A Itália está prestes a nomear Andrea Pirlo como seu novo treinador.
Pirlo, de acordo com o especialista em transferências Fabrizio Romano, aceitou a proposta verbal da Federação Italiana de Futebol (FIGC) e será confirmado como o sucessor de Gennaro Gattuso nos próximos dias.
A FIGC tinha abordado o chefe da seleção brasileira Carlo Ancelotti e o ex-técnico do Manchester City Pep Guardiola, mas ambos recusaram o cargo.
Em vez disso, Pirlo terá agora a chance de comandar o seu país, tendo vencido a Copa do Mundo com os Azzurri em 2006. A Itália não passa da fase de grupos de uma Copa do Mundo desde aquele triunfo, e não conseguiu se classificar para os últimos três torneios.
Pirlo, uma escolha questionável para a Itália
A nomeação de Pirlo pode levantar sobrancelhas, dado o seu histórico pouco inspirador como treinador até o momento.
O lendário ex-jogador do AC Milan e da Juventus está atualmente no comando do Dubai United, clube dos Emirados Árabes Unidos.
Pirlo ganhou a Supercopa da Itália e a Copa da Itália durante uma passagem pela Juventus que durou menos de um ano. Ele também treinou a Sampdoria de junho de 2023 a agosto de 2024, sendo dispensado de suas funções após um começo ruim na temporada 2024-25, depois de não conseguir o retorno à Série B na temporada anterior.
Assim, a nomeação de Pirlo representa um risco para a Itália e, depois que o ex-colega de equipe de Pirlo, Gattuso, falhou em levar os Azzurri à Copa do Mundo, deve haver ceticismo de que a sorte possa melhorar sob a liderança do homem de 47 anos.
A Itália voltará à ação competitiva pela primeira vez desde a derrota nos pênaltis para a Bósnia e Herzegovina na final do play-off de qualificação para a Copa do Mundo, quando enfrentarem a Bélgica na Liga das Nações da UEFA em 25 de setembro.