Sporting CP 0 - 0 AD Salamanca
Sporting Clube de Portugal 0 - 0 Associación Deportiva de Salamanca.
Sporting Clube de Portugal: 1 - Victor Golas; 4 - Cédric Soares; 13 - Matheus Silva; 17 - Ricardo Alves; 6 - Greg Garza; 5 - Diogo Amado (cap.); 8 - Rabiu Ibrahim (20 - Zezinho, 52'); 11 - Luís Almeida (15 - Renato Neto, 42'); 18 - Luís Oliveira (14 - Michael Santos, int.); 19 - Alexander Zahavi (16 - Renato Santos, 52') e 2 - Amido Baldé.
Treinador: José Lima.
Associación Deportiva de Salamanca: 1 - Rodri; 2 - Hugo (14 - Victor, int.); 3 - Michel (15 - Edu, int.); 4 - Carabias; 5 - Héctor; 6 - Sánchez; 7 - Ivan; 8 - Juan; 9 - Juanfran (cap.); 10 - Rubi e 11 - Javier Sánchez (12 - Antonio, 40').
Treinador: Ricardo Hernández.
Árbitro: Renato Gonçalves (AF Guarda).
Assistentes: Diogo Santos e Fábio Cardoso (AF Guarda).
Melhor em campo: Luís Oliveira (Sporting).
Crónica:
O Sporting participa este fim-de-semana no Torneio Internacional da Guarda de futebol júnior, onde marcam presença equipas portuguesas, angolanas e espanholas. As agremiações disputam entre si jogos de 60 minutos (30 em cada parte), ao ritmo de quatro por dia, sendo o Sábado e o Domingo ocupados pelos jogos "entre vencedores" e "entre vencidos" das rondas anteriores.
Coube aos leõezinhos a tarefa de abrir o torneio, após recalendarização forçada, derivada da não-comparência do Inter de Luanda. Assim, o adversário leonino seria precisamente a equipa que foi chamada a substituir os angolanos, a AD Salamanca. Previa-se um jogo equilibrado entre as duas formações, e não se andava longe da verdade; infelizmente, o que faltou foi inspiração.
As duas equipas subiram ao terreno com disposiçóes tácticas bastante ofensivas. O Sporting estava no seu habitual 4-3-3, com dois médios-centro e um mais recuado (no caso Diogo Amado), dois alas e um ponta-de-lança. O destaque ia, novamente, para a impressionante altura de Amido Baldé. No entanto, poucos foram os momentos de interesse proporcionados pelo avançado guineense.
Quanto ao Salamanca, alinhava num 4-4-1-1 que bastas vezes se transformava em 4-4-2, com a subida do número 10, Rubi, em apoio ao capitão Juanfran. Os espanhóis apresentaram-se aguerridos e rápidos (dando algum trabalho à defensiva leonina), mas de nível técnico bastante inferior ao dos adversários. O destaque ia para o número 11, Javier "Tanque" Sánchez, que ainda há poucas semanas estava à experiência em Alcochete. No entanto, o extremo esteve tão anónimo como os restantes colegas, percebendo-se porque razão não convenceu os dirigentes do Sporting.
Muita luta e pouco jogo
A partida até começou a prometer algo de bom. As duas equipas apresentavam-se lutadoras e enérgicas, desenhando bons lances de conjunto e disputando muito bem a posse da bola. No entanto, não passariam mais que cinco minutos sem que o Sporting ficasse "por cima", demonstrando maior entrosamento e valia técnica que o adversário e começando a tomar lentamente o controlo do jogo. No entanto, os espanhóis defendiam-se muito bem, o que fazia com que não sobejassem oportunidades de golo.
De facto, o primeiro sinal de perigo surgiria apenas aos 8', e logo na melhor oportunidade de toda a primeira parte. Fantástico trabalho de Luís Oliveira pela esquerda, centro para a área, com Zahavi a surgir solto em posição frontal, mas a atirar muito por cima. Podia e devia ter sido o primeiro do Sporting, e logo aí se percebeu que a equipa estaria em maré de azar.
Nos minutos seguintes, um par de cruzamentos e um livre de Diogo Amado à figura ainda despertaram algum interesse. No entanto, com o correr dos minutos, o público presente nas bancadas do Municipal da Guarda foi caindo numa letargia da qual só Garza, num forte remate aos 14 minutos, os acordaria. A partir daí, o jogo "morreu" completamente, tornando-se muito mastigado e completamente falho de emoção. Só mesmo o irrequieto Luís Oliveira dava aos adeptos sportinguistas razões para continuarem atentos; infelizmente, o atleta lesionou-se ao intervalo, pondo fim a promissora exibição. De resto, um par de livres e outros tantos cantos, sem qualquer perigo, e rigorosamente mais...nada. Um primeiro período francamente entediante e marcado também por algumas faltas desnecessárias.
De mal a pior
Na segunda parte, nada mudou. Agora já sem Luís Oliveira (substituído por Michael Santos, a ganhar ritmo competitivo após lesão), o Sporting apresentava-se amorfo, letárgico e descaracterizado. Garza subiu para extremo, e desapareceu; Luís Almeida andava apagado; Rabiu realizava uma exibição inconstante; e nem Cédric conseguia ensaiar as entusiasmantes subidas do costume. Estava na hora de mudar, e José Lima percebeu-o. O treinador fez então entrar Renato Neto, na esperança de ganhar poder de fogo a meio-campo.
Mas nada parecia fazer acordar o Sporting. O Salamanca ia ganhando espaço e atrevimento, e começava-se a ponderar se o Sporting chegaria ao "jogo dos vencedores" de Sábado. Os minutos passavam, e o 0-0 teimosamente - e justamente também - persistia. Os ânimos, esses, começavam a aquecer, como a "pega" entre Cédric e Antonio bem provava. Infelizmente, o jogo em si tomava o rumo contrário - cada vez "arrefecia" mais...
Aos 49', um jogador do Salamanca dispara de longe e quase assusta Golas; felizmente para o Sporting, a bola sobe muito e vai para fora. Mesmo assim, estava conseguida uma das melhores oportunidades do segundo tempo. A outra chegaria apenas aos 58', num remate forte e com perigo do inconformado Zezinho (que entrara pouco antes, juntamente com Renato Santos). Pelo meio ficavam dez minutos de deserto absoluto de ideias e inspiração, a juntar aos que se haviam verificado antes e depois destes dois lances.
O último frisson surgiria já em tempo de descontos, quando uma falha de Matheus permitiu ao avançado adversário rematar com perigo. No entanto, o desfecho inevitável era mesmo a "lotaria" dos penalties.
Finalmente, emoção!
Vieram, pois, os pontapés de grande penalidade. E com eles veio a emoção. Como reflexo do equilíbrio entre as duas equipas, foram precisas nada menos do que duas séries e meia (!) para se apurar o vencedor. Sim, duas séries e meia, doze penalties para cada lado, dos quais cinco foram desperdiçados. Golas defendeu três; Rodri não defendeu nenhum; e o azar ditaria que Diogo Amado (ao poste) e Ricardo Alves (por cima) não conseguissem resolver mais cedo para o Sporting. No entanto, já depois da lista de marcadores ter voltado ao início (!!), seria o mesmo Ricardo Alves a passar de "besta a bestial", marcando após defesa de Golas e dando a vitória muito sofrida ao Sporting.
O clube leonino estará assim presente num dos jogos "entre vencedores" de amanhã. No entanto, a emoção do final não ajuda a esquecer a pobreza dos 60 minutos anteriores. Os ingleses dizem que o sucesso é "10 por cento inspiração e 90 por cento transpiração". A transpiração não faltou, hoje de manhã, na Guarda; os 10 por cento de inspiração é que parecem ter ficado em Lisboa...
Análise Individual (Sporting Clube de Portugal):
Victor Golas - Pouco trabalho. Nos penalties, foi herói.
Cédric Soares - Não se aventurou tanto nas subidas como é seu costume, pois teve algum trabalho com os avançados adversários. A defender, esteve bem como sempre.
Matheus Silva - Mais nervoso do que em outras ocasiões, não comprometeu. Só aos 60 + 2' teve um deslize perigoso.
Ricardo Alves - Durante os 60 minutos, esteve seguro. Nos penalties, foi de "zero a herói".
Greg Garza - Na primeira parte, realizou mais uma exibição de encher o olho, em que procurou sempre terrenos adiantados, fazendo parte da perigosa ala-esquerda do Sporting. No segundo tempo, surgiu a extremo-esquerdo e, paradoxalmente, desapareceu.
Diogo Amado - Tentou ser patrão do meio-campo, mas esteve algo intranquilo. Teve azar em atirar ao poste no "penalty".
Luís Almeida - Exibição pautada pela discrição.
Rabiu Ibrahim - Quando se inspira, entusiasma. Mas nem sempre se decide pela opção de passe mais simples ou correcta. Precisa de perder alguns "tiques".
Luís Oliveira - Exibição aguerrida e irrequieta. Foi sempre um "quebra-cabeças" para os defesas adversários. Saiu lesionado ao intervalo, e o Sporting ressentiu-se.
Alexander Zahavi - Começou raçudo e combativo, trocando constantemente de flanco com Luís Oliveira e criando desequilíbrios. Com o passar do tempo, eclipsou-se. Teve a melhor oportunidade do jogo, aos 8'.
Amido Baldé - Procurou jogo, mas raramente este lhe chegou. Fez a sua exibição mais apagada desde que está no Sporting. Gerou o momento de "comédia" do costume, com um penalty exótico mas de belo efeito.
Michael Santos - Saudado regresso após lesão. Integrou-se bem no jogo defensivo, ainda que subindo muito pouco. Bom penalty.
Renato Neto - Bons pormenores e poder de choque a meio-campo.
Zezinho - Pormenores de inconformismo.
Renato Santos - Rapidez e irreverência, infelizmente inconsequentes.
Texto: Pedro Benoliel.
Imagem: Academia de Talentos.
22.08.2008 15:16h | Ocultar ou Mostrar Comentários |
Juniores
Dia 22.08.2008, às 22:17, zeistbskool disse...
Será que alguém pode fazer um resumo dos clubes onde estão jogadores do Sporting emprestados ( nos séniores )... por exemplo, o Bruno Matias onde anda ?
Dia 22.08.2008, às 22:18, zeistbskool disse...
e o Wilson Eduardo ... O Vivaldo saiu, não foi ?
Dia 23.08.2008, às 12:47, Administração disse...
"e o Wilson Eduardo ... O Vivaldo saiu, não foi ?"
Wilson esteve com a selecção sub-19 portuguesa na Irlanda nesta passada semana e é atleta do Sporting. Vivaldo Arrais é sub-20, saiu do Sporting neste passado verão e ingressou no Betis de Sevilha.
Bruno Matias está no Fátima, tal como André Santos, Luís Páez e Tiago Pedrosa, este último já não é atleta do Sporting.
Dia 23.08.2008, às 19:24, Gualdino disse...
O irmão do Vitor Golas, foi jogar para onde ?
Dia 23.08.2008, às 23:25, Fonz disse...
Torreense, onde também está o André Martins (GR). Estão ambos emprestados pelo Sporting.
No Torreense também está o André Nogueira, que foi campeão nacional pelos juniores do SCP (2005/2006), mas já não pertence aos leões.
Dia 25.08.2008, às 13:42, josefino disse...
e o rui figueiredo, o andre pires, o labarthe, o pupo e o alison? alguem sabe onde eles andam e se ainda estao vinculados ao sporting??
Dia 25.08.2008, às 14:31, Fonz disse...
O Labarthe está na equipa B do Grémio de Porto Alegre. O Alison Almeida foi emprestado ao Olivais no ano passado mas depois voltou para o Brasil, penso que para um clube chamado Legião de qualquer coisa...
O André Pires teve no Real e no Rio Maior em 2007/2008.
Dia 26.08.2008, às 16:04, Editor disse...
o Pupo está emprestado ao Palmeiras ou Fluminense, creio...
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