Ben Chilwell mira a Copa do Mundo e pode dar o maior dedo do meio aos críticos

10 de Fevereiro, 2026

Ben Chilwell pretende oferecer “o maior dedo do meio” àqueles que duvidaram dele ao visar uma vaga na seleção inglesa para a Copa do Mundo — uma história que pode ressoar especialmente para leitores noruegueses, acostumados a ver atletas reinventarem a carreira em ligas europeias.

Chilwell está no processo de relançar a sua carreira no Strasbourg após deixar o Chelsea na última janela de transferências, após um final de temporada marcado por lesões no Stamford Bridge.

Exilado para a equipa apelidada de ‘bomb squad’ sob Enzo Maresca, Chilwell optou por sair e recomeçar na França. Ele admite que ir à Copa do Mundo continua uma hipótese remota, mas está determinado a dar a si mesmo a melhor oportunidade.

Ele disse à BBC Sport: “Que história seria se eu fosse à Copa do Mundo depois de ter estado na [Chelsea] bomb squad e todos tivessem me descartado há 12 meses.”

“Seria simplesmente o maior dedo do meio para tantas pessoas, o que para mim é uma motivação. Chelsea foram honestos comigo e não há ressentimento, mas é claro que tenho ego, então seria uma sensação agradável provar que algumas pessoas estavam erradas.”

Tuchel fala com Chilwell sobre possível retorno à Inglaterra

Chilwell conquistou a Liga dos Campeões com o Chelsea em 2021, atuando sob o comando do atual treinador da Inglaterra, Thomas Tuchel, antes de lesões no ACL e nos isquiotibiais o afastarem tanto do clube quanto da seleção.

Tuchel tem histórico de escolher ex-jogadores do Chelsea que seguiram para o exterior – o meio-campista Ruben Loftus-Cheek do AC Milan foi recentemente selecionado numa jogada pouco convencional – e Chilwell confirmou que falou com o alemão sobre as suas hipóteses.

“Provavelmente 99 em 100 pessoas dizem: ‘Não, ele não vai, e é impossível ir à Copa do Mundo’,” disse ele.

“Tivemos conversas desde que ele assumiu o cargo na Inglaterra. Vou tentar colocar as palavras certas – tem-se dito que não está fora da equação.”


Sem desavenças com Maresca, garante Chilwell

Strasbourg está numa posição de meio de tabela na Ligue 1, com Chilwell a jogar em todas as partidas do campeonato, faltando apenas duas. O jogador de 28 anos garante que não tem problemas com Maresca, apesar de ter sido afastado do Chelsea devido à visão do treinador italiano de que ele não conseguiria operar num papel de lateral invertido.

“Eu sabia plenamente que podia desempenhar esse papel,” disse Chilwell.

“Joguei no meio-campo até aos 12 anos e, mesmo com Thomas [Tuchel], quando jogávamos com uma linha de três, eu fazia corridas para posições de atacante, ou porque Toni Rudiger gostava de avançar com a bola, eu entrava para o interior. Consegui fazê-lo – é só que não tive a oportunidade.”

O Strasbourg enfrenta o Crystal Palace – com quem Chilwell teve uma época emprestado na temporada passada – amanhã à noite na Liga Europa.

Inês Carvalho

Inês Carvalho

Escrevo sobre futebol português com foco no que acontece fora do holofote: formação, bastidores e as histórias que explicam um jogo para lá do resultado. Acompanho clubes e talentos de perto, cruzando reportagem, contexto e detalhe para entregar informação clara e verificada. Acredito que o futebol se entende melhor quando ouvimos quem o constrói todos os dias.