A Itália não conseguiu se classificar para a Copa do Mundo de 2026. Eles acompanharam de casa enquanto o resto do mundo jogava.
E agora, à medida que tentam se reconstruir, o processo desmoronou exatamente no tipo de farsas embaraçosas que explicam por que chegaram a esse caos desde o começo.
Andrea Pirlo foi afastado da posição de treinador da Itália devido à sua associação com uma plataforma russa de apostas esportivas, o que levou a uma pressão política significativa sobre o presidente da FIGC, Giovanni Malagò, para bloquear sua nomeação.
Pirlo confirmou, em comunicado, que foi informado no final da noite de domingo de que não estava mais na corrida pela vaga.
Pirlo está atualmente sob contrato com o clube de Dubai United FC, enquanto também atua como embaixador global de marca para a fornecedora russa de apostas Fonbet.
Ele enfatizou que a colaboração era “exclusivamente comercial e esportiva” – mas, após revisar os documentos contratuais, a liderança da federação ao redor de Malagò chegou a uma conclusão diferente.
O advogado federal passou o fim de semana examinando o contrato e verificou que ele não estava diretamente ligado ao seu papel como treinador do United FC, que pertence a Sergey Lomakin, mas sim a uma parceria pessoal.
A prioridade da FIGC era Pep Guardiola, que rejeitou a oportunidade. Carlo Ancelotti também recusou.
Isso deixou Pirlo como a opção apoiada pelo diretor técnico Paolo Maldini – ele próprio nomeado há apenas duas semanas – e seu assessor Leonardo.
O próprio candidato preferido de Malagò havia sido Roberto Mancini, que deixou o Al-Sadd em junho e estava pronto para um segundo ciclo no comando. Mancini é relatado como se sentindo “abandonado” pela federação e está furioso por ter sido preterido.
Malagò a recompor a situação
Agora Malagò fica a tentar recompor a situação.
“O novo treinador? Tenho recebido montes de mensagens desde esta manhã”, disse o presidente da FIGC.
“Falarei com todos o mais rápido possível, como é correto.” Acrescentou: “Ele estará aqui em breve, até amanhã. Estou a trabalhar nisso.”
Quando questionado sobre se Thiago Motta era candidato, respondeu: “Não posso dizer sim ou não. A quem eu me referia quando falei de situações constrangedoras? Cada um pode interpretar como quiser.”
A repercussão se estendeu a Maldini, que agora renunciou ao cargo de diretor técnico, junto de Leonardo.
Até mesmo a política italiana foi arrastada para a discussão. O vice-primeiro-ministro Matteo Salvini, ao falar na apresentação dos planos para o novo estádio de Roma, foi questionado sobre a situação.
Malagò insiste que o quadro maior está claro, mesmo que o próximo passo imediato ainda não. “Para recuperar nossa credibilidade competitiva no topo, onde nada é garantido, é preciso trabalhar com crianças que hoje têm entre 13 e 16 anos,” disse ele.
“Para isso, é preciso mudar todo o processo em termos de treino e cultura, e isso também inclui o treinador. As ideias são muito claras.”