Sub-17: A nova geração de ouro?

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Qui, 02.07.2009

Sub-17: A nova geração de ouro?

A futura equipa Sub-18 é talvez a mais completa de todas as selecções. Bons guarda-redes, uma defesa e um meio-campo compactos, velocidade e criatividade nas alas e um ponta-de-lança de eleição dão positivas dores de cabeça a Hélio Sousa, o novo seleccionador nacional Sub-18.



XI IDEAL:

1. João Figueiredo - GR (Sporting Clube de Portugal)
Com boa estampa física, é um guarda-redes que cobre bem a baliza. Ágil e determinado, é frequente vê-lo a realizar intervenções espectaculares. Participativo, é voz de comando no último reduto sportinguista. Comprometeu em Gaia, mas nada que coloque em causa o indiscutível valor deste internacional.

2. David Bruno - DD (Futebol Clube do Porto)
Nas incursões ofensivas, é raro vê-lo falhar. Difícil de ultrapassar no confronto directo, alimenta o ataque com o seu preciso passe longo, a toda a largura do campo. Adapta-se da mesma forma ao 4x4x2 e ao 4x3x3. Dos melhores laterais da formação portuguesa.

3. Miguel Serôdio - DC (Sporting Clube de Portugal)
Destruir e construir. O central sportinguista é um elemento bastante móvel, subindo várias vezes no terreno para desenhar o nascimento de lances de ataque. Rápido e inteligente, consegue jogar à distância sem perder os eixos de referência. Excelente jogador.

4.Hugo Sousa - DC (Futebol Clube do Porto)
É a voz de tranquilidade nos momentos de perigo. Se pelo ar ainda precisa de melhorar, pelo chão é praticamente inultrapassável. Sempre muito dinâmico, não é um jogador de deslocações para o miolo, preferindo antes usar o seu apurado passe longo.

5.Rui Coentrão - DE (Sporting Clube de Portugal)
Uma flecha pelo flanco esquerdo. Com ele em campo, a faixa está sempre preenchida, tal é a intensidade dos seus raides. A estes atributos junta boa capacidade de recuperação, remate forte e cruzamentos precisos.

6.Sérgio Oliveira - MDC (Futebol Clube do Porto)
Pivot defensivo moderno, que joga a toda a largura do campo com o máximo rendimento. Começou em posições mais adiantadas mas o recuo fê-lo ir ao encontro do seu verdadeiro futebol. Este ano melhorou a eficácia do seu remate de fora da área.

7.Sancidino Silva - AVD (Sport Lisboa e Benfica)
Evoluiu muito este ano, passando a jogar mais em dupla ofensiva. É um jogador com muita velocidade e com uma perspicácia de desmarcação assinalável. Oferece uma grande intensidade ao longo de todo o jogo.

8.William Carvalho - MIE (Sporting Clube de Portugal)
Tem uma grande compleição física e uma disponibilidade tremenda. Muito bom na circulação de bola, é um elemento que se apresenta constantemente em jogo. Funciona de forma eficaz numa linha de dois homens do miolo, possibilitando que a equipa possa colocar mais homens no ataque.

9.Filipe Barros - AV (Futebol Clube do Porto)
Lê as jogadas um segundo antes que todos os outros. Eis a grande virtude de um jogador com uma queda impressionante para o golo. Nem a sua compleição física - franzino e baixa - parece ser impeditiva a que se torne um jogador de top.

10.Rúben Pinto - MID (Sport Lisboa e Benfica)
É a referência da manobra ofensiva encarnada, não se coibindo de pisar terrenos mais recuados para pegar no jogo. Impõe os ritmos da equipa e sabe observar as movimentações dos colegas, fazendo inúmeras assistências.

11.Telmo Castanheira - AVE (Futebol Clube do Porto
Joga na ala esquerda ou em qualquer posição do losango. A sua polivalência permite à equipa adquirir uma versatilidade táctica que a torna imprevisível. Foi um jogador fundamental no onze base de Rui Gomes e até marcou um golo decisivo no Seixal.



SUPLENTES:

12.Pedro Cavadas - GR (Boavista Futebol Clube)

Faz defesas impossíveis. Chegou a ser dado como certo no Benfica mas o que é certo é que continua de pedra e cal nos axadrezados. É um guarda-redes muito alto, com bom porte físico e com uma agilidade acima da média. Condições reunidas para um futuro de eleição.

13. João Amorim - MCO (Futebol Clube do Porto)
Camisola dez com grande sentido de organização de jogo. Individualmente desequilibra a partir do momento em que acelera. Fez muitas combinações de sucesso com Filipe Barros. Uma lesão de três meses retirou-lhe algum ritmo na fase final.

14. Mauro Antunes - MCO (Sporting Clube de Portugal)
De toque simples, o sportinguista consegue preencher as posições interiores e de organização de jogo com um rendimento muito regular. Corre quilómetros e contribui para o equilíbrio da equipa. Futuro risonho em perspectiva.

15. Bakar Mirtskhulava - DC (Sport Lisboa e Benfica)
Quique Flores chamou-o aos treinos da equipa principal por diversas vezes e a opção justifica-se. Muito sereno, o georgiano raramente compromete, apesar de estar sempre em jogo. É um jogador em quem os colegas confiam, cabendo-lhe a marcação dos avançados mais perigosos.

16. Eduardo - MC (Futebol Clube do Porto)
É a "formiguinha trabalhadora" do meio - campo portista. Exímio no passe curto e na organização do miolo, Eduardo tem o mais importante dos seus atributos na capacidade psicológica: nos momentos de maior aflição é o primeiro a manter a calma.

17. Pedro Costa - MCO (Boavista Futebol Clube)
Fez a sua formação como camisola dez, mas sempre revelou capacidades de finalização. A "mistura" das duas posições está a dar bons resultados. Com paixão pelo jogo, o boavisteiro pode aspirar a voos mais altos. Técnica e espontaneidade são trunfos que já dispõe em dose considerável.

18. Afonso Taira - MDC (Sporting Clube de Portugal)
Colecciona recuperações de bola em cada partida. Elemento muito válido nas transições, controla as movimentações do meio-campo com uma disponibilidade física considerável. A construir procura jogar no risco mas sem comprometer, aspecto que impressiona.



DISTINÇÕES INDIVIDUAIS:

Melhor Marcador: Filipe Barros (Futebol Clube do Porto)

Rematando com facilidade com ambos os pés, Filipe Barros torna simples os lances mais complexos. Na fase final marcou um golo decisivo no Seixal, colocando os dragões a vencer. Ao longo da época marcou 37 golos. Atrás de si um colega de equipa: João Beirão, com 25 golos.

Melhor Treinador: Rui Gomes (Futebol Clube do Porto)
Alterar as referências da equipa sem perder a identidade. Em jogos decisivos apostou em João Costa (contra o Benfica) e em Maycon (contra o Sporting) e trocou as voltas aos adversários. E mesmo quando a equipa não respondeu, o seu técnico soube evitar todos os problemas. Segue-se aventura nos Sub-16.

Melhor Jogador: Sérgio Oliveira (Futebol Clube do Porto)
Jesualdo Ferreira já o chamou à equipa principal e não foi por acaso. Tem tudo para ser um grande jogador: disponibilidade física, capacidade técnica, visão de jogo e remate forte. Resta saber se amadurece da melhor forma. Também a conquistar terreno na linha da frente aparece Filipe Barros.



Texto: Gil Nunes.
Imagem: Academia de Talentos.

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