orientada por Eduardo não mais se encontrou e o Benfica partiu para uma vitória tranquila e por números demasiado expressivos. Aos cinquenta e um minutos de jogo, num canto apontado por Luís Martins, a bola sobra para Diogo Figueiras que dentro da área remata forte com a bola a embater num defesa e a enganar o guardião Rodrigo. Estava feito o quarto golo para a equipa da casa.
Mais rápido sobre a bola e com muito espaço concedido pelos jogadores da equipa visitante, os jovens encarnados colocavam em campo todo o seu futebol, trocando bem a bola e chegando com muitas facilidades ao último terço do terreno adversário. Aos cinquenta e cinco minutos, novo golo para o Benfica. Dois minutos após a sua entrada, Diogo Coelho ganha vantagem na linha e cruza atrasado para o centro da área, onde aparece Diogo Caramelo a empurrar para dentro da baliza.
Para os últimos 15 minutos estavam guardados mais três golos para a equipa da casa. Aos sessenta e oito minutos numa jogada de insistência do médio Castro, a bola sobra para o capitão Ruben Nunes, que à entrada da pequena área fuzila Rodrigo e faz o 6-0. À entrada dos últimos cinco minutos novo tento encarnado. Já com Daniel Mozer em campo, o extremo cruza para bom cabeceamento de Diogo Caramelo ao poste, e na recarga o avançado ainda consegue empurrar para o sétimo da equipa e o segundo da sua conta pessoal.
Ainda antes do fim da partida, Daniel Mozer remata forte de fora da área, a bola tabela num defesa e engana novamente Rodrigo e entra na baliza. Segundos depois o árbitro apita para o final do encontro.
Vitória justa de um Benfica que aos poucos foi subindo no terreno e foi tomando conta do jogo. O resultado acaba por ser um pouco pesado para aquilo que o Vilafranquense fez durante toda a partida.
Análise individual aos jogadores do Benfica:
Marcel DeBellis: Sempre que foi chamado a intervir fê-lo bem e sem dificuldades. Seguro nas bolas paradas ainda foi a tempo da defesa da manhã.
Paulo Silva: Deu muito espaço ao corredor direito e teve de cometer algumas faltas. O amarelo do primeiro tempo acabou por lhe valer a substituição ao intervalo.
Diogo Azevedo: Mostrou-se seguro durante a partida, eficaz na execução dos lances e transmitiu confiança à equipa.
Ruben Nunes: Sentiu algumas dificuldades em marcar o avançado que teve pela frente, principalmente enquanto o mesmo teve força. De resto, esteve bem e conseguiu uma exibição razoável.
Luís Martins: É possuidor de um belo pé esquerdo e isso foi visível nos cruzamentos que fez durante os 80 minutos.
João Job: Não é um artista com a bola nos pés, mas quando a tem sabe o que fazer com ela. Correu muito e conseguiu fechar muitas linhas de passe ao adversário.
Diogo Figueiras: A pouca concentração durante a partida valeu-lhe alguns maus passes e algumas perdas de bola. Apesar do golo, não teve uma exibição positiva.
Luís Santos: A maior referência do ataque encarnado é muito solicitado pelos colegas. Forte, rápido e tecnicista acabou por ganhar muitas bolas aos defesas.
Diogo Caramelo: Apesar dos dois golos apontados e da entrega ao jogo, não conseguiu servir muitas vezes com qualidade os colegas.
Carlos Castro: Soube pegar no jogo na altura em que a equipa tinha dificuldades para sair a jogar. Com bom domínio de bola, apostou no toque curto e marcou o primeiro golo da equipa e o mais bonito da partida.
Tiago Romeira: Um dos melhores do lado dos encarnados, rápido e com qualidade técnica apontou um golo e criou muitos desequilíbrios.
Hugo Falcão: Fechou bem o lado direito da defesa e apostou no ataque em muitos lances.
Daniel Mozer: Efectuou bons passes durante os minutos que esteve em campo e esteve bem tacticamente.
Ricardo Serra: Mostrou bons pormenores técnicos e pouco mais.
Diogo Coelho: Rápido e bom de bola conseguiu criar muitas dificuldades no corredor direito.

Declarações ao jogo:
Luís Martins (Treinador do Benfica):
"Penso que os nossos jogadores encararam bem o jogo e que fizeram muito bem o transfer do que aprenderam no treino para o jogo. Incentivámos os jogadores a acreditarem sempre em mais e os golos foram aparecendo com naturalidade. Estamos no quarto jogo a vencer e até final esperamos continuar assim."
Carlos Castro (Jogador do Benfica):
"Entrámos moles mas após o primeiro golo acordámos e crescemos muito para o resto da partida. Treinamos bem durante a semana e queríamos marcar o mais possível. Queremos acabar o campeonato em grande e vamos continuar a lutar para ganhar os jogos que faltam e marcar o maior número de golos possível."
Alexandre Nobre (Treinador Adjunto do Vilafranquense):
"Sabíamos que íamos encontrar grandes dificuldades devido à qualidade da equipa do Benfica, e por isso tentámos surpreender logo desde o início. Com o passar do tempo a diferença acentuou-se, mas o resultado acaba por ser demasiado pesado por aquilo que a nossa equipa fez."
Texto: Ricardo Nascimento.
11.05.2008 17:13h | Ocultar ou Mostrar Comentários |
Juvenis B
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