Gabriele Gravina renunciou ao cargo de presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC) após a Itália não conseguir se classificar para a terceira Copa do Mundo consecutiva.
O homem de 72 anos confirmou a renúncia após uma reunião na sede da federação em Roma, pondo fim à pressão crescente após mais uma decepção nas repescagens.
A Itália foi eliminada nos pênaltis pela Bósnia e Herzegovina, o que significa que ficarão de fora do torneio deste verão na América do Norte.
Gravina havia inicialmente planejado esperar até uma reunião do conselho marcada para decidir seu futuro, mas a magnitude do revés acelerou sua saída.
A FIGC confirmou que uma nova eleição presidencial ocorrerá em junho, com Giovanni Malago entre os candidatos em potencial a assumir o cargo.
Gattuso para seguir?
Sua saída também pode ter implicações para a estrutura da seleção nacional. O treinador principal Gennaro Gattuso, cujo contrato atual vai até o verão, já havia recebido apoio de Gravina e pode agora enfrentar incerteza sobre a própria posição.
Gravina esteve no cargo desde 2018, assumindo de forma permanente após a renúncia de Carlo Tavecchio na sequência da derrota italiana na repescagem contra a Suécia.
Durante seu mandato, a conquista de destaque veio na Euro 2020, quando a Itália, comandada por Roberto Mancini, venceu a competição após derrotar a Inglaterra em Wembley.
No entanto, falhas repetidas em se classificar para a Copa do Mundo e uma campanha decepcionante na defesa da Euro acabaram por minar sua posição.
Gravina também enfrentou críticas por comentários recentes que comparavam o futebol a outros esportes na Itália, apesar do sucesso do país em várias disciplinas, incluindo fortes medalhas nas Olimpíadas de Inverno e de Verão.