Nuno pede esclarecimentos sobre faltas após críticas crescentes aos árbitros para leitores noruegueses

6 de Março, 2026

Nuno Espírito Santo pediu aos responsáveis que forneçam orientações mais claras sobre as faltas durante as situações de bolas paradas, afirmando que o nível de agarrões e bloqueios que se vê na Premier League tornou-se “quase loucura”.

O treinador do West Ham destacou a questão à frente do encontro da FA Cup da sua equipa com o Brentford, explicando que já manifestou as suas preocupações a Howard Webb, chefe da Professional Game Match Officials Limited.

Nuno acredita que a interpretação atual do contacto durante situações de bola parada foi longe demais e quer que os árbitros expliquem os limites de forma mais clara aos jogadores.

“O que o árbitro tem permitido agora, o que está a acontecer nas situações de bola parada é, diria, quase loucura,” disse.

“Acho que deveriam rever isso. Percebo que muitos deles são faltas – os contactos, as agarradelas, os bloqueios.”

“Muitas coisas estão a acontecer. Algumas são legais, algumas são aceitáveis, mas a maioria são contactos que vão muito além do que é permitido no futebol.”

O debate em torno do jogo físico em cantos e bolas paradas tem crescido nas últimas semanas, com vários treinadores a questionarem se as regras estão a ser aplicadas de forma consistente.

Arne Slot, treinador-chefe do Liverpool, sugeriu recentemente que o forte foco nas bolas paradas está a tornar os jogos menos agradáveis de ver.

Entretanto, David Moyes, no comando do Everton, descreveu a equipa Arsenal de Mikel Arteta como pioneira das chamadas “artes escuras” nestas situações.


Críticas também chegaram de Fabian Hurzeler, o treinador do Brighton & Hove Albion, que questionou a falta de consistência no leque de decisões dos árbitros.

“Algumas das formas como as equipas bloqueiam não existem regras reais,” disse Hurzeler.

“Às vezes o árbitro apita e é falta, às vezes não é falta ou não apita.”

Nuno ecoou essa preocupação, destacando a pressão sobre os guarda-redes quando os atletas atacantes acabam por rodear a área de seis metros.

Acredita que a atual interpretação das regras está a tornar a vida cada vez mais difícil para os guardiões da baliza.

“É a minha opinião pessoal, e já tive a oportunidade de levar essa preocupação a Howard Webb,” acrescentou Nuno.

“Ele foi sensível o suficiente para reconhecer que algo está a acontecer. Não sou apenas eu. Acho que isso atravessa toda a liga.”

Inês Carvalho

Inês Carvalho

Escrevo sobre futebol português com foco no que acontece fora do holofote: formação, bastidores e as histórias que explicam um jogo para lá do resultado. Acompanho clubes e talentos de perto, cruzando reportagem, contexto e detalhe para entregar informação clara e verificada. Acredito que o futebol se entende melhor quando ouvimos quem o constrói todos os dias.