UDS 3 – 0 Sporting CP
União Desportiva da Serra 3 - 0 Sporting Clube de Portugal (Juniores)
Sporting Clube de Portugal: Primeiro tempo: 1 - Victor Golas; 2 - Cédric Soares; 3 - Pedro Mendes; 4 - Matheus Silva; 5 - Greg Garza; 6 - André Martins; 7 - Renato Santos; 8 - Renato Neto; 9 - Wilson Eduardo; 10 - Diogo Rosado; 11 - Henrique Gomes.
Segundo Tempo: 1 - Victor Golas (12 - Ruben Luís); 13 - Radut Mihai; 14 - Nuno Reis; 15 - Ignacio Ameli; 16 - Ricardo Alves; 17 - Diogo Amado; 18 - Luís Almeida; 19 - Atacora; 20 - Alexander Zahavi; 21 - Luís Oliveira; 22 - Amido Baldé.
Treinador: José Lima.
União Desportiva da Serra: 24 - Pedro Duarte; 2 - Lagoa; 26 - Mamadou Ndiaye; 10 - Marco Aurélio; 21 - Ruas; 11 - Miguel Pinho; 16 - Carioca; 8 - Hugo Carvalho; 5 - Pimenta; 25 - Parracho; 22 - Morgado.
Suplentes utilizados: 4 - Mota; 7 - Pedro Mendes; 9 - Zim; 13 - Nélson; 17 - André Caveira; 18 - César; 19 - Joel; 20 - Rui Costa.
Treinador: Ricardo Moura.
Árbitro: Carlos Amado.
Assistentes: Artur Louceiro e Ricardo Morgado.
Golos: 1-0, aos 13', 2-0, aos 58'; 3-0, aos 79'.
Melhores em campo: Renato Santos (Sporting) e Miguel Pinho (União da Serra).

Depois de no passado fim-de-semana ter participado no torneio quadrangular de Rio Maior, a equipa júnior do Sporting tinha este fim-de-semana a honra de ser a equipa convidada para o jogo de apresentação do União da Serra, da AF Leiria. E melhor estreia não podia desejar a equipa da casa, que irá este ano disputar a II Divisão nacional. O resultado final saldou-se em 3-0, um número algo desnivelado face àquilo que se passou em campo.
A convocatória do Sporting para este jogo era quase idêntica à do torneio de Rio Maior, com uma excepção: Javier Sánchez, que regressou a Espanha, e que foi substituído pelo togolês Atacora. O médio africano constituía, assim, a principal incógnita desta equipa leonina, e um dos pontos de curiosidade para os adeptos. De referir que Rabiu Ibrahim, apesar de acompanhar a comitiva leonina, também não entrou em campo, desconhecendo-se no entanto as razões para a ausência do nigeriano.
Do lado do União da Serra, os principais destaques iam para o lateral Ruas (que passou pelo Fátima), para o ex-Barreirense Carioca e para Mamadou Ndiaye, que contava no seu currículo com o "gigante" Vitória de Setúbal, para além do Sporting de Pombal. Uma equipa experiente, portanto, e que apresentou algumas dificuldades aos jovens leõezinhos.
Nervosismo excessivo
As duas equipas entraram em campo com 4-3-3 que encaixavam bem um no outro. No Sporting, o quarteto defensivo era composto por Cédric, Matheus, Pedro Mendes e Garza, enquanto que os três médios eram André Martins, mais recuado, Renato Neto a número 8 e Diogo Rosado no apoio ao ataque. Por sua vez, o trio de ataque tinha à direita Renato Santos, à esquerda Wilson Eduardo e como ponta-de-lança Henrique Gomes. De referir que estes três jogadores foram os que mais vezes trocaram de posição entre si, tendo Wilson chegado a surgir à direita (com Henrique na esquerda) e também no centro, como finalizador.
No entanto, o principal problema do Sporting foi o mesmo que já se verificara a semana passada, em Rio Maior, a saber, o nervosismo. A equipa leonina entrava em campo excessivamente cautelosa, e com bastantes problemas para travar os rápidos alas do União da Serra (sobretudo os do flanco esquerdo, onde Cédric Soares não teve mãos a medir). Mesmo assim, Diogo Rosado e Renato Santos eram a face do inconformismo leonino, sendo que o segundo teve, logo aos 2', um pormenor delicioso sobre um jogador adversário. Aos 3', os dois tabelavam para criar uma boa jogada, mas sem consequências.
E foi este o principal problema do Sporting, sobretudo no período inicial: as boas jogadas de ataque desenhadas pelos criativos caíam em saco roto. Henrique Gomes, apesar de batalhador, esteve apagado, e Wilson Eduardo andava pelas alas. O que significava, em termos práticos, que os belos centros de Renato Santos e os passes a rasgar de Rosado morriam nas mãos do guarda-redes Pedro Duarte. O facto de Rosado se mostrar, por vezes, excessivamente individualista também não ajudava.
Para piorar as coisas, a já diminuta confiança leonina sofreu um rude golpe logo aos 13', quando o União da Serra marcou o primeiro golo. A formação do Centro já avisara aos 5', quando Carioca rematara por cima da barra. Aos 13', a ameaça concretizou-se, na sequência de um dos muitos livres que a defensiva leonina concedia nas imediações da sua área. Desta feita, era descaído sobre o lado direito, e Hugo Carvalho bombeou a bola para a área. Aí, e antecipando-se a toda a gente, surgiu o "gigante" Mamadou, a cabecear à queima-roupa para a baliza de Golas. O guardião brasileiro pouco mais fez do que ficar a ver passar a bola, e de facto, pouco mais havia a fazer.
Frustração e desperdício
Portanto, 1-0. Mas nas bancadas não se desmoralizava; todos os presentes (adeptos do UDS incluídos) acreditavam que, mais cedo ou mais tarde, o Sporting viraria o jogo. E os miúdos de Alcochete bem tentaram. Galvanizados, os leõezinhos conseguiram finalmente encontrar-se, e melhoraram em muito o nível exibicional. Rosado percebeu que o jogo em equipa compensava, Renato Santos e Cédric foram perigos à solta, Garza mostrou-se exímio a jogar em velocidade e Wilson Eduardo constituiu uma agradável surpresa nas alas. No entanto, as oportunidades de golo continuavam a não surgir, e aos 16', só uma defesa "impossível" de Golas evitou o 2-0 adversário.
Aos 17' e 20', finalmente, o Sporting criou algo. Dois remates de meia-distância passaram perto da baliza de Pedro Duarte. O primeiro de Renato Neto; o segundo, portentoso, de Diogo Rosado, que rematou fortíssimo quase da entrada do meio campo. Um belo remate que merecia, talvez, ter criado mais perigo. O União da Serra respondeu, novamente por Mamadou, que subiu à área para cabecear ao lado (22'). Por seu lado, Lagoa subiu bem pelo flanco, mas rematou muito torto (24').
No entanto, um dos momentos decisivos da partida deu-se aos 31 minutos, numa fase de maior pressão leonina. Wilson Eduardo aproveita um erro de um central adversário e rouba a bola dentro da grande área; no entanto, falta confiança ao jovem dianteiro e a jogada acaba por se perder na busca de um apoio que nunca chegou. Nas bancadas, ficou a sensação de que devia ter sido golo, e a frustração aumentava.
E viria a aumentar ainda mais quando, aos 32', Renato Santos cria a melhor oportunidade de golo de toda a primeira parte. O extremo ganha a linha, num trabalho fantástico, e cruza rasteiro para a boca da baliza. No entanto, mais uma vez, sentiu-se a falta de presença dentro da área, visto que não surgiu ninguém para encostar o pé e empatar o jogo. O Sporting cheirava o golo, mas a sorte não abundava.
Aos 37', nova oportunidade, novamente criada por Renato Santos; o cruzamento para Wilson Eduardo é interceptado pelo corpo de um jogador da Serra. Na sequência do canto, Renato Santos (quem mais?) remata à figura de Pedro Duarte.
Aos 40', surge mais uma oportunidade para Golas brilhar. Perante uma defesa demasiado permissiva, um avançado do U. Serra trabalha bem e remata; o guardião brasileiro responde com uma defesa extraordinária, com as pernas. A partir daí, apenas um par de cruzamentos inconsequentes do Sporting, e um bom corte de Pedro Mendes aos 43', captaram a atenção dos presentes.
A primeira parte terminava assim com um resultado de 1-0, justo, por aquilo que se tinha visto até então.
Nova equipa, mais do mesmo
No início da segunda parte, e como já fizera em Rio Maior, o Sporting trocava todos os jogadores, lançando o seu segundo onze. Curiosamente, o guardião Victor Golas ainda iniciaria a segunda parte, sendo substituído nos primeiros minutos por Ruben Luís.
No entanto, se em Rio Maior os "reservas" tinham deixado melhor impressão que os titulares, aqui passou-se exactamente o contrário. Não que os leõezinhos da segunda parte tenham jogado mal, mas pareceram uma equipa mais "partida", menos coesa. Quanto ao União da Serra, mantinha o seu estilo de jogo rápido e ofensivo, criando dificuldades constantes aos defesas leoninos.
A nível de oportunidades, mantinham-se os problemas da primeira parte. Muitas das jogadas de ataque "morriam na praia", as restantes eram bem resolvidas pelo guarda-redes Nélson (entrado ao intervalo). As poucas ocasiões criadas surgiam na meia-distância, fosse através do potente pontapé de Atacora (razoável surpresa) ou dos livres de Amado e Zahavi. No entanto, a sorte continuava a não bafejar os jovens sportinguistas, apesar de o guarda-redes adversário ser inferior ao da primeira parte.
Quanto ao União da Serra, continuava a procurar o caminho do golo e, aos 58', acabou mesmo por o encontrar. Após boa jogada de ataque pela direita, Pedro Mendes (o da Serra) cruza para a área leonina, onde uma falha colectiva da defesa permite que um seu colega de equipa encoste com tranquilidade para o 2-0. Estava cada vez mais difícil a tarefa do Sporting.
E esta ficou definitivamente comprometida aos 79', quando o União fechou a contagem. E se no segundo golo, Ruben Luís ficara "mal na fotografia", no terceiro nada poderia fazer, visto que já defendera (bem) um remate anterior. Mais uma vez, o golo surge de um livre descaído para a ala (desta vez a esquerda), que Ruben Luís defende aparatosamente; no entanto, a recarga sobra para um atacante da Serra, que fuzila e resolve de vez o jogo. Os leõezinhos bem haviam tentado, mas a derrota era inevitável.
No entanto, o jogo não acabara, e havia ainda tempo para um momento de tragi-comédia. Aos 85', o "gigante" Amido passa por dois adversários de forma irrepreensível, arma o remate e, quando nas bancadas já se antevia o "golaço" inevitável...escorrega e estatela-se de bruços no chão. Um momento desesperante para os adeptos leoninos, e a prova de que os deuses não estavam mesmo com os pupilos de José Lima.
No final do jogo, ficava a impressão de que a turma verde e branca merecia, pelo menos, um golo. Os leõezinhos trabalharam e, apesar da exibição estar longe de ser irrepreensível, sofreram de uma falta de sorte crónica. No entanto, puderam sair do Estádio Municipal de Santa Catarina da Serra de cabeça erguida, com a certeza de que esta foi apenas uma má tarde para uma boa equipa.
Análise individual:
Sporting Clube de Portugal
Victor Golas - Ficou mal na fotografia do primeiro golo, mas nada havia a fazer; redimiu-se com fantásticas defesas aos 23 e 40 minutos.
Cédric Soares - Teve muito trabalho com Ruas e Miguel Pinho. Paulatinamente, foi encontrando espaço para subir e criar desequilíbrios.
Pedro Mendes - Discreto, cumpriu a missão defensiva sem dar muito nas vistas.
Matheus Silva - Mais interventivo que o seu colega do eixo, talvez por ter um jogador muito perigoso na sua zona de influência. Resolveu com classe diversas situações.
Greg Garza - Quando encontrou espaço, foi uma "seta" apontada à baliza contrária, mostrando boa técnica e enorme velocidade. A defender, esteve regular.
André Martins - Um autêntico "papa-léguas". Correu quilómetros, jogou e fez jogar. Cumpriu com classe a função de médio-defensivo.
Renato Santos - O melhor em campo na tarde de Sábado. Extremamente raçudo, tecnicamente primoroso, excelente nas movimentações e com pormenores deliciosos, merecia que a sua equipa tivesse vencido o jogo.
Renato Neto - Confirmou as suas credenciais como box-to-box de qualidade. Correu, lutou, e demonstrou excelente jogo aéreo, embora por vezes confiante em excesso.
Wilson Eduardo - Agradável surpresa nas alas. Não estranhou a mudança de posição, esteve composto e demonstrou bom recorte técnico. Muito interventivo nas acções atacantes, faltou-lhe confiança para marcar aos 31'.
Diogo Rosado - Começou individualista, a querer resolver sozinho e a falhar. Com o correr do jogo, assumiu a influência habitual a meio campo, com diversos passes de qualidade.
Henrique Gomes - Apagado, nunca foi o finalizador que se pretendia. Correu muito, lutou, e teve um bom momento sobre a esquerda, mas passou ao lado do jogo.
Ruben Luís - Quase sem trabalho, claudicou nos dois lances-chave. Mal batido no primeiro golo, compensou com defesa aparatosa no lance do terceiro.
Radut Mihai - Em relação a Cédric, nota-se que é mais lento e titubeante. Mas sobe bem pelo flanco e cruza com muito perigo. Aguerrido e interventivo.
Nuno Reis - Exibição esclarecida. Foi talvez o melhor dos centrais que pisaram o relvado do União da Serra. Apagou todos os fogos com categoria e simplicidade, e só errou mesmo no lance do segundo golo adversário.
Ignacio Ameli - O "elo mais fraco" da defesa leonina. Pareceu nervoso, e jogou por vezes de forma excessivamente precipitada. Mas lutou muito e jogou sempre de cabeça erguida.
Ricardo Alves - Cumpriu a prova de fechar o lado esquerdo, sem brilhar nem comprometer. Aprovado, mas sem distinção.
Diogo Amado - Discreto, talvez por estar a regressar de lesão complicada. Pautou jogo a meio-campo.
Luís Almeida - Pressionou sempre "em cima" a defesa do União da Serra. Quando teve bola, criou desequilíbrios.
Atacora - Deixou bons apontamentos a nível do passe e da meia-distância, mas precisa ainda de mais subtileza no toque de bola. O veredicto final fica para segundas núpcias.
Alexander Zahavi - Menos vistoso que de outras vezes, teve uma boa arrancada aos 57 minutos. Interventivo, faltou-lhe sorte nas bolas paradas.
Luís Oliveira - Autêntica "carraça", apareceu em todo o lado. Mexido e técnico, foi um dos melhores em campo na segunda parte.
Amido Baldé - Voltou a surpreender pelo tecnicismo e mobilidade, sobretudo a desprender-se de marcação. No entanto, não conseguiu ser decisivo como se pedia. Foi protagonista do "apanhado" da tarde, aos 85 minutos.
Texto: Pedro Benoliel.
Imagem: Academia de Talentos.
10.08.2008 01:04h | Ocultar ou Mostrar Comentários |
Juniores
Dia 10.08.2008, às 21:50, Tobias disse...
Qual será o melhor 11 para esta época? Como conciliar o Rosado com o Rabiu?
A minha aposta vai para:
Victor Golas (1)
Cedric Soares (2)
Nuno Reis (3)
Pedro Mendes (4)
Michael Santos (5)
Diogo Amado (6)
André Martins (8)
Rabiu Ibrahim (10)
Alex Zahavi (7)
Wilson Eduardo (9)
Diogo Rosado (11)
Se existisse outro avançado com qualidade (quem sabe Amido Baldé) gostava de ver a equipa em 4-4-2 losango:
Victor Golas
Cedric Soares
Nuno Reis
Pedro Mendes
Michael Santos
Diogo Amado (6)
André Martins (MIdto)
Diogo Rosado (MIesq)
Rabiu Ibrahim (10)
Wilson Eduardo
Amido Baldé
Dia 10.08.2008, às 22:34, Administração disse...
"Qual será o melhor 11 para esta época? Como conciliar o Rosado com o Rabiu?
A minha aposta vai para:"
Dificilmente Rosado e Rabiu são conciliaveis a jogarem ambos no miolo, só se 1 deles for jogar para a ala o que reduziria a sua eficácia. Sinceramente, mais facilmente imagino Rabiu adaptado à ala, é um jogador com maior mobilidade e que sabe jogar em progressão, enquanto Rosado precisa de mais espaço para poder fazer render as suas qualidades.
Se calhar a pergunta mais interessante seria onde encaixa Wilson Eduardo no 11? No meio como seria de esperar ou numa das alas? Talvez com Amidu Baldé no meio, Wilson numa das alas e com Renato Santos ou Zahavi no outro corredor?
Na baliza, Golas parece ser a escolha mais provavel.
No eixo, Pedro Mendes e Nuno Reis, mas ainda é cedo para determinar se Matheus Silva se consegue intrometer nessa "luta". Ameli ainda não tem a maturidade necessária e Ricardo Alves apesar de não ser muito rápido, tem um pé esquerdo muito bom e tem sido uma agradável surpresa como lateral canhoto.
Cédric Soares (impressionante frescura fisica) é o melhor lateral direito, enquanto Radut a jogar no miolo contra o Rio Maior esteve muito bem. Será preciso ver Michel Santos jogar, mas verdade seja dita, o americano Greg Garza é mesmo uma boa opção para esse posição.
Meio campo quase certamente será Amado, Martins e Rosado. Renato Neto esteve em bom plano contra a UDS, muito esforçado e irrequieto. Diogo Amado mostrou clara falta de ritmo de jogo com alguns passes incaracteristicos. Radut podia facilmente jogar no meio campo caso seja necessário. Rosado Vs UDS também esteve longe do que sabe fazer, mas rematou bem e foi mais "chatinho" para com o transportador da bola da adversário do que é seu hábito.
Na frente de ataque, Wilson Eduardo seria um indiscutivel e Diogo Viana seria outro. Com a saída deste último, faltam encontrar os outros 2 avançados para o 11, sendo que Renato Santos (exibição muito agradável ontem) e Zahavi possivelmente têm boas hipóteses de agarrar um desses lugares, mas não os 2. Alternativamente Rosado pode surgir na esquerda ou até mesmo Rabiu.
A baliza e meio campo parecem faceis de adivinhar, a defesa já não tanto, pois poderá haver uma ou duas surpresas. O tridente de ataque é o mais complicado de adivinhar, pois não se sabe onde vai jogar Wilson.
Em resumo, Cédric Soares, Nuno Reis e Rabiu Ibrahim têm todos boas hipóteses de jogar e Renato Santos, Zahavi e Greg Garza também lutam por um lugar, mas não acredito muita na possibildiade de apostarem numa equipa com 4 a 6 juniores de 1º ano a jogarem todos ao mesmo tempo.
1 Golas
2 Cédric
3 Pedro Mendes
4 Nuno Reis
5 Greg Garza
6 Amado
7
8 André Martins
9 Wilson
10 Rosado
11
Tendo em conta a falta de extremos de 2º ano e a quantidade de médios centro, o losango de facto parece ser o sistema que mais facilmente arranjaria espaço para Amado, Martins, Rabiu e Rosado, mas não creio que o sistema vá mudar do 4-3-3 habitual.
Alguns jogadores têm o mesmo problema da época passada, ainda precisam "ganhar corpo", pois à medida que vão transitando de iniciados para juvenis para juniores o seu talento natural já não chega porque a sua falta de estampa fisica começa a ser um problema para o colectivo se a equipa jogar com 6 a 8 jogadores "pequeninos" todos ao mesmo tempo.
Dia 10.08.2008, às 22:55, Editor disse...
No que toca à questão Rosado/Rabiu, de facto, seria fácil de resolver jogando em losango. Só que isso tiraria um dos extremos da equação. Previsivelmente o Renato Santos, visto que é um extremo mais "puro e duro". Mas seria uma pena se o Renato não jogasse porque tem estado em excelente forma....no entanto, desenhemos um hipotético losango "paulobentiano":
Golas (1)
Cédric (2)
P. Mendes (3)
N. Reis (4)
Michael/Garza (5)
Amado (6)
Rabiu ("7,5")
André Martins ("11,5")
Rosado (10)
Wilson (11)
Amido (9)
Colocando Rabiu e Martins ambos a jogarem a "números 8", com cada um deles a descair para uma ala, conseguia-se conciliar Rabiu e Rosado. Agora, se o SCP escolher o 4-3-3, é provável que seja assim:
Golas (1)
Cédric (2)
P. Mendes (3)
N. Reis (4)
Garza (5)
Amado (6)
Martins (8)
Rosado (10)
Rabiu/Wilson (7)
Amido/Wilson (9)
Renato Santos (11)
O Rabiu, neste esquema, perderia influência, pois não teria tantas oportunidades de fazer passes a rasgar. No que toca à "batalha" dos pontas de lança, creio que Wilson ganharia. Ainda que o Amido seja um jogador perfeito para o estilo de jogo "à Jardel" - com toda aquela altura, bola para a cabeça é bola na baliza, com certeza! No entanto, pareceu-me um jogador que não gosta de ficar "plantado" na área à espera. Assim, avançado móvel por avançado móvel, creio que será o Wilson o escolhido, visto que é um jogador mais rápido e esquivo (a altura também acaba por atrapalhar o Amido, aumenta-lhe o tempo de reacção, porque tem que deslocar aquela massa corporal toda! :D)
Portanto é natural que a equipa que se verá de ora em diante seja algo como se explanou acima.
Dia 10.08.2008, às 22:56, Editor disse...
Nota: no 4-3-3 coloquei o Garza por ser um jogador rápido, muito útil no apoio aos alas.
Tem que estar logado para poder comentar.
Caso ainda não tenha uma conta registe-se!