Sub-14: AF Porto 0-0 AF Lisboa

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Sex, 26.06.2009

FICHA DE JOGO:

Associação de Futebol do Porto 0-0 Associação de Futebol de Lisboa.

Torneio Inter-Associações "Lopes da Silva" - Sub-14.

Data: 25-06-2009.
Hora: 09:30.
Local: Complexo desportivo do Jamor, campo n.º 4.

ASSOCIAÇÂO DE FUTEBOL DO PORTO: 1- José Carlos, 2- Hélder Cardoso, 3- André Ribeiro, 4- Tomás Podstawski (Capitão), 5- Rafael Alves, 6- Vítor Andrade (8- Luís Barbosa, 47'), 9- Diogo Cardoso (17- Pedro Santos, 39'), 10- João Graça (16- Francisco Ramos, 39'), 13- Marcelo Magalhães, 14- Babibiky Nancassa (15- Mário Ferreira, 47') e 18- Francisco Costa (7- Miguel Nogueira, 39').
Suplentes não utilizados: 12- Marcelo Sousa e 11- Diogo Silva.
Treinador: Arsénio Barros.

ASSOCIAÇÃO DE FUTEBOL DE LISBOA: 1- Pedro Guedes, 2- João Nunes, 3- Alexandre Alfaiate, 4- Ricardo Tavares (16- Marcelino Rim, 49'), 5- Pedro Rebocho, 6- Raphael Guzzo, 7- Paulo Fernandes (11- Daniel Podence, 49'), 8- Diogo Maurício, 9- João Gomes, 10- Ricardo Gomes (Capitão) e 15- Francisco Geraldes (17- Rui Caniço, 37').
Suplentes não utilizados: 12- César Paules, 13- Marcos Lopes, 14- João Faria e 18- Bruno Sales.
Treinador: António Prazeres.

Árbitro: Carlos Alexandre (A.F. Portalegre).
Árbitros assistentes: Dinis Gorjão e Márcio Ferreira.
4.º árbitro: André Silva.

Disciplina: Cartão amarelo a Mário Ferreira (49').

Melhores em campo: Rafael Alves (A.F. Porto) e Ricardo Gomes (A.F. Lisboa).



CRÓNICA:

No encontro mais aguardado do Torneio Lopes da Silva até ao momento, A.F. Porto e A.F. Lisboa equivaleram-se em quase todos os aspectos do jogo, pelo que o empate a zero registado no final da partida é um resultado completamente acertado.

Aliás, o empate era o resultado mais provável para este encontro e as estatísticas assim o indicavam. Senão vejamos: à partida para este duelo, portuenses e lisboetas tinham o mesmo número de vitórias (três) e o mesmo número de pontos (nove). Mas as semelhanças entre os dois conjuntos não se ficam por aí. Até ao momento, A.F. Lisboa e A.F. Porto têm também o mesmo número de troféus deste torneio nas suas vitrinas: nada mais, nada menos que seis.

Pois bem, com tanto equilíbrio nos números, não espantou que dentro de campo as equipas tenham dividido a posse de bola, as ocasiões de golo e até os pontos.

A selecção de Lisboa até entrou melhor no jogo, mas a equipa nortenha pouco demorou a equilibrar os acontecimentos, a dividir as operações com o adversário e a repartir quase na perfeição a posse de bola.

Numa partida intensa e, a espaços, bem disputada, só faltaram mesmo os golos. É certo que ambas as equipas construíram alguns lances de perigo junto das balizas, mas nenhuma delas conseguiu demonstrar acerto na finalização.

4-3-3 de ambos os lados

Portuenses e lisboetas actuaram alicerçados em 4-3-3 e, no decorrer do jogo, foi possível observar um encaixe quase perfeito das equipas.

Do lado da selecção do Porto, o "onze" inicial foi quase na totalidade constituido por jogadores do F.C. Porto. A excepção foi Hélder Cardoso, atleta do A.D. Pasteleira.

Na baliza pontificou o guarda-redes José Carlos, que actuou atrás de um quarteto defensivo composto pelos centrais André Ribeiro e Marcelo Magalhães e pelos laterais Hélder Cardoso e Rafael Alves. No meio-campo, Vítor Andrade foi a referência mais recuada, ao passo que João Graça e Tomás Podstawski alinharam como médios-interiores. Em apoio ao ponta-de-lança Diogo Cardoso jogaram os extremos Francisco Costa, pela esquerda, e Babibiky Nancassa, na direita.

Por seu turno, o conjunto lisboeta foi maioritariamente composto por jogadores do Benfica e Sporting. Diogo Maurício, do Real S.C., foi a excepção.

No sector defensivo, à frente do guardião Pedro Guedes, Alexandre Alfaiate fez dupla de centrais com Ricardo Tavares, tendo João Nunes e Pedro Rebocho ocupado as faixas laterais. Na intermediária, Raphael Guzzo jogou como pivô defensivo, enquanto Ricardo Gomes e Francisco Geraldes actuaram um pouco mais adiantados. João Gomes foi o ponta-de-lança da selecção de Lisboa, acompanhado de perto pelos extremos Diogo Maurício e Paulo Fernandes.

Melhor início lisboeta, boa reacção portuense

Já se disse nesta crónica que a selecção de Lisboa entrou melhor neste jogo. E esse melhor começo foi personificado por Raphael Guzzo, aos 4 minutos, num remate distante que não passou longe do alvo.

Os lisboetas voltaram à carga pouco depois, num lance em que João Nunes e João Gomes foram os principais protagonistas. O primeiro cruzou da direita e o segundo rematou de cabeça, fazendo a bola passar perto da trave contrária.

Mas o ascendente da selecção de Lisboa não durou muito e foi rapidamente contrariado pelo conjunto nortenho. A equipa do Porto conseguiu pegar também ela no controlo das operações e as iniciativas atacantes passaram a ser repartidas.

Chegava então a vez de os portuenses se abeirarem da baliza adversária, algo que aconteceu à passagem do minuto dez, por intermédio do lateral Rafael Alves, que obrigou Pedro Guedes a realizar uma defesa apertada.

A partida decorria numa toada equilibrada, com a bola a visitar regularmente as duas metades do campo e a fazer aparições esporádicas junto das zonas de perigo. E a derradeira ocasião de golo do primeiro tempo pertenceu à selecção do Porto, mesmo à beira do intervalo. O remate de Babibiky Nancassa foi novamente bem defendido pelo guardião Pedro Guedes.

Mais equilíbrio e o nulo a manter-se até final

O primeiro lance dos segundos vinte e cinco minutos deixou no ar a ideia de que a selecção de Lisboa poderia ganhar superioridade. Logo após o apito para o recomeço, Francisco Geraldes desferiu um remate de fora da área que foi embater na barra da baliza defendida por José Carlos.

E até no que concerne aos remates à trave as equipas se equivaleram nesta partida. Isto porque, seis minutos depois da baliza portuense ter estremecido, João Graça correspondeu com um grande remate de primeira a um cruzamento de Babibiky Nancassa e deixou o travessão contrário a tremer.

Todavia, estes dois lances nos primeiros seis minutos da etapa complementar não tiveram grande seguimento no decorrer da etapa complementar. As equipas continuaram a entregar-se completamente ao jogo, o equilíbrio continuou a ser a nota de maior destaque, mas os lances decidiam-se na maior parte das vezes na zona intermediária e, dessa forma, as jogadas de perigo iminente foram rareando.

As alterações realizadas pelos treinadores quebraram um pouco o ritmo do jogo e os minutos foram passando sem que se registassem alterações significativas até ao apito final do árbitro Carlos Alexandre.

Com este empate, A.F. Porto e A.F. Lisboa somam dez pontos. No entanto, os portuenses estão em vantagem sobre os lisboetas, uma vez que têm melhor registo de golos.

Nos primeiros três jogos, a selecção do Porto havia vencido as suas congéneres da Horta (10-0), Viana do Castelo (2-0) e Aveiro (2-0). Já a selecção de Lisboa, que conquistou as últimas quatro edições desta competição, venceu as selecções do Algarve (4-0), Évora (6-0) e Leiria (1-0).

O Torneio Inter-Associações Lopes da Silva prossegue esta sexta-feira e termina no sábado.



ANÁLISE INDIVIDUAL (Associação de Futebol do Porto):

José Carlos (F.C. Porto) - Destemido a sair a vários cruzamentos, evitou alguns problemas para a sua baliza. Viu a sua barra estremecer aos 25 minutos e nada poderia fazer para deter o remate de Francisco Geraldes.

Hélder Cardoso (A.D. Pasteleira) - Bastante seguro a defender, procurou manter o seu flanco alheio a calafrios para, dessa forma, poder dar apoios regulares ao ataque.

André Ribeiro (F.C Porto) - A sua principal missão foi vigiar as movimentações do ponta-de-lança contrário e teve nota globalmente positiva no desempenho dessa tarefa.

Tomás Podstawski (F.C. Porto) - O capitão portuense sabe pautar os ritmos de jogo da sua equipa. Deu bons apoios nos movimentos defensivos e soube surgir na segunda linha do meio-campo.

Rafael Alves (F.C. Porto) - Excelente jogo do lateral-esquerdo da selecção do Porto. A sua capacidade física permitiu-lhe fechar o seu flanco com mestria e passar a linha do meio-campo diversas vezes. Assinou alguns cruzamentos para a área e foi seu o primeiro remate perigoso do conjunto portuense, obrigando o guardião contrário a realizar uma defesa apertada.

Vítor Andrade (F.C. Porto) - Um autêntico filtro à frente da defensiva. Acudiu a vários fogos, ora à esquerda, ora à direita, e recuperou muitas posses de bola para o seu conjunto.

Diogo Cardoso (F.C. Porto) - Avançado possante e lutador, procurou incomodar a defensiva lisboeta. Nunca desistiu dos lances em que foi solicitado, mas não logrou criar perigo.

João Graça (F.C. Porto) - Capacidade de organização e simplicidade de processos. Foi sua intenção servir os companheiros da frente ao longo dos 39 minutos em campo.

Marcelo Magalhães (F.C. Porto) - Bom jogo do central. Mostrou-se muito vigilante nas suas tarefas e realizou um punhado de cortes importantes, na sua zona de acção e em dobras aos companheiros.

Babibiky Nancassa (F.C. Porto) - Esforçado mas nem sempre feliz. Pela direita tentou imprimir velocidade aos ataques portuenses, mas o sucesso não foi uma constante nas suas acções.

Francisco Costa (F.C. Porto) - Muito irrequieto e tecnicamente dotado, travou com João Nunes um despique interessante. Deixou tudo de si em campo, nas variadas arrancadas pelo flanco canhoto.

Miguel Nogueira (Leixões) - A genica que deu ao lado esquerdo do ataque é a nota de maior destaque deste jogador que entrou em campo aos 39 minutos.

Francisco Ramos (F.C. Porto) - Onze minutos em campo no centro do terreno. Prosseguiu o bom trabalho anteriormente executado pelo seu companheiro João Graça.

Pedro Santos (F.C. Porto) - Colocou-se na frente de ataque, rendendo Diogo Cardoso. Ainda tentou o remate por duas vezes, mas em ambas a bola saiu frouxa dos seus pés.

Luís Barbosa (Boavista) - Actuou três minutos na posição de trinco.

Mário Ferreira (Leixões) - A sua entrada deu-se para o lado direito, a três minutos do final. Viu o cartão amarelo devido a uma entrada mais ríspida sobre um adversário.



ANÁLISE INDIVIDUAL (Associação de Futebol de Lisboa):

Pedro Guedes (Benfica) - Duas boas defesas, aos 10 e 25 minutos, deixam a sua folha de serviço com um registo positivo. Tal como o guardião portuense, também viu a bola embater na sua barra.

João Nunes (Benfica) - Teve de manter-se atento às movimentações de Francisco Costa. Fê-lo com sucesso e ainda deu profundidade ao seu flanco num par de ocasiões, chegando mesmo até à linha de fundo para cruzar. Foi assim que, aos 7 minutos, quase deu o golo a João Gomes.

Alexandre Alfaiate (Benfica) - O central não teve medo de assumir a posse de bola e iniciar alguns ataques, levantando a cabeça e procurando companheiros em boa posição para receber o esférico. A defender nada se lhe pode apontar.

Ricardo Tavares (Sporting) - Concentração, essa foi a palavra-chave da prestação do central, que esteve quase sempre no encalço dos seus adversários. Saiu tocado nos derradeiros instantes.

Pedro Rebocho (Benfica) - Levou muitas vezes a melhor sobre Babibiky, o seu adversário directo. Muito raça na entrada aos lances, também tentou dar opções no ataque.

Raphael Guzzo (Benfica) - Foi seu o primeiro remate perigoso do jogo, no qual fez a bola passar perto da baliza contrária. Movimentou-se bem no meio-campo lisboeta, dando apoios à defensiva e entregando a bola com qualidade.

Paulo Fernandes (Sporting) - A sua capacidade técnica é bem visível cada vez que pega na bola pelo lado direito. Procurou ser um rosto de perigo para a defensiva portuense.

Diogo Maurício ( Real S.C.) - Jogou na ala esquerda durante o primeiro tempo, mas nem sempre teve bola para poder mostrar-se. Também jogou no centro do terreno.

João Gomes (Benfica) - Lutou bastante na frente de ataque e assinou um cabeceamento muito perigoso, depois de aceder a um cruzamento de João Nunes (7').

Ricardo Gomes (Benfica) - O capitão apareceu um pouco por todo o meio-campo da selecção de Lisboa. Ajudou a defender, levou a bola para o ataque e procurou inventar uma forma de chegar com sucesso à baliza contrária. Incansável durante toda a partida.

Francisco Geraldes (Sporting) - Aguerrido, não virou a cara à luta na zona central. Recuperou algumas posses de bola e assegurou um punhado de transições para um ataque.

Rui Caniço (Benfica) - A sua entrada em campo deu-se a treze minutos do final. Tempo suficiente para mostrar vontade de levar o esférico para as imediações da área contrária e tentar fazer a diferença pela esquerda.

Marcelino Rim (Sporting) - Esteve apenas um minuto em campo, rendendo o tocado defesa Ricardo Tavares.

Daniel Podence (Sporting) - Entrou ao mesmo tempo que Marcelino Rim. Pouco mais de sessenta segundos em campo no lado direito do ataque.



DECLARAÇÕES:

Tomás Podstawski
(Capitão da A.F. Porto):

"Foi um jogo bastante repartido e equilibrado. A selecção de Lisboa entrou melhor, mas nós soubemos responder e houve mesmo situações para ambas as equipas chegarem ao golo.

Estamos à frente da A.F. Lisboa e, se cumprirmos nos nossos jogos, temos boas possibilidades de ficar à frente deles. O nosso objectivo é vencer esta competição.
"



Ricardo Gomes (Capitão da A.F. Lisboa):

"Penso que estivemos bem no jogo. Tivemos algumas oportunidades que não conseguimos concretizar, mas acho que cumprimos.

Saímos um pouco tristes, porque estamos atrás da A.F. Porto, mas temos de continuar de cabeça levantada e vamos continuar a trabalhar para fazermos um bom torneio e conseguirmos vencer a competição.
"


Mister Sérgio Ribeiro (Associação de Futebol do Porto)




Mister José Paisana (Associação de Futebol de Lisboa)




Texto: João Miranda.

Comentários

Concordo plenamente o que o

Concordo plenamente o que o colega disse. Já no comentário da lista de convocados disse ESCANDALO. Porque? Porque estes senhores da AFL são uns meros bonecos nas maos dos clubes.
Haja seriedade, honestidade.

ESCANDALO

Então o jogador Marcos

Então o jogador Marcos Lopes não é utilizado? É o que faz este jogador ter ido lesionado à Selecção, mas como o seu empresário exigiu ao Benfica para deixar o menino ir, este foi mesmo lesionado e tirou o lugar a outros colegas, para agora estar a aquecer o Banco.

São os podres do futebol.

Isto é uma vergonha!!!

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